Geração Y é um Blog inspirado em pessoas como eu, com nomes que começam ou contem um ípsilon. Nascidos na Cuba dos anos 70 e 80, marcados pelas escolas rurais, bonequinhos russos, saidas ilegais e frustração. Assim é que convido especialmente Yanisleidi, Yusimí, Yuniesky e outros que carregam seus ípsilons para que me leiam e me escrevam.

Muito mais assustados do que eu

tren1

A sexta-feira foi complicada desde o início, não nego. Pela manhã o Claudio faltou, professor de fotografia na Academia Blogger, porque um agente - que lhe mostrou apenas uma carteira opaca com as siglas DSE - o levou detido. Fizemos uma pequena festa em nossa casa depois das aulas para celebrar o primeiro aniversário de Voces Cubanas, que já mostra 26 sítios pessoais numa vida tão curta. Recordo que em meio aos abraços e os sorrisos alguém disse que me cuidasse. “Num sistema assim não há maneira de se proteger dos ataques do Estado”, disse na intenção de espantar meu próprio medo.

Por volta das seis da tarde íamos à uma reunião familiar. Minha irmã, há 36 anos, - no dia do ferroviário - presenteou meu pai com seu primeiro choro de bebê no meio da madrugada. Até Teo, com sua adolescência relutante em participar de atividades de “velhos”, aceitou nos acompanhar. Lá nos esperava o típico aniversário com fotos, velas para apagar e “Felicidades Yunia em teu dia, que o passes com alegria sadia…”. Só que vários olhos que espreitavam tinham outro plano para nós. No meio da avenida Boyeros, a poucos metros do MINFAR e do escritório de Raúl Castro, tres automóveis detiveram o Lada miserável que havíamos tomado numa esquina.

“Nem penses em passar pela rua 23 Yoani, porque a União de Jovens Comunistas está fazendo uma atividade alí”, gritaram uns homens que desceram de um Geely de fabricação chinesa que me fez lembrar uma forte dor na zona lombar. Já vivi algo parecido em novembro passado e hoje não iria permitir que me enfiassem em outro automóvel pela cabeça - desta vez - junto do meu filho. Um homem enorme desceu do veículo e começou a repetir suas ameaças. “Como te chamas?” Foi a pergunta que não teve a hombridade de responder ao Reinaldo. Do corpo espigado de Teo brotou uma frase irônica: “Não disse seu nome porque é um covarde”. Pior ainda, Teo, pior ainda, não disse seu nome porque não se reconhece como indivíduo senão que é um simples porta-voz de outros mais acima. Uma câmera profissional filmava cada gesto nosso, esperando uma pose agressiva, uma frase vulgar ou um excesso de ira. A injeção de terror foi breve, o aniversário nos soube amargo.

Como podemos sair ilesos de tudo isso? De que forma um cidadão pode se proteger de um Estado que tem a polícia, os tribunais, as brigadas de resposta rápida, os meios de difusão, a capacidade de linchá-lo socialmente e convertê-lo num derrotado pedindo perdão? De quem têm tanto medo? Que esperavam que ocorresse hoje na rua 23 para deterem vários blogueiros?

Sinto um terror que quase não me deixa teclar, porém quero dizer à esses que me ameaçaram hoje junto da minha família, que quando alguém chega a certo grau de pânico, não importa uma dose maior. Não vou parar de escrever, nem de twittear; não tenho planos de acabar meu blog, não abandonarei a prática de pensar por mim mesma e - sobretudo - não vou deixar de acreditar que eles estão muito mais assustados do que eu.

Traduzido por Humberto Sisley de Souza Neto

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25 comentarios a Muito mais assustados do que eu

  1. Fernando eu mesmo
    Febrero 3rd, 2010 at 22:52

    QUE HORROR. Que vida. Certeza que os cabeças-de-bagre estão assustados. A derrocada do Terror está próxima. Os lambe-saco perderão o empreguinho. A embacuba vai fechar.

  2. Jambalaia
    Febrero 1st, 2010 at 16:11

    .

    O Chávez talvez no início desejasse apenas mudar o poder na Venezuela, de forma que os pobres tivessem mais voz.

    Nada de estranho para a visão de um ignorante como Chávez. Mas a influência cubana o levou a extremos.

    Do comunicado dos ex-aliados:

    “Funcionários, familiares e personagens conhecidos como os ‘boliburgueses’ [burgueses bolivarianos] saquearam administrações, ministérios, Prefeituras, empresas do Estado”, assegura o texto opositor.

    .

    Gente ignorante que usa apenas a violência contra pessoas de bem, para impôr o suposto sistema de vida socialista.

    A queda de Chávez é apenas uma questão de tempo.

    A Venezuela vai entrar em racionamento do estilo cubano. Os venezuelanos achavam que viria a fartura.

    Não existe fartura em regime socialista. Talvez Chávez caia quando començarem a faltar as batatas…

  3. Jambalaia
    Febrero 1st, 2010 at 15:58

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    Ex-aliados pedem renúncia do presidente Chávez em artigo

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    da Folha Online

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    Um grupo de ex-aliados do presidente da Venezuela, Hugo Chávez, integrado por antigos ministros, militares e congressistas, pediu sua renúncia hoje considerando que, depois de 11 anos no cargo, o político “não tem legitimidade nem capacidade de governar”.

    “Presidente Chávez, nós que fizemos da defesa da Constituição nossa luta [...] para evitar maiores males e desgraças ao país, como estão ocorrendo, exigimos formalmente a sua renúncia”, pede o documento, assinado pelo grupo Polo Constitucional e publicado hoje na imprensa venezuelana.

    Entre as assinaturas estão a do ex-ministro de Relações Exteriores Luis Alfonso Dávila, do ex-ministro de Defesa Raúl Isaías Baduel, de Herman Escarrá, um dos principais redatores da atual Constituição, e de dois ex-comandantes que acompanharam Chávez na tentativa de golpe de Estado em 1992, Yoel Acosta e Jesús Urdaneta, entre outros.

    O texto afirma que Chávez deve deixar o poder por “seu projeto absolutista e totalitário”, “pela falta de prestação de contas”, “pela linguagem imprópria” empregada que “despe a alma intolerante, mesquinha, cheia de ódio e de ressentimento”. Chávez “não tem autoridade moral e material para governar, pois não responde à satisfação das exigências do povo”, continua.

    O Polo Constitucional reivindica também o direito dos venezuelanos “à propriedade privada”, à “educação plural” e ao “pluralismo político” e lamenta que o Exército e outras instituições estejam “distorcidas pela penetração de elementos estranhos”, em uma clara alusão a Cuba. Além disso, considera que o atual Executivo peca por uma “centralização irresponsável que coloca seus caprichos na frente das necessidades do Estado”.

    Os responsáveis pela carta dizem que a Venezuela vive com falta de água, energia elétrica, sofre com altos índices de insegurança e com uma “escandalosa corrupção”, que “agregam elementos para a desqualificação de Chávez como governante”.

    (continua)

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    http://www1.folha.uol.com.br/f.....7665.shtml

  4. de oliveira
    Febrero 1st, 2010 at 15:34

    os irmão castro, dará um grande trabalho ao frei beto…. quando ele morrer, que não esta muito longe, frei beto, vai celebrar muita missa pra eles…. ai vai dizer irmão em cristo e irmaos em castro….

  5. Jambalaia
    Febrero 1st, 2010 at 12:38

    .

    Do Granma:

    Nicaragua no reconocerá al nuevo Presidente de Honduras

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    MANAGUA, 31 de enero.— “Nicaragua no puede reconocer a Porfirio Lobo como nuevo mandatario del país, porque su poder se basa en las bayonetas y en un golpe de Estado”, advirtió el presidente Daniel Ortega, citado por PL. “No podemos reconocer al gobierno de Honduras porque es una continuidad del golpe militar que derrocó al ex presidente Manuel Zelaya”, precisó el jefe de Estado nicaragüense. Asimismo, denunció la amnistía dictada por el congreso hondureño para dejar en libertad a los militares golpistas. “Los golpistas, indiscutiblemente, se sienten en plena libertad y con todo el respaldo para promover y propiciar nuevos golpes en Honduras y en la región centroamericana”, añadió.

    .

    Eu podia jurar que quem deu golpe foi exatamente o Daniel Ortega. O atual presidente de Honduras foi eleito democraticamente e Manuel Zelaya é que tentou dar um golpe de estado, ao propor um referendo sobre suas reeleição, fato proibido pela constituição hondurenha.

    Podem tentar mudar a verdade, em Honduras existe uma democracia. Em Cuba não e na Nicarágua, um protoditadorzinho.

  6. dirceu
    Febrero 1st, 2010 at 11:29

    Cansei.

    Não mais responderei a vadia ou vadio.

    A esta altura do campeonato quem deve estar começando a tremer são os irmãos assassinos castro e seus apoiadores, dentro e fora de cuba.

    Ninguém mais.

  7. Jambalaia
    Febrero 1st, 2010 at 11:03

    .

    Acho muito desagradável que terroristas treinados me Cuba tenha sido mortos na cidade onde eu nasci e vivo.

    Os cubanos não são ninguém para terem feito tal ação.

    É um pequeno país, governado por um incapaz e seu irmão e cujo povo se destaca pela sua ignorância.

    Enaltecer os atuais terroristas que estão no governo federal é desrespeitar o povo brasileiro.

  8. Marilia
    Febrero 1st, 2010 at 10:32

    Ah, dirceuzito, os nomes mais saborosos a aparecer são os dos financiadores da tortura…os torturadores e estupradores na sua maioria, fora uns poucos graduados dementes, eram uns pobre diabos..os que receberam dinheiro do império para trair a pátria e a farda serão revelados, os que se venderam com o fito de abafar os gritos dos torturados e estuprados se revelarão. Tremei covardes, seus nomes entrarão para os livros da história.

    Beijinhos

  9. dirceu
    Febrero 1st, 2010 at 10:30

    Esse é para a geni vadia gusana.

    A verdade sobre o terrorismo no Brasil - Parte II
    Por Carlos I.S. Azambuja em 07 de julho de 2005
    Resumo: Uma série de fatos que servem para relembrar a verdade sobre o terrorismo no Brasil.
    © 2005 MidiaSemMascara.org
    VOCÊ SABIA?
    - Que em fins de agosto de 1995 - 16 anos após a anistia - o governo enviou ao Congresso Nacional um projeto, logo transformado em lei, dispondo sobre “o reconhecimento das pessoas desaparecidas em razão de participação, ou acusação de participação, em atividades políticas, no período de 2 de setembro de 1961 a 15 de agosto de 1979”?
    - Que esse projeto definiu que deveria ser criada uma Comissão Especial, composta por 7 membros, com a atribuição de proceder ao reconhecimento de pessoas que tenham falecido de causas não naturais “em dependências policiais ou assemelhadas”?
    - Que da relação de pessoas desaparecidas que acompanhou o projeto constavam os nomes de 136 militantes da esquerda considerados desaparecidos políticos que, por opção própria, pegaram em armas para instalar em nosso país uma República Democrática Popular semelhante àquelas que o povo, nas ruas do Leste Europeu, derrubou, nos anos de 1989 e 1990?
    Texto completo
    - Que entre esses nomes, estavam os de 59 guerrilheiros desaparecidos no Araguaia, quando tentavam implantar o embrião do modelo chinês de “guerra popular prolongada”?

    - Que as famílias de todos esses guerrilheiros do Araguaia já foram indenizados com quantias que variam de 100 mil a 150 mil reais?

    - Que, por conseguinte, à vista do que está escrito na lei, para que essa indenização fosse concedida, a área de selva de cerca de 7 mil quilômetros quadrados em que a guerrilha se instalou, foi considerada uma “dependência policial ou assemelhada”?

    - Que duas senhoras, integrantes da Comissão que representam as famílias dos desaparecidos, Iara Xavier Pereira e Suzana Kiniger (ou Suzana Lisboa) foram militantes da ALN e receberam treinamento militar em Cuba?

    - Que Iara Xavier Pereira participou de diversas “ações” armadas, conforme ela própria revela, na página 297, do livro “Mulheres que Foram à Luta Armada”, de autoria de Luiz Maklouf?

    - Que essas senhoras ou suas famílias foram indenizadas pela morte de 4 pessoas? Iuri Xavier Pereira, Alex de Paula Xavier Pereira e Arnaldo Cardoso Rocha (todos membros do Grupo Tático Armado da ALN, com treinamento militar em Cuba, mortos nas ruas de São Paulo em tiroteio com a polícia), irmãos e marido de Iara Xavier Pereira, que também recebeu treinamento militar em Cuba, e Luiz Eurico Tejera Lisboa (treinado em Cuba), marido de Suzana Lisboa, que com ele também recebeu treinamento na paradisíaca “ilha da liberdade”? Que, no total, 600.000 mil reais, foi quanto os contribuintes pagaram a essas duas senhoras?

    - Que a mídia, a famosa mídia que faz a cabeça das pessoas, jovens e adultos, nunca registrou esse “pequeno trecho” altamente edificante da História recente de nosso país?

    Mas, há mais, muito mais! VOCÊ SABIA que o guerrilheiro do Araguaia, Rosalino Cruz Souza, conhecido na guerrilha como “Mundico”, incluído na relação de “desaparecidos políticos”, sabidamente “justiçado”, no Araguaia, pela também guerrilheira “Dina” (Dinalva Conceição Teixeira) - cujos familiares foram também indenizados - teve sua família indenizada? Não pelo Partido que o mandou para lá e o matou, mas por nós, contribuintes?

    - Que a família do coronel aviador Alfeu Alcântara Monteiro, morto em 2 de abril de 1964 - cuja esposa, desde sua morte, recebe pensão militar - foi também aquinhoada com os tais 150 mil reais, com o voto favorável do general que, na Comissão, representava as Forças Armadas? Que, depois, esse mesmo general, em entrevista ao jornal “Folha de São Paulo”, buscando justificar seu voto, disse que no processo organizado pela Comissão constava que o coronel havia sido morto com “19 tiros pelas costas”? E, diz o general: “depois vim a saber que ele foi morto com um único tiro”.

    Caso o ilustre general, que também é advogado, antes de dar seu voto, tivesse consultado o Inquérito Policial Militar instaurado na época, para apurar o fato, arquivado no STM como todos os demais inquéritos, teria constatado a versão real: dia 2 de abril de 1964, o brigadeiro Nelson Freire Lavanère Wanderley deveria receber o comando da então Quinta Zona Aérea, em Porto Alegre, do mais antigo oficial presente que era o coronel Alfeu Alcântara Monteiro, reconhecidamente janguista. O coronel recusou-se a transmitir o comando e reagiu, atirando e ferindo o brigadeiro Wanderley, sendo morto com um tiro de pistola 45 pelo também coronel-aviador Roberto Hipólito da Costa, que acompanhava o brigadeiro. Ou seja, o coronel Hipólito matou em legítima defesa de outrém, conforme concluiu o Inquérito, sendo absolvido pela Justiça Militar.

    - Que Carlos Marighela, morto nas ruas de São Paulo, delatado voluntária ou involuntariamente por seus companheiros do Convento dos Dominicanos, e Carlos Lamarca, morto no sertão da Bahia, tiveram seus familiares indenizados, embora a esposa de Carlos Lamarca já recebesse pensão militar? Ou seja, as ruas de São Paulo e o sertão baiano foram considerados, também, pela Comissão, “dependências policiais ou assemelhadas”.

    Mas não terminou; eles querem mais, muito mais. VOCÊ SABIA que membros da Comissão reivindicaram a promoção de Lamarca a general?

    - Que o atual Ministro da Justiça também propôs a promoção de Apolônio de Carvalho (um ex-militar expulso do Exército em 1935 e posteriormente fundador e militante do PCBR e, posteriormente banido do país em troca de um embaixador seqüestrado) a general?
    (*)Carlos I. S. Azambuja é historiador.

  10. dirceu
    Febrero 1st, 2010 at 10:17

    Gusana geni vagabunda que se diz marilia mas pode ser marilio.

    O meu nome não vai aparecer em nada sua vadia, nem nenhum nome dos que aqui comentam, porque nenhum de nós apoiou ou apoia qualquer tirania, seja qual for o matiz.

    Mas o seu já esta enlameado por apoiar junto com os petralhas da banânia os ditadores torturadores covardes esquerdopatas esclerosados das trevas da família assassina castro. Quem tem que tremer é você calhorda.

    Por isso sua ou seu babaovo demente,

    Vá se roçar nas ostras cubanas adorador(a) da rolha socialista bocó sinistro imbecil!

  11. Anónimo
    Febrero 1st, 2010 at 08:50

    Artigos

    NIVALDO CORDEIRO: um espectador engajado

    A CAMINHO DO TOTALITARISMO

    31 de janeiro de 2010

    Caro leitor, ler os jornais diários com atenção leva-nos inevitavelmente ao desespero. Parece cada vez mais claro que o desfecho das eleições presidenciais que aproximam terá papel decisivo nos destinos da Nação. São cada vez mais evidentes os indícios de que a candidata oficial não pode perder, pois um projeto megalomaníaco e totalitário de poder está em curso e a continuidade do status quo político é imprescindível para que tal projeto seja concluído.

    Desesperador mesmo é saber que a única candidatura oposicionista, a de José Serra, se não representa perigo igual por comungar das mesmas crenças e partilhar do mesmíssimo projeto, quando muito serviria para retardar o desfecho, período no qual o país poderá ficar ingovernável, vez que toda a burocracia, os sindicatos, os movimentos sociais, parte considerável dos parlamentares, o Poder Judiciário, ou seja, todas as instâncias de poder estão sob controle da agenda política do partido governante e respondem ao seu comando. Um presidente não pode representar a si mesmo. Para governar teria que levar em conta a realidade de poder, mais ou menos nos termos que vemos agora Barack Obama no EUA, que praticamente abandonou sua agenda de campanha, curvando-se à correlação real de poder. José Serra poderia perfeitamente virar um fantoche das forças petistas, controladoras de fato do Estado.

    Com certo desespero li hoje no Caderno de Economia do jornal Estadão que a Petrobrás, sozinha, já movimenta mais de 10% do PIB, em face de sua acelerada expansão dos últimos meses. Some-se a isso a estatização continuada em vários setores feita pelo PT, a última agora com a ressurreição da Telebrás para prestar serviços de banda larga, e teremos o descortino de como caminhou a economia brasileira nos últimos oito anos. O Estado mastodôntico nunca foi tão gigantesco, nunca tributou tanto, regulou tanto e produziu tanto. O governo tenta agora, de todas as formas, se expandir por áreas que ainda estão sob o controle da iniciativa privada, como o de produção de notícias e de comunicação de entretenimento. Para isso, fez a Confecom. Para isso está mobilizando todas as suas forças, pois sabe que é questão de tempo os empresários engajados no setor fazerem oposição aberta e denunciarem o processo revolucionário, como vimos na Venezuela. Aliás, nem sei por que não o fizeram ainda e nem pelo que esperam. Cada dia perdido de luta dá uma vantagem a mais para os inimigos da democracia e da sociedade aberta.

    A notícia mais preocupante de hoje trazida pelo Estadão, todavia, é a de que o governo deverá encaminhar projeto de lei ao Congresso Nacional alterando a estrutura do Ministério da Defesa, dando ao ministro atribuições que hoje são competências dos comandantes das Forças. Entre as modificações está a de escolher os oficiais indicados para promoção e a centralização da compra de material bélico. Não preciso dizer que esses dois itens são a essência do poder das Forças. Uma vez uma lei dessas em vigor teremos as Forças Armadas neutralizadas e o caminho aberto para o totalitarismo franco.

    Não há muito o que fazer quando os empresários, os oficiais superiores das Forças Armadas, a Igreja e outras expressões da sociedade civil nada enxergam de errado nesse movimento no rumo do totalitarismo. Eu espero o pior

  12. Marilia
    Febrero 1st, 2010 at 08:45

    Hello Jimmies, Alo Gusanos,

    O tema da yoani hoje deixou vocês assustados, né não? Os torturadores se borram de medo da comissão da verdade. São covardes, nada de novo. A luz do sol os assusta. A coragem dos torturadores é dada pelo capuz, pelos porões, pelas trevas. Tremei, covardes. Seu nomes aparecerão.

    Beijinhos

  13. Anónimo
    Febrero 1st, 2010 at 08:29

    Que esquerda é essa?

    FERNANDO DE BARROS E SILVA

    SÃO PAULO - Como retrato da esquerda, o Fórum Social Mundial nos oferece uma imagem melancólica. De um lado, o evento, encerrado ontem, se presta a ser um palco de aclamação do lulismo; de outro, reitera sem mais dogmas anticapitalistas, fazendo tabula rasa do legado ruinoso dos experimentos coletivistas do século 20.

    Em sua 10ª edição, o fórum agrega uma esquerda que transita entre o novo pragmatismo e a utopia de antigamente, sem que se detenha na crítica de nenhum dos polos. Adesista e fundamentalista ao mesmo tempo, essa esquerda age como quem quer usufruir todos os benefícios possíveis deste mundo (lulista), sem prejuízo de manter intacto o clichê do “outro mundo possível”.

    Entre o radicalismo vazio e o apego ao poder, haveria uma trilha menos cômoda. Algo como o compromisso com a redução das desigualdades, com o combate à corrupção em todas as suas formas e a defesa da democracia e do pluralismo -tudo combinado numa perspectiva reformista, que se paute pelo realismo sem abrir mão de princípios.

    Não é isso, como se sabe, o que seduz os funcionários da utopia. Mas que esquerda é essa que vira as costas aos estudantes venezuelanos e não se manifesta contra a escalada autoritária de Chávez? Que esquerda é essa, para quem o mensalão não existiu ou acha que “a vida é assim mesmo”? Que esquerda é essa, capaz de defender a barba de Fidel Castro e o bigode de José Sarney?

    Não há dúvida de que existe uma maioria bem intencionada entre os participantes do fórum. Mas o evento se tornou coisa de profissionais. Com raríssimas exceções, os intelectuais que contam não perdem mais tempo por lá. Restou um lúmpen “pensante” que fez do fórum o seu negócio. Gente, aliás, que cansou de esperar Godot e hoje enche as burras à custa do lulismo. São parasitas do Estado que adoram ressuscitar o fantasma neoliberal diante de plateias embasbacadas para manter viva a sua boquinha. Será possível ainda ser de esquerda sem parecer idiota ou espertalhão

  14. Anónimo
    Febrero 1st, 2010 at 08:25

    Tradição Conselhista

    Denis Lerrer Rosenfield

    O governo tem suscitado uma série de conferências, seminários e fóruns, seja direta ou indiretamente. Se o faz por iniciativa própria, imprime a sua marca. Se o faz por interposta pessoa, atribui essa iniciativa aos movimentos sociais ? a vantagem consiste em fazer passar uma proposta sem se responsabilizar imediatamente por ela. Se ela pegar junto à opinião pública, ele a assumirá como sua, num avanço considerado inédito na História brasileira. Se não pegar, haverá sempre a alternativa de dizer que a culpa foi de movimentos sociais não afinados com o governo. Em todo caso, dirá sempre que o seu procedimento foi “democrático”, mesmo que as propostas apresentadas possam ser antidemocráticas ou liberticidas.

    O 3º Programa Nacional de Direitos Humanos (PNDH-3) está repleto de expressões como “sociedade civil”, “democracia participativa”, “conselhos de direitos humanos”, “conselhos ambientais”, “conselhos populares”, como se dessa maneira estivesse assegurado o seu caráter “democrático” e “participativo”. O engano pode ser, aqui, de monta, pois a aparência é uma e a sua essência é outra. O autoritarismo transparece no uso que é feito desses conceitos. Os títulos constantes do documento, politicamente corretos, são, por exemplo, os seguintes: “Interação democrática entre Estado e Sociedade Civil”, “Interação democrática entre Estado e sociedade civil como instrumento de fortalecimento da democracia participativa”.

    Cabe ressaltar que sociedade civil vem a significar, no PNDH-3, a participação dos movimentos sociais. O conceito de sociedade civil é tornado igual ao de “movimentos sociais”. Aqui já se faz presente a artimanha ideológica. Historicamente, o conceito de sociedade civil significava a participação dos cidadãos na vida das cidades-Estado, da polis, em busca da igualdade civil e da igualdade de oportunidades. Eles propugnavam pela liberdade econômica, pela liberdade política, pela liberdade de expressão e, progressivamente, pela liberdade religiosa. A liberdade de crenças no sentido genérico da expressão se afirmava como essencial. Para eles, igualmente, os tributos cobrados pelo rei deveriam ser reduzidos em proveito de sua própria atividade. Aliás, consideravam-nos ingerências arbitrárias em seus assuntos particulares. Clamavam pela universalidade e imparcialidade da lei.

    Percebe-se o longo caminho trilhado por esse trabalho de resignificação operado por essa esquerda. Sociedade civil vem a significar a participação de movimentos sociais que operam como verdadeiras organizações políticas, de caráter anticapitalista, voltadas para o cerceamento das liberdades econômicas, para a negação da universalidade e imparcialidade da lei, para a limitação da liberdade de imprensa e de expressão, pela afirmação de sua crença como a única verdadeira. Na verdade, o seu objetivo consiste no cerceamento progressivo das liberdades civis e políticas, mediante um aparelhamento sindical e partidário das empresas e do Estado, também denominado “controle social” de suas atividades.

    É nesse contexto que se inserem suas múltiplas alusões aos conselhos dos mais diferentes tipos, “conselhos de direitos humanos”, “conselhos populares”, “conselhos ambientais”, entre outros. Historicamente, os conselhos são os herdeiros dos soviets ou do que o marxismo do século 20 veio a considerar a tradição conselhista. Originariamente, significavam ? ou procuravam aparecer como ? organizações autônomas de trabalhadores nas fábricas em sua luta contra a “burguesia” e contra o “capital”. Do ponto de vista de sua apresentação, diziam lutar por melhores condições de trabalho, salário e saúde. Esse tipo de demanda, aliás, foi progressivamente incorporado pela própria legislação capitalista, sendo hoje muito melhor do que qualquer legislação socialista.

    A questão, porém, é que se tratava de mera aparência, pois a sua finalidade maior era criar condições para uma sociedade socialista, comunista, também dita “ditadura do proletariado”. Em sua essência, eram e se tornaram cada vez mais instrumentos dos partidos comunistas em seus mais diferentes matizes, começando com o Partido Bolchevique e se prolongando, entre outros, no Partido Comunista de Fidel Castro. Hugo Chávez está, agora, criando um partido unificado com o mesmo perfil, sob a sua batuta totalitária.

    O Fórum Social segue o mesmo caminho, só que se apresentando como resultado autônomo dos movimentos sociais e de ONGs. Observe-se que, muitas vezes, as estrelas dos eventos são as mesmas, com a utilização de uma mesma linguagem política. Conferências, como a tida sobre os meios de comunicação, trilham a mesma agenda, exibindo-se como o resultado de um amplo debate da “sociedade civil”, com a “participação dos movimentos sociais”. A próxima, sobre a cultura, procura também apresentar propostas antidemocráticas em nome mesmo da “participação democrática”.

    Tomemos como exemplo a proposta, presente em todos os eventos citados, contra o “monopólio dos meios de comunicação”. O que querem dizer com isso? Estão descrevendo uma realidade? Evidentemente que não. As grandes redes de televisão mostram precisamente o contrário. A competição entre a Globo, a Band, a Record, o SBT, a RedeTV, a Rede Brasil e os inúmeros canais culturais e educacionais regionais é acirrada. Temos empresas privadas e públicas, católicas e evangélicas, num claro espectro não monopolista. Temos ainda a transmissão via cabo, que potencializa enormemente essa pluralidade. No entanto, os pseudopromotores da democracia buscam o quê? Controlar eles mesmos os meios de comunicação para que suas propostas autoritárias e totalitárias consigam se impor. Costumam, aliás, elogiar regimes comunistas e socialistas como os de Cuba, Venezuela e Bolívia, apresentados como modelos. Todos têm em comum a mesma aversão à liberdade de imprensa, da mídia e do pensamento em geral.

  15. Anónimo
    Febrero 1st, 2010 at 07:59

    “O preço da liberdade é a eterna vigilância”; ” Não existe liberdade no socialismo”; ” O operário que se elege presidente, deixa de ser operário e passa a ser presidente de seus próprios interesses”; 2010 é ano de ELEIÇÕES DEMOCRÁTICAS no BRASIL! Uma das condições ideais da democracia é a alternância de poderes! Analise, pense o que é melhor para o futuro da Nação Brasileira, de nossos filhos e netos, o que queremos para êles! Infelizmente muitos votarão com o estômago, cestas básicas, reajuste salarial, isto tudo acaba! O que não podemos vender é a nossa liberdade, a nossa vida! A nossa alma! Em 03 de outubro de 2010, ao digitarmos na urna eletrônica o nosso voto, estaremos fazendo a opção entre liberdade e escravidão!

  16. de oliveira
    Febrero 1st, 2010 at 07:48

    Adoro os seus post, tenha certeza, que nada de mal de farão, pois hoje és a maior força dentro e fora de cuba, se te prenderem terás nas força, e se te matarem serás uma heroina e isso eles não querem que as tornem… o FÚDEL, já ver a morte de perto, hoje ele ver e beija a mão de lucifer…

  17. Jambalaia
    Enero 31st, 2010 at 20:57

    .

    Do twitter da Yoani.

    Carateristicas fundamentales del raulismo: la inmovilidad el aumento de la represion y la incertidumbre de quien esta gobernando el pais

    http://twitter.com/yoanisanche.....8435254640

    .

    Depois de décadas de discursos na TV, agora o silêncio. O Raul Castro deve dar a impressão que não governa o país ou que não sabe que decisões tomar. O Fidel ao menos enrolava.

    Parece que tem mais gente organizado manifestações. As brigadas de ação rápida terão mais trabalho pela frente.

    A população deve sentir o país parado, sem saída.

  18. Anónimo
    Enero 31st, 2010 at 19:16

    DIVERSOS

    Estadão, 29 Jan 2010

    MST nas malhas da lei

    Se o Movimento dos Sem-Terra (MST) viesse sendo considerado pelas autoridades, já há muito tempo, um caso de polícia, dada a sucessão rotineira de crimes praticados em suas operações - que vão desde a depredação de bens e matança de animais em propriedades invadidas, até a destruição de laboratórios de pesquisas necessárias aos avanços da atividade agrícola, sem esquecer o cárcere privado de trabalhadores das fazendas -, com certeza se teria evitado não só a repetição de tais crimes, como a grande insegurança que se instalou entre os produtores do campo, todos sob a permanente ameaça de ver suas propriedades invadidas por bandidos travestidos de militantes de movimentos sociais. De qualquer forma, nunca é tarde para fazer-se cumprir a lei.

    Cumprindo 20 mandados de prisão e outros 30 de busca e apreensão, expedidos pelo juiz Mário Ramos dos Santos, da 1ª Vara Criminal de Lençóis Paulista, a Polícia Civil de São Paulo prendeu, na terça-feira, nove pessoas ligadas ao MST, nos municípios de Iaras e Borebi, no interior do Estado, como parte da Operação Laranja, desencadeada em decorrência das investigações que apuraram e apontaram os responsáveis pela invasão da Fazenda Cutrale, em Borebi, em outubro do ano passado.

    A população brasileira pôde assistir, pelos telejornais, à brutalidade da destruição das plantações de laranja daquela fazenda, assim como a destruição vandálica de equipamentos. Comprovou-se, porém, que além da destruição os militantes emessetistas haviam praticado roubo de ferramentas, defensivos agrícolas, fertilizantes, documentos, aparelhos eletrônicos - agindo como as quadrilhas comuns, levando os produtos roubados para suas casas. Entre os detidos estão o ex-prefeito de Iaras Edilson Granjeiro Xavier, filiado ao Partido dos Trabalhadores (PT), a vereadora - também petista - Rosemeire Pandarco de Almeida Serpa e seu marido, Miguel Serpa, um dos líderes do MST na região da fazenda da Cutrale.

    De acordo com o delegado Roberval Antonio Fabbro, assistente da Delegacia Seccional de Bauru, onde está centralizada a operação, os militantes emessetistas são acusados de formação de quadrilha, furto, dano qualificado e esbulho possessório. Com a mobilização de 150 policiais a Operação Laranja continuará, como informa o delegado. Apesar de todos terem o direito de se defender, parece até cômica a “nota” em que a direção estadual do MST acusa os policiais de “promoverem o terror em algumas comunidades”. De quem será a principal paternidade do terror no campo, em praticamente todas as regiões do território brasileiro, sob o pretexto - na verdade já nem mais utilizado - de obter do governo aceleração do programa de reforma agrária?

    Na verdade os movimentos agrupados sob a bandeira do MST colocam-se sistematicamente à margem da lei, quando se recusam a assumir personalidade jurídica legal - isentando-se, assim, de fiscalização oficial -, e frontalmente contra a lei, quando praticam crimes e recorrem à violência, em suas operações de invasão sobejamente noticiadas. Mas apesar disso essas entidades continuam recebendo apoio e polpudos subsídios do governo, por meio de repasses de verbas públicas a associações organizadas, geralmente cooperativas a elas ligadas. Todos se lembram da famosa cena em que o presidente Lula, já no início de seu primeiro mandato, colocou na cabeça um boné do MST. De lá para cá - até a prisão de um ex-prefeito e de uma vereadora petista - estreitas têm sido as ligações de integrantes dos movimentos dos sem-terra com setores do governo.

    Ninguém mais duvida do íntimo relacionamento entre militantes do MST e o pessoal administrativo (e político) do Incra, para cuja escolha dos superintendentes regionais a influência do MST tem sido decisiva. Apesar disso, os movimentos dos sem-terra só têm deixado de pressionar o governo Lula em épocas eleitorais. E a razão disso é óbvia: embora alardeando que o governo tem sido excessivamente lento na execução do programa de reforma agrária, certamente os líderes emessetistas não desejam colocar em risco seu status de “companheiros

  19. Luiz Borella
    Enero 31st, 2010 at 19:16

    Não sei porque este post da Yoani (balseira da liberdade de expressão) me fez lembrar o livro de George Orwell 1984.

  20. Anónimo
    Enero 31st, 2010 at 19:13

    Diversos

    VAI, VANNUCHI, CONTE AÍ COMO O CRÂNIO DO TENENTE ALBERTO MENDES FOI ESMAGADO…
    quarta-feira, 27 de janeiro de 2010 | 19:11
    Reinaldo Azevedo

    Da Agência Brasil. Volto em seguida:

    O ministro Paulo Vannuchi (Direitos Humanos) disse nesta quarta-feira que a criação da Comissão da Verdade, prevista no 3º Programa Nacional de Direitos Humanos, não tem a intenção de “jogar na masmorra” os envolvidos com crimes contra os direitos humanos durante a ditadura militar.

    Em debate durante o Fórum Social Mundial, em Porto Alegre, Vannuchi disse que o plano, que chegou a causar uma crise no governo, pretende garantir a memória do que aconteceu na ditadura e evitar que o período seja esquecido.

    “A discussão não é revanchista, ninguém está preocupado em jogar ninguém na masmorra para que morra lá. O que se quer é jogar luz, conhecer para não deixar acontecer nunca mais”, disse.

    Vannuchi disse que o Programa de Direitos Humanos incomoda porque trouxe à tona a possibilidade de reverter a impunidade na história recente do país.

    “A reação que houve não é uma coincidência, não é por acaso. O que há de referência ao aborto, à união civil entre pessoas do mesmo sexo, com a possibilidade de adoção, a proposta de ranking das matérias de imprensa, toda essa caminhada faz parte de uma formação histórica. A comissão talvez tenha puxado um fio da mãe de todas as impunidades.”

    O ministro criticou a cobertura da imprensa sobre o programa e disse que chegou a ser chamado de terrorista. “Uma revista disse que o que não consegui com o revólver estava tentando conseguir com a caneta. Houve pequenas características de linchamento, mas sobrevivemos.”

    Apesar da polêmica, Vannuchi disse que não pretende reagir “com o mesmo espírito de ataque” com o que foi tratado por instituições, entidades e até autoridades do governo, nos últimos meses, por causa do programa. “Seria péssimo levar isso com mau humor, com mágoa e é preciso perseverar na tarefa de mostrar o que são os direitos humanos.”

    Comento
    Nada como falar o que bem entende a uma platéia mais ignorante do que o próprio orador. É a situação ideal para um idiota passar por sábio.

    Ninguém chamou Vannuchi de terrorista. O que se disse, porque é história, é que ele foi membro de uma organização terrorista. A ALN, de Carlos Lamarca, de que ele fez parte, praticava terrorismo. Matou diversos inocentes para “libertar o Brasil”. Se um torturador é torturador para sempre, um terrorista é terrorista para sempre. Tão simples. Tão óbvio.

    A canalha esquerdopata costuma dizer que já pagou por seus crimes porque foi processada e tal. Trata-se de várias mentiras combinadas. Em primeiro lugar, há muita gente que aderiu ao terrorismo e nunca foi processada. Em segundo lugar, há pessoas julgadas por crimes contra o estado, mas que nunca responderam pelos homicídios que cometeram, por exemplo. Os crimes já prescreveram? Só os crimes dos terroristas prescrevem?

    Vannuchi poderia contar como seu chefe de então, Lamarca, decidiu esmagar o crânio de Alberto Mendes, tenente da Polícia Militar de São Paulo, que tinha sido rendido pelos terroristas. Ou não se deve jogar “luz” em tal evento? Cito um caso. Há muitos outros. Fiquei sabendo que as reais condições em que o corpo foi encontrado nunca foram divulgadas porque por demais chocantes. Quem sabe agora, com a abertura dos “documentos”…

    É isto mesmo: Vannuchi tentou uma ditadura de esquerda com o trabuco na mão. Agora, ele tenta com o canetaço. Deu errado antes. Dará errado agora

  21. PoPa
    Enero 31st, 2010 at 12:49

    Este e o futuro que muitos - felizmente não tantos - querem para o Brasil. Um futuro onde o Estado diz o que o cidadão deve e não deve fazer. Um futuro onde quem produz é visto com reservas e quem está ao lado do sistema, nada precisa fazer, a não ser tentar mantê-lo. Um futuro sem futuro.

  22. Luiza
    Enero 31st, 2010 at 12:12

    Acho que esse foi o melhor post que eu já li por aqui.

    “De que forma um cidadão pode se proteger de um Estado que tem a polícia, os tribunais, as brigadas de resposta rápida, os meios de difusão, a capacidade de linchá-lo socialmente e convertê-lo num derrotado pedindo perdão?”

    Isso é a síntese do comunismo. O estado é dono de tudo, controla tudo, sabe de tudo. É muito díficil opor-se a ele já que todo mundo trabalha pra ele. O pior é que tem gente que defende um sistema assim. Durante toda minha vida não me lembro de ter tido um professor de história que não fosse comunista. Assim eles sempre dão um jeito de propagar suas mentiras, “infectando” mais mentes com suas ideias sujas.
    Mas a melhor parte do post é esta: “não vou deixar de acreditar que eles estão muito mais assustados do que eu”. Com certeza Yoani, pois como já foi dito por aqui o preço da liberdade é a eterna vigilância, no fundo eles sabem que é só uma questão tempo que a liberdade e a democracia vão chegar.

  23. Anónimo
    Enero 31st, 2010 at 11:37

    Fracassou o socialismo bolivariano

    Carlos Pio

    Cientista político, professor de economia política internacional da Universidade de Brasília e pesquisador visitante da University Oxford, Inglaterra

    Nos países capitalistas os preços são livres. Ninguém precisa de autorização para ir ao mercado comprar o que quer, na quantidade que quiser — e é livre para comparar preços, barganhar, comprar ou não; mas os produtores e comerciantes também são livres para produzir, contratar e estabelecer os preços dos bens. Quanto mais arraigada (nos hábitos e nas regras que regem as escolhas das pessoas) for a liberdade de consumidores e produtores, maiores as chances de que aumente o bem-estar geral. É uma regra de ouro.

    Os leitores já pararam para pensar que nos países capitalistas, normalmente, não faltam produtos, não se formam filas quilométricas e as Forças Armadas não precisam ser convocadas para “conter a especulação” ou “garantir o acesso da população aos bens de primeira necessidade”? Que não há crise de abastecimento no capitalismo — e tampouco crise de fome? Por que será, então, que ao pôr em prática o decreto que desvaloriza o câmbio nominal em mais de 100% e cria taxas diferentes entre produtos considerados “de importação prioritária” e “supérfluos” o coronel Hugo Chávez optou por convocar as Forças Armadas para garantir o abastecimento?

    A resposta é simples: a Venezuela não é mais um país capitalista (e nem democrático, diga-se de passagem!). Lá o governo estatiza empresas e bancos; intromete-se nos contratos privados; cerceia o direito de organização dos trabalhadores; adota política econômica irresponsável, que exagera gastos e reduz impostos, para comprar votos dos pobres e enriquecer os amigos; fixa preços; fixa o câmbio; oferece ajuda externa acima das capacidades do país; deixa o crime crescer e a infra-estrutura piorar; politiza a cartilha escolar; persegue adversários; fecha canais de televisão e rádio. E as notícias das últimas semanas atestam que Chávez quer aprofundar essas escolhas.

    Alguém investiria o próprio dinheiro num país desses? Sem investimento privado, caem a oferta e a produtividade (eficiência), aumentam os preços (inflação) e caem as exportações, aumenta o desemprego e formam-se gargalos na economia. Não há prosperidade no fim desse túnel.

    Inflação e desvalorização cambial são, a rigor, a mesma coisa: medidas da perda de valor real da moeda. Inflação é a corrosão desse valor pela elevação dos preços domésticos. Produtos e serviços mais caros significam maior custo de vida e maiores custos de produção. É a queda do poder de compra da moeda. E é apenas natural que essa queda seja acompanhada pela correspondente queda do poder de compra no exterior — em relação a bens, mas também às próprias moedas estrangeiras.

    Por um lado, a desvalorização da moeda era inevitável e desejável. Apesar dos ganhos com exportações de petróleo, o país não conseguiria conviver por muito mais tempo com o crescimento das importações — as reservas de moeda estrangeira desapareceriam. No curto prazo, o efeito da desvalorização é positivo: as importações ficam mais caras (em bolívares) e devem cair; os produtos locais ficam mais baratos (em dólares) e devem crescer. No entanto, com o tempo esse efeito da desvalorização vai se perder. Importações essenciais — por exemplo, alimentos — também ficarão mais caras e seus preços tendem a se difundir pela economia, provocando mais inflação no futuro. E inflação provoca depreciação do câmbio, o que requer mais desvalorizações (e mais inflação…). Para ser efetiva e sustentável, a desvalorização precisa ser acompanhada de políticas capazes de fazer a economia crescer sem inflação.

    A saída correta seria aumentar as liberdades de todos: preços livres, câmbio livre, importação livre, garantias à propriedade privada, desregulação da economia — sem falar nas garantias à vida e à participação política. Só assim cada venezuelano receberia bons incentivos para investir e produzir mais e, agindo assim, elevaria a eficiência e a competitividade da economia. Mas Chávez é contra.

    Há alguma chance do decreto restaurar as bases de uma economia sólida e próspera? Infelizmente, não. Em breve constataremos mais inflação, mercado paralelo, contrabando e sonegação fiscal. Essa crescente desorganização da economia provocará mais descontentamento social e intensificação de manifestações políticas contra Chávez. Isso porque nenhum governo é capaz de substituir o mercado, estabelecendo preços relativos consistentes para um amplo conjunto de produtos e serviços, sem ameaçar a continuidade da densa cadeia produtiva que é a economia. Foi porque os governos tentaram fazer isso nos países do Leste que o socialismo fracassou. E vai fracassar na Venezuela.

  24. Luiza
    Enero 31st, 2010 at 10:22

    Nossa que horror tudo isso. Força Yoani!
    Por meio desse blog vemos as consequÊncias da aplicação do socialismo, que nada mais é do que uma forma de ditadura totalitária, talvez a pior de todas. Os comunistas não convivem bem a diversidade de opiniões. Quem pensa diferente é censurado, oprimido, morto, excluído. Aqui no Brasil eles não podem fazer isso (felizmente) então sempre partem para as ofensas pessoais. Vemos isso pelos comentários comunistas nesse blog todos os dias.

  25. dirceu
    Enero 31st, 2010 at 09:35

    Este é o retrato mais assustador de uma DITADURA TOTALITÁRIA, que é apoiada por imbecis petralhas da banânia, que rezam a cartilha do fradeco, do pseudo escritor e da múmia arquiteta e anseiam pela rolha socialista nos seus fiofós.
    Adoram uma farda esquerdista e um ditador para chamar de seu!
    LIBERDADE PARA O VERDADEIRO E SOFRIDO POVO CUBANO!
    ABAIXO A TIRANIA CASTRO RUZ