Geração Y é um Blog inspirado em pessoas como eu, com nomes que começam ou contem um ípsilon. Nascidos na Cuba dos anos 70 e 80, marcados pelas escolas rurais, bonequinhos russos, saidas ilegais e frustração. Assim é que convido especialmente Yanisleidi, Yusimí, Yuniesky e outros que carregam seus ípsilons para que me leiam e me escrevam.

Os loucos e os patifes

mazorra_1959

Os loucos são presa facil dos patifes que gritam das esquinas frases dolorosas para aumentar seu delírio. Com dois barquinhos de papel tinhamos um na minha quadra que passava horas numa estranha regata que não o levava à parte alguma. Sua mãe o mantinha calmo a base de benadrilina e diazepam; tudo para não enviá-lo ao armazém da demência que é Mazzorra, o hospital psiquiátrico havaneiro.

 

Na mente daquela senhora estavam as imagens do que havia sido a clínica psiquiátrica da rua Boyeros, com seu terror acumulado e sua depauperação material. O pacientes quase desnudos, as paredes cheias de excrecências humanas e a falta de supervisão, eram o cenário para as piores atrocidades. As fotos haviam sido publicadas nas revistas daquele longínquo 1959. Depois chegaram reportagens pela televisão, lençóis limpos, terapia ocupacional e até murais políticos que mudaram a face do que havia sido o horror. Só que, como já lhes disse, os loucos são presa facil dos patifes.

 

A partir dos anos noventa, com a chegada do período especial, o desvio de recursos atormentou Mazzorra. Os vizinhos das ruas adjacentes estavam bem sortidos por um mercado negro de cobertores, leite, comida, roupa, toalhas e medicamentos que saíam do hospital. Os alí ingressados acreditavam que fazia parte do seu sofrimento que, em cada dia, – como no filme “A luz que agoniza” -  faltassem lâmpadas elétricas nas salas. Foram-lhes subtraindo todo o indispensavel e ninguém notou as janelas quebradas, as privadas entupidas e as camas de pés quebrados. Dessa vez não havia um jornalista autorizado para retratar a miséria.

 

A imprensa oficial não pode esconder, contudo, a morte de 26 pacientes – alguns afirmam que a cifra é próxima dos 40 – por hipotermia e padecimentos associados ao abandono. Foram-se desta vida nuns dias frios de janeiro, enquanto apertavam corpo contra corpo sem poder com isso evitar o final. Os patifes, por seu lado, edificavam casas com o dividendo do roubo e acreditaram que ninguém nunca detectaria seus desfalques. Hoje, no hospital se investiga os responsáveis atrás de uma barreira policial para que os curiosos não se aproximem. Não fizeram imagens, porém me atormenta a ideia de quanto estes pacientes chegaram a se parecer, em seu desamparo, àqueles rostos das fotografias do passado.

 

Imagenes tiradas de: http://cubalagrannacion.wordpress.com/2010/01/17/el-hospital-de-dementes-de-mazorra/

 

Traduzido por Humberto Sisley de Souza Neto

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56 comentarios a Os loucos e os patifes

  1. uberVU - social comments
    febrero 5th, 2010 a las 19:43

    Social comments and analytics for this post…

    This post was mentioned on Twitter by geracaoY: Os loucos e os patifes – http://www.desdecuba.com/generaciony_pt/?p=878

  2. de oliveira
    enero 25th, 2010 a las 13:49

    Maria Arias, gostA e de che KER-VARA……… ELA KER-VARA

  3. Manoel Francisco Gomes
    enero 23rd, 2010 a las 18:56

    Maria Arias, a porca, agora resolveu adotar um novo pseudônimo. A idiotice continua imutável. Provoca ânsias de vômito.

    A cretina e seus companheiros comunistas são tão safados que acusam os outros de serem portadores das taras que fazem parte de suas vidas imundas. Mentir a caluniar é tudo o que sabem fazer. Devem ter estudado na mesma escola da Estela, Dutra, Genro …

  4. Manoel Francisco Gomes
    enero 23rd, 2010 a las 18:49

    Corrigindo o texto (51): “… ele se encontrará com seu destino, de costas para um “paredón” e à frente de um valoroso pelotão…”

  5. Manoel Flácido Gosma
    enero 23rd, 2010 a las 11:06

    Fazendo uma boquinha na CIA novamente?
    Como vai o compadre Orlando Boch, e o Posada Carriles devem estar velinhos?
    Aquele telefonema sobre bomba no evento de Carlos Maringuela no Rio de Janeiro, que tu fizeste te pareceu que valeu?
    Cambada de terrorista!!!!

  6. Manoel Francisco Gomes
    enero 23rd, 2010 a las 10:25

    Entre os que melhor representam a completa imbecilidade e/ou desonestidade intelectual, está aquele escritor que se pretende cheio de humor, filho de Érico Veríssimo, e que publica crônicas — que nem sempre podem ser assim chamadas –, no Estadão e O Globo. Um de seus últimos textos defende ardorosamente o tal decreto dos “direitos humanos” e sua comissão da mentira. É o perfeito “tocador de tuba” ( by Reinaldo Azevedo) do petralhismo esquerdopata. É preciso muita falta de dignidade para escrever o lixo que ele escreveu. Se os stalinistas acoitados no governo conseguirem um dia ser vitoriosos e implantar o regime com que sonham, ele se encontrará com seu destino, de costa para uum “paredón” e à frente de um valoroso pelotão de seguidores dos que ele hoje admira, dando prosseguimento ao que Anónimo brilhantemente explica no seu comentário abaixo (50).

  7. Anónimo
    enero 22nd, 2010 a las 16:59

    A ala stalinista do governo lula mostrou a sua verdadeira face! Um golpe de morte na Constituição federal da República do Brasil!!! Em breve, a maioria passiva, inerte, calada e omissa vai entender o significado da frase esculpida a ferro e fogo na alma dos que sofreram massacres do comunismo bolcheviche:”comunistas comiam criancinhas”.Se você não trabalha é parasita e deve morrer! Se você trabalha, é explorador capitalista e deve morrer. Se você tem duas galinhas e dois porcos, é explorador capitalista e deve morrer! A lógica socialista comunista é destruir a sociedade fuzilando todos os oponentes e dissidentes e mesmo os aliados utilizados até a tomada do poder, depois fuzilam-se os aliados também, e no futuro, fuzilam-se até mesmo os integrantes da nomenklatura dominante com receio de perda de poder. É a guerra surda, suja e sanguinária dos responsáveis pelos maiores massacres planetário com mais de cem milhões de mortos!!!

    Direitos Humanos! quanta hipocrisia e falsidade. Nenhum dos soldados brasileiros mortos na missão de paz no Haiti era nascido em 1964! Mas o ódio a uma instituição bicentenária que impediu a implantação da ditadura bolchevique no Brasil, é imperdoável! As FFAA não são tìteres de governo mas sim apanágio da Nação.

  8. dirceu
    enero 22nd, 2010 a las 15:52

    Jogaram a criança fora e criaram a placenta e deram o nome de talco no Cu que ele tanto admira

    mais uma vez
    Vou repetir porque acho que o cretino ou cretina, visto que todos os esquerdos que aqui comparecem, as marias putanas., monicas, talcos, katarinas são a mesma pessoa que adora lamber o saco do “lider” (para esquerdopata ditador tem o nome de líder), tem moral seletiva e adotam a mentira como método.
    Cabron é você, seu pilantra e suas irmancitas e mamancitas putanas QUE FORAM VIOLADAS PELOS SINISTROS, canalha comunista.
    Não acuse os outro do que você é, cachorrinho amestrado do coma andante.
    Reacionário é quem defende o status quo da ditadura cubana, portanto reacionário é quem vive as custas da ditadura (parasita mercenário), ou seja, é você seu demente!
    E para terminar:
    VÁ SE ROÇAR NAS OSTRAS CUBANAS BABAOVO PILANTRA DA TIRANIA MAIS IDOSA DO PLANETA, VERME VERMELHO CANCEROSO ASQUEROSO PETRALHA COMUNISTA ADORADOR DA ROLHA BEM ENFIADA NO SEU FIOFÓ
    PS A SUA BOCA TÁ ALUGADA PARA A ROLHA SOCIALISTA SEU IMUNDO

  9. Jambalaia
    enero 22nd, 2010 a las 15:42

    .

    Deu para ver que quando alguém ameaça as nossas conquistas pela democracia, uma grande quantidade de pessoas se manifesta.

    Creio que muita gente nunca teria se manifestado antes sobre as mortes ocorridas durante a ditadura militar e nem sobre as mortes provocadas pelos terroristas.

    Este assunto era considerado algo do passado. Ninguém ficava calculando mortes, calculando desgraças.

    Porém para os comunistas, o passado deve ser vingado. O passado deve ser reescrito sob a óptica socialista.

    Acabou acontecendo o que já era esperado, um discreto apóio ao regime militar, pois este conduziu o país a democracia.

    Enquanto os ex-terroristas estiverem vivos, a sociedade terá que ainda se defender deles, pois eles ainda são terroristas, porém não mais usam armas e nem bombas.

  10. Talconocú
    enero 22nd, 2010 a las 14:04

    Te vas a la chucha que te pariu, mal parido.

    “Afeminado e pedófilo esqueci-me de chamar te de chupa meia e lame cu, da burguesia donde ela estiver.Vendido

    Cabron (Manoel, Dieceu, Humberto ou ele mesmo)retiraste os comentários que não concordam com teu reacionarismo. Pilantra, violador e mercenário, boca alugada.”

  11. Anónimo
    enero 22nd, 2010 a las 12:49

    O Livro Negro do Comunismo…” O Komintern em ação – Assim que subiu ao poder, Lenin sonhou propagar o incêndio revolucionário pela Europa e depois por todo o mundo.

    … A Alemanha foi a primeira a ser afetada, em dez 1918, Rosa luxemburgo funda o Partido Comunista Alemão (KPD)…tentaram uma insurreição em Berlim, sendo esmagados pelos militares sob as ordens do governo social-democrata.

    … O exemplo mais célebre desse impulso revolucionário foi o da Hungria. Em 4 de novembro de 1918, foi fundado o Partido Comunista da Hungria (PCH) sendo Bela Kun o seu chefe. Graças a ajuda financeira dada pelos bolcheviques, os comunistas húngaros foram sucessivamente capazes de desenvolver a sua propaganda e aumentar a sua influência. Em 21 de março de 1919, os comunistas tomam o poder e Lenin aconselha Bela Kun a fuzilar os sociais democratas e os pequenos burgueses. Em sua mensagem aos operários húngaros, em 27 maio de 1919, ele assim justificava o recurso ao terror: ” Essa ditadura proletária implica o exercício de uma violência implacável, rápida e determinada, destinada a esmagar a resistência dos exploradores, dos capitalistas, dos grandes proprietários rurais e seus partidários”. ” Em um estado proletário, só os que trabalham têm o direito a viver! As empresas com mais de 20 operários foram expropriadas, seguindo-se as de dez e até mesmo aquelas com menos de dez empregados”. O exército e a polícia foram desmantelados, constituindo-se um novo exército formado por voluntários revolucionários que formaram a ” Tropa do Terror do Conselho Revolucionário do Governo”. O Exército Vermelho Húngaro enforcava os camponeses que resistissem a coletivização. Os Rapazes de Lenin foram responsáveis por 80 das 129 execuções recenseadas, mas há ainda várias centenas de casos a serem levantados.

    Em 18 nov de 1918, o Exército Vermelho invadiu a República da Estônia. Em jan de 1919, o avanço das tropas soviéticas , que já se encontravam a apenas 30 km da capital, foi detido por um contrataque estoniano. Em 2 fev 1920, os comunistAS RUSSOS RECONHECERAM A independência da Estônia pelo tratado de TARTU. Nas localidades já ocupadas, os bolcheviques passaram à prática de chacinas: em Tartu em 14 jan 1920, na véspera de sua retirada, eles assassinaram 250 pessoas, e mais de 1000 no Distrito de Rakvere. Em Dorpad, os reféns fuzilados em 26 dez 1919, haviam sido torturados: braços e pernas extirpados, e, às vezes, olhos perfurados! Mortes com golpes de machado e coronhadas ( vide Lamarca) – um oficial foi encontrado com as dragonas do uniforme cravadas em seu corpo com pregos!, as vítimas eram dificilmente identificáveis!

    Na Bulgária, em 1925,o mais impressionante atentado terrorista: durante as cerimônias fúnebres na Catedral de Santa Sofia, uma terrível explosão provocou o desabamento da cúpula: contaram-se 140 mortos. A ala militar do Partido comunista assumiu o atentado.

    Depois de ter experimentado severos fracassos na Europa, o Komintern, impulsionado por Stalin, descobriu um novo campo de batalha: a China…

    Em Nov a 27, de 1935, o Brasil sentiu os tentáculos do TERROR VERMELHO.”…

    Continua…

  12. Anónimo
    enero 22nd, 2010 a las 11:29

    O FALSÍSSIMO EM VERÍSSIMO. OU: A LIBERDADE DE DEFENDER O FIM DA LIBERDADE
    sexta-feira, 22 de janeiro de 2010 | 6:25

    Este artigo vai demonstrar como esquerdistas usam um sistema que repudiam, defendido por nós, para pregar o sistema que amam, onde nós não teríamos vez. Isso significa que, no nosso mundo, eles têm voz, mas, no deles, nós estaríamos mudos. Não obstante, eles se querem modernos e libertários. À luta.
    *
    Vocês me pediram, ontem, em várias mensagens, para comentar o artigo do rapaz, mas me faltou tempo e, confesso, fiquei com um tantinho de preguiça. Sim, Luiz Fernando Verissimo é um chato. Embora tenha feito carreira como humorista, ele insiste em falar de política, no que é de um primitivismo triste porque muito ignorante.

    O ex-cronista e atual esbirro midiático do PT passou a respirar por aparelhos assim que Lula chegou ao governo e morreu no mensalão. Feito da mesma cepa e com o mesmo horizonte moral dos companheiros, tudo o que antes ele condenava passou a defender. Quem deu o paradigma moral do comportamento dos companheiros foi Rose Marie Muraro, num artigo de 2006. Transcrevo um trecho e volto ao tocador de tuba do petismo.
    “A boa novidade no Brasil é que essas maiorias elegeram um presidente oriundo da classe dominada, de quem não se esperava que transgredisse a lei da honestidade e da moralidade. E quando ele se viu obrigado a jogar o jogo da classe dominante para continuar no poder, houve uma grita a partir da classe média, sinceramente honesta, contra a corrupção e a fraude que esse mesmo presidente antes condenava. E os pobres, que sabem desde o nascimento que são expropriados de quase tudo, crêem, também sinceramente, que, já que são sempre roubados pelos dominantes, pelo menos darão o seu voto a quem reparte com eles alguma fatia desse roubo.”

    Sim, o que está escrito ali é o que está escrito ali. Ela considera que, quando rouba, o PT está apenas demonstrando que a classe operária ultrapassou mais um umbral que lhe é devido pela história. Quem quiser saber mais sobre esse artigo poder ler depois Voando com Rose Marie Muraro. Em setembro de 2006, ilustrei o meu artigo com esta imagem:

    Retomo
    Ontem, na sua crônica publicada no Estadão e no Globo — e crônica, diga-se, aquilo não é —, Verissimo decidiu demonstrar que o Programa Nacional de Direitos Humanos é uma peça inofensiva, que só atende às exigências do óbvio. Ele segue em vermelho. Eu vou em azul. O artigo se chama “Planos e direitos”.

    Só li do tal Plano Nacional de Direitos Humanos o que saiu, em fragmentos, nos jornais. Se entendi bem, o que eu duvido, este plano é uma versão revisada de um anterior, que por sua vez era uma revisão de um mais antigo.
    Se estivesse falando a verdade, seria só um trapaceiro, um irresponsável: como é que vai comentar um plano que não leu? Mas acho que ele está mentindo. Leu, sim, o que está lá e, à diferença do que sugere sua ironia sem graça, entendeu tudo. E, por isso, defende o texto. Os leitores deste blog sabem que é uma mentira cretina essa história de que o 3 é revisão do 2, que seria revisão do um. O Plano 3 é típico de uma ditadura. Já chego lá.

    O que sugere que ou o novo plano altera radicalmente as propostas dos outros ou o escândalo que se faz com ele é indefensável.
    Verissimo escreve o texto para demonstrar que o “escândalo que se faz com ele é indefensável”. Ocorre que o novo texto “altera radicalmente as propostas dos outros”. Mas o autor sempre poderá dizer em sua defesa: “É que eu não li”. Ou ainda: “Eu não entendi”.

    Por que o escândalo, e só agora? Pelo que li, não são grandes as diferenças entre o terceiro plano e os dois anteriores, inclusive o que é dos tempos do Fernando Henrique.
    Aqui, além da má-fé argumentativa, há também a ignorância pura e simples. Notem que ele escreve “o [plano] que é dos tempos do Fernando Henrique”, como se houvesse um outro que não fosse. Os dois anteriores são: um é de 1996, quando o secretário dos Direitos Humanos era José Gregori, e o outro é de 2002, quando o titular era Paulo Sérgio Pinheiro. São textos bastante diferentes, diga-se. Já escrevi a respeito. O de 1996 estabelecia, de fato, um conjunto de diretrizes de respeito aos direitos humanos. O de 2002 já está fortemente vincado por delírios esquerdopatas, mas ainda pode ser abrigado pela democracia. Este, do governo Lula, é coisa de ditadura.

    Veríssimo sabe que são grandes as diferenças, mas vou fazer de conta que este Dante gordoto e metido a engraçadinho precisa de um Vergílio para chamar de seu, mesmo que esse Vergílio seja eu. São atributos específicos do Plano Lula-Dilma:

    1 – possibilidade de censura à imprensa e até de cassação de concessões de rádio e TV;

    2 – comitês para acompanhamento editorial dos veículos de comunicação;

    3 – não fica claro qual seria a instância a ser tão zelosa com a imprensa. Nas considerações iniciais do documento, ficamos sabendo que os movimentos sociais são a verdadeira representação política que conta, não o Congresso;

    4 – eliminação do direito de cautela dos juízes; na prática, seriam impedidos de conceder liminares de reintegração de posse — pouco importando a natureza da invasão de uma propriedade — antes de “negociar” a “ocupação” com os invasores. Vale dizer:
    a – ficaria sem efeito o direito de propriedade, garantido pela Constituição;
    b – o Judiciário estaria sob intervenção, o que não existe em nenhuma sociedade civilizada do mundo.
    NOTA – Não se trata de “grita de ruralistas” porque o documento faz questão de deixar claro que o procedimento vale para propriedades rurais e urbanas;

    Há outras diferenças importantes, de que trato mais adiante. As quatro listadas acima ganham especial relevo porque nelas a tentação totalitária é evidente. Não para Verissimo. A razão é simples: ele concorda com as proposições. Que concorde! Mas não pode mentir e dizer que não há tão grandes diferenças entre os documentos.

    E não há discrepância entre suas propostas e o que está em discussão, hoje, no resto do mundo civilizado.
    Mentira! Não sei o que ele chama de “mundo civilizado”. Vá alguém sugerir nos EUA que o Estado se meta a dizer o que a imprensa pode ou não pode publicar. Até na Europa bem mais amiga do estatismo, isso seria impossível. A “civilização” de que fala o meu Dante gorducho deve compreender, hoje em dia, Venezuela, Cuba, Equador, Bolívia, Coréia do Norte, China, Irã, Rússia…

    Coisas como a descriminalização do aborto e o casamento de gays são debates modernos, mesmo que não impliquem mudanças imediatas.
    De tudo o que ele listou até agora, apenas a união civil entre homossexuais — “casamento gay” me parece uma expressão um tanto preconceituosa; sempre me remete a um bigodudo usando vestido de noiva; nem os gays do Big Brother devem querer isso — estava no plano de 2002 (e ausente no de 1996). A descriminação do aborto não consta de nenhum deles. Vá estudar, Dantinho, antes de falar bobagem: no plano 2, fala-se vagamente em ampliar as possibilidades do aborto legal, o que, entendo, num plano de “direitos humanos”, já é uma exorbitância. Mas vá lá… Isso está longe de ser “descriminação” (termo mais apropriado).

    Nesse caso, a crítica que se faz é de natureza conceitual: o tema divide de tal sorte a sociedade e mexe com questões éticas tão profundas — INCLUSIVE DOS MÉDICOS —, que se revela absurdo tratá-lo como matéria de “direitos humanos”. Uma sólida tradição humanista, especialmente cristã, entende que o aborto é, ele próprio, uma agressão à vida — e, pois, a um “direito humano”. Há outras instâncias para cuidar do tema. Não se trata de confronto entre modernos e atrasados.

    A proibição de símbolos religiosos em repartições públicas é consequência lógica do velho preceito da separação de Igreja e Estado, que não deveria melindrar mais ninguém – pelo menos não neste século.
    Eis outra proposta que não está nem no programa 1 nem no 2. A questão já foi tratada aqui de sobejo. O comunistóide Luis Fernando Verissimo, mas com apartamento em Pais, acredita que essa questão é do século passado… Sim ou não crucifixo em repartições não tem importância em si. A questão está em tentar banir um traço da formação cultural do Brasil.

    A idéia de novos anteparos jurídicos para mediar os conflitos de terra é de uma alternativa sensata para a violência de lado a lado. E a obrigação de proteger os direitos e a integridade de qualquer um da prepotência do Estado e do excesso policial, alguém é humanamente contra?
    Não deve ser porque isso não está em debate. É má-fé argumentativa. Até porque não se trata de “novo anteparo jurídico”, mas de cassação de uma prerrogativa da Justiça. Ele pode alegar ignorância, já que não leu. Mas acho que ele está apenas sendo Verissimo, e isso quer dizer, no caso, falsíssimo.

    O novo plano peca pela linguagem confusa e inadequada, em alguns casos.
    Não leu, mas consegue analisar a linguagem do documento?

    A preocupação com o monopólio da informação de grandes grupos jornalísticos, e com a qualidade da programação disponível, também é comum em todo o mundo. Muitos países têm leis e restrições para enfrentar a questão sem que configurem ameaças à liberdade de opinião e de expressão. E sem sugerir o controle de redações e o poder de censura que o tal plano – em passagens que devem ser imediatamente cortadas, e seus autores postos de castigo – parece sugerir.
    Os petistas e as esquerdas estão de olho, vamos ser claros, na Rede Globo, uma das que pagam o salário de Verissimo. Vejam como ele consegue transformar tudo numa operação corriqueira, trivial, “comum em todo o mundo”. Caso se instruísse mais, saberia que há leis também no Brasil — não essas que o plano sugere, próprias de tiranias.

    Vejam com que Candura Verissimo dá um puxão de orelha em seus aliados. Seria tudo exagero de linguagem. Mas ele não está muito certo disso, não. Diz que o “tal plano PARECE sugerir” essas coisas. Na dúvida, ele pede que os exageros sejam cortados e que os autores sejam postos de castigo. Suponho que pelo “pai Lula”.

    Sobra a questão militar. Em nenhum fragmento do plano que li se fala em anular a anistia.
    Eu poderia escrever assim: “Mentiroso!” Mas ele poderia responder: “Eu não disse que não existe; disse apenas que não li”. Então faço de conta que isso é verdade e contribuo para tirá-lo da ignorância com o trecho que trata da revisão da Lei da Anistia. Vejam o que diz a “Diretriz 25”:
    Diretriz 25: Modernização da legislação relacionada com promoção do direito à memória e à verdade, fortalecendo a democracia.
    Objetivo Estratégico I:
    Suprimir do ordenamento jurídico brasileiro eventuais normas remanescentes de períodos de exceção que afrontem os compromissos internacionais e os preceitos constitucionais sobre Direitos Humanos.
    Ações Programáticas:
    a)Criar grupo de trabalho para acompanhar, discutir e articular, com o Congresso Nacional, iniciativas de legislação propondo:
    · revogação de leis remanescentes do período 1964-1985 que sejam contrárias à garantia dos Direitos Humanos ou tenham dado sustentação a graves violações;

    Entendeu, Verissimo, ou quer que eu desenhe? Ah, você entendeu. É que está se fazendo de galinha morta pra andar de camionete, né? Finge ser leitão pra mamar deitado. Mas eu não deixo. A Lei de Anistia é de 1979, e as esquerdas a acusam de ter beneficiado torturadoras. Assim, pretendem revê-la.

    O direito humano que se quer promover é o do Brasil de saber seu passado, é o direito da Nação à memória que hoje lhe é sonegada. Só por uma grande falência da razão, por uma irrecuperável crise semântica, se poderia aceitar verdade como sinônimo de revanche.
    Uma ova! Quem diz não ter lido o documento e escreve a respeito não pode falar em crise semântica e falência da razão. Lula que abra os arquivos. E isso, sim, se pode fazer sem revanche. A questão é saber se todos os esquerdistas estão mesmo interessados na verdade.

    De todo modo, essa questão em particular já foi vencida. Verissimo entrou no debate mais atrasado que gago rezando o terço, como se diz lá nos pagos…

    E concluo
    O que dá a Verissimo a liberdade de escrever o que escreve — contra, diga-se, a opinião dos dois grandes jornais que publicam os seus textos — é justamente aquele modelo com o qual seus companheiros de esquerda querem acabar. De certo modo, ele é mais esperto do que nós, mais vivo que cavalo de contrabandista.

    O sistema vigente lhe garante a liberdade de expressão até para defender um plano que liquida com a liberdade de expressão — e, todos sabem, considero essa prática liberticida. Ninguém ousaria dizer: “Epa! Texto defendendo essa porcaria, aqui, não!!! Ele prega a nossa extinção.” Se acontecesse, Verissimo é do tipo que sairia gritando: “Fui censurado!” Se eles vencessem, no entanto, a liberdade que exigem seria a primeira vítima — como sempre foi, prova-o a história.

    No Globo e no Estadão, Verissimo pode ser “a divergência”. Se o modelo dele triunfar, a divergência será a primeira vítima. Porque, nesse caso, os “oprimidos” já terão chegado lá

  13. Anónimo
    enero 22nd, 2010 a las 10:17

    Artigos

    Nossos governantes

    Olavo de Carvalho, filósofo

    Desafio o governo Lula e seus 60 intelectuaizinhos de estimação, os partidos de esquerda, o dr. Baltasar Garzón e todos os camelôs de direitos humanos a provar que qualquer das afirmações seguintes não corresponde aos fatos:

    1. Todos os militantes de esquerda mortos pela repressão à guerrilha eram pessoas envolvidas de algum modo na luta armada. Entre as vítimas do terrorismo, ao contrário, houve civis inocentes, que nada tinham a ver.
    2. Mesmo depois de subir na vida e tomar o governo, tornando-se poderosos e não raro milionários, os terroristas jamais esboçaram um pedido de perdão aos familiares dessas vítimas, muito menos tentaram lhes dar alguma compensação moral ou material. Nada, absolutamente nada, sugere que algum dia tenham sequer pensado nessas pessoas como seres humanos; no máximo, como detalhes irrisórios da grande epopéia revolucionária. Em contrapartida, querem que a opinião pública se comova até às lágrimas com o mal sobrevindo a eles próprios em retaliação pelos seus crimes, como se a violência sofrida em resposta à violência fosse coisa mais absurda e chocante do que a morte vinda do nada, sem motivo nem razão.
    3. Bradam diariamente contra o crime de tortura, como se não soubessem que aprisionar à força um não-combatente e mantê-lo em cárcere privado sob constante ameaça de morte é um ato de tortura, ainda mais grave, pelo terror inesperado com que surpreende a vítima, do que cobrir de pancadas um combatente preso que ao menos sabe por que está apanhando. Contrariando a lógica, o senso comum, os Dez Mandamentos e toda a jurisprudência universal, acham que explodir pessoas a esmo é menos criminoso do que maltratar quem as explodiu.
    4. Mesmo sabendo que mataram dezenas de inocentes, jamais se arrependeram de seus crimes. O máximo de nobreza que alcançam é admitir que a época não está propícia para cometê-los de novo – e esperam que esta confissão de oportunismo tático seja aceita como prova de seus sentimentos pacíficos e humanitários.
    5. Consideram-se heróis, mas nunca explicaram o que pode haver de especialmente heróico em ocultar uma bomba-relógio sob um banco de aeroporto, em aterrorizar funcionárias de banco esfregando-lhes uma metralhadora na cara, em armar tocaia para matar um homem desarmado diante da mulher e do filho ou em esmigalhar a coronhadas a cabeça de um prisioneiro amarrado – sendo estes somente alguns dos seus feitos presumidamente gloriosos.
    6. Dizem que lutavam pela democracia, mas nunca explicaram como poderiam criá-la com a ajuda da ditadura mais sangrenta do continente, nem por que essa ditadura estaria tão ansiosa em dar aos habitantes de uma terra estrangeira a liberdade que ela negava tão completamente aos cidadãos do seu próprio país.
    7. Sabem perfeitamente que, para cada um dos seus que morria nas mãos da polícia brasileira, pelo menos 300 eram mortos no mesmo instante pela ditadura que armava e financiava a sua maldita guerrilha. Mas nunca mostraram uma só gota de sentimento de culpa ante o preço que sua pretensa luta pela liberdade custou aos prisioneiros políticos cubanos.
    Desses sete fatos decorrem algumas conclusões incontornáveis. Esses homens e mulheres têm uma idéia errada, tanto dos seus próprios méritos quanto da insignificância alheia. Acham que surrar assassinos é crime hediondo, mas matar transeuntes é inócuo acidente de percurso (e recusam-se, é claro, a aplicar o mesmo atenuante às mortes de civis em tempo de guerra, se as bombas são americanas). São hipersensíveis às suas próprias dores, mesmo quando desejaram o risco de sofrê-las, e indiferentes à dor de quem jamais a procurou nem mereceu.. Procedem, em suma, como se tivessem o monopólio não só da dignidade humana, mas do direito à compaixão . Qualquer tratado de psiquiatria forense lhes mostrará que esse modo de sentir é característico de criminosos sociopatas, ególatras e sem consciência moral.
    Não tenham ilusões.

    É esse tipo de gente que governa o Brasil de hoje.

  14. Anónimo
    enero 22nd, 2010 a las 09:58

    TENDÊNCIAS/DEBATES

    Guerrilha e redemocratização

    IVES GANDRA DA SILVA MARTINS

    Pela má qualidade do texto do PNDH-3 e pelo viés ideológico ditatorial, dificilmente essas propostas passarão no Legislativo

    O REGIME de exceção, em que o Brasil viveu de 1964 a 1985, foi encerrado, não por força da guerrilha -que terminou, de rigor, em 1971-, mas principalmente pela atuação da OAB, à época em que figuras de expressão a conduziam, como Raymundo Faoro, Márcio Thomaz Bastos, Mário Sérgio Duarte Garcia e Bernardo Cabral, e de parlamentares como Ulysses Guimarães, Mário Covas e Franco Montoro, entre outros.

    Tenho para mim que a guerrilha apenas atrasou o processo de retorno à democracia, pois ódio gera ódio, e a luta armada acaba por provocar excessos de ambos os lados, com mortes, torturas e violências.

    Muitos dos guerrilheiros foram treinados na mais antiga e sangrenta ditadura da América (Cuba) e pretendiam, em verdade, apenas substituir uma ditadura de direita por uma ditadura de esquerda.

    Os verdadeiros democratas, a meu ver, foram aqueles que, usando a melhor das armas, ou seja, a palavra, obtiveram um retorno indolor à normalidade, sem mortes, sem torturas, sem violências.

    A Lei da Anistia, proposta principalmente pelos guerrilheiros, foi um passo importante para a redemocratização, pois possibilitou àqueles que preferiram as armas às palavras a sua volta ao cenário político. A lei, à evidência, pôs uma pedra sobre o passado, sepultando as atrocidades praticadas tanto pelos detentores do poder, à época, como pelos guerrilheiros. E foram muitas de ambos os lados.

    Num país em que o ódio tem pouco espaço -basta comparar as revoluções de nossos vizinhos com as do Brasil para constatar que o derramamento de sangue aqui foi sempre muito menor-, tal olhar para o futuro permitiu que o Brasil ressurgisse, com uma Constituição democrática.

    Nela, o equilíbrio dos Poderes possibilitou o enfrentamento de crises, como o impeachment, a superinflação, os mais variados escândalos, entre os quais o do mensalão foi o maior, e a alternância de poder sem que se falasse em rupturas institucionais. Vive-se -graças à redemocratização voltada para o futuro, e não para o passado- ambiente de liberdade e desenvolvimento social e econômico próximo ao de nações civilizadas.

    O Programa Nacional de Direitos Humanos, organizado por inspiração dos guerrilheiros pretéritos, pretende, todavia, derrubar tais conquistas, realimentando ódios e feridas, inclusive com a tese de que os torturadores guerrilheiros eram santos, e aqueles do governo, demônios.

    Essa parte do plano foi corrigida, tendo o presidente Lula admitido que, se for criada a comissão da verdade, há de apurar tudo o que de excessos foi praticado naquela época -por militares e guerrilheiros. Tenho a impressão de que isso não será bom para a candidata Dilma Rousseff.

    O pior, todavia, é que o programa é uma reprodução dos modelos constitucionais venezuelano, equatoriano e boliviano, todos inspirados num centro de estudos de políticas sociais espanhol, para o qual o Executivo é o único Poder, sendo o Judiciário, o Legislativo e o Ministério Público Poderes vicários, acólitos, subordinados. No programa, pretende-se fortalecer o Executivo, subordinar o Judiciário a organizações tuteladas por “amigos do rei”, controlar a imprensa, pisotear valores religiosos, interferir no agronegócio para eliminá-lo, afastar o direito de propriedade, reduzir o papel do Legislativo e aumentar as consultas populares, no estilo dos referendos e plebiscitos venezuelanos, além de valorizar o homicídio do nascituro e a prostituição como conquistas de direitos humanos.

    Quem ler a Constituição venezuelana verificará a extrema semelhança entre os instrumentos de que dispõe Chávez para eliminar a oposição e aqueles que o PNDH-3 apresenta, objetivando alterar profundamente a lei maior brasileira.

    O programa possui, inclusive, “recomendações” ao Judiciário sobre como devem os magistrados decidir as questões prediletas do grupo que o elaborou, à evidência, à revelia de toda a população e do Congresso. Pela má qualidade do texto e pelo viés ideológico ditatorial, dificilmente essas propostas passarão no Legislativo. Se passarem, creio que o Supremo barrará tudo aquilo que nele fere as cláusulas pétreas constitucionais e os valores maiores em que a sociedade se lastreia.

    Certa vez, ao saudoso crítico Agripino Grieco um amigo meu (Dalmo Florence) apresentou livro de poesia recém-lançado, pedindo-lhe a opinião. No dia seguinte, Agripino disse-lhe: “Dalmo, li o livro de seu amigo e aconselho a queimar a edição e, em caso de reincidência, o autor”. Sem necessidade de adotar a segunda parte do conselho agripiniano, a primeira seria admiravelmente aplicável a esse programa de direitos desumanos.

    IVES GANDRA DA SILVA MARTINS, 74, advogado, professor emérito da Universidade Mackenzie, da Escola de Comando e Estado-Maior do Exército e da Escola Superior de Guerra, é presidente do Conselho Superior de Direito da Fecomercio.

  15. Anónimo
    enero 22nd, 2010 a las 09:52

    Reflexo regional

    Líderes da América Latina que não endossam o caudilhismo bolivariano ganham novo aliado com vitória de Piñera no Chile

    A VITÓRIA do conservador Sebastián Piñera, no Chile, modifica o quadro de afinidades ideológicas entre os chefes de Estado da América Latina. Não se espera do novo presidente, que assumirá no dia 11 de março, a manutenção da discreta neutralidade demonstrada pela socialista Michelle Bachelet diante da política de confrontação patrocinada por Hugo Chávez.

    “Posso visualizar dois grandes caminhos”, afirmou Piñera logo após a vitória: “Um deles é liderado por países como Cuba, Venezuela, Nicarágua e Bolívia (…); o outro é liderado por México, Brasil, Colômbia, Peru e Chile”. Fez o preâmbulo para alinhar-se ao segundo modelo, baseado na “democracia com Estado de Direito, na independência entre os Poderes e no respeito à liberdade de expressão e de imprensa”.

    A presença de Piñera nas reuniões regionais de cúpula tornará menos provável a repetição de episódios como o virtual isolamento diplomático da Colômbia, na questão do uso de bases militares pelos Estados Unidos. O presidente eleito do Chile já afirmou não ver problema no acordo entre Washington e Bogotá.

    É provável que se fortaleça na América do Sul uma “frente antichavista”, integrada por Álvaro Uribe (Colômbia), Alan García (Peru) e o próprio Piñera.

    Com sinais trocados, deve ocorrer com o chileno algo próximo do que levou o presidente Lula a permitir maior penetração da militância ideológica na política externa: uma certa compensação feita à tradicional base de apoio -numa área em que a retórica custa pouco- pela falta de mudança em temas centrais, como a política econômica.

    O clube bolivariano, vale lembrar, arrisca-se a ter o desfalque da Argentina em 2011. A presidente Cristina Kirchner perdeu a maioria no Congresso e enfrenta uma crise -a um só tempo política, institucional e econômica- como não se via desde 2001, no violento final da gestão De La Rúa. Os principais adversários políticos do casal Kirchner, todos aspirantes à sucessão de outubro do ano que vem, se opõem à aproximação com Chávez.

    Não existe algo parecido com uma onda ideológica, a operar mudanças em série nos governos sul-americanos. Todos esses processos nacionais obedecem, sobretudo, a fatores locais.

    A novidade trazida pelo chavismo não foi sua roupagem ideológica, uma reapresentação do velho caudilhismo latino-americano, mas o uso de dinheiro venezuelano, oriundo das exportações de petróleo, para financiar governos amigos. Argentina, Bolívia, Cuba, Nicarágua e até Honduras foram agraciados com os petrodólares chavistas no período de boom da commodity, interrompido em meados de 2008.

    Decerto esse surto de intervencionismo chavista não se compara aos estragos causados pela Guerra Fria na região, quando os EUA patrocinavam golpes, e os soviéticos, a ditadura cubana. Comprova-se agora, com a crise que assola a economia venezuelana, após a queda do preço do petróleo, que o projeto bolivariano tinha pés de barro.

  16. dirceu
    enero 22nd, 2010 a las 09:33

    Vou repetir porque acho que o cretino ou cretina, visto que todos os esquerdos que aqui comparecem, as marias putanas., monicas, talcos, katarinas são a mesma pessoa que adora lamber o saco do “lider” (para esquerdopata ditador tem o nome de líder), tem moral seletiva e adotam a mentira como método.

    Cabron é você, seu pilantra e suas irmancitas e mamancitas putanas QUE FORAM VIOLADAS PELOS SINISTROS, canalha comunista.
    Não acuse os outro do que você é, cachorrinho amestrado do coma andante.
    Reacionário é quem defende o status quo da ditadura cubana, portanto reacionário é quem vive as custas da ditadura (parasita mercenário), ou seja, é você seu demente!
    E para terminar:

    VÁ SE ROÇAR NAS OSTRAS CUBANAS BABAOVO PILANTRA DA TIRANIA MAIS IDOSA DO PLANETA, VERME VERMELHO CANCEROSO ASQUEROSO PETRALHA COMUNISTA ADORADOR DA ROLHA BEM ENFIADA NO SEU FIOFÓ
    PS A SUA BOCA TÁ ALUGADA PARA A ROLHA SOCIALISTA SEU IMUNDO

  17. maria Arias
    enero 22nd, 2010 a las 09:13

    A Coordenadora Estatal de Solidariedade a Cuba de Madri acusou hoje o governo dos Estados Unidos de carecer de autoridade moral para incluir Cuba em uma lista de países patrocinadores do terrorismo internacional.

    Em uma declaração, a Coordenadora qualifica de infame a postura da administração do presidente Barack Obama contra a ilha caribenha, vítima há cinco décadas de inumeráveis atentados arquitetados em território estadunidense, recorda.

    A associação de amizade espanhola chama a opinião pública internacional a denunciar os autores intelectuais e materiais desses crimes contra Cuba, que passeiam com total impunidade pelas ruas dos Estados Unidos sem serem incomodados.

    Assinala que Washington não tem legitimidade para elaborar tais listas seletivas, quando sucessivos governos da potência nortista deveriam ser colocados no banco dos acusados por financiar golpes de Estado, sustentar ditaduras sanguinárias na América Latina e invadir numerosos países.

    À longa lista de transgressões, o agrupamento de solidariedade acrescenta que a base militar que o Pentágono mantém em Guantánamo, território da maior das Antilhas ocupado à força e convertido em centro de tortura e desaparecimentos clandestinos.

    É paradoxo, também, que se pretenda condenar Cuba, quando suas autoridades ao longo destes anos proporcionaram às agências policiais estadunidenses informações sensíveis e confiáveis sobre potenciais atos de terrorismo, assinala o texto.

    Denuncia, no entanto, que esses dados, ao invés de serem utilizados pela Casa Branca para prevenir semelhantes ações, foram utilizadas para deter, há mais de uma década, os cinco lutadores antiterroristas cubanos.

    A declaração alude à injusta prisão que suportam em cárceres estadunidenses Gerardo Hernández, Ramón Labañino, René González, Antonio Guerrero e Fernando González, mais conhecidos como Os Cinco nas campanhas mundiais por sua libertação.

    A história destes jovens, expressa a declaração, é a demonstração palpável da falsidade do sistema capitalista quanto a praticar justiça e respeitar os direitos humanos a que se refere.

    Nossa organização de solidariedade denuncia com absoluta firmeza este obsceno gesto, não só contra o povo cubano, senão contra o mundo inteiro pela dose de cinismo e hipocrisia que contém, conclui.

  18. Katarina
    enero 22nd, 2010 a las 08:23

    Solidariedade ou oportunidade de negócios?

    O terremoto que atingiu o Haiti no dia 12 de janeiro já deixou 50000 mortos e pelo menos 3 milhões de pessoas estão desabrigadas, segundo estimativas da Cruz Vermelha. Em Porto Princípe, capital do país, prédios estão em ruínas e as pessoas tem dormido nas ruas, estão sem água potável, comida, remédios e muitas pessoas ainda estão debaixo dos escombros. A população do país que já era conhecido como o país “mais pobre do ocidente” está agora em uma situação ainda mais precária, o que ainda pode piorar.
    A estadunidense Fundação Heritage, um dos principais defensores da exploração de desastres para empurrar impopulares políticas pró-corporações e neoliberais, publicou uma nota contendo o que deve ser feito pelos Estados Unidos diante do terremoto no Haiti. Na nota eles afirmam: “A resposta do governo dos EUA deve ser ousada e decisiva. É preciso mobilizar recursos civis e militares para resgate e socorro, a curto prazo, e recuperação e reformas a longo prazo” – certamente reformas que preveem mais liberdade para grandes empresas privadas, privatização de empresas públicas e recursos naturais, e outras medidas que acentuam as políticas que há décadas tem deixado o país miserável. A nota chama atenção como o “frágil ambiente político da região” deve ser levado em conta na “ajuda humanitária”. E, por fim, pede que os militares norte-americanos vigiem a costa, impedindo um provável grande movimento de haitianos tentando entrar ilegalmente nos EUA pelo mar “em embarcações frágeis e perigosas”.

    Mas, como se não bastasse, o próprio Cônsul geral do Haiti no Brasil, Gerge Samuel Antoine, também quer tirar proveito da tragédia. Em entrevista num programa de televisão na quarta-feira, afirmou que o terremoto pode ser bom, pois torna o trabalho dele conhecido. Gerge Samuel Antoine, revelando seu racismo, ainda responsabilizou a religião dos/as haitianos/as pelo desastre: “Acho que de, tanto mexer com macumba, não sei o que é aquilo… O africano em si tem maldição. Todo lugar que tem africano lá tá f…”; o mesmo que fez um tele-evangelista dos EUA, quando disse que escravos haitianos fizeram um pacto com o diabo para se libertar dos franceses no século XVIII e por isso são atingidos por tragédias. É esse racismo o responsável pela tragédia haitiana.
    Todos os países agora se apressam em dizer que oferecem ajuda humanitária, com comida, água, remédios ou equipes de resgates – todos elementos fundamentais e muito necessários num momento de extrema precariedade no Haiti. Entretanto, com a ocupação militar das tropas da ONU, lideradas pelo Brasil, a comunidade internacional tem governado efetivamente o Haiti desde o golpe em 2004. Os mesmos países que agora fazem alarde com o envio de ajuda de emergência ao Haiti votaram consistentemente, durante os últimos 5 anos, contra qualquer extensão da missão da ONU para além de seus objetivos estritamente militares. Propostas para realocar parte destes “investimentos” em programas para a redução da pobreza ou o desenvolvimento agrário foram bloqueadas.
    De qualquer forma, nestes primeiros dias, a principal ajuda da ONU e da “comunidade internacional” está em remover os escombros do Hotel Montana, hotel de alta classe, onde poderiam estar hospedados personalidades da ONU, militares e empresários estrangeiros. A ONU gasta meio bilhão de dólares por ano para manter a ocupação militar (MINUSTAH) no Haiti. O Haiti é hoje um país onde cerca de 75% da população vive com menos de 2 dólares por dia e 56% – quatro milhões e meio de pessoas – com menos de 1 dólar por dia. Décadas de “ajuste” neoliberal e intervenção neoimperial tiraram do país e de seu povo a capacidade de gerir sua própria economia. Condições desfavoráveis de comércio e financiamento internacional garantem a permanência, em um futuro previsível, dessa indigência e impotência como fatos estruturais da vida haitiana. E agora, um terremoto pode ser mais um motivo para políticas que aprofundem essa situação no Haiti. A possibilidade de reconstrução do país não está nessa “modernização” e liberalização econômica, mas em políticas que favoreçam a auto-determinação e o fim da exploração e opressão do povo haitiano, para que inicie a reconstrução do país com a solidariedade internacional. E então os países ricos começarem a pagar pela destruição que causaram por tantas décadas.

  19. Monica
    enero 22nd, 2010 a las 08:00

    “O Haiti é uma vergonha de
    nossa época”, diz Fidel
    Em artigo intitulado “A
    lição do Haiti” e publicado
    na sexta-feira, dia 15, no
    jornal Granma, o líder cubano
    Fidel Castro pediu soluções
    reais e verdadeiras
    para o Haiti – cuja situação
    de extrema pobreza, segundo
    ele, é “uma vergonha de
    nossa época”. Fidel também
    criticou as reações internacionais
    ao terremoto
    no país caribenho.
    Em sua opinião, a tragédia
    no país vizinho,
    apesar de comover as pessoas,
    não leva à reflexão
    sobre os reais motivos da pobreza
    haitiana. Fidel lembra que o povo
    haitiano levou a cabo a “primeira
    grande revolução social do Hemisfério
    Sul” – “em que 400 mil escravos
    africanos, traficados pelos europeus,
    se rebelaram contra o domínio de 30
    mil senhores feudais, donos de plantações
    de cana e café”.
    Para Fidel, o país mais pobre das
    Américas foi alvo de um imperialismo,
    que saqueou suas riquezas. “O
    Haiti é um produto do colonialismo e
    imperialismo, de mais de um século
    de emprego de seus recursos humanos
    nos trabalhos mais duros, das intervenções
    militares e extração de
    suas riquezas.”
    O líder cubano, de 83 anos, acrescentou
    que a catástrofe que ocorreu
    nesse país “é apenas uma pálida sombra
    do que pode acontecer no planeta
    com a mudança climática”. E disparou:
    “O Haiti hoje constitui uma vergonha
    de nossa época, de um mundo
    em que prevalecem a exploração e o
    saque da imensa maioria dos habitantes
    do planeta”.
    “Situações como a do Haiti não
    deveriam existir em nenhum lugar do
    planeta, onde abundam dezenas de
    milhares de cidades e povoados em
    condições similares e, às vezes, piores,
    em virtude de uma ordem econômica
    e política internacional injusta
    imposta ao mundo”, enfatizou Fidel.
    No dia 15, os Estados Unidos anunciaram
    que obtiveram o consentimento
    das autoridades cubanas para utilizar
    seu espaço aéreo a fim de acelerar
    a chegada de ajuda ao Haiti. “Coordenamos
    com as autoridades cubanas
    a autorização para fazer voos de
    equipes médicas a partir da base
    estadunidense de Guantánamo para
    Miami, Flórida, economizando 90
    minutos por voo”, declarou a a Casa
    Branca em um comunicado.

  20. Monica
    enero 22nd, 2010 a las 07:52

    Parte da tragédia do Haiti é “made in USA”
    O resultado? Pequenos agricultores
    fugiram do campo e migraram às
    dezenas de milhares para as cidades,
    onde construíram abrigos rudimentares
    nas colinas. Os fundos internacionais
    para estradas, educação e saúde
    foram suspensos pelos Estados Unidos.
    O dinheiro que chega ao país não
    vai para o governo, mas para corporações
    privadas. Assim, o governo
    do Haiti quase não tem poder para
    dar assistência a seu próprio povo em
    dias normais – muito menos quando
    enfrenta um desastre como esse.
    Fatos recentes
    Em 2004, os EUA apoiaram um golpe
    contra o presidente eleito democraticamente,
    Jean Ber-trand Aristide.
    Isso manteve a longa tradição de os
    Estados Unidos decidirem quem governa
    o país mais pobre do hemisfério.
    Nenhum governo dura no Haiti
    sem aprovação dos Estados Unidos.
    Em 2001, quando os Estados Unidos
    estavam contra o presidente do
    Haiti, conseguiram congelar US$148
    milhões em empréstimos já aprovados
    e muitos outros milhões de empréstimos
    em potencial do Banco
    Interamericano de Desenvolvimento
    para o Haiti. Fundos que seriam dedicados
    a melhorar a educação, a saúde
    pública e as estradas.
    Entre 2001 e 2004, os Estados Unidos
    insistiram que quaisquer fundos
    mandados para o Haiti fossem enviados
    por intermédio de ONGs. Fundos
    que teriam sido mandados para que
    o governo oferecesse serviços foram
    redirecionados, reduzindo assim a
    habilidade do governo de funcionar.
    Os EUA têm ajudado a arruinar os
    pequenos proprietários rurais do
    Haiti ao despejar arroz estadunidense,
    pesadamente subsidiado, no mercado
    local, tornando extremamente
    difícil a sobrevivência dos agricultores
    locais. Isso foi feito para ajudar os
    produtores dos EUA. E os haitianos?
    Eles não votam nos Estados Unidos.
    Aqueles que visitam o Haiti confirmam
    que os maiores automóveis de
    Porto Príncipe estão cobertos com os
    símbolos de ONGs. Os maiores escritórios
    pertencem a grupos privados
    que fazem o serviço do governo – saúde,
    educação etc. Não são guardados
    pela polícia, mas por segurança pri- Fonte: Huffington Post/Vi o Mundo
    Parte do sofrimento no Haiti é “feito nos Estados Unidos”. Se um terremoto pode danificar qualquer país,
    as ações dos Estados Unidos ampliaram os danos do terremoto no Haiti. Como? Na última década, os Estados
    Unidos cortaram ajuda humanitária ao Haiti, bloquearam empréstimos internacionais,
    forçaram o governo do Haiti a reduzir serviços, arruinaram dezenas de milhares de pequenos agricultores e
    trocaram apoio ao governo por apoio às ONGs.
    Por Bill Quigley
    vada pesadamente militarizada.
    O governo foi sistematicamente
    privado de fundos. O setor público
    encolheu. Os pobres migraram para
    as cidades. E assim não havia equipes
    de resgate. Havia poucos serviços
    públicos de saúde.
    Quando o desastre aconteceu, o
    povo do Haiti teve de se defender por
    conta própria. Podemos vê-los agindo.
    Podemos vê-los tentando. Eles são
    corajosos e generosos e inovadores,
    mas voluntários não podem substituir
    o governo. E assim as pessoas sofrem
    e morrem muito mais.
    Os resultados estão à vista de todos.
    Tragicamente, muito do sofrimento
    depois do terremoto no Haiti é
    “made in USA”.
    George

  21. Monica
    enero 22nd, 2010 a las 07:49

    Naomi Klein alerta
    para “capitalismo do
    desastre” no Haiti
    A jornalista e escritora Naomi Klein
    alerta que a tragédia no Haiti não
    deve servir para endividar ainda
    mais o país e impor políticas
    antipopulares a favor das empresas
    dos EUA. Naomi Klein alertou no
    noticiário Democracy Now! em
    relação à crise no Haiti
    “Devemos ter muito claro que esta
    tragédia – que é em parte natural e
    em parte não – não deve, em nenhuma
    circunstância, ser usada para endividar
    ainda mais o Haiti e impor
    políticas impopulares a favor de nossas
    corporações. Isto não é teoria da
    conspiração”, disse Naomi.
    No seu site (naomiklein.org), Naomi
    denuncia que a Heritage Foundation,
    “uma das principais exploradoras dos
    desastres para impulsionar políticas
    impopulares a favor das grandes empresas
    estadunidenses”, já está fazendo
    campanha para que a resposta dos
    EUA ao terremoto no Haiti deva servir
    para aplicar “reformas” na economia
    e no governo do país, além de
    “melhorar a imagem dos Estados
    Unidos na região”.
    Democracy Now!
    Em 1996, nasceu a antítese da
    corporação midiática: Democracy
    Now!, um noticiário diário de uma
    hora sem fins lucrativos. Com a expansão
    de sua transmissão de rádio e
    tevê a um ritmo surpreendente quanto
    o do Clear Channel, o Democracy
    Now! deve seu crescimento ao anseio
    da população estadunidense por opiniões
    críticas e progressistas. O resultado
    é um programa de notícias que
    o intelectual Noam Chomsky considera
    de “inestimável valor”.

  22. Talconocú
    enero 22nd, 2010 a las 07:23

    Há e depois que tu morrer vou viver uns 50 anos pela media !!!!!!
    Paspalho

  23. Talconocú
    enero 22nd, 2010 a las 07:17

    Afeminado e pedófilo esqueci-me de chamar te de chupa meia e lame cu, da burguesia donde ela estiver.Vendido

    “Cabron (Manoel, Dieceu, Humberto ou ele mesmo)retiraste os comentários que não concordam com teu reacionarismo. Pilantra, violador e mercenário, boca alugada.”

  24. Fernando eu mesmo
    enero 21st, 2010 a las 21:10

    “…la Revolución sólo sirvió para dividir a las familias, arruinar personas en cuerpo y alma, y asegurarles un buen pasar a los Castro y su corte fascista.”

    Pregado no poste: MAZORRA ou “MASMORRA”?

    Boa noite a todos.

  25. Fernando eu mesmo
    enero 21st, 2010 a las 20:54

    E por falar em psicopata…

    Sua Majestade Chávez I, o único gorila no mundo que conseguiu virar imperador, precisa urgentemente de um Bobo da Corte, como sói haver em toda corte que se preze. Sugiro, para o cargo, algum dos palhaços que escrevem ignorâncias nessas telas abertas por nossa querida Yoani, que nem de longe imagina a que nível desceu a bizarria humana. Há várias opções para a escolha, desde algumas feinhas vociferantes até alguns bipolares obtusos, recentemente convertidos para a igrejinha comuno-porraloquista. Assim Hugorila não mais morrerá de tédio, de tanto tocar apenas a musiquinha contra o imperialismo. Quem sabe esse animal finalmente abrirá um sorriso naquela carranca azeda.

    Agora… se for verdade que os pérfidos imperialistas ianques detêm a tecnologia para fabricar terremotos, alguém precisa pedir-lhes uma demonstração na Praça dos Três Poderes, em Brasília! Só que numa quarta-feira, pra pegar todos os congressistas no pulo, e em algum raro dia em que “O Divino César”, também conhecido como Sapo Barbudo, esteja trabalhando…

  26. Anónimo
    enero 21st, 2010 a las 20:35

    Artigos

    O vírus totalitário
    Nivaldo Cordeiro | 20 Janeiro 2010

    A epidemia viral de novos “direito humanos” tornou-se o mantra do movimento revolucionário, a ponto de proclamarem como direito humano até mesmo a ação terrorista de quando estavam na clandestinidade.

    O movimento revolucionário tem agido em escala mundial e mesmo quando o Ocidente derrotava as experiências totalitárias mais malignas do século XX, como ao fim da Segunda Guerra mundial, ele agia na calada da noite, aproveitando-se que as pessoas estavam desarmadas de espírito e não enxergavam a amplitude da maldade em gestação. Ao término da Segunda Guerra mundial tivemos, coincidentemente, a promulgação solene da Declaração dos Direitos Humanos pela ONU, baluarte que se tornou do movimento revolucionário e o centro de construção da moderna Cosmópolis, o governo mundial. Os democratas não perceberam o veneno contido no documento.

    É com base nessa Declaração maldita, ela própria herdeira do jacobinismo da Revolução Francesa, que o PT e as esquerdas estão propondo as sucessivas “conferências nacionais”, instrumento pelo qual tentam fazer um arremedo de democracia direta e um ensaio geral da tomada final do poder total, a coincidir com o término do governo Lula e o possível início do governo Dilma. Os direitos constitucionais, sempre negativos, sempre na direção de impedir que o monstro estatal interfira na existência cotidiana dos cidadãos, ganharam a roupagem do “direito positivo”, melhor dito impositivo. Não mais o direito como garantia individual, mas como uma obrigação de grupos para com aqueles contemplados como sujeitos dos novos falsos direitos proclamados.

    A epidemia viral de novos “direito humanos” tornou-se o mantra do movimento revolucionário, a ponto de proclamarem como direito humano até mesmo a ação terrorista de quando estavam na clandestinidade. A falsificação não se restringe à expressão semântica, mas se estende à construção da ordem jurídica. Se o projeto dos celerados que administram as tais conferência nacionais for à frente em breve o regime de livre empresa desaparecerá do Brasil, assim como as liberdades como a conhecemos. Eles querem que o único sujeito político seja o Partido, utilizando o instrumento dos tais “movimentos sociais”, que nada mais são do que a vanguarda do movimento revolucionário. Caminhamos a passos largos para a fusão do Partido com o Estado.

    Nos últimos trinta anos essa gente teve campo livre para fazer seu proselitismo e sua ação política, a ponto de praticamente todos os meios de comunicação e as pessoas de bem também passarem a defender a falsificação dos direitos humanos como se contivessem algo de bom. Com o vírus revolucionário agindo ativamente por meio das conferências até mesmo antigos combatentes pela liberdade, que haviam aderido à ordem institucional do PT, falsificada pela Carta ao Povo Brasileiro, acordaram. É com muita alegria que tenho lido os últimos editorais do jornal Estadão abordando o assunto, corajosos, lúcidos, enfáticos. O editorial de hoje, por exemplo, “Investida contra a democracia”, é daquelas peças que devem ser guardadas e relembradas.

    É de se esperar que os demais órgãos de comunicação sigam o exemplo e aqui penso especificamente no Grupo Globo, que não pode ignorar que é ele mesmo o alvo principal dos revolucionários. Especialmente o jornal O Globo precisa seguir os passos do jornal paulista, até por uma questão de sobrevivência. Os revolucionários petistas não querem menos que a sua destruição, não há mais o que negociar ou o que ceder. É o tempo do enfrentamento, na verdade o tempo era aquele da época da posse do Lula. A elite brasileira quis deixar-se enganar com a ilusão de que o PT abjurara tudo aquilo que escreveu nos seus documentos internos e tudo que constituía as crenças de suas principais lideranças. Um engano fatal.

    Eu me sinto pessoalmente gratificado com modificação da linha editorial do Estadão, eu que, nos últimos meses, tenho escrito como media watch para o jornal eletrônico Mídia Sem Máscara. Quantas vezes apontei e lastimei a linha esquerdista do Estadão! Em boa hora vejo aquela casa editorial retomar as suas antigas bandeiras de luta, de corte liberal.

    Quando eu decidi oferecer o curso AS ARMADILHAS DA LEI, no Instituto Internacional de Ciências Sociais – IICS, é porque toda a coisa da conspiração petista estava clara para mim e me propus a ir buscar as respostas teóricas para o fenômeno, que antes de ser político é filosófico. O curso demandou um grande trabalho de pesquisa, mas eu finalmente pude apresentar aos alunos o resultado das minhas investigações, com êxito. Parte desse trabalho eu tenho apresentado nos artigos que tenho publicado. No presente momento o mesmo curso está sendo apresentado a uma turma privada, na cidade do Rio de Janeiro. Isso mostra que as pessoas sérias estão debruçadas e preocupadas com o problema. O vírus do totalitarismo tinha a seu favor o desconhecimento. Agora não mais. Ao menos no âmbito da filosofia política eu posso dizer que logrei recuperar os elos históricos e colocar em evidência os pensadores que destrincharam o enigma.

    Não posso aqui deixar de exaltar o trabalho majestoso de Olavo de Carvalho, que, como um arauto, há mais de vinte anos vem dizendo os detalhes da realidade revolucionária que nos cerca. Aqueles que quiserem ter a história completa do que se passou e o prognóstico do que nos espera devem ler a sua obra. Está tudo lá. Olavo é o único pensador que tem o crédito de dizer que jamais se enganou e que não se acovardou diante da tarefa hercúlea de comunicar aos brasileiros, diante do ceticismo geral, a tragédia que estava nos aguardando. O tempo da tragédia é chegado.

    Caro leitor, vivemos no Brasil de hoje como os alemães viveram no começo dos anos trinta: à espera do pior. Não cabem mais meias palavras nem a tolerância para com os portadores do vírus revolucionário. É o tempo do bom combate.

  27. Fernando eu mesmo
    enero 21st, 2010 a las 20:18

    ESBIRROS CASTRISTAS, O MUNDO DÁ VOLTAS!

    Hoje são os velhos nazistas que enfrentam o seu passado.
    Amanhã será a canalha castrista. Muito depois da morte e execração pública dos corpos e memória da dupla Castro Rúz.
    Os esbirros hão de pagar as mortes, assassinatos, injustiças, afogamentos na fuga, internações indevidas e demais atrocidades e violações feitas em nome da covardia de não dizer um BASTA! a dois irmãos psicopatas, carrapatos defuntos que não admitem seu erro e que condenam 11 milhões de almas ao ostracismo civilizatório.
    Poderá demorar… mas esse dia chegará.

    NÃO HÁ DÚVIDA QUE CHEGARÁ.

  28. dirceu
    enero 21st, 2010 a las 15:01

    Thursday, January 21, 2010
    O Mistério da Feiurinha

    Rodrigo Constantino

    Tentei comprar hoje para minha filha e minha sobrinha ingressos para o filme “Xuxa em o Mistério de Feiurinha”, num dos mais badalados cinemas da Barra. Estava esgotado. Para hoje, e para amanhã também! Enquanto isso, o filme “Lula, o Filho do Brasil” parece um total fracasso de bilheteria, a despeito de toda a máquina de propaganda colocada a serviço da película “chapa-branca”. Pelo visto, o público quer saber sobre o mistério da princesa Feiurinha, interpretada por Sasha, a filha de Xuxa; mas não está tão interessado assim no “mistério” do Sapo Barbudo.

    Até porque essa história já é bem conhecida: metalúrgico incompetente, ele descobre o filão da vida política, ajuda a fundar uma quadrilha sindicalista e se torna candidato à presidente, tentando inúmeras vezes até conseguir o objetivo, depois da ajuda de um marqueteiro que criou uma embalagem falsa de “paz e amor” para o Sapo. Sim, daria um bom filme, principalmente se o final fosse feliz, culminando na derrota humilhante da Mocréia, candidata escolhida pelo Sapo Barbudo nas eleições. Mas quem precisa da ficção quando basta acompanhar o noticiário todo dia e verificar a quantidade assustadora de mentiras que o dissimulado Sapo Barbudo e sua companheira Mocréia produzem? Esses atores são imbatíveis! Na arte da dissimulação, merecem o Oscar, sem dúvida.

    Esse filme real, um misto de terror e comédia, não encontra concorrência à altura nas salas de cinema. Por isso o filme da Xuxa está esgotado, enquanto aquela peça patética de propaganda política permanece “micada”. Os produtores do filme falharam. Para atrair o público, a ficção deveria ser melhor que a realidade. Bastava fazer o ator principal morrer no final, que as salas de cinema ficariam abarrotadas de gente. Afinal, cinema deve ser a nossa “maior diversão”, a realização de um sonho – ainda que por poucas horas.

    posted by Rodrigo Constantino

  29. dirceu
    enero 21st, 2010 a las 12:55

    Cabron é você, seu pilantra e suas irmancitas e mamancitas putanas QUE FORAM VIOLADAS PELOS SINISTROS, canalha comunista.
    Não acuse os outro do que você é, cachorrinho amestrado do coma andante.
    Reacionário é quem defende o status quo da ditadura cubana, portanto reacionário é quem vive as custas da ditadura (parasita mercenário), ou seja, é você seu demente!
    E para terminar:

    VÁ SE ROÇAR NAS OSTRAS CUBANAS BABAOVO PILANTRA DA TIRANIA MAIS IDOSA DO PLANETA, VERME VERMELHO CANCEROSO ASQUEROSO PETRALHA COMUNISTA ADORADOR DA ROLHA BEM ENFIADA NO SEU FIOFÓ
    PS A SUA BOCA TÁ ALUGADA PARA A ROLHA SOCIALISTA SEU IMUNDO

  30. Talconocú
    enero 21st, 2010 a las 12:21

    Cabron (Manoel, Dieceu, Humberto ou ele mesmo)retiraste os comentários que não concordam com teu reacionarismo. Pilantra, violador e mercenário, boca alugada.

  31. Maria Arias
    enero 21st, 2010 a las 11:27

    TESTEMUNHA REVELA NA ALEMANHA DEPOIMENTOS SOBRE GENOCÍDIO NAZISTA
    BERLIM , 20 JAN
    UM DOS ÚLTIMOS SOBREVIVENTES DOS CAMPOS DE CONCENTRAÇÃO NAZISTA NA POLÔNIA COMPARECEU HOJE NO JULGAMENTO QUE ACONTECE NA PROMOTORIA DE MUNIQUE CONTRA O CRIMINOSO DE GUERRA DE ORIGEM UCRANIANO JOHN DEMJANJUK, ACUSADO DE GENOCÍDIO.
    DEMJANJUK ENFRENTA UM PROCESSO JUDICIAL NA QUALIDADE DE CÚMPLICE NO ASSASSINATO DE 27 MIL 900 JUDEUS NAS CÂMARAS DE GÁS DE SOBIBOR, ENTRE MARÇO E SETEMBRO DE 1943.
    O AGORA IDOSO DE 89 ANOS, EXTRADITADO EM MAIO ÚLTIMO DOS ESTADOS UNIDOS, COLABOROU COM AS SS (POLÍCIA ELITE HITLERIANA) COMO GUARDA NO CAMPO DE EXTERMÍNIO DE SOBIBOR, ONDE FORAM ASSASSINADOS MILHARES DE PRISIONEIROS DE DIFERENTES NACIONALIDADES DA EUROPA.
    CITADO COMO TESTEMUNHA E ACUSADOR EM NOME DE SEUS PAIS E UM IRMÃO MORTOS NESSAS CIRCUNSTÂNCIAS, THOMAS BLATT AFIRMOU QUE NÃO BUSCAVA VINGANÇA, MAS JUSTIÇA PELAS VÍTIMAS DO GENOCÍDIO.
    APESAR DE QUE NÃO PODER IDENTIFICAR A DEMJANJUK COMO UM DOS CENTENAS DE POLICIAIS QUE COLABORARAM EM SOBIBOR, BLATT CONTRIBUIU COM DEPOIMENTOS SOBRE O PAPEL DOS GUARDAS UCRANIANOS, ESTÔNIOS, LETÕES, POLONESES E LITUANOS NA ESTRATÉGIA DE EXTERMINIO NAZISTA.
    SEM ELES, OS CENTROS DE EXTERMINIO NÃO TERIAM FUNCIONADO, AFIRMOU A TESTEMUNHA OCTOGENÁRIO, CUJOS PAIS E O IRMÃO MENOR MORRERAM TAMBÉM NAS CÂMARAS DE GÁS DE SOBIBOR, ONDE FOI CONDUZIDO COMO PRISIONEIRO COM 15 ANOS DE IDADE.
    DISSE QUE OS POLICIAIS DISPARAVAM SEM PIEDADE NOS PRESOS DOENTES E IDOSOS QUE NÃO PODIAM CAMINHAR.
    ÉRAMOS ATERRORIZADOS PELOS GUARDAS EM SOBIBOR. ERAM PIORES QUE OS ALEMÃES E EU ESTAVA ALI NO MOMENTO MESMO QUE DEMJANJUK, SENTENCIOU POUCO ANTES DE COMPARECER NO TRIBUNAL DE MUNIQUE.
    A PROMOTORIA ALEMÃ CONSIDERA CRUCIAL O DEPOIMENTO DE BLATT E DE OUTROS SOBREVIVENTES PARA UM VEREDITO DO CHAMADO ÚLTIMO JULGAMENTO CONTRA O HOLOCAUSTO, CUJAS DELIBERAÇÕES FINAIS ESTÃO PREVISTAS PARA MAIO PRÓXIMO.
    ESPERA-SE QUE TESTEMUNHE NOS PRÓXIMOS DIAS PHILIP BIALOWITZ, OUTRA TESTEMUNHA SOBREVIVENTE DA TRAGÉDIA DE SOBIBOR, QUE PERDEU A TODA SUA FAMÍLIA NESSE CENTRO DE EXTERMINIO.
    DEMJANJUK, POR SUA VEZ, FOI A ESTA AUDIÊNCIA DA QUARTA-FEIRA COMO O FEZ DESDE A PRIMEIRA A FINS DE NOVEMBRO, DEITADO EM UMA MACA E COBERTO POR UMA MANTA, SEM PRONUNCIAR UMA SÓ FRASE SOBRE OS DELITOS DOS QUAIS SÃO ACUSADOS.
    TGJ/ODA

  32. Anónimo
    enero 21st, 2010 a las 09:44

    O que o povo brasileiro mais precisa? 36 aviões de guerra ao custo de 10 bilhões de dólares, o dobro do preço do mesmo avião oferecido à India e ao Iemen? Ou 10 navios hospitais americanos com mais de mil leitos hospitalares cada um? Que poderiam ancorar nos portos do Rio, Salvador, Belém, Manaus, Recife, Fortaleza, Porto Alebre, Florianópolis, Vitória e Santos por exemplo. Isto seria exercer a cidadania dos excluídos tornando-os protagonistas do novo homem do século XXI!!!`Pelo menos com melhor saúde dos que madrugam nas filas do SUS por este país afora!
    Presidente, as palavras e as ideias valem mais do que arcabuzes, canhões e aviões para matar!

  33. Anónimo
    enero 21st, 2010 a las 09:35

    A Intentona Comunista de 1935

    No dia 27 de Novembro de 1935, ocorreu o maior ato de traição e covardia já perpetrados na História do Brasil.

    Um grupo de traidores, a soldo de Moscou, tentou implantar, no Brasil, uma sangrenta ditadura comunista. O levante armado irrompeu em Natal, Recife e Rio de Janeiro, financiado e determinado pelo Comintern.

    Nos primeiros dias de março de 1934 desembarcava no Rio de Janeiro, com passaporte americano, Harry Berger. Harry Berger era na realidade, o agente alemão do Comintern chamado Arthur Ernst Ewert. Ex-deputado, em seu país, era fichado como espião e havia sido processado por alta traição. Foi enviado ao Brasil, com outros agitadores, como Rodolfo Ghioldi e Jules Vales, para assessorar o planejamento da rebelião comunista.

    Pouco depois, desembarcava Luíz Carlos Prestes com passaporte falso. O traidor vinha com a missão que lhe impusera o Comintern: chefiar o movimento armado que se preparava no Brasil.

    Começaria então o planejamento para a insurreição armada.

    Enquanto, nas sombras das conspirações e das combinações clandestinas, os subversivos concertavam os planos para a ação violenta, tarefa a cargo dos elementos militares, a ANL(Ação Nacional Libertadora) e seus propagandistas procuravam ampliar o seu número de adeptos. Prestes fez apelos a antigos companheiros. Seus apelos foram, entretanto, recusados em sua maior parte.

    Mas o Comintern exigia pressa e ação. Harry Berger orientava e dinamizava os planos. Em um de seus relatos ao Comintern ele escrevia:

    “A etapa atual da revolução, no Brasil .

    Está em franco desenvolvimento uma revolução nacional antiimperialista. A finalidade da primeira etapa é a criação de uma vasta frente popular – operários, camponeses, pequenos burgueses e burgueses que são contra o imperialismo – depois, a ação propriamente dita, para a instituição de um governo popular nacional revolucionário, com Prestes à frente e representantes daquelas classes. Mas, como condição básica, esse governo se apoiará nas partes infiltradas no Exército e depois, sobre os operários e camponeses articulados em formações armadas.”

    “ Nesta primeira fase, não serão organizados sovietes, porque isso reduziria, prematuramente, as hostes populares. Não obstante, o poder verdadeiro estará em maior escala nas aldeias, nas mãos das Ligas e Comitês de camponeses que se formarão e que também articularão formação do povo em armas para a proteção do Governo Popular e para a defesa de seus interesses. Nessa primeira etapa, a ação será, antes de tudo, desencadeada contra o imperialismo, os grandes latifundiários e contra os capitalistas que, traindo a Nação, agem de comum acordo com o imperialismo.”

    “ Nós só passaremos a modificar os objetivos da primeira etapa, só erigiremos a ditadura democrática dos operários e camponeses sob a forma de sovietes, quando a revolução no Brasil tiver atingido uma grande concentração. Os pontos de apoio do Governo Popular Nacional Revolucionário serão os sovietes, mais as organizações de massa e o Exército Revolucionário do Povo. A transformação do Governo Popular Nacional Revolucionário, com Prestes à frente, tornar-se-á oportuna e real com o desenvolvimento favorável da Revolução do Governo Popular.”

    Pelos planos de Harry Berger, o movimento teria duas fases: na primeira seria organizado um governo popular de coalizão. Na Segunda, viriam os sovietes, o Exército do Povo e a total hegemonia dos comunistas.

    A idéia de um levante armado preocupava os elementos mais ponderados do PCB.

    O Comintern considerava, entretanto, a ação violenta como uma promissora experiência para a implantação do regime comunista em toda a América Latina. Por essa razão, enviou a um escritório comercial soviético em Montevidéu recursos financeiros destinados a apoiar a insurreição no Brasil.

    Nas Forças Armadas a infiltração era grande. Células comunistas, envolvendo oficiais e sargentos, funcionavam no Exército e na Marinha.

    Elementos do Partido Comunista preparavam greves e agitações nos meios operários e camponeses. Manifestos e instruções subversivos circulavam nos quartéis e em organizações sindicais.

    Enquanto Harry Berger depurava, cuidadosamente, os planos, Prestes atuava com invulgar monstruosidade. Em nome da causa vermelha, pessoas consideradas suspeitas foram expulsas do Partido e, até mesmo eliminadas, como ocorreu com a menina Elza Fernandes, assassinada por ordem de Prestes (Vide Recordando a História: O assassinato de Elza Fernandes).

    Tudo estava previsto para o irrompimento simultâneo do levante armado em todo o país. Mas, o movimento foi precipitado no Nordeste.

    A insurreição comunista teve início em Natal, Rio Grande do Norte.

    Ao anoitecer do dia 23 de novembro, dois sargentos, dois cabos e dois soldados sublevaram o 21º Batalhão de Caçadores. Aproveitaram-se do licenciamento do sábado e invadiram a sala do oficial de dia, prenderam o oficial e dominaram o aquartelamento. A seguir, entraram na Unidade, bandos de civis. Apoderaram-se do armamento e das munições do Exército e distribuíram-se em grupos para diversos pontos da cidade. Esses bandos de agitadores, engrossavam-se no caminho com inúmeros adesistas aventureiros, a maioria dos quais nem sabia exatamente do que se tratava.

    Investiram, em seguida, contra a Unidade da Polícia Militar onde o Coronel José Otaviano Pinto Soares, Comandante do 21º Batalhão de Caçadores, com o apoio do Comandante do Batalhão de Polícia, Major Luiz Júlio, conseguiu montar uma defesa que resistiu durante 19 horas, até render-se por falta de munição.

    Cenas jamais vistas de vandalismo e crueldade tiveram lugar. Casas comerciais e

    residências particulares foram saqueadas e depredadas. Navios no porto foram ocupados. Grande número de instalações foram danificadas com selvageria.

    Enquanto essa arruaça dominava o ambiente da cidade, instalava-se em palácio, o “Comitê Popular Revolucionário”constituido pelas seguintes personalidades: funcionário estadual Lauro Cortez Lago, Ministro do Interior; Sargento músico Quintino Clemente de Barros, Ministro da Defesa; sapateiro José Praxedes de Andrade, Ministro do Abastecimento; funcionário postal José Macedo, Ministro das Finanças; estudante João Batista Galvão, Ministro da Viação; cabo Estevão, Comandante do 21º Batalhão de Caçadores e Sargento Eliziel Diniz Henriques, Comandante Geral da Guarnição Federal.

    Os primeiros atos do Comitê foram: arrombamento de bancos e repartições públicas..

    Um clima de terror foi estabelecido em toda a cidade. Violações, estupros, pilhagens e roubos generalizaram-se. Dois cidadãos foram covardemente assassinados sob a acusação de que estavam ridicularizando o movimento. A população começou a fugir de Natal.

    Colunas rebeldes ocuparam as localidades de Ceará- Mirim, Baixa Verde, São José do Mipibú, Santa Cruz e Canguaratema.

    A primeira reação partiu de Dinarte Mariz, um chefe político do interior, que conseguiu surpreender e derrotar um grupo comunista, com uma pequena força de sertanejos.

    Quando as tropas legalistas, vindas de Recife, marcharam sobre Natal, o Comitê Popular Revolucionário dissolveu-se rapidamente, sem a menor resistência. Todos os “Ministros”e “Comandantes Militares” fugiram levando o que podiam.

    Foi esta, em síntese, a história vergonhosa do mais duradouro governo comunista no Brasil, até os dias atuais. Foi a mais lamentável demonstração do que pode representar a ascensão ao poder de um grupo de comunistas inescrupulosos e dispostos às ações mais bárbaras, seguidos por uma coorte de oportunistas e ignorantes.

    Os acontecimentos de Natal precipitaram a eclosão do movimento subversivo em Recife. Aí se travou o mais cruento conflito de todo o levante.

    Na manhã do dia 25 de novembro, um sargento, chefiando um grupo de civis, atacou a cadeia pública de Olinda. Logo depois, o Sargento Gregorio Bezerra tentava apoderar-se do Quartel- General da 7ª Região Militar, assassinando covardemente o Tenente José Sampaio, e ferindo o Tenente Agnaldo Oliveira de Almeida, antes de ser subjugado e preso.

    Na Vila Militar de Socorro, o Capitão Otacílio Alves de Lima, o Tenente Lamartine Coutinho Correia de Oliveira e o Tenente Roberto Alberto Bomilcar Besouchet, notórios comunistas, sublevaram o 29º Batalhão de Caçadores e marcharam sobre a capital pernambucana.

    O Tenente- Coronel Afonso de Albuquerque Lima, subcomandante da Brigada Policial, conseguiu, entretanto, reunir um contigente que procurou deter os revoltosos.

    O Capitão Malvino Reis Neto, Secretário de Segurança Pública, armou a Guarda Civil e várias organizações policiais, deslocando-as em reforço das tropas legalistas. Essa reação permitiu que as Unidades de Maceió e João Pessoa pudessem ser deslocadas para o teatro da luta e estabelecer um cerco aos revoltosos.

    Na manhã do dia 25, as forças legalistas já dispunham do apoio de artilharia e atacam fortemente os comunistas. Havia mais de uma centena de mortos nas fileiras rebeldes.

    No dia seguinte, Recife já estava completamente dominada pelas forças e os rebeldes derrotados.

    O 20º Batalhão de Caçadores já podia se deslocar para Natal, ainda em poder dos comunistas.

    Notícias confusas e alarmantes chegavam ao Rio de Janeiro dos acontecimentos de Natal e Recife.

    Esperava-se uma ação comunista a qualquer momento, sem que se pudesse precisar onde surgiria.

    Prestes declarou, em nota enviada a Trifino Correia em Minas Gerais , que não poderia aguardar mais tempo e que a rebelião precisava irromper dentro de dois ou três dias. Efetivamente, sua ordem para o desencadeamento das ações marcava a hora H para as duas da madrugada de 27 de novembro.

    As autoridades não ignoravam que elementos comunistas infiltrados em vários quartéis estavam na iminência de uma insurreição. Mesmo assim houve muitas surpresas. Muitos dos comprometidos não figuravam nas relações de suspeitos.

    Na Escola de Aviação, em Marechal Hermes , os Capitães Agliberto Vieira de Azevedo e Sócrates Gonçalves da Silva, juntamente com os Tenentes Ivan Ramos Ribeiro e Benedito de Carvalho assaltaram o quartel de madrugada, e dominaram a Unidade. Vários oficiais foram assassinados ainda dormindo. O Capitão Agliberto matou friamente o seu amigo Capitão Benedito Lopes Bragança que se achava desarmado e indefeso.

    Em seguida, os rebeldes passaram a atacar o 1º Regimento de Aviação, sob o comando do Coronel Eduardo Gomes, que, apesar de ferido ligeiramente, iniciou a reação.

    Forças da Vila Militar acorreram em apoio ao Regimento e, após algumas horas de violenta fuzilaria e bombardeio de artilharia, conseguiram derrotar os rebeldes.

    No 3º Regimento de Infantaria, na Praia Vermelha, acontecimentos mais graves ocorreram. Os rebeldes, chefiados pelos Capitães Agildo Barata, Álvaro Francisco de Souza e José Leite Brasil conseguiram, na mesma madrugada, após violenta e mortífera refrega, no interior do quartel dominar quase totalmente a Unidade. Ao amanhecer, restava apenas um núcleo de resistência legalista, sitiado no Pavilhão do Comando, onde se encontrava o Coronel Afonso Ferreira, comandante do Regimento.

    A reação dos legalistas do próprio 3º RI teve grande valia no decorrer da ação, porque impediu que a Unidade rebelada deixasse o quartel para cumprir as missões determinadas por Prestes no plano da insurreição e que incluíam o assalto ao palácio presidencial no Catete.

    Nas últimas horas da madrugada, acionados diretamente pelo Comandante da 1ª Região Militar, General Eurico Gaspar Dutra, o Batalhão de Guardas e o 1­º Grupo de Obuses tomaram posição nas proximidades do aquartelamento rebelado e iniciaram o bombardeio.

    Durante toda a manhã do dia 27 desenvolveu-se um duro combate. O edifício do quartel foi transformado em uma verdadeira fortaleza, defendida pelas metralhadoras dos amotinados que também ocuparam as elevações vizinhas. As explosões das granadas da artilharia reduziram a escombros as velhas paredes que o incêndio do madeiramento carbonizava. A infantaria legalista avançou muito lentamente, em razão da falta de proteção na praça fronteira ao quartel.

    Os amotinados tentaram parlamentar com o comando legal, mas foram repelidos em suas propostas.

    Finalmente, às 13 horas e 30 minutos, bandeiras brancas improvisadas foram agitadas nas janelas do edifício, parcialmente destruído era a rendição.

    A intentona comunista de 1935 no Brasil é apenas um episódio no imenso repertório de crimes que o comunismo vem cometendo no mundo inteiro para submeter os povos ao regime opressor denominado “ditadura do proletariado”. Desde o massacre da família real russa, das execuções na época de Stalin, das invasões da Hungria, da Tchecoslováquia e do Afeganistão.

    No seu desmedido plano de domínio universal, foi sempre apoiado na escravização, na tortura e no assassinato de milhões de entes humanos, cuja dor e cujo sangue parecem ser a marca indispensável das conquistas comunistas.

    Ostentando dísticos enganadores, agitando falsas promessas, os comunistas de 1935, como de hoje, são os mesmos arautos da sujeição e da opressão.

    Queremos deixar aqui registrados, os autores intelectuais, bem como os que participaram diretamente deste ato covarde e antipatriótico a soldo de uma Nação estrangeira.

    Como réus, incursos nas penas do art.1º, combinado com o art.49 da Lei nº 38,de 04 de abril de 1935.

    “ Ex-capitão Luiz Carlos Prestes— Arthur Ernest Ewert ou Harry Berger( agente estrangeiro ) Rodolfo Ghioldi ( agente estrangeiro )— Leon Jules Vallée (agente estrangeiro )— Antonio Maciel Bonfim ou Adalberto de Andrade Fernandes— Honorio de Freitas Guimarães— Lauro Reginaldo da Rocha ou Lauro Reginaldo Teixeira— Adelino Deycola dos Santos— ex-major Carlos da Costa Leite—Dr Ilvo Furtado Soares de Meireles— Dr Pedro Ernesto Baptista— ex-capitão Agildo da Gama Barata Ribeiro— ex-capitão Alvaro Francisco de Souza— ex-capitão José Leite Brasil— ex-capitão Sócrates Gonçalves da Silva— ex- capitão AglibertoVieira de Azevedo— ex-primeiro tenente David de Medeiros Filho— ex-primeiro tenente Durval Miguel de Barros— ex-primeiro tenente Celso Tovar Bicudo de Castro— ex-primeiro tenente Benedicto de Carvalho—ex-segundo tenente Francisco Antonio Leivas Otero— ex-segundo tenente Mario de Souza— ex-segundo tenente Antonio Bento Monteiro Tourinho— ex-segundo tenente José Gutman—ex-segundo tenente Raul Pedroso— ex- segundo tenente Ivan Ramos Ribeiro— ex segundo tenente Humberto Baena de Moraes Rego— ex-terceiro sargentoVictor Ayres da Cruz.”

    “…Resolve ainda, o Tribunal, por unanimidade de votos absolver, como absolve os accusados Hercolino Cascardo, Roberto Faller Sisson, Carlos
    Amorety Osório, Francisco Mangabeira , Benjamin Soares Cabello e Manoel
    Venâncio Campos da Paz, da accusação de haverem commetido o crime do art.1º
    da lei nº 38, de 4 de abril de 1935, por não estar provado que os mesmos
    tivessem tentado mudar, por meios violentos, a forma de governo, ou a
    Constituição da Republica.
    Sala das Sessões, em 7 de maio de 1937- Barros Barreto, presidente -
    Raul Machado, relator – Costa Netto – Lemos Bastos – Pereira Braga -
    Himalaya Vergolino, presente.

    Para vergonha e repúdio da Nação, o nome de Luiz Carlos Prestes, covarde assassino e vendilhão de sua pátria, é dado a logradouros públicos, por indicação de autoridades executivas ou de políticos levianos e oportunistas, sem o menor sentimento de patriotismo.

    Certamente, desconhecem a verdadeira história ou esposam ainda filosofias sanguinárias e ditatoriais.

    MEMORIAL 1935

    1-Nossa homenagem permanente…

    MORTOS NA INTENTONA COMUNISTA DE 1935

    Monumento em homenagem aos heróis que tombaram na covarde tentativa de implantar o o comunismo no Brasil.

    Praça General Tibúrcio, Praia Vermelha / RJ. Este monumento ocupa hoje o antigo local onde estava sediado o 3º RI, que, sublevado, foi completamente destruído.

    Poucos conhecem seus nomes. Eles morreram na madrugada de 27 de novembro de 1935. Não em combate, mas covardemente assassinados. Alguns dormindo…
    Durante todos estes anos, suas famílias, em silêncio resignado, reivindicaram dos governantes, a não ser um mínimo de coerência, a fim de que pudessem acreditar que eles não morrerem em vão.

    01. Abdiel Ribeiro dos Santos – 3º Sargento
    02. Alberto Bernardino de Aragão – 2º Cabo
    03. Armando de Souza Mello – Major
    04. Benedicto Lopes Bragança – Capitão
    05. Clodoaldo Ursulano – 2º Cabo
    06. Coriolano Ferreira Santiago – 3º Sargento
    07. Danilo Paladini – Capitão
    08. Fidelis Batista de Aguiar – 2º Cabo
    09. Francisco Alves da Rocha – 2º Cabo
    10. Geraldo de Oliveira – Capitão
    11. Jaime Pantaleão de Moraes – 2º Sgt
    12. João de Deus Araújo – Soldado
    13. João Ribeiro Pinheiro – Major
    14. José Bernardo Rosa – 2º Sargento
    15. José Hermito de Sá – 2º Cabo
    16. José Mário Cavalcanti – Soldado
    17. José Menezes Filho – Soldado
    18. José Sampaio Xavier – 1º Tenente
    19. Lino Vitor dos Santos – Soldado
    20. Luiz Augusto Pereira – 1º Cabo
    21. Luiz Gonzaga – Soldado
    22. Manoel Biré de Agrella – 2º Cabo
    23. Misael Mendonça -T.Coronel
    24. Orlando Henrique – Soldado
    25. Pedro Maria Netto – 2º Cabo
    26. Péricles Leal Bezerra – Soldado
    27. Walter de Souza e Silva – Soldado
    28. Wilson França – Soldado

  34. Anónimo
    enero 21st, 2010 a las 09:28

    Os EUA estão programando a adoção de mais de 20.000 órfãos haitianos por famílias americanas.

    Os EUA enviaram um navio hospital com capacidade de 1000 leitos para 600 feridos leves, 400 feridos graves, 70 leitos de UTI, 10 centros cirúrgicos, 600 médicos com capacidade para realizar cirurgias de alta complexidade. Equipamentos para dessalinização de milhares de litros de água por dia, produzindo água potável. 100 helicópteros para transporte de ajuda humanitária e resgates de urgência. Equipes especializadas em resgates de catástrofes como o de 11 set 2001.

    O ódio virulento das ideologias stalinistas está tão fora de moda que até o Presidente russo Dimitry Medvedev escreveu em seu blog que Stálin jamais terá o seu perdão pelos milhões de russos e nao russos que ele executou ou mandou executar. E as conquistas russas devem-se ao seu povo e não aos seus ditadores totalitários!!! Essas informações estão no jornal on line do Brasil link A Rússia Atual.

  35. Anónimo
    enero 21st, 2010 a las 09:09

    Proposta não ofende: Troca-se a liberdade de 5 terroristas cubanos pela liberdade de 11 milhões de cubanos presos na Ilha sendo esta parte da negociação. Em tempo: Os terroristas devem buscar asilo no Irã ou Coréia do Norte para que não sofram abalos psicológicos com a mudança ideológica a que serão submetidos!

  36. Anónimo
    enero 21st, 2010 a las 09:03

    em 21/01/2010 às 09h01:
    Estudantes brasileiros de medicina
    na Bolívia se queixam de preconceito
    Alunos reclamam de taxas diferenciadas, burocracia e até exigência de exames anti-HIV

    Da Agência Brasil.Texto: ..
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    ..O sonho de estudar medicina, sem enfrentar o vestibular e com mensalidades acessíveis, é realidade para cerca 6.000 universitários brasileiros que vivem na Bolívia. Mas a concretização do sonho custa queixas de preconceito, exigências de exames anti-HIV e cobranças excessivas de taxas e burocracia. Para os estudantes, há discriminação contra eles por parte das autoridades e da população bolivianas.

    As reclamações dos estudantes foram relatadas pelos jovens à Embaixada do Brasil em La Paz (capital administrativa do país) e a um grupo de deputados federais. No fim de 2008, quatro parlamentares – Marcondes Gadelha (PSB-SE), Cláudio Cajado (DEM-BA), Décio Lima (PT-SC) e Raul Jungmann (PPS-PE) – estiveram na Bolívia para verificar as relações entre o país vizinho e o Brasil, além da situação dos brasileiros.

    De acordo com as autoridades, as reclamações foram transmitidas ao governo boliviano que prometeu tomar providências. A queixa considerada mais grave era a exigência de que as estudantes – apenas as mulheres – fizessem a cada seis meses exames para verificar se tinham o vírus da Aids. A exigência era feita pelas autoridades sanitárias como meio preventivo e obrigatório para a renovação do visto.

    Representantes do governo boliviano afirmaram que a presença dos jovens brasileiros afetou significativamente a cultura das cidades onde se fixam – principalmente Cochabamba e Santa Cruz de La Sierra (capital constitucional do país). Para os bolivianos, os brasileiros promovem mais festas do que o habitual e têm um comportamento boêmio.

    Também existiriam queixas dos moradores das duas cidades sobre as alterações econômicas estimuladas pela presença dos brasileiros. Isso ocorreria porque o poder aquisitivo dos jovens que chegam à Bolívia, em geral, é mais elevado do que o do boliviano médio. Para analistas sociais, as restrições aos brasileiros não podem ser vistas como xenofobia, mas apenas resistências ao novo e diferente.

    O resultado disso, segundo os estudantes, ocorre por meio da cobrança excessiva de taxas e documentos por parte dos bolivianos. De acordo com os universitários, há situações em que o valor de um determinado serviço é cobrado em dobro porque o cliente é brasileiro. Todos esses detalhes foram transmitidos às autoridades brasileiras que os repassaram ao governo da Bolívia.

    Os primeiros estudantes brasileiros desembarcaram na Bolívia na década de 80. Eles foram atraídos pela oferta de cursos de medicina a um custo baixo e sem a exigência de vestibular. Para ingressar, basta haver vaga e que o aluno prove ter condições de pagar o curso. Na Bolívia, as universidades privadas são avaliadas como de nível superior às públicas.

    O curso de medicina na Bolívia dura de seis a sete anos. O ingresso ocorre em janeiro e julho. Em geral, os preços das mensalidades variam de R$ 170 (US$ 95) a R$ 447 (US$ 250). São nove as universidades mais procuradas por brasileiros: Católica, Udabol, Ucebol, Unifranz e Uno, em Santa Cruz de La Sierra. Em La Paz, a mais procurada é a NSLP e em Cochabamba são a Upal, Unitec e Univalle.

    Para exercer a medicina no Brasil, o estudante que concluir o curso na Bolívia deve submeter seu diploma à revalidação em território brasileiro – ou regularização. As exigências vão desde o detalhamento da grade curricular até a apresentação de documentos pessoais e verificações de conhecimento específico.

    Indio tosco sus palabras son mierdas en el ventilador! Imbecil, oportunista cuida da tua bugrada ignorante que ataca preconceituosamente, os estudantes brasileiros e a ação humanitária de alto nível dos EUA.

  37. Tumamita
    enero 21st, 2010 a las 08:46

    O governo boliviano confirmou hoje que solicitará à Organização de Nações Unidas (ONU) uma reunião urgente para que o mundo repudiem a “injusta, desumana e oportunista” ocupação militar dos Estados Unidos no Haiti.

    Em declarações à imprensa, o presidente Evo Morales expressou a rejeição e indignação do povo da Bolívia pela decisão de Washington de enviar tropas em lugar de ajuda ao Haiti, cuja capital, Porto Príncipe, foi seriamente afetada por um devastador terremoto.

    “Não é possível que os Estados Unidos use a desgraça do povo haitiano para invadir e ocupar militarmente a esse país”, manifestou o chefe de Estado.

    Qualificou esse fato de sumamente grave que deve provocar a rejeição da comunidade internacional.

    O movimento telúrico de 7,3 graus na escala Richter que devastou à capital haitiana e populações vizinhas deixou um saldo estimado em mais de 100 mil mortos, um milhão e meio de pessoas sem lar e três milhões e meio de danificados.

    Para o governante, ao país caribenho “é preciso ir salvar vidas e não a ocupar militarmente”.

    “Haiti não quer mais sangue e mais mortes pelo disparo de armas de fogo e a invasão, o que seu povo quer é sangue, medicamentos, alimentos, água para salvar vidas”, pontuou o líder boliviano.

    Morales questionou as afirmações de seu par estadunidense, Barack Obama, quem na V Cúpula das Américas, celebrada em Trinidad e Tobago em abril de 2009, disse que queria relações diplomáticas de respeito mútuo com o mundo e em especial com os países em via de desenvolvimento.

    “Ter relações de respeito mútuo não se levam adiante com ocupações militares e a instalação de bases estadunidenses em outras nações”, manifestou o estadista sul-americano.

    Sublinhou que a Bolívia se manterá firme na defesa da soberania e a dignidade de todos os países do mundo para acabar com essa classe de intervenção militar imperialista.

  38. Teresa
    enero 21st, 2010 a las 08:43

    Washington, 20 jan

    Uma vintena de executivos vinculados a empresas estadunidenses manufatureiras de armas foram acusados hoje de tentativas de subornos a autoridades estrangeiras.

    Segundo o site digital allheadlinenews, um total de 22 oficiais corporativos ficaram imputados depois de uma ampla operação policial liderada pelo Birô Federal de Investigações (FBI).

    Trata-se de empregados de companhias norte-americanas que vendem ou fabricam armamentos e outras equipes militares. Muitos das detenções foram feitas nas Vegas, Nevada, e no estado de Flórida.

    Mais de 100 agentes do FBI participaram nas indagações e posterior captura dos implicados, entre os quais há executivos das conhecidas assinaturas Smith & Wesson e Protective Products of America.

    De acordo com a fonte, um dos suspeitos tentou subornar a um ministro de uma nação africana não identificada e pretendia cobrar uma comissão de três milhões de dólares por contrato ratificado.

  39. Teresa
    enero 21st, 2010 a las 08:33

    Os cinco antiterroristas cubanos presos há mais de 11 anos nos Estados Unidos agradeceram aos jovens argentinos que escalaram o pico Aconcagua em solidariedade com sua causa.

    Em uma mensagem divulgada hoje pelo site Cubadebate, Gerardo Hernández, Ramón Labañino, René González, Antonio Guerrero e Fernando González expressaram sentir-se profundamente comovidos pelo esforço despregado para vencer essa meta.

    Seu exemplo tem multiplicado a solidariedade mundial com nossa causa e o levaremos em nossos corações para enfrentar a injusta prisão a que nos mantêm submetidos, destaca a comunicação.

    O texto termina enviando aos argentinos um forte abraço cheio de fraternidade e admiração, e com a frase de Até a vitória sempre, do mítico guerrilheiro argentino-cubano Ernesto Che Guevara.

    Os cinco, como são conhecidos mundialmente, foram detidos em 12 de setembro de 1998 quando monitoravam as ações terroristas de grupos anticubanos assentados na Flórida, no sul dos Estados Unidos.

    Numerosas provas judiciais e o depoimento de altos chefes militares norte-americanos sustentam que eles nunca atentaram contra a segurança desse país.

    Apesar da sua declarada inocência e do clamor da comunidade internacional para sua libertação, os antiterroristas cubanos cumprem condenações de15 anos de privação de liberdade até dupla prisão perpétua mais 15 anos.

  40. Teresa
    enero 21st, 2010 a las 08:30

    O REI E O MENINO – HAITI

    (Para Didier Dominique e o povo do Haiti)

    (e para meu pai, Roland Klueger, que faria 88 anos hoje.)

    Era uma vez um rei e um menino. Fico pensando se há alguma palavra que signifique, ao mesmo tempo, exaustão, terror, desespero e desesperança, tudo isto somado e elevado a décima potência, mas não encontro tal palavra. Só que era bem assim que estava o menino: tinha dois anos, encolhia-se de olhos catatônicos no vazio de uma calçada logo depois do terremoto do Haiti, e apareceu na televisão. Eram tantos em desespero em torno dele, eram tantos… Eram tantos os mortos em torno dele, eram tantos… Quem conseguiria prestar atenção em mais aquele menino dentro de tanta desgraça, a não ser aquele olho malicioso de uma televisão, que pegou o menino e o jogou no meu colo, sem que eu soubesse o que fazer com ele?

    Era uma vez um rei e um menino. O rei era pura saúde, garbo e fidalguia: vestido com trajes tribais, tinha no rosto e no corpo os mesmo desenhos em branco, preto e vermelho que também estavam no escudo de couro que segurava na mão esquerda, pois na direita segurava a lança segura e certeira que o tornara rei tamanha a sua perícia ao caçar o leão. Ele era grande e espadaúdo, mas maior ainda era a sua fama, pois não só ao leão enfrentava: quando seu povo tinha fome, ele afrontava até os grandes elefantes, e todos viviam felizes no seu reino, bem alimentados e saudáveis, e o rei era feliz também.

    Certo do poder da sua felicidade e da sua lança, o rei nunca entendeu como lhe caíra em cima aquela rede que o despojara do seu escudo, da sua lança, da sua força e da sua liberdade – como tantos outros da sua terra, teve que se curvar à chibata do traficante, aceitar a gargantilha e as algemas de ferro, resistir à longa caminhada da coleante corrente feita de gente e de ferros, viver a aviltância do navio negreiro.

    A saúde antiga deu-lhe forças para chegar vivo àquela terra de degredo, de escravidão, e cruéis homens brancos de outra fala, à força de chicote, subjugaram-no e ele teve que se curvar, sem lança, sem pintura, sem escudo, e cultivar a cana que produzia o açúcar, o rum e a riqueza daqueles usurpadores da sua liberdade. Nunca mais ele foi feliz; nunca mais soube do seu povo e seu povo nunca mais soube dele, e só o que havia de belo era o mar daquela terra, todo verde, azul e transparente. Houve, também, uma mulher que reconheceu nele a fidalguia conspurcada, e antes de morrer prematuramente, o rei teve um filho, negro e lindo como ele, e que na verdade era um príncipe – mas foi um príncipe que nunca teve uma lança e que não conheceu os desenhos e as cores tribais – ao invés de leões, só houve para ele o látego do algoz.

    Outros príncipes foram gerados na descendência do rei, naquela terra que parecia incrustada num mar de turmalinas, e todos tiveram a vida miserável de escravo, enquanto seus senhores tinham as vidas nababescas dos poderosos.

    Um dia, já não dava mais de suportar. Eles eram mais de 500.000 negros, e os senhores eram 32.000, certos que a força do látego manteria aquela situação indefinidamente. E junto com os demais escravos os descendentes do rei lutaram e lutaram e venceram – desde 1791 a 1803 – nesse último ano venceram até o exército que Napoleão Bonaparte mandara da França. E conquistaram a liberdade!

    O Haiti foi o primeiro país da América dita Latina a ser livre, a fazer a independência, isto lá em 1804, antes de todos os demais. É de se imaginar o frio que correu na espinha de tantos outros colonizadores brancos: uma república, e de negros? E se a coisa pega? Olha que escravo está tudo cheio por esta América de meu Deus! Que se faz, ai ai ai?

    De modo geral, o que se podia fazer eram independências rápidas, feitas por brancos (e elas aconteceram uma depois da outra) e muita matança de negros, para evitar que a coisa trágica se repetisse e sujasse o bom nome da dita civilização européia! Sei bem como foi tal matança no Brasil: foi na guerra do Paraguai, foi na revolução Farroupilha… – não estou inteirada de como foi nos outros países, mas que a matança foi grande, lá isso foi. E a “civilização” branca quase pode respirar, aliviada – só que havia aquele pequeno país, aquele maldito pequeno país lá incrustado naquele mar de ametista, o tal do Haiti, que era um país de negros – e nunca que a tal “civilização” branca poderia deixar aquilo lá florescer de verdade – era afronta demasiada.

    E nos dois últimos séculos o Haiti sofreu tudo o que é possível sofrer-se para que sua crista se quebrasse: invasões, ditaduras, golpes de Estado, o bedelho dos brancos sempre indo lá e tentando botar tudo a perder, mas a valentia daquele povo parecia indomável, e o Haiti, mesmo não conseguindo florescer como deveria, era exportador de café, de arroz, era o maior produtor de açúcar do mundo, era um país que tinha seus filhos bem alimentados a arroz, a banana, os porcos abundavam e produziam pratos deliciosos, acompanhados de banana frita, iguaria tão caribenha…

    Foi agora, agorinha, no tempo da violência do neoliberalismo, o que nos leva a 1980, que o complô dos brancos resolveu que já não dava mais, que era muito absurdo em plena América ver um país de negros sobrevivendo e sobrevivendo impunemente… Então foi programada a tomada definitiva do Haiti. Foi daquelas coisas mais malévolas que as mentes doentias podem programar visando lucro: aos poucos, introduziram-se as pragas necessárias na ilha incrustada num mar de safira, e morreram todos os porcos, e depois todo o arroz, e depois toda a banana, e depois veio a praga do café.. . Aqueles negros corajosos não sobreviveriam, ah! La isso não poderia acontecer! Viveriam apenas para voltar à condição de escravos, e igualzinho como os europeus, em 1885, no Tratado de Berlim, dividiram o mapa da África à régua, causando as milhares de desgraças que estão acontecendo até hoje, os brancos do neoliberalismo pegaram o território do Haiti e o dividiram em 18 futuras zonas francas onde não haveria lei, onde o Capital imperaria, e onde, as pessoas tão famintas que estavam assando biscoitos de argila para poderem ter algo no estômago trabalhariam, de novo, em regime de escravidão. Pode parecer que tal coisa é distante de nós, mas não é. O próprio vice-presidente do Brasil, José Alencar, é alguém tão interessado no assunto que até mandou seu filho para lá para cuidar dos seus futuros interesses imperialistas. E o execrável outro dia ainda saiu do hospital, depois de mais algumas cirurgias, sorrindo para as câmaras das televisões e declarando que poderia perder tudo na vida, menos a honra. Que honra pode ter um homem assim?

    (Não consigo me furtar de contar de que forma a nefanda honra do vice-presidente atingiu diretamente minha família, recentemente. Numa só tarde, uma das empresas dele, aqui na minha cidade de Blumenau/SC/Brasil, a Coteminas, demitiu 600 empregados, assim sem mais nem menos. Três primos meus, lutadores pais de famílias, perderam o emprego sem entenderem muito bem por quê – o porquê é fácil: nas novas fábricas que o “honrado” vice-presidente anda montando lá nas zonas francas do Haiti, os novos empregados trabalharão pela décima parte do salário que os meus primos ganhavam – e o salário dos meus primos já não era grande coisa.)

    Bem, então tínhamos um Haiti em petição de miséria, e daí veio o terremoto. Que poderia ter acontecido de melhor para o Capitalismo e o Imperialismo dos EUA? Até o palácio presidencial do governo títere ruiu – daqui para a frente é apenas tomar posse – já não há barreiras. Ao invés de ajuda humanitária (que eles não deram nem aos flagelados do furacão Katrina, em seu próprio território) os Estados Unidos estão, descaradamente, diante de todo o mundo, fazendo a ocupação militar do Haiti com o seu exército, e tudo parece bonitinho, com a Hilary indo lá para ver como é que estão ajudando… ajudando uma ova! Alguém já viu os Estados Unidos ajudar alguém de verdade?

    Não deixo de louvar as tantas e tantas equipes de tantos e tantos países que lá estão, realmente levando ajuda humanitária para aquele povo quase que nas vascas da agonia – mas a semvergonhice do Capital está lá, também, sorrindo de felicidade com sua cara de caveira.

    E então o olho de uma televisão espia lá aquele menino de dois anos arrasado pela exaustão, pelo terror e pelo desespero, encolhido num vazio de uma calçada, e o joga brutalmente no meu colo – e quando tento acalmá-lo acolhendo-o junto do meu coração, ele me conta do rei, seu antepassado – aquele menino moído pelo Capital e pelo terremoto é nada mais nada menos que um príncipe, e seu antepassado que foi rei e livre caçava leões e elefantes e alimentava um povo – o menino sabia, a família sempre contara adiante o seu segredo.

    Céus, céus, o que fizeram com as gentes livres da África, que quiseram apenas continuar vivendo com dignidade naquela ilha de onde já não podiam sair? Quem vai cuidar daquele menino antes que ele retorne à condição de escravo de onde seus antepassados tanto tentaram sair?

    Eu choro, Haiti, choro por ti, e por teu menino, e por aquele rei. Não sei fazer outra coisa além de chorar.

    Blumenau, 17 de janeiro de 2010.

    Urda Alice Klueger

    Escritora e historiadora

  41. dirceu
    enero 21st, 2010 a las 06:24

    A TARA DO FRADECO COMUNA OU

    DELÍRIOS DE UM ESQUERDOPATA DEMENTE

    DEPOIS DO BEBÊ DE ROSEMARY, O BEBÊ DE FREI BETTO
    quinta-feira, 21 de janeiro de 2010 | 5:55
    Reinaldo Azevedo

    Lembram-se da campanha eleitoral de Lula em 2002, com a sua marcha de grávidas? O que aquilo tinha de apavorante? Tenho certeza de que foi feita só pra me assustar!!! Ao fundo, tocava aquela música, aquela, vocês sabem, vou escrever bem baixinho, quase sussurrando no ouvido de vocês: “o Bo-le-ro, de Ravel”. É proibido me perguntar o que eu tenho contra o Bolero… A exibição me obrigava a fazer a piada: “Ih, vem aí a geração dos ‘Meninos do Brasil’”. Apelidei o comercial de “Marcha das Rosemaries”, numa alusão, obviamente, ao grande filme de Roman Polansky. Em tempo: Polansky pode ser um canalha, mas seus filmes são excelentes (nem por isso deveria ter escapado da cadeia, deixo claro). Os nossos cineastas são diferentes. Talvez não sejam tão maus, coitados; seus filmes é que são horríveis (com exceções conhecidas, claro, claro…). Adiante.

    Um preâmbulo ao parágrafo que não é um salto. Tio Rei, como sabem, é de Dois Córregos, no interior de São Paulo, uma aprazível cidade com 26 mil habitantes. Já cresceu demais. Lembro-me ainda de quando tinha 17 mil… As notícias da região, incluindo cidades periféricas a Dois Córregos (risos), como Jaú, me interessam. Tenho parentes, amigos e leitores por lá. Chega-me a informação, que a leitora Cris já lembrou nos comentários, de um artigo publicado no jornal Comércio de Jahu por Frei Betto.

    Frei Betto é aquele que se diz frei, petista de carteirinha — na verdade, comunista convicto, crença pagã que ele pretende fundir com o cristianismo. Betto, de certo modo, é um grande povoador do Céu. Amigo íntimo dos irmãos Castro, Fidel e Raúl — há pouco tempo recebeu um prêmio do governo cubano —, ele já encomendou, simbolicamente, a alma de mais de 100 mil pessoas que o regime comunista matou: ou foram executadas pelos dois assassinos — estimadas 17 mil — ou morreram AFOGADAS tentando deixar o país, o que continua proibido. Na ilha da utopia bettiana, adversários do regime estão na cadeia, e a tortura é prática corriqueira. Mas Betto asperge a sua água benta na cabeça desses dois grandes humanistas. No Brasil, posa de humanista sensível e cozinheiro diligente. Em Cuba, está de braços dados com esbirros da tirania.

    Agora juntando as pontas do texto. Depois do Bebê de Rosemary, um novo menino-diabo veio à luz: O Bebê de Frei Betto. Não foi gestado no seu ventre sem pecados, naturalmente, mas na sua cabeça nada imaculada. Peguem o terço na mão e leiam o que segue:
    “Ano de nova qualidade de vida. De menos ansiedade e mais profundidade. Aceitar a proposta de Jesus a Nicodemos: nascer de novo. Mergulho em si, abrir espaço à presença do Inefável. Braços e corações abertos também ao semelhante. Recriar-se e apropriar-se da realidade circundante, livre da pasteurização que nos massifica na mediocridade bovina de quem rumina hábitos mesquinhos, como se a vida fosse uma janela da qual contemplamos, noite após noite, a realidade desfilar nos ilusórios devaneios de uma telenovela.
    Feliz homem novo. Feliz mulher nova. Como filhos das núpcias de Teresa de Ávila com Ernesto Che Guevara.”

    Aqueles sem muita intimidade com certos temas da religião e da política não têm noção do quão tumultuada, sofrida e, ele há de me perdoar, doente pode ser a mente deste senhor. Eu explico os motivos. Ele está se referindo a Santa Teresa de Ávila ou Santa Teresa de Jesus (1515-1582). A freira carmelita, depois canonizada, é conhecida por seu grande fervor místico e por expressar um amor divino que tem sido lido pelos psicanalistas como sublimação do fervor sexual. Suas poesias e prefigurações, com efeito, estão plenas de metáforas carnais, num corpo sempre convulsionado. Leiam, por exemplo, este sonho, relatado por ela mesma:

    “…eu vi então que ele [um anjo] tinha uma longa lança de ouro, cuja ponta parecia de fogo e senti como se ele a enterrasse várias vezes em meu coração, transpassando-a até minhas entranhas! Quando a retirava, parecia também arrancá-las, e me deixava esbraseada do grande amor de Deus. A dor era tão grande que me fazia gemer e, no entanto, a doçura dessa dor excessiva era tal que eu não podia querer livrar-me dela (…) A dor não é corporal, mas espiritual, se bem que o corpo tenha sua parte e mesmo uma larga parte. É uma carícia de amor tão doce que acontece então entre a alma e Deus que eu peço a Ele, em sua bondade, que a faça sentir naquele que pensa que estou mentindo…”

    Atenção!
    Certa canalha pretende fazer de mim um carola que não reconhece outra disciplina que não o que eles imaginam, em sua ignorância oceânica, ser a religião. É evidente que a linguagem de Santa Teresa mistura espírito e carne. E o Cristo de seus poemas, muitas vezes, parece ser muito filho do homem e quase nada filho de Deus — e isso lhe rendeu alguns dissabores, é bom notar. Reconhecer na linguagem religiosa palpitações eróticas latentes não é coisa de perversos, mas de quem admite o humano em toda a sua complexidade. É matéria da inteligência. O relato acima rendeu uma belíssima escultura, de Gian Lorenzo Bernini (1598-1680). Chama-se justamente “O Êxtase de Santa Tereza”. Vejam:

    o-extase-de-santa-tereza-de-avila

    Mas vamos devagar com o andor!

    Tirar a santa de seu fervor místico-carnal-metafórico, a sonhar “com a longa lança de ouro, cuja ponta parecia de fogo”, e metê-la no catre imundo de Che Guevara, o porco fedorento e assassino??? Aí estamos diante, Betto que me perdoe, de uma espécie de tara mística. Que é isso??? Ele se lembrou das interpretações psicanalíticas dos textos de Santa Teresa e já foi logo jogando a coitada na cama daquele que recomendava que se endurecesse sem perder a ternura?

    Betto enlouqueceu, e seu delírio, acreditem, é coisa profunda — ousaria dizer que chega a ser perigosa. Espero que esteja buscando ajuda. Sabem vocês que Guevara, um assassino frio, capaz de executar um homem que roubara um pedaço de pão, que escrevia textos detalhando como uma bala havia atravessado a cabeça de alguém que acabara de matar, é também um ícone sexual para as esquerdas. Há um particular encanto no fato de ter morrido relativamente jovem. E, mais de uma vez, sua imagem é associada, pasmem!!!, à de Jesus.

    O fervor de Santa Teresa, aquele tantas vezes considerado impróprio, era voltado quase sempre para Jesus. A operação mental de Frei Betto, assim, está devidamente relatada: ele imagina uma santa ardendo de paixão por Guevara — porque, na sua visão torpe do mundo, seria um encontro de santidades. E é evidente que sonha também. Não tenho claro se ele se coloca como o Guevara da Santa Teresa ou a Santa Tereza do Guevara… Mas tenho cá as minhas desconfianças.

    E dessa união nasceria o “novo homem”: o bebê-diabo de Frei Betto. É chocante saber que este senhor é considerado um “pensador” em certo círculos do Brasil. Imagino alguém a ler uma barbaridade como aquela e a dizer para si mesmo: “Mas que coisa linda!”. A ignorância deve ser doce…

    Só para lembrar
    Por que não lembrar um pouco de algumas contribuições que a Cuba revolucionária deu ao mundo? Leiam:
    “Acabei com o problema dando-lhe um tiro com uma pistola calibre 32 no lado direito do crânio, com o orifício de saída no (lobo) temporal direito. Ele arquejou um pouco e estava morto. Ao tratar de retirar seus pertences, não consegui soltar o relógio”

    É trecho do diário do Porco Fedorento. Clique aqui se quiser saber os nomes de 200 prisioneiros que Che matou pessoalmente ou que morreram sob sua ordem direta. A ALN, grupo a que pertenceu o ministro Paulo Vannuchi, o revanchista, era pró-Cuba. Era o modelo que ele queria implementar aqui. Agora, algumas imagens.
    Che, Raúl e Fidel: intervalo entre uma execução e outra

    Che, Raúl e Fidel: intervalo entre uma execução e outra
    Raúl Castro venda os olhos de um prisioneiro rendido para executá-lo: notem a placidez no rosto do assassino. Paulo Vannuchi, que hoje cuida dos direitos humanos, era pró-Cuba. Queria o modelo implantado aqui no Brasil

    Raúl Castro venda os olhos de um prisioneiro rendido para executá-lo: notem a placidez no rosto do assassino. Paulo Vannuchi, que hoje cuida dos direitos humanos, era pró-Cuba. Queria o modelo implantado aqui no Brasil
    Um padre que colaborava com os “revolucionários”, houve vários, encomenda o corpo de um prisioneiro

    Um padre que colaborava com os “revolucionários”, houve vários, encomenda o corpo de um prisioneiro

    Encerro
    Mas Frei Betto sonha embalar a coisa em seus braços. Nem percebe que já embalou…

    Ato de coragem revolucionária da turma de Che: um pelotão não tem medo de matar um só

    Ato de coragem revolucionária da turma de Che: um pelotão não tem medo de matar um só
    Nesse caso, o próprio barbudinho resolveu sentir o gosto de sangue

    Nesse caso, o próprio barbudinho resolveu sentir o gosto de sangue

  42. dirceu
    enero 21st, 2010 a las 06:05

    Agora com o segundo terremoto, alguém deveria perguntar ao sinistro hugorilla chavez se os ianquees usaram a arma que provoca abalos para matar seus próprios soldados, hehehe

    Vá ser esquerdopata demente assim lá na ponte que se partiu!

    Só um esquerdopata acredita em outro, pois o inferno sempre são os outros!

  43. Manoel Francisco Gomes
    enero 20th, 2010 a las 18:05

    O filme sobre o filho do cão flopou mesmo ! Eis o que informa a coluna de Cláudio Humberto (JCPE:20/01/10), abixo transcrito. Ótima notícia! Quem não deve gostar de saber disso, além daqueles diretamente interessados, é Arnaldo Jabor, que não economizou elogios ao filme, evidentemente por puro espírito de corpo.

    » Pernas bambas

    Lula, o filho do Brasil é ruim de bilheteria: está bem atrás de outros filmes. Arrecadou menos de 12% do que faturou Avatar, por exemplo.

  44. Anónimo
    enero 20th, 2010 a las 16:53

    Justiçamentos

    Home

    Dentre o extenso rol de crimes violentos cometidos pelos comunistas brasileiros – assassinatos, assaltos, explosões de bombas, seqüestros de diplomatas e de aviões, etc – um deles tornou-se o símbolo maior da violência desmedida, conseqüência inevitável de uma doutrina genocida: o denominado, por eles mesmos, de justiçamento.
    O justiçamento foi empregado para assassinar os próprios comunistas considerados traidores e os seus inimigos, os integrantes das forças legais de segurança e todos aqueles que com elas colaboravam.
    Não foram mortes causadas na paixão ou no ódio de um confronto. Não foram mortes involuntárias, surgidas por acaso, no fragor de alguma ação violenta. Não foram mortes aleatórias, cujos nomes só surgiam depois da explosão de uma bomba, depois de um assalto, depois de um seqüestro. Não foram nada disso.
    O justiçamento praticado pelos comunistas foi o crime premeditado, extremadamente planejado, o crime frio e cruel de uma doutrina que sobrepunha os fins aos meios.
    O justiçamento era o último capítulo de um longo processo, que começava por uma denúncia, que passava pelo julgamento de um pseudo “tribunal revolucionário”, que gastava muito tempo em minuciosos levantamentos, que organizava um grupo de execução com militantes travestidos de carrascos e que se encerrava com o sangue do “justiçado” salpicando a propaganda do ato cometido, que escarnecia a vítima e, quixotescamente, tentava justificar um mero assassinato. E, tudo isso, a sangue frio, com o sangue congelado de uma doutrina que impunha a violência sobre a sociedade tida como algoz.
    “Senhores da vida e da morte”, os terroristas brasileiros ufanavam-se de que “guerrilheiros não matam por raiva, nem por impulso, pressa ou improvisação.Matam com naturalidade. Não interessa o cadáver, mas seu impacto sobre o público.”
    “Donos da verdade”, os comunistas brasileiros escarneciam das vítimas e ameaçavam:
    “Como ele, existem muitos outros e sabemos quem são. Todos terão o mesmo fim, não importa quanto tempo demore; o que importa é que todos eles sentirão o peso da justiça revolucionária.Olho por olho, dente por dente”.
    Durante o negro período da luta armada, foram quase duas dezenas de justiçamentos conhecidos. Talvez outros ainda não descobertos.Vamos conhecer e nos horrorizar com cada um deles.

    JUSTIÇAMENTO 01: ASSASSINATO DE UM MAJOR DO EXÉRCITO DA ALEMANHA
    JUSTIÇAMENTO 02: ASSASSINATO DO CAP CHARLES RODNEY CHANDLER
    JUSTIÇAMENTO 03:
    JUSTIÇAMENTO 04:
    JUSTIÇAMENTO 05:
    JUSTIÇAMENTO 06:
    JUSTIÇAMENTO 07: ASSASSINATO DE MÁRCIO LEITE TOLEDO, DA ALN
    JUSTIÇAMENTO 08: ASSASSINATO DE HENNING ALBERT BOILESEN
    JUSTIÇAMENTO 09:
    JUSTIÇAMENTO 10:
    JUSTIÇAMENTO 11: ASSASSINATO DO MARINHEIRO INGLÊS DAVID A. CUTHBERG
    JUSTIÇAMENTO 12:
    JUSTIÇAMENTO 13:
    JUSTIÇAMENTO 14: ASSASSINATO DO DR. OCTÁVIO GONÇALVES MOREIRA JÚNIOR (OTAVINHO)
    JUSTIÇAMENTO 15: ASSASSINATO DO PROF. FRANCISCO JACQUES MOREIRA DE ALVARENGA

  45. Anónimo
    enero 20th, 2010 a las 16:21

    O mito Stálin não tem futuro
    Qui, 03 de Dezembro de 2009 07:07 Marina

    3 de dezembro de 2009 – O 130º aniversário agora em dezembro do “pai dos povos”, Iosif Stálin, provocou nos meios de comunicação russa uma onda de interesse sobre a sua figura. Como é de fato a relação com o ditador na Rússia contemporânea?

    Boris Dúbin, Sociólogo do Centro Levada

    Segundo mostram as últimas pesquisas de opinião pública, o estalinismo não tem futuro

    Apenas 3% dos russos entrevistados no ano passado pelo Centro Levada expressaram o desejo de viver sob um governante como Stálin. É evidente que nesse caso estamos lidando não com a figura histórica e nem com um político concreto, mas, provavelmente, com um símbolo heroico do coletivo “nós” acompanhado de toda a concomitante mitologia.

    Indiferente popularidade

    O pico da grande importância da imagem de Stálin no período pós-soviético começou na década de 2000. Se em 1989, no auge da violenta crítica reedificadora de tudo o que era soviético na imprensa, o seu nome apenas encerrava a lista das primeiras dez pessoas mais notáveis de todos os tempos e de todos os povos (12% dos entrevistados), já em 2003 ele ficou em segundo lugar depois do czar Pedro I (40% dos entrevistados).

    Em dez anos a popularidade da figura de Stálin caiu, em julho de 2008, 36% dos russos adultos o situaram entre os mais notáveis. Pela evolução da década de 2000 é fácil ver que é mais visível do que outros indicadores dos últimos oito anos que na Rússia aumentou o índice de indiferença (veja diagrama 1). Praticamente todos os demais índices, tanto positivos como negativos, caíram nesses anos.

    Pode-se supor que a época do mito de nome Stálin está terminando, e que não existe outro nome simbólico de igual significância, e quase já não restam testemunhas vivas dessa época. O seu tempo terminou, e agora está chegando a hora dos herdeiros.

    Stálin versus Stálin

    Ao examinar o diagrama 2, vemos um conflito como se existissem dois diferentes Stálins: “o Stálin tirano” e o “Stálin sábio e chefe poderoso”. Aproximadamente iguais números da população adulta apóiam ambas as imagens incompatíveis, e a vitória na Segunda Guerra Mundial as conciliam.

    Dá sustentação ao Stálin vencedor a imagem da Rússia como país poderoso, com a grande vitória na guerra mundial (complexo de grande potência). Com o Stálin tirano fica a imagem da Rússia das vítimas das suas experiência seculares, com a inesgotável paciência do povo, com a disposição para se acostumar e suportar os pesados sacrifícios (complexo de homem pequeno).

    No imaginário coletivo, ambas as imagens não estão dissociadas uma da outra, elas se amparam uma na outra e se consolidam: estes dois planos da ideia que os russos têm de si, no coletivo “nós”, estão consolidados pelo nome de Stálin, que, por sua vez, é apoiado pelo simbolismo da vitória.

    E, por enquanto, é assim, atrás do mito de Stálin se ancoram, pelo menos, aquelas imensas camadas da população que já não têm mais ao que se apegar. E em maior grau apoiam hoje o mito de Stálin justamente essas camadas — geração de idosos, russos de mais de 55 anos, pessoas com nível mais baixo de escolaridade, com níveis mais baixos de renda, que vivem na periferia social e cultural, em pequenas cidades e na zona rural. Quem, neste sentido, vai se contrapor a eles?

    Mitologia dos fracos

    Segundo dados da pesquisa feita em agosto, estes são representantes de grupos com nível de renda suficiente, instruídos e jovens abastados moradores de cidades. São justamente eles que com mais frequência que outros consideram Stálin assassino oficial e tirano (veja tabela).

    É fácil ver que neste sentido a juventude russa se definiu como a mais passiva e mais fraca em tudo: de um quarto a um terço dos jovens russos tiveram dificuldade em responder às perguntas pertinentes. Dessa forma, toda a juventude convencionalmente se divide em aproximadamente três partes iguais. E isso quer dizer que a juventude não tem ideia formada sobre o mito de “Stálin”.

    Ao mesmo tempo, está se revelando a ruptura entre diferentes grupos e camadas da população. Não existe um ponto médio social, e com isso não há adesão aos símbolos comuns pela juventude, que cada vez mais frequentemente “tem dificuldades em responder” às questões de princípio.

    Mito sem futuro

    Pode-se dizer que esse mito não tem representantes confiáveis, prestigiosos e promissores, e neste sentido não tem futuro. A ideia do “enigma de Stálin” e a inexplicabilidade da sua figura remetem a uma força especial, quase sobre-humana, dotada de potência extraordinária e de energia quase mística.

    Existem diferentes fontes dessa energia: há a energia da liberdade e da autonomia, da abertura e da compreensão das situações complexas, da competitividade e da solidariedade. E existe a energia da ruptura e do conflito com o qual lidamos nesse caso.

    Essa energia explosiva rapidamente se enfraquece, ela não se transmite de geração para geração, е não se reproduz como o patamar alcançado pelas capacidades humanas e não desenvolve-se como uma “qualidade generalizada do homem”. Além dos limites das gerações vizinhas (de pessoas em idade ativa e de russos mais velhos e idosos), a terceira geração – a juventude – já não compreende essa energia e se relaciona de forma indiferente com a imagem (com o símbolo do mito).

    Este artigo foi publicado no № 19 da revista sociopopular Ogoniok de 21.09.2009

  46. Anónimo
    enero 20th, 2010 a las 16:16

    Stalinismo não tem perdão
    Qui, 03 de Dezembro de 2009 07:02 Marina

    3 de dezembro de 2009 – No seu último videoblog Medvedev externou a mais áspera condenação do estalinismo feita por um líder russo em uma década. A sua rejeição às tentativas de “justificar” a repressão suscita questões como se o Kremlin está adotando uma linha mais dura contra a parcial reabilitação da imagem do ditador.

    As manifestações de antigos comunistas vem se tornando cada vez mais raras na Rússia

    O videoblog do presidente Medvedev que condena Stálin veio à luz em 30 de outubro, dia da recordação das vítimas da repressão soviética. O seu histórico comentário também contempla uma série de recentes tentativas de apresentar o histórico de Stálin com aspecto positivo. No verão, versos líricos estalinistas foram colocados no metro de Moscou, e foram publicados manuais em que se classifica Stálin como “administrador eficiente”. O Kremlin criou também uma comissão para estudar “a falsificação da história”, especialmente, em relação à posição da União Soviética na Segunda Guerra Mundial; isso suscita especulações de que as autoridades estão cada vez mais preocupadas sobre como fatos da história russa, em especial Stálin, estariam sendo apresentados.

    O blog foi colocado on-line quando centenas de pessoas estavam prestando homenagens aos milhões que morreram sob o terror de Stálin. Na Praça Lubianka, próximo da sede do Serviço Federal de Segurança (FSB, na sigla em russo) (no tempo de Stálin era a temida NKVD), um padre ortodoxo realizava a cerimônia do memorial, enquanto serviço semelhante estava sendo realizado em Vladivostok, lugar de um campo de passagem temporária que despachava prisioneiros para outros campos.

    Esse dia vem sendo comemorado nacionalmente desde 1991, e assinala um dia de 1974 em que prisioneiros dos campos de trabalho Gulag exigiram um dia para relembrar todos os prisioneiros políticos. No seu vídeo, Medvedev pareceu exatamente tão preocupado quanto alguns críticos do Kremlin sobre as horripilantes tentativas de alguns de reabilitar Stálin.

    “Imaginemos isso: milhões de pessoas morreram como resultado do terror e de falsas acusações; milhões de pessoas”, afirmou Medvedev. “Mas até mesmo hoje ainda se ouvem vozes afirmando que essas vítimas se justificaram por algum grande objetivo nacional.”

    “Acho que nenhum progresso, sucessos ou ambições nacionais podem ser promovidos ao preço da miséria e de perdas humanas. Por isso, não há justificativa para a repressão”.

    O presidente foi cuidadoso ao traçar a linha que permeia os avanços da Rússia nesse período e os crimes de Stálin, tendo atribuído a vitória na Segunda Guerra Mundial e a modernização industrial ao povo e não a Stálin.

    “Os crimes de Stálin não podem minorar a importância dos feitos heroicos do povo que triunfou na Grande Guerra Patriótica, que tornou o nosso país uma poderosa potência industrial, e que guindou nossa indústria, nossa ciência e nossa cultura a avançados padrões mundiais”. As declarações de Medvedev tiveram grande repercussão em uma atmosfera em que alguns historiadores haviam se queixado de lhes ser negado acesso aos arquivos históricos e até mesmo de serem acusados de terem revelado segredos de Estado.

    Mas, segundo Serguei Markov, deputado da Duma de Estado pelo partido Rússia Unida, o pronunciamento de Medvedev foi uma clara indicação de “que a reabilitação de Stálin não está em curso e que isso não ocorrerá”.

    Essas declarações, afirmou Markov, tiveram o significado de reafirmar basicamente “à mídia ocidental e em parte ao público russo” que o Kremlin não está adotando uma linha política pró-Stálin. O que causou preocupação, afirmou, foi a reinserção de versos líricos louvando Stálin no metrô de Moscou.

    “Isso causou preocupação, principalmente na mídia ocidental, e Medvedev estava respondendo a essa preocupação.” Mas os que lidam com o legado do passado de forma regular, como a sociedade histórica do memorial e o grupo de direitos humanos que trabalham na revelação da repressão de Stálin, veem uma mudança na linha política inicial do Kremlin. “Espero que Medvedev tenha reconhecido o perigo da completa estalinisação, e ele e o seu círculo temem que isso possa se voltar contra si”, declarou o presidente do Memorial, Arseni Roguinski. “Talvez ele não tenha entendido inicialmente que a comissão sobre falsificação que ele criou realmente promoveria o estalinismo. Existe a chance de que essas declarações causem efeito sobre as autoridades locais (que tentam reprimir as atividades do Memorial nas províncias)”. O mais recente pronunciamento de Medvedev suscita também indagações sobre o atual rumo político do Kremlin, dizem analistas.

    “Ele está tentando firmar uma tendência política, mas fez isso antes e não parece que tenha sido uma medida bem-sucedida”, disse Rostislav Turóvski, da Escola Superior de Economia e do Centro de Tecnologias Políticas. “Mas não são muitos os que concordam com ele sobre esse assunto. E isso não fortalece a sua posição junto a Vladimir Putin, porque não lhe faz conquistar eleitorado. É uma visão estreita, considerando-se a impopularidade dos pontos de vista liberais na sociedade russa, e Putin poderia facilmente atropelá-lo”.

  47. Anónimo
    enero 20th, 2010 a las 15:55

    Publicado documentos sobre a fome na URSS
    Seg, 14 de Dezembro de 2009 07:07 Marina
    fome rússia política
    Iliá Loktiúshin, Rússia Hoje

    14 de dezembro de 2009 – Em continuidade ao assunto da história do stalinismo na Rússia (veja o número de 3 de Dezembro deste ano), o Rússia Hoje prossegue com a publicação de materiais sobre o passado trágico da URSS. Desta vez o assunto a ser tratado é a fome na URSS pela qual foram vitimadas milhões de pessoas.

    Durante muito tempo quase não se falava nada sobre a fome dos anos 1932-1933 na União Soviética. Na historiografia soviética, mencionava-se que a fome era de passagem, no contexto das dificuldades de “abastecimento de grãos” e “das interrupções de fornecimento de gêneros alimentícios” daquele período.

    Não eram computados os dados estatísticos sobre os que morreram de fome naqueles anos, mas a comparação dos resultados do recenseamento da população de 1926 e de 1937 mostra que no mencionado período a quantidade de habitantes na República Socialista Soviética da Ucrânia (a atual Ucrânia) reduziu-se 1,9%. Na Rússia o número de habitantes caiu ainda mais: na Província de Vorónej houve uma queda de 2,1%, no Norte do Cáucaso essa queda foi de 4,1%, na Província de Kuybyshev chegou a 7,8%, na Província de Kursk retrocedeu 14,3%, e na Província de Sarátov a redução foi de 23%.

    Na Rússia o assunto fome teve grande repercussão na década de 1980. Na mídia internacional, a fome era mencionada com frequência, contudo, só em relação à Ucrânia, como se na década de 1930 o “governo de Moscou tivesse destruído ucranianos propositalmente com ajuda da fome”. Seguindo exclusivamente a fidedignidade histórica, seria errado falar de morte de pessoas ocasionada pela fome na Ucrânia, abstraindo-se a situação catastrófica que reinava sobre alimentos em toda a URSS. É incorreto avaliar a Grande Fome como um caso exclusivo da Ucrânia, porque se trata também de uma página trágica da história comum dos povos daquele período. Naquela época, a fome, provocada por uma coletivização acelerada e nem sempre bem-planejada da agricultura da URSS, atingiu não somente a Ucrânia, mas ainda a Rússia, inclusive suas regiões mais férteis como a bacia do rio Volga, o Cáucaso do Norte, o Sul de Urais, parte da Sibéria e alguns territórios do atual Cazaquistão que faziam parte da URSS.

    As vítimas da fome na URSS foram milhões de pessoas de diferentes nacionalidades e etnias

    Este assunto já foi suficientemente discutido e estudado de vários pontos de vista, inclusive em altos fóruns internacionais. Os estados-membros da ONU, na 58ª sessão da Assembléia Geral em 2003, adotaram o Comunicado em Conjunto, que expressou a sua compaixão aos milhões de vítimas da Grande Fome, independentemente da nacionalidade delas.

    Hoje, o estudo do problema da fome continua a ser um dos mais discutidos da história moderna. Sobre este assunto estão sendo realizadas inúmeras pesquisas. Recentemente a Agência Federal de Arquivos publicou um DVD em inglês, intitulado “Fome na URSS, de 1930 a 1934. Documentos

  48. Manoel Francisco Gomes
    enero 20th, 2010 a las 15:23

    Ao Fernando Eu Mesmo,

    Ainda bem que é assim. Infelizmente, os que eu conheci ( em cursos, e até em viagem para Cuba ) e alguns que escrevem livros na área da educação, se não são petralhas, são esquerdalhas, o que para mim dá no mesmo. O mais notório, que chegou a ter ou tem, segundo me informaram, cargo na UNESCO, é Demerval Saviani.
    Claro que em outras áreas, que não a das ciências humanas, imagino que a influência dos esquerdistas seja bem menor. É assim em outras universidades, como a USP. Até em universidades particulares, e sei disso, porque cheguei a lecionar em uma ( por pouquíssimo tempo), deparei-me com a praga. Um deles é hoje vereador pelo PSOL, ex-PT.

    De qualquer forma, agradeço o esclarecimento.

  49. Anónimo
    enero 20th, 2010 a las 15:22

    Navio-hospital dos EUA recebe primeiros feridos no Haiti
    20 de janeiro de 2010 • 15h51 • atualizado às 16h37 Comentários
    13
    Notícia Fotos Infográfico

    O navio-hospital americano Comfort chega a Porto Príncipe

    20 de janeiro de 2010

    Foto: AFP

    Reduzir Normal Aumentar Imprimir O navio-hospital Comfort, com 600 médicos e mil leitos, chegou nesta quarta ao Haiti e imediatamente recebeu seus dois primeiros pacientes: uma criança de 6 anos e um jovem de 20, ambos em risco de morte.

    Segundo fontes do Comando Sul das Forças Armadas americanas, a criança, que tinha a pélvis esmagada e a bexiga e a uretra perfuradas, e o jovem, com traumatismo craniano e possivelmente a cervical quebrada, foram levados de helicóptero para o Comfort, que possui várias salas de cirurgia bem equipadas e uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

    Ao chegarem, os dois pacientes foram imediatamente atendidos pelos médicos do navio-hospital, que no Twitter disseram que estavam ansiosos para começar a prestar socorro às vítimas do terremoto que devastou o Haiti no dia 12 de janeiro.

    “Ouvimos que nossos pacientes já estão a caminho. A tripulação está preparada. Cada um está em seu posto pronto para prestar o melhor atendimento possível”, comentou a tripulação no serviço de microblogging.

    Tanto a criança como o jovem levados para o Comfort já tinham recebido atendimento médico em outro navio americano, o porta-aviões Carl Winson. Mas como as instalações médicas desta embarcação são mais limitadas, ambos foram levados imediatamente para o Comfort.

    A transferência aconteceu por volta das 13h30 (de Brasília). O menor estava consciente e conseguia falar. O jovem, por sua vez, estava entubado e logo foi submetido a exames de raios-X, dado o risco de uma hemorragia interna no crânio.

    O Comfort é um grande navio, com 272 m de comprimento e capacidade para funcionar como um hospital tradicional.

    Equipada com 12 salas de cirurgia, 60 camas de terapia intensiva e 600 leitos para pacientes levemente feridos e 400 para pessoas em estado grave, a embarcação é considerada uma peça vital no socorro humanitário oferecido pelos EUA ao país caribenho

  50. dirceu
    enero 20th, 2010 a las 09:23

    Mais umas verdades da nossa canalha esquerdopata mentirosa.

    Os gigolôs de terremoto
    19 de janeiro de 2010
    Augusto Nunes

    Até terremoto tem seu lado bom, imaginaram os estrategistas do Planalto no dia em que o Haiti acabou. Desde 2004 no comando da força de paz da ONU, ferido pela morte de Zilda Arns, de um diplomata e de 17 soldados, o Brasil conseguira com a tragédia o trunfo que faltava para assumir, livre de concorrentes, a condução das operações internacionais destinadas a ressuscitar o país em frangalhos. E então tomou forma a má ideia: que tal aproveitar a favorável conjunção dos astros para fazer do Haiti um protetorado da potência regional que Lula criou?

    Eufóricos com o surto de inventividade, os alquimistas federais transformaram o velório de Zilda Arns em comício e escalaram Gilberto Carvalho para o lançamento, à beira do caixão, do novo projeto nacional. A frase de abertura surpreendeu os parceiros de roda de conversa: ”O Brasil perdeu uma grande militante e ganhou uma grande padroeira”. Alheio ao espanto provocado pela demissão sumária de Nossa Senhora Aparecida, substituída sem anestesia pela fundadora da Pastoral da Criança, o secretário particular do presidente foi ao que interessava: “Devemos adotar o Haiti a partir de agora. Temos até uma mártir lá”.

    “Vou me empenhar para que Zilda Arns ganhe o Prêmio Nobel da Paz”, emendou Lula na roda ao lado. Expressamente proibida pelos organizadores do Nobel, a premiação póstuma foi autorizada uma única vez, para atender a circunstâncias excepcionais. Em 1961, o estadista sueco Dag Hammarskjöld, secretário-geral da ONU ao longo da década anterior, já estava escolhido quando, às vésperas do anúncio formal, morreu num acidente aéreo. Lula prometeu o que não acontece há 50 anos. Ou ignora a proibição ou se acha mesmo o cara.

    Enquanto o chefe apoiava candidaturas impossíveis em cerimônias fúnebres, Nelson Jobim e Celso Amorim articulavam o movimento de resistência à invasão do Haiti por soldados e médicos americanos, armados de remédios, alimentos e equipamentos de socorro. A coleção de fiascos começou com a tentativa de retomar o controle do aeroporto da capital. Quando preparava a contra-ofensiva, Jobim soube que os ianques estavam lá a pedido do governo haitiano.

    Se não fosse tão desoladoramente jeca, o governo Lula teria aproveitado a vigorosa entrada em cena dos EUA para associar-se à única superpotência do planeta e aprender o que não sabe. No pós-guerra, por exemplo, os americanos organizaram a reconstrução do Japão e da Alemanha. O Brasil, que não consegue lidar nem com chuva forte, é um país ainda em construção. Mas o presidente acha que está pronto. E preferiu disputar com Barack Obama o papel de protagonista.

    Passada uma semana, só conseguiu ficar ainda mais longe da vaga no Conselho de Segurança da ONU, como avisa o resumo da ópera publicado neste 19 de janeiro pelo jornal espanhol La Vanguardia: “O terremoto ocorrido há uma semana desnudou a incapacidade da Organização das Nações Unidas para fazer frente a um desastre de tais dimensões. A onerosa missão dos 8.300 capacetes azuis não serviu para nada no momento de enfrentar a emergência e organizar a ajuda aos haitianos. O Brasil, que tem aspirações ao status de potência regional latino-americana, mostrou, como coordenador das forças da ONU, incapacidade e falta de liderança”.

    Enquanto os haitianos imploram pela salvação que teima em demorar, Celso Amorim continua implorando por audiências com Hillary Clinton. Enquanto soldados brasileiros lutam pelas vítimas do flagelo, Nelson Jobim luta para prolongar por cinco anos a permanência no Haiti das tropas que visita quando lhe convém.

    Tanto os brasileiros que morreram em combate quanto os que continuam no Haiti merecem admiração e respeito. São heróis. Políticos que ignoram o pesadelo inverossímil para concentrar-se em disputas mesquinhas são gigolôs de terremoto.

  51. Fernando eu mesmo
    enero 19th, 2010 a las 21:41

    Dirceu está certo. O orangotango Chávez não passaria por uma verdadeira avaliação psiquiátrica. Nem ele nem muitos que aqui escrevem barbaridades a respeito das maravilhas do paraíso castrista. Tomara que estes quadrúpedes sejam brasileiros, pois se forem cubanos estarão TRAINDO A PRÓPRIA PÁTRIA, permitindo que irmãos compatriotas apodreçam em chiqueiros aos quais lá dão o nome de “hospital”. O porco Fidel e seu irmãozinho marionete merecem apodrecer em um hospital desses, e não com todas as mordomias no palácio presidencial.

  52. Fernando eu mesmo
    enero 19th, 2010 a las 21:24

    # 29 Manoel Francisco Gomes, em “O problema nosso de cada dia”:

    “O tal do investigador da UNICAMP — verdadeiro “vespeiro” de petralhas…”

    Prezado Manoel Francisco, voltando para um comentário seu em post anterior:
    Na verdade, no corpo docente da UNICAMP há muito mais anti-petistas do que petistas! O problema é que a petelhada grita mais e aparece mais. Mas são minoria.

    Em geral acontece assim: O cara entra simpatizante da igrejinha marxista-leninista-porraloquista, mas logo leva uma fubecada de alguém que ele até admirava antes, e depois mais outra, até que se desilude com todo o castelo de mentiras esquerdopatas. Nesse momento opta por ficar quieto, eventualmente menear a cabeça em público dizendo que sim, mas por dentro preservando o coração, a lucidez, a verdade. Os mais honrados professores passam a léguas dessa voracidade autoritária típica dos pelegos castristas, gente chata, bronca e tosca. Os donos da verdade, os puxa-sacos de sempre de Fidel, que teriam dado a esse assassino o título de Doutor Honoris causa pela Unicamp – absurdo dos absurdos – se não fosse gente decente a dizer um BASTA! e mostrar a todos a verdadeira face desse carrapato fedorento.

    Forte abraço, de Fernando. Eu mesmo!

  53. dirceu
    enero 19th, 2010 a las 20:39

    Como eles gostam de mentir ou só um esquerdopata pode acreditar em outro!

    Camisa-de-força para Chávez!

    A última do coronel falastrão de Caracas: os Estados Unidos fabricaram o terremoto que destruiu o Haiti! Segundo o tirano venezuelano, a Marinha norte-americana dispõe de armas para provocar abalos sísmicos!
    Cá pra nós, Chávez não passaria num exame psiquiátrico de peritos independentes

  54. dirceu
    enero 19th, 2010 a las 20:37

    Este texto mostra a diferença entre o mentiroso texto cubano postado pelo esquerdopata demente rodrigues e a realidade!!!

    Soldados norte-americanos chegaram hoje, de helicóptero, ao Palácio Presidencial do Haiti na capital Porto Príncipe, para assumir a segurança do local. Uns 50 paraquedistas da 82ª Divisão Aerotransportada vieram em quatro helicópteros e começaram a desembarcar equipamentos.

    Antes mesmo da chegada dos 10 mil soldados anunciados pelo presidente Obama, a presença norte-americana já é notável. Já há cerca de mil soldados no país, um porta-aviões e um navio de desembarque ancorados e produzindo água potável, vários navios da Guarda Costeira com helicópteros, o porta-aviões Carl Vinson, com 19 helicópteros, 51 leitos hospitalares e três centros cirúrgicos.

    O comandante da operração norte-americana disse hoje que poderão enviar mais que os dez mil soldados anunciados, se for necessário. A chegada efetiva dos americanos está deixando o resto das forças, especialmente a da ONU, em polvorosa.Vai aumentar a choradeira, especialmente do Brasil que comanda a tropa internacional, melindrado pela ação fulminante dos norte-americanos no socorro aos hatianos vítimas do terremoto

  55. rodrigues
    enero 19th, 2010 a las 17:11

    Enquanto o nosso ministro Nélson Jobim usurpa decisões que pertencem à ONU, sob cujo mandato as Forças Armadas brasileiras estão no Haiti, ao sugerir que fiquemos mais cinco anos por lá, outras nações procedem de maneira diferente.

    E o caso de Cuba,que está enviando centenas de pessoas da área de saúde, entre médicos e auxiliares. Um escorço que é reconhecido até por órgãos da imprensa norteamericana, como o correspondente da CNN, Steve Kastenbaum, cujo boletim está no video acima.

    Diz ele, numa tradução livre:

    “Há muito poucos lugares onde os haitianos podem ir quando precisam de cuidados médicos urgentes no centro da cidade. No entanto, encontramos uma: o Hospital La Paz, operado pelo pessoal médico cubano aqui no Haiti, juntamente com equipes da Espanha e América Latina ”

    “E é incrível ver. Eles estão dando atendimento de qualidade aos feridos graves, média de seis a sete mil pacientes por dia efazem várias dezenas de cirurgias diariamente. Trabalham em turnos, 24 hortas por dia, sete dias nasemana e é um dos poucos lugares em toda a cidade onde os haitianos podem ser atendidos com uma chance razoável de sobreviver ”

    “Nós vimos muitas lesões traumáticas lá. Eu não sei quantas vezes vimos amputações, fraturas compostas, feridas traumáticas na carne. No entanto, estas equipas médicas esmagada pela emergência, encontraram maneiras de cuidar de todos eles, apesar da falta de suprimentos – oxigênio, anestésicos e água- de que necessitam para isso. Eles compensam a falta de abastecimento com aquilo que chega da Espanha ou da ilha e tudo funciona de maneira muito organizada.”
    Que diferença de quem só se preocupa em manter o controle (que é necessário, mas não é o suficiente) sobre uma população desesperada pela dor, fome e sede.

  56. dirceu
    enero 19th, 2010 a las 16:57

    Este é o verdadeiro retrato da “perfeita” saúde proporcionada pela tirania dos irmãos assassinos castro.

    Cadê o Michael Moore, os esquerdopatas da banânia tipo guri chico, fradeco anticristo, mumia arquiteta, lobista zé,petralhas e assemelhados – adoradores da rolha socialista para DENUNCIAR ESTE CRIME CONTRA OS LOUCOS – QUE LEMBRA OS NAZISTAS!

    Por isso que eu digo que não confio em socialistas humanistas!

    Vão se roçar nas ostras babaovos da ditadura cubana!