Quando a terra treme

Imagem tirada de: http://mashable.com/
Uma ilha que viu sucederem-se um acúmulo de tragédias, invasões e ditadores, exibe hoje os fragmentos do desastre, os vestígios de um tremor que por ser natural não é menos abominável. Nesse Haití que nos foi mostrado por Carpentier em “O reino deste mundo” e do qual os noticiários nos fazem compadecer, a desdita tornou-se crônica e o pranto constituiu-se em linguagem habitual. Mais do que um sismo, a pátria de Jacques Roumain foi estremecida pela desgraça, que vem cair sobre a instabilidade social, a debacle econômica e o desespero. Para qualquer nação algo assim seria uma calamidade, para o Haití é o apocalipse.
Nõa é o momento de fazer política com a dor, nem de pegar o microfone prometendo ajudas, senão de socorrer incondicionalmente, sem pretensões de reconhecimento ou gratidão. Assusta-me especialmente que daqui a tres meses o sofrimento já não seja manchete em nenhum jornal e para as pessoas o drama haitiano tenha deixado de parecer urgente. Temo que nos acostumaremos a desdita e a nossa pele fique curtida ante o drama, que fiquemos concentrados em nossos problemas sem darmos conta que outros gritam alí do lado.
O sismógrafo pode indicar que não haverão novas sacudidas, porém o contador de vida está no vermelho. É hora de auxiliar e há que se fazê-lo imediatamente.
*Neste momento, vários blogueiros junto a outras pessoas da sociedade civil cubana estamos buscando um caminho para fazer nosso pequeno aporte aos vitimados. Propusemos recolher roupa, medicamentos e material de higiene pessoal e levá-los para a representação da Caritas em Havana.
Traduzido por Humberto Sisley de Souza Neto















enero 25th, 2010 a las 11:43
As pessoas deveriam ter mais cuidado ao fazer comentários que envolvem a fé religiosa de um povo. Certamente não foi a religião haitiana a culpada pelo terremoto. E as consequências, que poderiam ser menores, devem-se à falta de infraestrutura do país, que nunca foi administrado de forma correta desde sua independência. Deixemos os preconceitos de qualquer natureza de lado. Os terremotos são explicados cientificamente, pelo que sei. E o estudo de História pode trazer boas explicações para a total bandalheira política e administrativa vivida pelo país. Deus e a Bíblia nada têm com isso. Respeitemos a dor e o sofrimento do povo haitiano.
enero 23rd, 2010 a las 20:49
Os esquerdopatas vindos do submundo que como moscas varejeiras invadem o blog com seus codinomes grosseiros, rebaixando seu nível, continuarão a ser o que sempre foram: lixo.
enero 23rd, 2010 a las 19:05
Independentemente de eventuais falhas de concordância, o trabalho voluntário de Humberto é digno de todos os elogios. Continue firme, Humberto. Parabéns!
enero 23rd, 2010 a las 16:46
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Lamentável que o nível deste blog seja rebaixado por alguém que faz o uso de um nome ofensivo em suas postagens.
Os inimigos do povo cubano não são a burguesia. Ninguém aqui é vendido. Ninguém aqui é reacionário. Ninguém aqui é mercenário.
Todas essas idéias são apenas produtos da propagandas políticas dos irmãos Castro. O mundo lá fora não é assim, como os Castros tentam impôr.
Se vocês tiverem que perseguir todo mundo que seja capitalista, Não vão fazer nada mais em suas vidas que aborrecer os outros.
enero 23rd, 2010 a las 07:46
Te vas a la chucha que te pariu, mal parido.
“Afeminado e pedófilo esqueci-me de chamar te de chupa meia e lame cu, da burguesia donde ela estiver.Vendido
Cabron (Manoel, Dieceu, Humberto ou ele mesmo)retiraste os comentários que não concordam com teu reacionarismo. Pilantra, violador e mercenário, boca alugada.”
enero 22nd, 2010 a las 13:25
“O sismógrafo pode indicar que não haverão novas sacudidas…”
Haverão, não: haverá! O verbo ‘haver’, quando significando ‘existir’, não varia. Atenção ao portuguẽs, senhor tradutor!
enero 22nd, 2010 a las 10:57
Triste realidade que hoje enfrenta o Haíti.
Porém, não sabe o que acumularam nos céus daquela terra os vários tempos da prática de Vodu, religião predominante ali.
Isso pode ser um motivo, mas com certeza, não deve impedir que as ajudas venham de todos os lados, principalmente daqueles que carregam o nome de Cristo nesta terra.
O que não podemos fazer é descartar que a Palavra contida na Biblía está se concretizando, como alerta para todos.
“E Jesus, respondendo-lhes, começou a dizer: Olhai que ninguém vos engane, porque muitos virão em meu nome, dizendo: Eu sou o Cristo; e enganarão a muitos. E, quando ouvirdes de guerras e de rumores de guerras, não vos perturbeis, porque assim deve acontecer; mas ainda não será o fim. Porque se levantará nação contra nação, e reino, contra reino, e HAVERÁ TERREMOTOS EM DIVERSOS LUGARES, E HAVERÁ FOMES. ISSO SERÁ O PRINCÍPIO DE DORES.” Mc 13:5-8
Assim como é inevitável que as catástrofes aconteçam, como gemidos da terra, precisamos permitir que o nosso coração receba estes alertas e que, também com gemidos, voltemos a buscar aquele que detém o domínio sobre terras e mares.
É muito fácil dizer que Deus não existe.
Difícil é impedí-Lo de agir.
O meu desejo é que o alerta sirva p/ todas as nações, mas que também todas as nações ajudem o Haiti.
Com amor em Cristo.
enero 20th, 2010 a las 21:50
Esses comunistas imbecis jamais conseguirão aportar um navio hospital no litoral Haitiano com 1000 leitos, sendo 70 para UTI, 400 para pacientes graves, 600 para pacientes feridos leves, 10 centros cirúrgicos, 600 médicos, e toda a equipe, material, medicamentos, equipamentos para funcionar todo o sistema.
Qual é a prioridade para o povo brasileiro? 36 aviões para a guerra ou 10 navios hospitais? O Lula acha que gastar 10 bilhões de dólares com 36 caças é mais importanten do que a saúde do povo abandonado nas filas da indigência nos hospitais brasileiros!
E sem licitação !!! Comprando o avião mais caro e menos eficieinte, que não ganhou nenhuma concorrência internacional!!!
Em outubro teremos eleições. Vamos pensar no melhor para o Brasil. Comuna não, democracia e liberdade sim.
enero 19th, 2010 a las 17:31
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O presidente Barack Obama distanciou os EUA de quase toda América Latina e Europa ao aceitar o golpe militar que derrubou a democracia hondurenha em junho passado. O apoio ao processo eleitoral garantiu para os EUA o uso da base aérea de Palmerola, em território hondurenho, cujo valor para o exército estadunidense aumenta na medida em que está sendo expulso da maior parte da América Latina. Obama abriu a brecha ao apoiar um golpe militar, repetindo uma prática dos EUAbem conhecida na América Latina. O artigo é de Noam Chomsky.
Noam Chomsky
Barack Obama é o quarto presidente estadunidense a ganhar o Prêmio Nobel da Paz, unindo-se a outros dentro de uma longa tradição de pacificação que desde sempre serviu aos interesses dos EUA. Os quatro presidentes deixaram sua marca em nossa “pequena região” (“nosso quintal”), que “nunca incomodou ninguém”, como caracterizou o secretário de Guerra, Henry L. Stimson, em 1945. Dada a postura do governo de Obama diante das eleições em Honduras, em novembro último, vale a pena examinar esse histórico.
Theodore Roosevelt
Em seu segundo mandato como presidente, Theodore Roosevelt disse que a expansão de povos de sangue branco ou europeu durante os quatro últimos séculos viu-se ameaçada por benefícios permanentes aos povos que já existiam nas terras onde ocorreu essa expansão (apesar do que possam pensar os africanos nativos, americanos, filipinos e outros supostos beneficiados).
Portanto, era inevitável e, em grande medida, desejável para a humanidade em geral que o povo estadunidense terminasse por ser maioria sobre os mexicanos ao conquistar a metade do México, além do que estava fora de qualquer debate esperar que os (texanos) se submetessem à supremacia de uma raça inferior. Utilizar a diplomacia dos navios de artilharia para roubar o Panamá da Colômbia e construir um canal também foi um presente para a humanidade.
Woodrow Wilson
Woodrow Wilson é o mais honrado dos presidentes premiados com o Nobel e, possivelmente, o pior para a América Latina. Sua invasão do Haiti, em 1915, matou milhares de pessoas, praticamente reinstaurou a escravidão e deixou grande parte do país em ruínas.
Para demonstrar seu amor à democracia, Wilson ordenou a seus mariners que desintegrassem o Parlamento haitiano a ponta de pistola em represália pela não aprovação de uma legislação progressista que permitiria às corporações estadunidenses comprar o país caribenho. O problema foi resolvido quando os haitianos adotaram uma Constituição ditada pelos Estados Unidos e redigida sob as armas dos mariners. Tratava-se de um esforço que resultaria benéfico para o Haiti, assegurou o Departamento de Estado a seus cativos.
Wilson também invadiu a República Dominicana para garantir seu bem-estar. Esta nação e o Haiti ficaram sob o mando de violentos guardas civis. Décadas de tortura, violência e miséria em ambos países foram o legado do idealismo wilsoniano, que se converteu em um princípio da política externa dos EUA.
Jimmy Carter
Para o presidente Jimmy Carter, os direitos humanos eram a alma de nossa política externa. Robert Pastor, assessor de segurança nacional para temas da América Latina, explicou que havia importantes distinções entre direitos e política: lamentavelmente a administração teve que respaldar o regime do ditador nicaragüense Anastásio Somoza, e quando isso se tornou impossível, manteve-se no país uma Guarda Nacional treinada nos EUA, mesmo depois de terem ocorrido massacres contra a população com uma brutalidade que as nações reservam para seus inimigos, segundo assinalou o mesmo funcionário, e onde morreram cerca de 40 mil pessoas.
Para Pastor, a razão era elementar: os EUA não queriam controlar a Nicarágua nem nenhum outro país da região, mas tampouco queria que os acontecimentos saíssem do seu controle. Queria que os nicaragüenses atuassem de forma independente, exceto quando essa independência afetasse os interesses dos Estados Unidos.
Barack Obama
O presidente Barack Obama distanciou os EUA de quase toda América Latina e Europa ao aceitar o golpe militar que derrubou a democracia hondurenha em junho passado. A quartelada refletiu abismais e crescentes divisões políticas e socioeconômicas, segundo o New York Times. Para a reduzida classe social alta, o presidente hondurenho Manuel Zelaya converteu-se em uma ameaça para o que esta classe chama de democracia, que, na verdade, é o governo das forças empresariais e políticas mais fortes do país.
Selaya adotou medidas tão perigosas como o incremento do salário mínimo em um país onde 60% da população vive na pobreza. Tinha que ir embora. Praticamente sozinho, os EUA reconheceram as eleições de novembro (nas quais saiu vitorioso Pepe Lobo), realizadas sob um governo militar e que foram uma “grande celebração da democracia”, segundo o embaixador de Obama em Honduras, Hugo Llorens. O apoio ao processo eleitoral garantiu para os EUA o uso da base aérea de Palmerola, em território hondurenho, cujo valor para o exército estadunidense aumenta na medida em que está sendo expulso da maior parte da América Latina.
Depois das eleições, Lewis Anselem, representante de Obama na Organização de Estados Americanos (OEA), aconselhou aos atrasados latinoamericanos que aceitassem o golpe militar e seguissem os EUA no mundo real e não no mundo do realismo mágico.
Obama abriu a brecha ao apoiar um golpe militar. O governo estadunidense financia o Instituto Internacional Republicano (IRI, na sigla em inglês) e o Instituto Nacional Democrático (NDI) que, supostamente, promovem a democracia. O IRI apóia regularmente golpes militares para derrubar governos eleitos, como ocorreu na Veenzuela, em 2002, e no Haiti, em 2004. O NDI tem se contido. Em Honduras, pela primeira vez, esse instituto concordou em observar as eleições realizadas sob um governo militar de facto, ao contrário da OEA e da ONU, que seguiram guiando-se pelo mundo do realismo mágico.
Devido à estreita relação entre o Pentágono e o exército de Honduras e à enorme influência econômica estadunidense no país centroamericano, teria sido muito simples para Obama unir-se aos esforços latinoamericanos e europeus para defender a democracia em Honduras. Mas Barack Obama optou pela política tradicional.
Em sua história das relações hemisféricas, o acadêmico britânico Gordon Connell-Smith escreve: “Enquanto fala, da boca para fora, em defesa de uma democracia representativa para a América Latina, os Estados Unidos têm importantes interesses que vão justamente na direção contrária e que exigem um modelo de democracia meramente formal, especialmente com eleições que, com muita freqüência, resultam numa farsa”.
Uma democracia funcional pode responder às preocupações do povo, enquanto os EUA estão mais preocupados em construir as condições mais favoráveis para seus investimentos privados no exterior? Requer-se uma grande dose do que às vezes se chama de ignorância intencional para não ver esses fatos. Uma cegueira assim deve ser zelosamente guardada se é que se deseja que a violência de Estado siga seu curso e cumpra sua função. Sempre em favor da humanidade, é claro, como nos lembrou Obama mais uma vez ao receber o Prêmio Nobel.
Tradução: Katarina Peixoto
enero 19th, 2010 a las 10:15
Heróis ou vilões?
RODRIGO CONSTANTINO
Os comunistas sempre foram mestres na arte de reescrever a história, como George Orwell bem retratou em “1984″. Atualmente, o revanchismo em relação aos militares representa uma nova empreitada nesse sentido. Alguns membros mais radicais do governo Lula tentam criar a imagem de que foram vítimas inocentes na época da ditadura, resgatando um clima de confronto com claros objetivos eleitoreiros. Falam em criar uma “Comissão da Verdade” para apurar os fatos, mas não desejam trazer à luz todos os fatos, e sim apenas um lado, ocultando as ações praticadas pelos guerrilheiros de esquerda. Trata-se da estratégia de “duplipensar” orwelliano, onde verdade quer dizer, na prática, mentira.
O que temem? Que todos os documentos sejam abertos então! As máscaras daqueles que hoje posam como vítimas que lutavam pela democracia rapidamente cairiam no chão. Que democracia era essa, se esses guerrilheiros faziam parte de grupos revolucionários comunistas? A “democracia” de União Soviética, Coreia do Norte e Cuba? Na verdade, a meta deles era implantar no Brasil uma “ditadura do proletariado”, que trouxe ao mundo apenas miséria, terror e escravidão. Vide Cuba, que até hoje enfrenta a mais longa ditadura do continente, sob os aplausos – não custa lembrar – desses mesmos radicais que agora tentam posar de bastiões da democracia. É essa a “democracia” que queremos?
Qualquer ditadura deve ser condenada. Entretanto, resgatar o contexto da década de 1960 pode ser útil ao menos para não deixar que os inimigos da liberdade monopolizem as virtudes. O mundo vivia na Guerra Fria, com os soviéticos tentando exportar seu regime opressor aos demais países. Onde tiveram sucesso, foi o caos. No Brasil, grupos como o Agrupamento Revolucionário de São Paulo, inspirado em Carlos Marighela, seguiam o roteiro escrito em Moscou. Vários crimes foram praticados por aqueles que julgam que seus fins justificam quaisquer meios, intensificando o clima de insegurança. Luiz Carlos Prestes, ligado ao Partido Comunista, defendeu a dissolução do Congresso. Roberto Campos chegou a lamentar que as únicas e miseráveis opções ao país eram “anos de chumbo” ou “rios de sangue”.
Nada disso inocenta os crimes praticados pela ditadura militar. O que não quer dizer que, automaticamente, transforma em heróis aqueles que lutavam pela pauta comunista redigida pela KGB. Que muitos desses comunistas jamais tenham reconhecido publicamente seu passado sujo e, ao contrário, ainda ostentem orgulho por essa trajetória, já é uma vergonha. Pior ainda é o fato de alguns oportunistas usarem seu passado de luta comunista para receber anistias milionárias, uma verdadeira “bolsa-ditadura” criada pelo governo. Mas o mais revoltante é mesmo essa tentativa absurda de se reescrever a história do país. Isso ofende todos aqueles que realmente desejavam uma democracia liberal no país, assim como nosso mais precioso bem: a verdade.
Se o desejo é realmente a busca da verdade, que todos os documentos históricos sejam abertos ao público. Os fatos precisam ser esclarecidos. Mas de todos os lados. Atrocidades cometidas por militares merecem vir à tona por respeito às vítimas inocentes. Só que as barbaridades praticadas pelos comunistas também devem ser expostas. Eles mataram dezenas de inocentes. Não podemos continuar tratando como heróis os verdadeiros vilões, que sonhavam em transformar o Brasil numa enorme Cuba. Tivessem eles conseguido, seu regozijo seria o pranto de toda a nação. Infelizmente, alguns deles ainda não desistiram.
RODRIGO CONSTANTINO é economista
enero 18th, 2010 a las 14:13
O MST e suas aulinhas
Sérgio da Costa Franco
Está em pauta o assunto das aulinhas itinerantes que o Estado custeia para os filhos dos combatentes do MST. E escrevemos “combatentes”, porque esse movimento nada tem a ver com a pacífica reivindicação de terras agricultáveis, pois se converteu em agressiva milícia, que interrompe estradas, ocupa repartições públicas, invade e depreda fazendas produtivas. Seus integrantes podem ter sido, nos primeiros tempos, lavradores sem terra, ansiosos por obter uma gleba própria, onde fixar-se e trabalhar na agricultura.
Hoje não passam, em sua maioria, de aventureiros recrutados na periferia das cidades, sob a liderança de revolucionários encapuzados, que lhes prometem benesses de terra doada e de vida fácil. A maior parte deles não têm a menor experiência de trabalho agrícola, de que são prova os numerosos assentamentos improdutivos, que apenas sobrevivem pelo auxílio governamental, pela distribuição de cestas básicas e dos benefícios sociais do bolsa-família e assemelhados.
Dias atrás, respondendo a uma crítica deste gênero, houve um funcionário do Incra que argumentasse com o suposto sucesso de colonização da Fazenda Annoni, após 40 anos de sua implantação. Quase nos sentimos inclinados a intervir no debate para comparar o caso da Annoni com episódios antigos da implantação de autênticas e vitoriosas colônias: Erechim, com assentamento iniciado em 1910, já se tornava município emancipado e próspero em 1918; Santa Rosa, iniciada em 1914, alcançava a emancipação em 1927. Para não lembrar os casos mais remotos de São Leopoldo, Santa Cruz, Caxias, Garibaldi e Bento Gonçalves. A diferença básica é que os “sem-terra” daqueles idos tempos trabalhavam no eito, lavravam o solo, erguiam suas próprias casas. Os de hoje, acampados em barracas de lona, próprias para os rápidos deslocamentos, ocupam-se de escutar sermões e discursos inflamados, em repetir refrões e palavras de ordem. Armados de foices e facões, que apenas servem para enfrentamentos com a polícia. Além de, obviamente, receberem os auxílios governamentais que a demagogia consolidou e perenizou.
Os colonos do passado não esperavam que governos lhes dessem aulas e professores. Eles mesmos, logo que puderam, contrataram seus mestres-escola. E não era muito difícil fazê-lo porque não eram itinerantes, nem viviam cuidando de invasões sucessivas, aqui e ali, em outro propósito se não as pressões políticas.
Em tese, proporcionar escola e ensino aos filhos desses aventureiros seria gesto de humanidade e dever da administração pública. Mas, obviamente, dentro dos esquemas de rede oficial, com professores selecionados em concurso, fiscalizados e supervisionados na forma do regulamento. Entretanto, o MST conseguira o privilégio de selecionar os próprios professores e administrá-los, como se fosse uma autarquia estatal, e receber dos cofres do Estado, por uma interposta organização, o respectivo pagamento. O resultado é que o Estado estava subvencionando a difusão de doutrinas revolucionárias, um subproduto fossilizado do maoísmo e do stalinismo. Em providência oportuna e meritória, o Ministério Público Estadual interferiu no assunto, para que os alunos dessas fantásticas aulinhas itinerantes sejam absorvidos pela rede escolar oficial, como é direito elementar de todas as crianças. Mesmo os nômades, como os ciganos, cuidam de deixar nas cidades alguns habitantes fixos, que cuidem de matricular e manter seus filhos em aulas regulares. Mas, ao que parece, o MST não está interessado em educar para a civilidade e a democracia.
* Historiador
enero 18th, 2010 a las 13:44
Artigos
O autor, durante 40 anos, como piloto civil, enfrentando tempestades, acidentes, apoio precário, recorrendo não poucas vezes a meios de fortuna, é um desses modernos bandeirantes que, não resistindo ao chamado da aventura, voou por toda a Amazônia. Bandeirante dos tempos modernos, a sua vida é uma saga de heroísmo e determinação. Hoje, vivendo no noroeste do Paraná, vê com apreensão os caminhos que vão sendo trilhados pelo governo e que não são aqueles com os quais sonhou na juventude e na maturidade. Por comungar das suas preocupações e vendo, alarmado, a desnacionalização do nosso País, repasso o texto que se segue. OJBR
O Brasil a caminho da cubanização.
Os psicopatas ideológicos do PT, pertencentes ao governo, vão fatalmente conseguir cubanizar nossa nação, se não houver uma violenta reação armada por parte dos militares brasileiros, apoiados pela sociedade e pelos homens honrados e de coragem, que embora em extrema minoria, ainda existem neste país.
A continuarmos dominados como estamos, em razão do prestígio de Lula da Silva por sua vergonhosa popularidade comprada, mais o apoio que lhe prestam grandes empresas de comunicação, como a Globo, dando respaldo à sua política mentirosa, falsa, comunista, fazendo com que o povão ignorante nele acredite, seremos em breve, “escravos”.
Que presidente é esse que não percebe que vem sendo usado por todos?
Pelos patrões da oligarquia transnacional que o mantém e pelos malucos ideológicos que ele colocou em nossas instituições como nos ministérios, secretarias de 1º escalão e judiciário? Estão fazendo a festa da “cumpanherada”, com uma carga tributária de quase 40% do PIB, arrancada do nosso couro para suas mordomias e roubalheiras generalizadas.
Repito, se nossos militares não reagirem, todos seremos por eles dominados e escravizados. Tudo foi cuidadosamente preparado. Foram muito bem orientados por seu grande amigo comunista do Caribe, ao qual tanto admiram. Iniciaram o desarmamento da população ordeira. Em seguida incrementaram a proliferação do MST em todo o território nacional. Contam agora com cem mil guerrilheiros tupiniquins na moita, armados e treinados em guerrilha no exterior. Estão com quase duas mil escolas em todo o país, ensinando e pregando o marxismo revolucionário. O MST tornou-se uma verdadeira força paramilitar, a serviço do presidente Lula, sempre indiretamente financiado por seu governo.
Finalmente deram o grande e sonhado golpe com o tal decreto dos direitos humanos, onde incluíram a revogação da anistia para punir apenas os militares; os terroristas que assaltaram, roubaram, seqüestraram, mataram e hoje estão nos ministérios desse governo, esses não podem ser “desanistiados” de jeito nenhum. Está ainda embutido neste criminoso decreto, a taxação das grandes fortunas, o fim do direito à propriedade privada, o fim da liberdade de imprensa e tudo mais que o comunismo cubano pratica. A partir de sua aprovação pelo “Senado da República”, as propriedades invadidas, não serão mais reintegradas.
Um presidente da República que assina um decreto desta natureza traindo a própria Pátria, entregando-a ao comunismo e, depois, alega que assinou sem ler, devia ser afastado do cargo imediatamente e ser preso sem apelação, sem fiança, sem nada. Trata-se de um criminoso irresponsável, que não pode em hipótese alguma continuar exercendo o cargo de Presidente da Nação. Tem que ser afastado imediatamente. Ele não respeita a carta Magna. Pensa que manda em tudo e em todos. Julga-se o rei todo poderoso.
Como já disse, se nossos militares, não reagirem imediatamente, o povo brasileiro será escravo da oligarquia criminosa, comunista desse governo. Todos perderão suas propriedades rurais e urbanas. Ninguém será dono de mais nada. Vão acabar com as grandes fortunas. Calar a imprensa em todos os níveis. Sei que ninguém acredita. Mas dou no máximo dois anos, para que tudo isto aconteça. Podem aguardar. Quando vocês acreditarem será tarde. Muito tarde.
Nas mãos deles a nação deixará de produzir alimentos e bens de consumo em geral. Só para dar um exemplo: Cuba, antes do comunismo de Fidel Castro, produzia 12 milhões de toneladas de açúcar, a cada safra. Hoje, 50 anos mais tarde, produz apenas dois milhões de toneladas. Imaginem como ficará o Brasil comunista na mão desses bandidos inúteis.
A anarquia será generalizada e, nós, nossas famílias, seremos as vitimas de mais um grande genocídio praticado por estes traidores da Nação. Preparem-se para passar fome pelo resto da vida, até serem por eles assassinados e, os que sobreviverem sentirão vergonha de serem brasileiros.
Nossa Amazônia, eles já a negociaram com os estrangeiros. Retiraram todos os não índios que viviam na terra indígena Raposa/Serra do Sol, em Roraima, entregando para estrangeiros suas terras documentadas, suas residências, onde sempre viveram e constituíram famílias há décadas. Foram vergonhosamente enxotados por ordem do STF – Supremo Tribunal Federal, por todos os ministros indicados e apadrinhados por Lula da Silva, com honrosa exceção do Ministro Marco Aurélio de Mello.
Muito em breve o desastre brasileiro ocorrerá. É inevitável.
Luiz José Mendonça
enero 18th, 2010 a las 13:36
Asilo Político
Olavo de Carvalho!
Muitos se escandalizam com o asilo político concedido ao assassino Cesare Battisti, mas poucos tentam averiguar o que o episódio significa realmente. A sucessão de casos similares, a proteção concedida pela esquerda brasileira a praticamente todos os terroristas internacionais que aqui aportam – Achille Lollo, Olivério Medina e sua esposa, os seqüestradores de Abílio Diniz e Washington Olivetto – e o contraste que esses casos formam com a recusa de asilo aos dois boxeadores cubanos deveriam alertar para a obviedade de que não se trata de episódios isolados, mas de uma atividade permanente, sistemática. Mas mesmo aqueles que o percebem hesitam em sondar a relação entre esses fatos e a estratégia geral petista.
Qual é exatamente a posição do Brasil no quadro da esquerda internacional em ascensão? A uma visão superficial, o Brasil é uma democracia de esquerda moderada, favorável ao livre mercado e respeitosa da ordem jurídica. Quase ninguém entende que o país precisa ser tudo isso precisamente para poder desempenhar a função nuclear que lhe cabe na estratégia esquerdista mundial. Também poucos querem enxergar que a democracia brasileira é hoje um puro formalismo jurídico a encobrir o poder monopolístico da esquerda e a total exclusão da simples possibilidade teórica de uma oposição conservadora, seja na política eleitoral, seja na mídia, seja até na pura esfera cultural.
O Brasil, democracia sui generis onde as liberdades legalmente constituídas coexistem pacificamente com a total impossibilidade de exercê-las, é a origem e o centro de comando da revolução comunista na América Latina. É da elite intelectual petista, fundadora do Foro de São Paulo, que emanam discretamente as instruções gerais destinadas a transformar-se em espetáculos de esquerdismo histriônico por meio dos Chávez, Morales e outros tantos que às vezes nem mesmo compreendem as sutilezas dialéticas do processo e por isto acabam, com freqüência, exagerando no desempenho de seus papéis. Se a Venezuela e a Bolívia parecem estar na vanguarda da revolução, e o Brasil muito na retaguarda, é porque o comando, por definição, fica na retaguarda.
Por isso mesmo é que o Brasil se torna também o abrigo ideal para os revolucionários caídos em desgraça nos seus respectivos países. Se eles fossem para Cuba ou para a Venezuela, teriam de conservar sua identidade exterior de revolucionários e se tornariam inúteis para funções mais discretas e relevantes. Aqui, podem adquirir uma fachada de cidadãos pacíficos, aposentados de toda violência, e integrar-se, sem risco nenhum, nos altos círculos intelectuais que comandam o processo. Só um idiota completo pode acreditar que o governo brasileiro aceitaria o risco de uma crise diplomática só para agradar a uma socialite. Tal como Achille Lollo e Olivério Medina, Cesare Battisti não recebeu apenas um asilo político, mas uma promoção, subindo na hierarquia revolucionária, do posto de executor na linha de frente para o de analista e planejador nas altas esferas. Ele é protegido porque é útil, não porque Carla Bruni é bonitinha.
Nenhuma análise séria dos fatos políticos pode-se fazer desde o ponto de vista liberal e conservador se este não absorve, primeiro, a perspectiva do adversário. Se você não está capacitado para fazer uma análise marxista da situação exatamente como a fariam os teóricos e estrategistas do movimento revolucionário, suas opiniões a respeito da política de esquerda serão sempre meras tentativas de projetar sobre ela categorias que lhe são estranhas, ajudando, portanto, a encobrir seus verdadeiros intuitos e a conferir o privilégio da invisibilidade quase absoluta às estratégias e táticas do esquerdismo.
Afinal, o marxismo não é só uma “ideologia”: ele é uma estratégia da praxis revolucionária e, nesse sentido, é uma ciência – uma ciência extremamente sutil e complexa, da qual os formadores de opinião liberais e conservadores, no Brasil, não sabem praticamente nada. O deslocamento entre as categorias analíticas e a natureza do fenômeno estudado é garantia segura de incompreensão, e a incompreensão é por sua vez a origem dos erros estratégicos monstruosos que, ao longo dos últimos trinta anos, reduziram o liberalismo e o conservadorismo, de forças imperantes, a exceções doentias que só subsistem graças à tolerância provisória do sistema.
É fácil observar de fora os erros da economia marxista e pontificar que todo movimento baseado nela está condenado ao fracasso. Mas a estratégia do movimento comunista não é, de maneira alguma, uma decorrência direta e mecânica da sua economia. Principalmente não o é na esfera da luta cultural, onde as manobras e rodeios da intelectualidade ativista vão, com freqüência, no sentido contrário daquilo que se poderia deduzir do economicismo marxista vulgar.
Trata-se de um ramo de conhecimento que tem sua própria autonomia e que não pode ser dominado senão mediante longos anos de estudo. É só aprendendo a pensar como os teóricos da revolução mundial que se pode, em seguida, transcender a sua visão das coisas e condená-la com fundamento. Atirar-lhe pedras desde fora é ficar abaixo dela e tornar-se vítima cega do processo revolucionário.
Transcrito do site do Olavo de Carvalho
enero 18th, 2010 a las 12:01
O Olavâo sempre com a razão. Espero que ele erre nesta!
Fim da transição
Olavo de Carvalho
Diário do Comércio, 18 de janeiro de 2010
O III Plano Nacional de Direitos Humanos tem dois objetivos principais: (1) inibir e suprimir, mediante o temor das sanções legais, toda resistência ao terrorismo de esquerda, passado, presente ou futuro; (2) entregar aos organismos revolucionários, eufemisticamente denominados “movimentos sociais”, o poder total sobre a propriedade rural no Brasil.
As duas metas são distintas só em aparência. A primeira consagra o direito ao terrorismo comunista, a segunda faz daqueles que o pratiquem na zona rural os juízes soberanos de seus próprios atos.
O sentido do primeiro objetivo não se esgota, é claro, no gesto meramente simbólico de mandar nonagenários para a cadeia (se bem que isto tenha lá sua utilidade, do ponto de vista psicológico). Ele visa a consagrar como princípio legal a regra da “guerra assimétrica”, onde um dos lados fica com todos os direitos, o outro com todas as obrigações, responsabilidades e encargos. O pretexto sublime é que estes últimos, como representantes do Estado, não podiam cometer as violências que, praticadas por seus adversários, seriam — segundo a premissa embutida no argumento — perfeitamente aceitáveis. Ora, mas esses adversários não constituíam tribunais, não julgavam, condenavam e executavam, inclusive a seus próprios companheiros infiéis? Não exerciam, assim, por autonomeação, as prerrogativas de agentes do Estado? Por que a culpa do agente legal do Estado que abuse de suas funções deveria ser maior que a daqueles que, além de abusar delas, as exercem ilegalmente, usurpatoriamente? A inversão revolucionária de sujeito e objeto não poderia ser mais evidente. Isto sem levar em conta o agravante notório de que vários terroristas brasileiros eram funcionários do governo cubano, atuando em nosso território não como inimigos locais do regime, mas como agentes estrangeiros. Raciocinar às avessas pode ter-se tornado uma prática tão habitual e corriqueira para os srs. Hélio Schwartzmann, Silvio Tendler e outros tantos apologistas do III Plano, que eles já nem percebem o que estão exigindo do público: que aceite, como preceito normal e óbvio, a idéia de que os agentes do Estado que cometam violência ilegal só devem ser punidos se estiverem a serviço do Estado brasileiro. Se trabalharem para o estrangeiro, podem matar, seqüestrar, torturar e roubar livremente, e ainda receber indenizações porque a polícia malvada não os deixou completar o serviço.
Quanto ao segundo objetivo, ele repete em gênero, número e grau a primeira palavra-de-ordem de Lênin ao desembarcar na Rússia revolucionária: “Todo o poder aos sovietes!” Na sua estrutura, nas suas funções e no seu espírito, os “movimentos sociais” do campo correspondem ponto por ponto aos sovietes. A essência da idéia não é tomar de imediato as fazendas particulares, é desprover seus proprietários de toda possibilidade de defesa perante um tribunal revolucionário. Essa defesa, aliás, já nem existe na prática. Quem não sabe que sentença de “reintegração de posse”, hoje em dia, tem valor meramente sugestivo? Mas essa conquista meramente negativa não satisfaz às ambições da revolução: é preciso passar da mera supressão de direitos à afirmação ostensiva, oficial, do direito de suprimi-los.
Implantadas essas duas medidas, estará encerrado o “governo de transição” — tarefa que o governo Lula assumiu explicitamente como sua –, e o caminho estará livre para a instauração do regime comunista, sem maiores disfarces ou anestésicos.
Tudo isso está planejado há décadas, no programa dos partidos de esquerda, nos livros de seus doutrinários e nas Atas do Foro de São Paulo. A mão que assinou aquela coisa é, afinal, a mesma que em 2001 firmou o compromisso de apoio irrestrito às Farc e condenou como “terrorismo de Estado” a luta do governo colombiano contra a narcoguerrilha. Em todo esse episódio, a única coisa que me surpreende — mui moderadamente aliás — é que ainda haja quem se surpreenda, depois de tantos avisos.
Que dirão agora aquelas lindas criaturas que uns anos atrás juravam “Lula mudou” e chamavam de louco quem quer que tentasse prognosticar o comportamento político do PT e demais partidos de esquerda não pela sua propaganda adocicada, mas pelos seus documentos internos, repletos de retórica odienta e ameaças apocalípticas?
Ah, não se preocupem, elas sempre encontrarão alguma desculpa esfarrapada. Afinal, vivem disso
enero 18th, 2010 a las 11:53
Mais umas verdades para a canalha esquerdopata ler e aprender…
A esquerda em armas
Percival Puggina | 17 Janeiro 2010
Lutando por algo muito pior do que o regime que dizia combater, a esquerda em armas praticou incontáveis assaltos e sequestros, executou mais de uma centena de militares e civis, e “justiçou” adversários e companheiros.
O que está se tornando senso comum sobre o período da nossa história que vai de 1964 a 1985 tem a profundidade de um pires. É sobre esse recipiente que alguns buscam, agora, instituir a tal Comissão Nacional da Verdade. Cuidado, porém: a principal realização de sua antecessora, a ainda hoje fervilhante Comissão de Anistia, concretizou o sonho dos alquimistas. As milionárias indenizações que concede transformaram os pesados “Anos de Chumbo” em festejados Anos de Ouro.
Não creia que toda objeção à tal Comissão da Verdade seja uma defesa da amnésia. Não há o menor perigo de que isso ocorra. A esquerda ocupou todo o material didático nacional, produziu dezenas de filmes e livros, instruiu e doutrinou quase todos os professores e jornalistas com a sua “verdade”. Assim, tudo quanto se lê e se ouve a respeito ensina que as elites nacionais, belo dia, por pura perversidade, resolveram incumbir as Forças Armadas de perseguir, prender e martirizar os intrépidos defensores da democracia e dos oprimidos. Patacoada! Aqueles anos loucos não podem ser compreendidos se desconsiderarmos a Guerra Fria e o movimento comunista, que, digamos assim, se espraiava usando a luta armada para instituir “ditaduras do proletariado”. Foi um jogo mundial, de vida ou morte, entre democracia e totalitarismo, cujas cartas já estavam na mesa quando Stalin, em Yalta, sentou-se ao lado de Churchill e Roosevelt compondo o trio vitorioso na guerra (1945).
Nas duas décadas seguintes, o comunismo fez dezenas de milhões de vítimas. Houve a vitória de Mao na China (1949), o ataque comunista à Coreia do Sul (1950), a sangrenta transformação de diversos países europeus em “repúblicas populares”, a invasão do Tibete (1950), a divisão do Vietnã (1954), o Pacto de Varsóvia (1954), a vitória de Fidel (1959), a construção do muro em Berlim (1961), a Guerra do Vietnã (1961), o envio de mísseis soviéticos para Cuba (1962), o fracasso da resistência húngara e da Primavera de Praga (1956 e 1968) e a revolta dos universitários franceses (1968). Chega? Não. Tem muito mais. Embora me falte espaço, ainda é imprescindível referir a exportação de guerrilhas e revoluções comunistas para dezenas de nações recém-nascidas no continente africano. E, é claro, a infiltração no nosso subcontinente, sob o patrocínio de Cuba, Rússia e China.
A esquerda em armas jamais instituiu uma democracia! Nunca, em lugar algum. No Brasil, ela ridicularizava os que persistiram no jogo político. Mas foi através dele que a maioria da opinião pública mudou de lado, retirou apoio ao status quo, chegou-se à anistia e se restabeleceu o regime constitucional. Anote aí: a esquerda em armas não puxou seus gatilhos pela democracia e pela Constituição! E ninguém sacou um bodoque para restaurar o governo de Jango. As coisas não foram como lhe contam, leitor.
Reprovar um lado não significa aprovar tudo que foi feito pelo outro. O contexto não justifica as duas décadas inteiras de exceção, nem o emprego da tortura. Mas anistia é perdão e pacificação. Lutando por algo muito pior do que o regime que dizia combater, a esquerda em armas praticou incontáveis assaltos e sequestros, executou mais de uma centena de militares e civis, e “justiçou” adversários e companheiros. Tivesse vencido, ia faltar prisão e paredón no país. Perdeu. Empenhou-se pela anistia e a obteve. Foi perdoada. Mas parece não saber perdoar. Quer restaurar ódios na ausência dos quais a política lhe fica incompreensível.
enero 18th, 2010 a las 11:26
Caro Manoel.
Mais uma vez parabéns.
Eu nem aguento mais responder para a seletiva tchurma dos direitos dos manos que apoiam ditaduras e adoram tiranos!
Abraços democráticos LIBERAIS…
enero 18th, 2010 a las 10:14
O “jornal popular” de qualquer governo, inclusive do plantador de coca Evo Morales, pode ter a tiragem que o governo desejar, já que é com o dinheiro do povo. Pode ser distribuído à vontade,uma vez que existe para divulgar as “verdades” do governo que o edita. A única liberdade que o suposto jornalista tem é escrever o que o governo deseja. Assim sendo, o Granma de Cuba é popular. Até serve para substituir papel higiênico. O mesmo com certeza deve estar acontecendo com o tal “Cambio” do índio cocaleiro. Boliviano não tem dinheiro nem mesmo para a comida, imaginem se tem para papel higiênico !
E quem foi que declarou a Bolívia “território livre de analfabetismo”? E ainda que fosse, desde quando isso justifica a semiditadura implantada no país pelo índio de araque ? Pelo que me consta, países democráticos e capitalistas como Japão, Suécia, Noruega, Dinamarca, Suíça, só para citar alguns, não têm analfabetos, as pessoas têm um alto padrão de vida e a liberdade de expressão é garantida. Não há necessidade de jornais governamentais para fazer o que uma imprensa livre faz muito melhor,inclusive apontando as falhas do governo, não só os acertos.
A desonestidade e/ou a burrice dos esquerdopatas impedem que reconheçam isso.
enero 18th, 2010 a las 09:45
ARTIGOS
Por que e para que o decreto fatídico?
Por Paulo Brossard *
A encrenca armada a pretexto de guarnecer “direitos humanos” se me apresenta de particular gravidade, quiçá a maior para o governo que vai chegando ao seu termo. Isto sem falar em seus aspectos enigmáticos. Formalizado sob a forma de decreto, que só o presidente da República pode expedir, referendado por 28 ministros, dois terços da totalidade deles, estampado no Diário Oficial, é obra exclusiva do governo Luiz Inácio, no começo, no meio e na finalidade.
Se esse monumento de insânia fosse construído maquiavelicamente por adversários radicais, poder-se-ia compreender, pois não é impossível que o prélio das ambições exceda os limites razoáveis da disputa. Mas, que mais de dois terços dos ministros do presidente, por ele escolhidos livremente e livremente demissíveis, fossem os autores da peça teratológica, já seria de corar um frade de pedra; mas o decreto é, por definição, ato privativo do presidente e, sendo do presidente, como é, seria inconcebível e inacreditável, a menos estivesse a prevalecer uma lógica esquizofrênica; pois bem, e talvez devesse dizer-se “pois mal”, isso aconteceu. Retire-se desse corpo a assinatura do presidente e o decreto não existiria, poderia ser projeto de decreto, mas decreto não seria, nem poderia sê-lo, porque só ele e exclusivamente ele pode baixar o que na terminologia jurídica e na linguagem da Constituição se denomina decreto; por maiores e eminentes sejam os poderes do papa Bento XVI ou da rainha Elizabeth, do presidente Obama ou do imperador Hiroito, nenhum deles pode fazer o que só o presidente brasileiro pode fazer e fez. E não fez às escondidas, saliente-se ainda uma vez, mas à luz da mais intensa publicidade. Em outras palavras, trata-se de fato objetivo, preciso nos termos e certo na data em que foi lançado ao mundo. O Diário Oficial é de 21 de dezembro passado.Essa fantasmagórica fantasmagoria da qual o presidente só iria ocupar-se em abril, como declarado ao viajar para aprazível vilegiatura na Bahia, contrariadamente, teve de enfrentar em janeiro, e irritado com a alegada troca de insultos ministeriais. Parece que o presidente continua a não ler, pois por parte dos ministros que participaram do bate-barba, até onde sei, nenhum deles dirigiu “insultos” a outro. Com isso, o presidente pretendeu equiparar os ministros envolvidos na querela? Em nenhum momento notei a recíproca faina insultuosa aos ministros atribuída por seu chefe. Limito-me a registrar o fato que me parece estranho.
Ao cabo, o presidente, em janeiro, e não em abril como anunciara, teve de engolir o indigesto decreto, gratuitamente lançado por ele mesmo, embora não o tenha lido, nem o tenha lido sua candidata, que só teria cuidado de seus aspectos legais, assertiva que a mim parece inexata, porque o decreto por ofender frontalmente cláusula constitucional, não pode ter sido isento de ilegalidades; em suas 92 páginas o projetado é uma verdadeira anticonstituição, e a inconstitucionalidade é a mais conspícua das ilegalidades.
E mais uma vez me pergunto o que pretende o sagacíssimo presidente Luiz Inácio. Não tenho pretensão de penetrar nos arcanos do pensamento alheio. Por que e para que criar um problema no entardecer de seu governo que ele, ele e não outro teve de engolir e dizer que o dito era como se não tivesse sido dito?
O que me parece clara é a similitude entre o programa-decreto ou decreto-programa com a doutrina de caudilho da Venezuela. É assustador. Não me cheira bem.
O horror no Haiti excedeu as imaginárias reservas do coração humano. Fico nessas pobres palavras.
Jurista, ministro aposentado do STF
enero 18th, 2010 a las 09:27
Por isso é tão importante que o indígena Evo Morales tenha conseguido
montar um jornal popular, o Cambio, que em pouco mais de seis meses já
é o jornal de maior tiragem na Bolívia, rivalizando com o jornal La
Razon, da burguesia, que tem 70 anos!!!!
Olha a sabedoria dos indígenas!!!!!!
Por isso a Bolívia também foi declarada Território Livre do Analfabetismo.
__________________________________________________________
Outra mídia é posssível: Uma boa idéia do Eduardo Guimarães
Muitos ficam realmente perplexos e sem entender porque fracassam todas
as tentativas de organizar a imprensa popular. Na verdade falta
cultura de unidade na esquerda. Ela existe apenas retoricamente.
Quem estaria impedindo agora que os recursos usados para a estes
múltiplos esforços dispersos de hoje fossem organizados numa direção
correta, adequada, organizando de fato uma ação unitária de comunica
popular, qualificada, com alcance junto ao nosso povo* Nada impede, a
não ser a nossa própria falta de cultura política unitária em torno da
comunicação.
Leia os documentos da Fenaj, dos sindicatos dos jornalistas, dos
trabalhadores em comunicação nos últimos 10 anos e você não encontrara
proposições para um jornal nacional de massas, popular. Não tem sido
um plano de luta da esquerda. E mais do que isto, ha dirigentes que
acham que ter uma imprensa popular é coisa antiga, que o mundo mudou
etc.
Por isso é tão importante que o indígena Evo Morales tenha conseguido
montar um jornal popular, o Cambio, que em pouco mais de seis meses já
é o jornal de maior tiragem na Bolívia, rivalizando com o jornal La
Razon, da burguesia, que tem 70 anos!!!! Olha a sabedoria dos
indígenas!!!!!! Por isso a Bolívia também foi declarada Território
Livre do Analfabetismo.
Aqui muitos dirigentes políticos, partidários, de sindicatos,
parlamentares, preferem manter cada qual uma pequena iniciativa
dispersa de comunicação, quando se somássemos todas estas forças
dispersas teríamos uma imprensa popular, uma cadeia de rádio popular,
uma TV comunitária mais forte e qualificada, quando hoje os
sindicalistas sequer sabem da existência de TVs comunitárias, e
preferem pagar anúncios caríssimos na TV globo.
enero 18th, 2010 a las 09:27
Tive que transcrever o texto abaixo de Reinaldo Azevedo em seu blog, no qual ele volta a abordar a transversalidade e o seu uso pelos boçais comunofascistas em sua ânsia por implantar uma ditadura no Brasil. Naturalmente, pretendem implantar uma ditadura em nome da “democracia”. Tudo para proteger o “serumano”, como falam as bestas. Eles são os anjos que vieram salvar a humanidade de todas as suas mazelas. Para eles, ditadura é democracia e propositalmente — os espertos — ou por pura burrice — os demais –, misturam todos os conceitos, de forma a confundir verdade com mentira e vice-versa. Os espertinhos inspiram-se em Goebbels, com certeza, para quem mentira e verdade se equivalem. Leiam o texto.
ESCARAVELHOS DO DIABO!!!
segunda-feira, 18 de janeiro de 2010 | 5:11
Eles podem me odiar à vontade — e, se querem saber, faço desse ódio a limonada que refresca o meu dia. Enquanto eu sei por que os repudio, respiro ar permanentemente fresco. Eles me odeiam porque eu os conheço com a paixão com que um entomologista disseca um escarabeídeo da família dos coprófagos. O Brasil, com o seu pendor para a linguagem direta, assim apelidou o bicho: besouro rola-bosta (iamgem acima). Assim: pego o rola-bosta com luvas, faço cortes longitudinais, descrevo o que vejo. Depois os fatio em laminas muito finas e aponto cada detalhe. Sentindo-se descritos, devidamente caracterizados, eles começam a zunir no esterco: “Reacionário! Reacionário! Você não deixa nem a gente defender uma ditadura em paz!”. E noto a favor dos besouros: eles são utilíssimos à natureza e à pecuária. Estes outros, de que falo, apenas tentam fazer do Brasil a matéria de que precisam para sobreviver e se multiplicar.
Lembram-se daquele texto que escrevi sobre a picaretagem intelectual da transversalidade? Afirmei ali que a dita-cuja é o novo nome das tentações totalitárias. Segundo esse truque, um tema deve atravessar verticalmente todas as áreas da vida e pautar tudo, de ponta a ponta: direitos humanos, meio ambiente, cultura… Usam-se palavras benignas para tentar impor a agenda dos grupelhos. Pois bem: depois da Conferência de Comunicação e da Conferência dos Direitos Humanos, agora eles estão preparando a 2ª Conferência Nacional de Cultura, que vai ocorrer entre 11 e 14 de março. Sabem como se chama um dos textos em que a tentação totalitária volta a mostrar as fuças… Acertaram! “Centralidade e Transversalidade da Cultura.” Viram como sempre sei como são esses besouros por dentro?
E o que diz esse documento? Esta pérola: “A cultura deve relacionar-se com as políticas de ciência e tecnologia e reforçar a premissa de que o desenvolvimento científico tem de incorporar a diversidade cultural do País, com seus múltiplos conhecimentos e técnicas”. Sabe-se lá o que isso significa, mas acredito que os governos, no caso das chuvas, por exemplo, devem apelar ao saber eurocêntrico dos meteorologistas, mas também às intuições do Cacique Cobra Coral e daquelas entidades que se juntaram ao MST, à UNE, à CUT, ao Antonio Candido e ao Chico (Guri Deles) Buarque para rever a Lei da Anistia. Não se dará alerta de tempestades sem considerar o que pensam a Ilê Asé Orisá Osun Dewi e a Ilê Ase Oju Omi Iya Ogunte.
Antes de tomar uma decisão sobre qualquer vacina, será preciso perguntar a opinião da Tupã Oca Do Caboclo Arranca Toco e do Núcleo Caboclo Flecha Dourada. Vamos ser claros, no bom sentido, é claro (no bom sentido de novo): toda a ciência e tecnologia que há por aí não passa de uma canalhice caucasiana, eurocêntrica e baseada na exploração capitalista do homem pelo homem. É preciso inverter essa exploração, de modo que o homem passe a explorar o homem, entenderam?, criando uma ciência e tecnologia negra, uma outra indígena, outra ainda que vá na contramão da heteronormatividade. CHEGA DE MAIORIAS DOMINANDO MINORIAS. CHEGOU A HORA DE INVERTER!
Censura
Vocês podem não acreditar. Mas também os meliantes que debatem a Conferência da Cultura querem CENSURAR OS MEIOS DE COMUNICAÇÃO DE MASSA!!! É… Vocês assistiram àquele filme já ancestral chamado Jurassic Park?
Lembram-se quando aquele monte de velociraptor (acima) atacava uma vítima — ou presa — ao mesmo tempo? Bandos de petralha ficariam nos rondando — nós, os jornalistas, artistas, produtores culturais —, numa competição louca para saber quem tiraria primeiro um naco de carne. Lá viria o bando de raptores do Franklin, em nome da Confecom… Depois, o bando de raptores do Juca Qualquer Coisa, da Confecul — bom nome este que sugiro, né? Em seguida, os raptores do Paulo Vannuchi e da Dilma, em nome dos direitos humanos… Ao fim do repasto, a liberdade de expressão estaria como as vítimas dos raptores: estraçalhada, osso puro… Se eles não conseguem ser úteis como aqueles besouros de hábitos esquisitos, também não se igualam exatamente aos raptores: os bichos andavam sobre duas patas.
Se bem que os raptores da cultura pretendem trabalhar em conjunto, sabem? Querem propor alianças. Vejam que bonitinho:
- aliança com a Confecom:
“O monopólio dos meios de comunicação (mídias) representa uma ameaça à democracia e aos direitos humanos, principalmente no Brasil, onde a televisão e o rádio são os equipamentos de produção e distribuição de bens simbólicos mais disseminados, e por isso cumprem função relevante na vida cultural (…) Tão necessário quanto reatar o vínculo entre cultura e educação é integrar as políticas culturais e de comunicação. Nesse sentido, os fóruns de cultura e de comunicação devem unir-se na luta pela regulamentação dos artigos da Constituição Federal de 1988 relativos ao tema. Entre eles o que obriga as emissoras de rádio e televisão a adaptar sua programação ao princípio da regionalização da produção cultural, artística e jornalística, bem como o que estabelece a preferência que deve ser dada às finalidades educativas, artísticas, culturais e informativas, à promoção da cultura nacional e regional e à produção independente (art. 221).”
Já na primeira conferência, eles pediam: “Garantir a participação da sociedade civil, através de seus fóruns, na discussão da elaboração da lei geral de comunicação de massa assegurando a descentralização, a universalização, a democratização e o controle da sociedade civil sobre os meios de comunicação e que regule o sistema de concessão e produção de conteúdo”.
Traduzo: fechar a TV Globo e obrigar todo mundo a assistir àquela estrovenga inventada por Franklin Martins e Tereza Cruvinel, cujo resultado, como sabem, tem a cara dela e o espírito democrático dele.
- aliança com o meio ambiente
“A política cultural não está alheia à crise ambiental, que se torna mais grave a cada dia. Mesmo porque essa crise decorre de um componente cultural: o modo de vida consumista, que explora exaustivamente os recursos naturais (…). No Brasil aprendemos pouco com as culturas indígenas; ao contrário, o país ainda está preso ao modelo colonial, extrativista, perdulário e sem compromisso com a preservação dos recursos naturais.”
Nem é o caso de mandar internar porque os hospitais psiquiátricos devem ficar reservados, entendo, àqueles que perderam a razão, não aos que perderam a vergonha. “Modelo extrativista-colonial” no Brasil de hoje? No país que tem a agricultura, a pecuária e a agroindústria entre as mais desenvolvidas do mundo? É a maior boçalidade que li neste ano e certamente uma das maiores em qualquer tempo.
O bonito desse negócio de transversalidade é isto: os iluminados se reúnem para debater a cultura, a comunicação e o meio ambiente, a rebimboca da parafuseta e chegam à conclusão de que é preciso:
- controlar os meios de comunicação;
- controlar o jornalismo;
- mudar o currículo das escolas;
- criar uma instância acima da Justiça;
- acabar com o capitalismo;
- destruir a agricultura e a pecuária…
Realizados tais propósitos, aí viria um reino de paz, justiça e igualdade. O mais interessante é que não chega a ser um modelo inédito… Cuba e a Coréia do Norte, por exemplo, já o aplicam, com os resultados conhecidos. Não citarei a China como exemplo porque, na China comunista, esses valentes seriam executados com um tiro na nuca antes que dessem o primeiro pio. Não é o que quero para eles. Eles é que flertam com o que aquele país tem de pior|, não eu.
Os 14 mil
Dia desses, um bobalhão financiado em dólares — grana da Fundação Ford, que financia petralhas de todas as línguas (nem tão bobo…) — afirmou que o tal documento sobre os supostos direitos humanos era democrático porque debatido por mais de 14 mil pessoas… Santo Deus! O Brasil tem quase 200 milhões de habitantes. Aí um bobalhão achou que tinha me pegado no pulo: “Mas você não vive dizendo que apóia a democracia representativa? E agora?”
Besourão, agora o quê? Alguém votou nesses vagabundos? Eu não votei! Alguém que me lê sabe em que cafofo se esconde esse fantástico grupo que representa 0,007% da população? Com que autoridade eles vêm falar em nome dos brasileiros, chamando a própria demência minoritária de democracia? Que é que há? E se as maiorias de fato também resolverem fazer a sua conferência, tentando impor a sua “legislação”? Bando de fascistóides!!!
Não! Não cometam o erro de pensar que essas pessoas são doentes! Não são! São oportunistas. A “causa” em nome da qual falam virou o seu meio de vida, o seu ganha-pão, o seu emprego. Até aí, vá lá… O problema é que uma boa parcela vive do que arranca dos cofres públicos. O problema é que tentam pegar a democracia e o estado de direito e transformar naquelas bolinhas, que levam para os seus buracos, onde depositam seus ovos, de onde saem novos escarabeídeos coprófagos.
Que babem o seu reacionarismo à vontade. Como já brinquei aqui, podem ir tirando seu ódio do caminho que eu quero passar com o meu humor.
Eu os conheço.
Eu os disseco.
Eu os denuncio.
E eles rolando rolam…
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Por Reinaldo Azevedo
enero 18th, 2010 a las 09:24
Aos dementes comunistas que cismam de vir aqui apoiar os ditadores de plantão vai um copia e cola de VERDADES.
Direitos Humanos
Artigo de Denis Lerrer Rosenfield*
Estadão Opinião – 18/01/2010
O atual governo, em íntima colaboração com os ditos movimentos sociais e as alas mais à esquerda do PT, está produzindo uma completa deformação dos direitos humanos. De perspectiva universal, eles estão se tornando, nas mãos dos que teimam em instaurar no Brasil uma sociedade socialista/comunista, um instrumento particular de conquista do poder. Acontece que essa conquista do poder é agora mais insidiosa, passando por uma ampla campanha de formação da opinião pública.
De fato, se perguntarmos a qualquer um se é favorável ou não aos “direitos humanos”, a resposta será certamente “sim”. Se fizermos a mesma pergunta por uma sociedade socialista/comunista, a resposta será majoritariamente “não”. Eis por que a forma de influenciar a opinião pública pressupõe essa armadilha das palavras, que corresponde a um plano ideológico predefinido.
Eis uma das razões de por que o dito programa insistiu em abrir uma crise com os militares, com o intuito claro de indispor a sociedade brasileira com a instituição militar. O uso de expressões como “repressão política”, agora alterada para “violação dos direitos humanos”, tem precisamente o propósito de reabrir uma ferida, de preferência infeccioná-la, para que o projeto socialista/comunista possa tornar-se mais palatável. Afinal, os militares seriam, nessa perspectiva, os “repressores”, enquanto os que pegaram em armas por uma sociedade comunista seriam as “vítimas”, os “democratas”.
Maior falsificação da História é impossível. Os que lutaram contra o regime militar, em armas, fizeram-no, por livre escolha, em nome da instalação do comunismo no Brasil. A guerrilha do Araguaia era maoista, totalitária. Não o fizeram pela democracia. São, nesse aspecto, responsáveis por suas escolhas e não deveriam ter sido agraciados com a “bolsa-ditadura”. Se optaram pelo comunismo, deveriam ser responsáveis por sua opção e não deveriam colocar-se como vítimas. Lamarca, Marighella e o próprio secretário Vannuchi pretendiam instalar o totalitarismo no Brasil. O primeiro, aliás, era um assassino confesso, tendo matado covardemente um refém, um tenente da Polícia Militar de São Paulo, a coronhadas. Eis os heróis dos “direitos humanos”.
Todo o documento está escrito na linguagem própria dos ditos movimentos sociais, que são organizações políticas com o mesmo propósito socialista/comunista. Em seus documentos não escondem isso, embora, para efeitos públicos, utilizem a linguagem mais palatável dos “direitos humanos”. O “neoliberalismo” e o “direito de propriedade” se tornam os vilões dessa nova versão deturpada dos direitos humanos.
Reintegrações de posse não seriam mais cumpridas sem que antes uma comissão de “direitos humanos” fizesse a mediação entre as partes. Ou seja, uma decisão judicial perderia simplesmente o valor. Na verdade, esses comitês seriam erigidos em instância judiciária final, que decidiria pelo cumprimento ou não de uma decisão judicial. O MST julgaria a ação do MST. No Pará, onde esse modelo já foi aplicado, por recomendação da Ouvidoria Agrária Nacional, o caos é total. Até intervenção federal, encaminhada pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), foi pedida ao Supremo. A Justiça lá não era mais respeitada.
Qual é, então, o objetivo dessa diretriz de impedir o cumprimento de decisões judiciais? Legitimar, se não legalizar, as invasões dos ditos movimentos sociais, que teriam completa liberdade de ação. Sequestros, destruição de maquinário, corte de tendões do gado, incêndio de galpões, destruição de alojamentos de empregados e sedes de empresas não seriam mais crimes, mas expressões de ações baseadas nessa muito peculiar doutrina dos direitos humanos.
O agronegócio, em particular, vira vilão no documento. Não faltam críticas às monoculturas de eucaliptos, cana-de-açúcar e soja, que, nessa exótica perspectiva, seriam culturas atentatórias aos direitos humanos. A falta de qualquer cultura nos assentamentos seria, essa, sim, expressão de uma nova forma de agricultura. Os despropósitos, porém, não param por aí. Os setores de habitação e de construção civil são, também, novos alvos. Há propostas sobre novas abordagens do Estatuto das Cidades, que deveriam corresponder a essa nova doutrina. E até uma expressão algo enigmática de identificação de “terras produtivas” nas cidades, seja lá o que se queira dizer com isso. Em todo caso, o esquema é o mesmo. A invasão de um prédio em construção não seria suscetível de sentença judicial de reintegração de posse sem antes passar por uma “mediação” dos ditos movimentos sociais. Os mesmos que invadem são os que fariam a tal mediação.
Não pensem os industriais que essas medidas não os afetam. Também há no cardápio medidas dirigidas a esse setor. A expansão de uma usina de etanol, de uma siderurgia, de uma empresa de mineração deveria passar pela aprovação de um comitê de fábrica, por razões ditas ambientais. Não bastariam as licenças ambientais, já suficientemente rigorosas, mas, se esse plano for levado adiante, seria, então, necessário passar por esses novos “sovietes”, porque é disso, na verdade, que se trata.
Para que as medidas sejam totais é imprescindível que a opinião pública seja controlada. Se elas forem mostradas em seu autoritarismo, certamente não passarão. Eis por que as empresas de comunicação deveriam estar subordinadas a um “conselho de direitos humanos”, de fato, à autoridade dos novos “comissários da mídia”, cujo poder poderia chegar a revogar uma concessão. Por exemplo, a filmagem divulgada pela Rede Globo de destruição dos laranjais da Cutrale seria, nessa nova ótica, atentatória aos “direitos humanos”, por “criminalizar os movimentos sociais”. Os novos comissários, que têm a ousadia de se apresentar como representantes dos direitos humanos, solapariam as próprias bases da democracia. Eis o que está em questão. O resto é palavreado!
* Denis Lerrer Rosenfield é professor de Filosofia na UFRGS
enero 18th, 2010 a las 09:20
Chávez denuncia que EE.UU. aprovecha situación en Haití para ocupar el territorio
Chávez: “nos toca saldar la deuda con Haití”. Hizo un llamado a su homólogo, Barack Obama, para que mande a Haití hospitales de campaña y equipos médicos ”en vez de tantos soldados armados”.
El presidente venezolano, Hugo Chávez, denunció este domingo que Estados Unidos está aprovechándose de la situación tras el terremoto que azotó Haití el pasado martes, para ocupar la nación caribeña y tener el control del Gobierno y les recomendó enviar médicos y equipos de rescate “que bastante tienen”.
“Estados Unidos se aprovecha de lo que dejó el terremoto para ocupar Haití”, reclamó el mandatario en su programa “Aló, Presidente”, luego de rechazar la presencia de más de miles de “marines” estadounidenses al país afectado “armados como si fuera una guerra”.
Hizo un llamado a su homólogo, Barack Obama, para que mande a Haití hospitales de campaña y equipos médicos “en vez de tantos soldados armados”.
“La prioridad es salvar vidas, no importa tanto el dinero, hay gente todavía atrapada bajo los escombros”, exclamó el mandatario y llamó a los pueblos que prestan ayuda a Haití a que se debe vacunar e inmunizar a los damnificados ante el riesgo de un brote de enfermedades.
El mandatario dio las declaraciones al tiempo que saludaba a canciller Nicolás Maduro, quien anunció la zarpada de un barco con más de 5 mil toneladas de alimentos, medicamentos y agua hacia Haití, gracias a la colaboración de los países de la Alianza Bolivariana de los Pueblos de América (ALBA).
Asimismo, informó de la ayuda prestada por el Gobierno Ruso que envió dos aviones de gran capacidad de carga para que en conjunto con Venezuela, se envíe más insumos al pueblo afectado.
Maduró también anunció la partida de una nueva avanzada de soldados venezolanos que llevarán 14 toneladas de alimentos y medicinas a los haitianos.
Venezuela enviará combustible
Venezuela donará a Haití un carguero con 225 mil barriles de diesel y gasolina, para ser trasladados a la zona de desastre.
“El pueblo venezolano dona el combustible que sea necesario para el pueblo de Haití para (suministrar a) los hospitales, para (alimentar) las plantas eléctricas que Cuba ha estado instalando. Hay que empezar a recuperar la vida en ese país”, dijo el presidente Chávez.
“Que el pueblo de Haití sepa que vamos a enviarle lo que requiera de combustible. Ahí no podemos ser pichirres (egoístas) ni nada”, señaló.
El primer buque carguero, que partirá de las costas venezolanas el lunes por la mañana, llegará a primera hora del miércoles a la Refinería Dominicana de Petróleo (Refidomsa).
“Estamos coordinando con el presidente dominicano (Leonel Fernández) quien puso a la orden el terminal allá”, explicó Chávez.
El gobierno venezolano ha enviado distintos cargamentos con alimentos, agua y medicinas a través de un puente aéreo activado pocas horas después del terremoto.
enero 18th, 2010 a las 08:54
Antígona e os limites do poder civil
Marcello Cerqueira*
Etéocles e Polinices, filhos de Édipo, matam-se em duelo pelo governo de Tebas. Creonte assume o trono de Tebas e condena Polinices a não ser enterrado, seu corpo serviria de pasto para os cães e as aves de rapina, como exemplo para os que, no futuro, intentassem contra seu governo. Revolta-se Antígona, sua irmã. Quer enterrar o seu morto porque, sem os ritos sagrados, a alma do irmão vagaria pelo mundo sem descanso. Desafia Creonte e enterra o irmão com as próprias mãos. As leis dos homens não podem contrariar as leis divinas. Creonte a manda matar. É assim que Sófocles narra a tragédia de Antígona, representada em 422 ou 421 a.C.
Decreto nº 5.584/05 fixou a data limite de 31 de dezembro de 2005, para abrir os arquivos do regime militar e que se encontravam, como ainda se encontram, guardados em sigilo pela Agência Brasileira de Inteligência (ABIN). Entretanto, a Lei nº 11.111/05, manteve secretos os documentos que ameaçassem “à soberania, à integridade territorial ou às relações exteriores”, entre os quais aqueles relacionados à guerrilha do Araguaia, entre outros. A redação da lei nos remete aos textos, tanto imprecisos quanto autoritários, das diversas leis de segurança do regime militar. De logo, não se entende como a revelação possa atentar contra a “a soberania” ou a “integridade nacional”. Já no surrado capítulo das “relações exteriores”, realmente a abertura dos arquivos vai desvendar ações criminosas conjuntas dos governos militares do Cone Sul na chamada Operação Condor. Mas não vai surpreender os governos hoje democráticos daqueles países, que já abriram seus arquivos. Inclusive revelando aspectos da “colaboração” do regime militar brasileiro com seus congêneres do Cone Sul. A abertura, aqui, vai preencher lacunas e também servir de alerta de que as relações entre países devem se pautar por valores que respeitem os direitos humanos.
Reportagem do “Fantástico” (13.12.2004) mostrou que documentos dos órgãos de informação do Exército, da Aeronáutica, da Marinha, e de outras instituições ligadas à repressão foram incinerados na Base Aérea de Salvador. O programa exibiu 78 fragmentos de fichas, prontuários e relatórios de posse da autoridade Aeronáutica. Os documentos registram “fatos” que vão de 1964, início da ditadura, até 1994, ocasião em que o país já estava redemocratizado. Foi aberto então um “competente” IPM, que nada apurou. Esses acontecimentos (fantásticos) estão a demonstrar que a sociedade não está apenas impedida por “lei” de ter acesso aos arquivos, como ser válido o temor de que outros, ou muitos, já tenham sido incinerados. Ou venham a ser.
É princípio fundamental da República brasileira o respeito (absoluto) “à dignidade da pessoa humana”. “A dignidade da pessoa humana, um dos fundamentos do Estado de Direito Democrático, ilumina a interpretação da lei ordinária” (STJ, DJU 26.03.01, p. 473). Nesse sentido, a interpretação da legislação infraconstitucional deve tomar por base esse princípio, iluminar-se nele. Assim, qualquer dispositivo da malsinada Lei nº 11.111/05 que atravanque esse caminho deve ser eliminado por via de argüição de inconstitucionalidade ou mesmo por mandado de segurança, pois legitimados estão os parentes dos desaparecidos.
Nesse quadro, parece contraditória a campanha que o governo federal patrocina de colher elementos sobre mortos e desaparecidos da ditadura. Por um lado, lança uma forte campanha televisiva objetivando depoimentos de pessoas que tenham conhecimento sobre as vítimas; por outro, não abre os arquivos em seu poder sobre as mesmas vítimas. Parece contraditório, mas não é. São ainda os limites do Poder Civil. A ele é permitido avançar até determinado limite. O limite é o confronto com o Poder Militar.
Antigo advogado de presos políticos, sei que não movem sentimentos de revanche nas famílias dos mortos e desaparecidos. E nem pretendem comparar as Forças Armadas de hoje com a pequena parte dela que protagonizou os bárbaros crimes do regime a que serviam. Aqui, apura-se uma talvez verdadeira contradição. Ora, como nenhum chefe militar ou mesmo oficial da ativa das Forças Armadas, além da quase totalidade dos reformados, têm contas a ajustar com a justiça sobre os crimes perpetrados à sombra de uma Instituição permanente e fundamental para o país, por que essa aparente “defesa” de crimes que não cometeram? Sei perguntar. Não sei responder.
Sei, entretanto, como a Antígona de Sófocles, que a recusa à abertura pelo governo dos arquivos da ditadura, se antes, na tragédia grega, era um direito divino, hoje é também norma constitucional que deve ser respeitada: a dignidade da pessoa humana, que não desaparece com a vida.
Os familiares de mortos e desaparecidos políticos têm o Direito e o Dever de enterrar os seus mortos.
enero 18th, 2010 a las 08:50
Direitos desumanos
IVES GANDRA MARTINS FILHO
O decreto presidencial 7.037/09 tem gerado muita polêmica porque quis incluir na Declaração Brasileira de Direitos Humanos muitos elementos de extrema controvérsia, a par de desdizerem do sentido do que sejam Direitos Humanos.
Realmente, nosso PNDH-3, em que pese 90% de seu conteúdo ser altamente positivo, não faz jus, naquilo que incluiu de realmente atentatório aos Direitos Humanos, à sadia tradição das Declarações Universais, nem da Revolução Francesa (1789), nem da ONU (1948).
Com efeito, se a vida é o primeiro e principal direito humano fundamental, de 1ª geração, e assegurado desde a concepção (art. 4º, 1) pelo Pacto de São José da Costa Rica sobre Direitos Humanos (1969), ratificado pelo Brasil, destoa absolutamente da tradição a orientação incluída no PNDH-3 de “apoiar a aprovação do projeto de lei que descriminaliza o aborto, considerando a autonomia das mulheres para decidir sobre seus corpos” (Diretriz 9, Orientação Estratégica III, g). Como se o nascituro, com código genético distinto e vocacionado para o nascimento, ainda pudesse ser considerado como mero órgão da mãe, passível de amputação!
Seria de se perguntar se a referida proposta não conflita com a saudável Diretriz 6, que prevê “promover e proteger os direitos ambientais como Direitos Humanos, incluindo as gerações futuras como sujeitos de direitos”. Ora, se o próprio PNDH-3 quer dar tratamento aos não nascidos como sujeitos de direitos, como deixa ao arbítrio da mãe o decidir se a criança concebida terá, ou não, direito de nascer?
Outra incongruência notória do PNDH-3 é, na mesma Diretriz 7, prever louvavelmente o combate e a erradicação do trabalho escravo (VII), por representar o tratamento do ser humano como objeto e mercadoria, e, ironicamente, no item exatamente anterior, falar em “garantir os direitos trabalhistas e previdenciários de profissionais do sexo por meio da regulamentação de sua profissão” (D. 7, VI, n), quando o reconhecimento legal da prostituição atenta contra a dignidade da mulher, considerada como mero objeto de prazer. Quais os pais que desejam que sua filha seja prostituta? Qual a mulher que vende o próprio corpo por opção? E a diretriz trata da matéria dentro do capítulo que assegura a todos um “Trabalho Decente”!
Não é por menos que o programa se proponha, para tanto, “realizar campanhas e ações educativas para desconstruir os estereótipos relativos às profissionais do sexo” (D. 9, III, h). Ou seja, com o uso de eufemismos, procura mostrar a prostituição como uma atividade boa e decente, igual a qualquer outra! Se não é possível erradicar essa triste realidade, o programa deveria promover ações para retirar a mulher dessa situação, a par de, como o fez, proteger as prostitutas contra as violências de que possam ser objeto (a própria prostituição já é uma violência contra a mulher) e assegurar seu acesso aos programas de saúde (D. 7, IV, q).
Mas o eufemismo maior, digno do “Ministério da Verdade” da obra clássica de George Orwell “1984″, é o que propõe a instituição da “Comissão Nacional da Verdade”, para examinar as violações de Direitos Humanos praticadas no contexto da repressão política (D. 23, I, a), “incentivar a produção de filmes, vídeos, áudios e similares, voltada para a educação em Direitos Humanos e que reconstrua a história recente do autoritarismo no Brasil, bem como as iniciativas populares de organização e de resistência” (D. 22, II, c) e “desenvolver programas e ações educativas, inclusive a produção de material didático-pedagógico para ser utilizado pelos sistemas de educação básica e superior sobre o regime de 1964-1985 e sobre a resistência popular à repressão” (D. 24, sobre a “Construção Pública da Verdade”, I, f). Na disputa política desse período ninguém foi santo: nem militares, nem guerrilheiros. Mas reescrever a história, para canonizar os últimos e anatematizar os primeiros também faz lembrar outro livro de Orwell, “A Revolução dos Bichos”, em que o 1º mandamento passa a receber nova versão: “Todos os animais são iguais, mas uns são mais iguais do que os outros”.
Sem mencionar outros temas altamente polêmicos para serem incluídos reconhecidamente como Direitos Humanos, tais como o casamento entre homossexuais e o seu direito de adoção (D. 10, V, b e c), desconsiderando o direito da própria criança, e a proposta de “desenvolver mecanismos para impedir a ostentação de símbolos religiosos em estabelecimentos públicos da União” (D. 10, VI, c), desconsiderando que uma das manifestações mais humanas é a da religiosidade e da preservação de seus valores culturais mais profundos, como são, em nossa pátria, os da civilização cristã…
Essas inclusões fazem sombra a aspectos tão positivos e inovadores quanto são os de incentivar a economia solidária e o cooperativismo (D. 4, I, e), de combater melhor os crimes eleitorais (D. 7, IX, b e c) e a pornografia infanto-juvenil na Internet (D. 8, IV, f).
Enfim, o PNDH-3, pelas distorções tópicas que apresenta, se não forem oportunamente corrigidas, não obstante o qualificadíssimo planejamento global, poderá receber o título de “Plano Nacional dos Direitos Desumanos”, por desconhecer a natureza humana e suas exigências.
IVES GANDRA MARTINS FILHO é ministro do Tribunal Superior do Trabalho e membro do Conselho Nacional de Justiça.
enero 18th, 2010 a las 08:43
Direitos humanos
DENIS LERRER ROSENFIELD
Oatual governo, em íntima colaboração com os ditos movimentos sociais e as alas mais à esquerda do PT, está produzindo uma completa deformação dos direitos humanos. De perspectiva universal, eles estão se tornando, nas mãos daqueles que teimam em instaurar no Brasil uma sociedade socialista/comunista, um instrumento particular de conquista do Poder. Acontece que essa conquista do Poder é agora mais insidiosa, passando por uma ampla campanha de formação da opinião pública.
De fato, se perguntarmos a qualquer um se é favorável ou não aos “direitos humanos”, a resposta será certamente “sim”. Se fizermos a mesma pergunta por uma sociedade socialista/comunista, a resposta será majoritariamente “não”. Eis por que a forma de influenciar a opinião pública pressupõe essa armadilha das palavras, que corresponde a um plano ideológico pré-definido.
Eis uma das razões de por que o dito Plano insistiu em abrir uma crise com os militares, com o intuito claro de indispor a sociedade brasileira com a instituição militar. O uso de expressões como “repressão política”, agora alterada para “violação dos direitos humanos”, tem precisamente o propósito de reabrir uma ferida, de preferência infeccioná-la, para que o projeto socialista/comunista possa se tornar mais palatável. Afinal de contas, os militares seriam, nesta perspectiva, os “repressores”, enquanto os que pegaram em armas por uma sociedade comunista seriam as “vítimas”, os “democratas”.
Maior falsificação da história é impossível. Os que lutaram contra o regime militar, em armas, o fizeram, por livre escolha, em nome da instalação do comunismo no Brasil. A guerrilha do Araguaia era maoísta, totalitária. Não o fizeram pela democracia. São, neste sentido, responsáveis por suas escolhas e não deveriam ter sido agraciados pelo “bolsa-ditadura”. Se optaram pelo comunismo, deveriam ser responsáveis por sua opção e não deveriam se colocar como vítimas. Lamarca, Marighela e o próprio secretário Vannuchi pretendiam instalar o totalitarismo no Brasil. O primeiro, aliás, era um assassino confesso, tendo matado covardemente um refém, um tenente da Polícia Militar de São Paulo, a golpes de coroadas. Eis os heróis dos “direitos humanos”.
Todo o documento está escrito na linguagem própria dos ditos movimentos sociais, que são organizações políticas com o mesmo propósito socialista/comunista. Em seus documentos não escondem isto, embora, para efeitos públicos, utilizem a linguagem mais palatável dos “direitos humanos”. O “neoliberalismo” e o “direito de propriedade” se tornam os vilões dessa nova versão deturpada dos direitos humanos.
Reintegrações de posse não seriam mais cumpridas, sem que antes uma comissão de “direitos humanos” fizesse a mediação entre as partes. Ou seja, uma decisão judicial perderia simplesmente valor. Na verdade, esses comitês seriam erigidos em uma instância judiciária final, que decidiria pelo cumprimento ou não de uma decisão judicial. O MST julgaria a ação do MST. No Estado do Pará, onde esse modelo já foi aplicado a partir de uma recomendação da Ouvidoria Agrária Nacional, o caos é total. Até uma intervenção federal encaminhada pela CNA já foi pedida ao Supremo. A Justiça lá não era mais respeitada.
Qual é, então, o objetivo dessa diretriz de impedir o cumprimento de decisões judiciais? Legitimar, senão legalizar, as invasões dos ditos movimentos sociais, que teriam completa liberdade de ação. Sequestros, destruição de maquinário, corte de tendões do gado, incêndio de galpões, destruição de alojamentos de empregados e sedes de empresas não seriam mais “crimes”, mas expressões de ações baseadas nesta muito peculiar doutrina dos direitos humanos.
O agronegócio, em particular, torna-se um vilão do documento. Não faltam, inclusive, críticas às monoculturas de eucalipto, cana-de-açúcar e soja, que, nessa exótica perspectiva, seriam culturas atentatórias aos direitos humanos. A falta de qualquer cultura dos assentamentos seria, essa sim, expressão de uma nova forma de agricultura. Os despropósitos, porém, não param por aí. Os setores de habitação e de construção civil tornam-se, também, novos alvos. Não faltam propostas sobre novas abordagens sobre o “Estatuto das Cidades”, que deveriam corresponder a essa nova doutrina. Há, mesmo, uma expressão algo enigmática de identificação de “terras produtivas” nas cidades, seja lá o que se queira dizer com isto. Em todo caso, o esquema é o mesmo. A invasão de um prédio em construção não seria suscetível de uma sentença judicial de reintegração de posse, sem antes passar por uma “mediação” dos ditos movimentos sociais. Os mesmos que invadem são os que fazem a dita mediação.
Não pensem os industriais que essas medidas não os afetam. Há, também, no cardápio medidas dirigidas a esse setor. A expansão de uma usina de etanol, de uma siderurgia, de uma empresa de mineração, deveria passar pela aprovação de um comitê de fábrica, por razões ditas ambientais. Não bastariam as licenças ambientais, já suficientemente rigorosas, mas, se esse Plano for levado adiante, seria, então, necessário passar por esses novos “sovietes”, porque é disto, na verdade, que se trata.
Para que as medidas sejam totais, torna-se imprescindível que a opinião pública seja controlada. Se elas forem mostradas em seu autoritarismo, certamente não passarão. Eis por que as empresas de comunicação deveriam estar subordinadas a um “conselho de direitos humanos”, de fato, à autoridade dos novos “comissários da mídia”, cujo poder poderia chegar a revogar uma concessão. Por exemplo, a filmagem divulgada pela Rede Globo de destruição dos laranjais da Cutrale seria, nessa nova ótica, atentatória aos “direitos humanos”, por “criminalizar os movimentos sociais”. Os novos comissários, que têm a ousadia de se apresentarem como representantes dos direitos humanos, solapariam as próprias bases da democracia. Eis o que está em questão. O resto é palavreado!
DENIS LERRER ROSENFIELD é professor de filosofia na Universidade Federal do Rio Grande do Sul.
enero 18th, 2010 a las 07:06
Esse Chaves é um perigo constante… a cada dia o homem leva a Venezuela… ao caos..
daqui a pouco lá não se terá nas nada o país não produzira nada, a não ser miss….
enero 17th, 2010 a las 21:31
NOTA OFICIAL DO PARTIDO FEDERALISTA
REPÚDIO AO 3º PNDH
O Partido Federalista, na defesa inarredável da Liberdade na representação dos melhores valores humanos e na defesa dos próprios direitos naturais e civis de cada indivíduo, vem de público repudiar veementemente o decreto presidencial que instituiu o 3º PNDH – Plano Nacional de Direitos Humanos pelos seguintes motivos:
1. O documento já reformado do original pelo Presidente da República, assinado como decreto, contém inúmeras agressões ao Estado de Direito vigente, dentre os quais, os direitos consagrados de propriedade, do trabalho, do mérito, de liberdade de expressão, da livre iniciativa, de educação, da segurança jurídica e até de segurança pública e individual;
2. Sob o manto dos Direitos Humanos está se construindo o Direito do Estado, através da manipulação de grupos e conselhos, a exemplo dos famigerados soviets implantados por Trotsky a partir de 1905 culminando com a formação da antiga União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS). Sob tal manto, o documento final que se anexa ao decreto que lhe dá meia vida, foi desenvolvido exatamente dentro dessa metodologia, através de Conferências Municipais e Estaduais em todo o Brasil, tal como ocorreu com o Confecom, que busca o controle da liberdade de comunicação e imprensa, dizendo-se representantes da “sociedade civil” objetivando passar por cima do Legislativo e o sistema de representação vigente;
3. Tais fatos demonstram a tendência mais do que centralizadora possibilitada pelo modelo de Estado vigente, que deixou de ser uma Federação há muito tempo, colocando em risco crescente e iminente, tudo que a Sociedade Brasileira conquistou ao longo de sua História. A aprovação das leis que regulamentarão os tópicos do malfadado Plano pelo Congresso, infelizmente sob forte influência do Executivo, graças à dependência de todos os estados e municípios da Nação em busca dos recursos que lhe foram extraídos através da forte concentração tributária na União, levará a Sociedade Brasileira à subserviência plena ao Estado, perdendo direitos de defesa, de propriedade, de expressão, de livre iniciativa, de ir e vir, tudo em face da interferência direta de grupos e “conselhos populares” sob a tutela governamental que se colocarão acima até mesmo do Judiciário, tal como ocorreu (e ainda ocorre) em países que passaram (e ainda alguns passam) por experiências totalitárias.
4. O documento interfere ainda no agronegócio, um dos pilares da Economia Nacional, e, de forma orwelliana, quer revisar a História, através do controle de conteúdo didático escolar em todos os níveis, com o claro objetivo de desconectar as gerações vindouras do passado brasileiro, bem como, remexer feridas do passado, ignorando as causadas pelos que hoje se abrigam no Poder, protegidos por leis personalizadas e pontuais feitas para esse fim, e financiando-os com dinheiro público proveniente do suor do brasileiro. Os idealizadores demonstram que, para se apoderarem da Nação é preciso caminhar para trás, realizar as mesmas experiências fracassadas que ceifaram mais de 100 milhões de vidas no Século XX.
O Plano se revela de autoritarismo absurdo para uma Nação que pretende apenas olhar para frente, que tem clara intenção de se inserir como uma das grandes potências mundiais, como um Povo próspero. Unimo-nos às inúmeras entidades em todo o Brasil, dos mais diversos segmentos, em protesto veemente contra tais absurdos e conclamamos, reiteradamente, a Sociedade Brasileira, para voltar-se ao preceito federalista, no resgate ao espírito de uma verdadeira Federação, com autonomia aos estados e municípios, pois a descentralização dos poderes e sua manutenção através de marcos constitucionais imutáveis é a única forma de se evitar os arroubos populistas que conduzem e garantem oligarquias de quaisquer cores ideológicas para se manterem no Poder, submetendo toda a população à uma moderna forma de escravatura.
Alertamos portanto, aos que defendem a implantação do Plano, para que analisem melhor os termos, as cláusulas, que contém todo tipo de sofismas e expressões que soam bem ao coração ao humanismo, sentimento caro ao brasileiro, e que possam portanto, avaliar melhor o que se esconde por traz disso e o que pode ainda mais ocorrer, se implantado, sempre sob o manto de uma falsa democracia e defesa dos direitos humanos sob a tutela de um Grande Poder Central.
Junto com um Basta (!) conclamamos a cada um que ora lê esta Nota, para que realmente comece a construir as bases para o restabelecimento da Ordem cada vez mais perdida, e principalmente, estabelecer uma nova Ordem Federalista, não como ideologia, mas como instrumento de reorganização do Estado Brasileiro que possa permitir que cada brasileiro busque a sua felicidade, dentro de uma equilibrada interdependência coletiva, através da qual, se possibilita a prosperidade de cada um, de acordo com seu talento, trabalho e mérito. Isso é cada vez mais urgente!
“ A liberdade não se perde de uma vez, mas em fatias, como se corta um salame” Friedrich Von Hayek (Prêmio Nobel Economia – 1974)
Brasília, DF, 15 de Janeiro de 2010.
Partido Federalista
Thomas Korontai
Presidente
http://www.federalista.org.br
enero 17th, 2010 a las 20:41
Chávez anuncia desapropriação de rede de supermercados
17 de janeiro de 2010 • 18h06 • atualizado às 18h21 Comentários
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Notícia
Reduzir Normal Aumentar Imprimir O presidente venezuelano, Hugo Chávez, afirmou neste domingo que vai expropriar a rede de supermercados Éxito, de capital colombiano e francês, por sua suposta reincidência em especulação de preços. “Eu ordeno que se abra um expediente” visando a um “processo de expropriação da rede Éxito”, disse Chávez em seu programa de rádio e televisão Alô Presidente.
O chefe do Estado pediu a modificação da vigente lei de proteção ao consumidor para poder concretizar a desapropriação da rede e utilizar suas instalações para a rede estatal de distribuição e venda no varejo Comerso.
Chávez lembrou que quatro estabelecimentos da cadeia franco-colombiana foram punidos nesta semana com fechamento de 24 horas pelo organismo de proteção ao consumidor Indepabis, que detectou “remarcação de preços e especulação”.
Ao longo da semana, o presidente venezuelano insistiu em seu pedido de modificação da atual lei de proteção ao consumidor a fim de estabelecer mecanismos para a desapropriação dos comércios “especuladores”. Neste domingo, revelou que já recebeu uma proposta de reforma da norma, mas que a devolverá porque não atendeu às suas expectativas.
“A proposta que me mandaram ainda é muito suave. Vou escrever para ver se entendem o que eu quero, o que o povo precisa”, disse Chávez. “De todo modo, já disse: senhores donos da cadeia Éxito, procurem o ministro (do Comércio, Eduardo) Samán, porque passa a ser da República. Não há volta atrás”, disse o presidente.
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enero 17th, 2010 a las 17:01
Os comunistas nunca desistiram de implantar no Brasil uma ditadura stalinista. O PT não participou da luta armada porque não existia, mas sempre apoiou os ideais comunistas, desde que foi criado, fruto justamente da abertura feita pelos militares que levaram ao fim do regime, propiciando a criação de múltiplos partidos políticos de todas as tendências. Fossem os comunistas os vencedores, evidentemente estaríamos ainda hoje vivendo como vivem os cubanos. Os venezuelanos estão começando a conhecer a verdadeira realidade socialista cubana. O PT sempre se destacou por negar a democracia, dita burguesa, e até mesmo se recusou a assinar a Constituição de 1988. Para ganhar a presidência, fez de conta que mudou. Aplica ao pé da letra os mandamentos gramscianos. Volta a mostrar sua verdadeira face com o tal decreto dos direitos humanos. A respeito da volta às origens — que na verdade nunca negou, só deixou no freezer para uso no momento adequado–, o jornal O Estado de São Paulo publicou o editorial abaixo transcrito, um “copia e cola” como diz Dirceu.
O PT de volta às origens
Deputado na Constituinte de 1988, Lula desobedeceu ao comando do seu partido ao assinar a Constituição que ela produziu. A bancada do PT recusou-se a assiná-la. Não fora para substituí-la por uma democracia burguesa que os seus futuros companheiros do PT lutaram contra a ditadura da direita. Ao que eles visavam era outro tipo de ditadura, parecida com isso que está no Programa Nacional de Direitos Humanos (PNDH), ou seja, um projeto de populismo autoritário organizado na forma de uma democracia direta – assinado pelo presidente Lula. Estabelecido esse regime, Congresso e Judiciário ficariam em segundo plano. As decisões importantes seriam transferidas para o chefe do Executivo, apoiado diretamente em comissões, conselhos e organizações cooptadas pelo poder central, subordinadas à sua orientação ideológica e nutridas, quase sempre, com dinheiro do Tesouro.
Esses grupos podem ser movidos por ideologia ou, no extremo oposto, por interesses meramente fisiológicos. Exemplos deste último caso são facilmente identificáveis no peleguismo brasileiro e na permanente procura de boquinhas na administração pública. Democracia direta é sempre democracia apenas no nome. O sistema representativo, tal como instituído nas sociedades ocidentais modernas, é certamente imperfeito e vulnerável ao poder de grupos. Mas dispõe de mecanismos, em geral eficientes, para canalizar e amortecer as pressões, confrontar e pesar interesses e, é claro, para estabelecer um razoável equilíbrio entre os Poderes de Estado.
A democracia direta elimina esses mecanismos de segurança, em nome dos “interesses do povo”. O decreto do PNDH valoriza o recurso às decisões plebiscitárias e sugere a concessão ao “povo”, além de uma participação maior na elaboração de leis, do poder de veto. Leis de iniciativa popular já são previstas na Constituição de 1988, mas não o veto popular.
No regime em vigor, o veto exercido pelo presidente da República é sujeito a condições e passível de rejeição pelos parlamentares. A inovação insinuada no decreto subordinaria o Congresso à ação do presidente e dos grupos sociais mais organizados e em geral cooptados pelo Executivo. As palavras “povo” e “popular”, nesse caso, são eufemismos típicos do linguajar do autoritarismo.
O mesmo padrão de articulação política está embutido na ideia de organização de conselhos de direitos humanos em todos os Estados, municípios e no Distrito Federal, com mecanismos de ação coordenada “nas três esferas da Federação”. Quem manejará esses mecanismos? A resposta é evidente.
Nesse decreto, a expressão “direitos humanos” é apenas um carimbo destinado a legitimar um sistema autoritário de controle econômico, social e político. Organizações privadas e representativas apenas de interesses de grupos poderão influir na pauta da pesquisa científica e tecnológica – como denunciou o presidente da Comissão Técnica Nacional de Biossegurança, Walter Colli -, sobre as decisões de plantio dos agricultores e sobre os projetos de investimento das empresas. O licenciamento ambiental dependerá do aval de sindicatos e centrais sindicais – com as consequências previsíveis.
Muito mais que um mosaico de interesses conflitantes, a enumeração dessas inovações compõe o quadro de um sistema altamente centralizado e apoiado por grupos cooptados e controlados por um punhado de altos dirigentes. Num regime desse tipo, não há lugar para a divisão de poderes constitucionais nem para a fiscalização exercida por meio dos órgãos de comunicação. O decreto prevê o controle da informação e da opinião, sob o pretexto, naturalmente, de proteção dos direitos humanos. Lula já havia tentado por outros meios controlar a imprensa e não desistiu.
Assim, ao final do seu governo, Lula reconduz o PT às suas origens.
Diante dos protestos causados pelo decreto, o presidente procurou pacificar pelo menos os comandos militares. Por meio de novo decreto, atenuou a descrição dos objetivos da comissão de apuração de torturas e outras violações dos direitos humanos. Mas não eliminou a proposta de “revogação de leis remanescentes do período 1964-65 que sejam contrárias à garantia dos direitos humanos ou tenham dado sustentação a graves violações”. Continua aberto o espaço para revogação da Lei da Anistia. O ministro da Defesa, o advogado Nelson Jobim, parece não haver notado esse detalhe.
COMENTÁRIOS
enero 17th, 2010 a las 14:49
O Livro Negro do Comunismo…” Em 5 de junho de 1947, a imprensa publicou o texto de dois decretos editados pelo governo de stalin na véspera, e que, muito próximos á famosa lei de 7 de agosto de 1932, no espírito e na letra, estipulavam que todo ” atentado contra a propriedade do Estado ou de um Kolkhoz ” era passível de penas de cinco a vinte e cinco anos de campo de trabalhos, caso o roubo fosse cometido individualmente, coletivamente, pela primeira vez ou fosse recidivo. Toda pessoa que estivesse informada sobre a preparação de um roubo ou que soubesse do roubo, mas não o denunciasse à polícia, era passível de pena de dois a três anos de campo. Uma circular confidencial lembrava ainda aos tribunais do povo que os pequenos furtos nos locais de trabalho, até então passíveis de uma pena máxima de um ano de privação de liberdade, caíam deste dia em diante sob o JUGO dos decretos de 4 de junho de 1947.
Durante o segundo semestre de 1947, mais de 380.000 pessoas foram condenadas, das quais 21.000 adolescentes de menos de 16 anos, em virtude dessa nova lei celerada. Por ter roubado alguns quilos de centeio, recebia-se frequentemente de oito a dez anos de campo. Eis um extrato do veredito do tribunal popular do distrito de Suzdal, na província de Vladimir, datado de 10 de out de 1947: “Encarregados da guarda noturna dos cavalos do Kolkhoz, N. A. e B.S., menores de 15 e 16 anos, foram surpreendidos em flagrante delito de furto de três pepinos na horta do kolkhoz… Condenar N. A. e B. S. a oito anos de privação de liberdade numa colônia de trabalho de regime comum.” Em seis anos, 1.300.000 pessoas foram condenadas, das quais 75% a mais de cinco anos. (…).
Esse é o socialismo “dito popular” mas que na verdade expressa a vontade totalitária da elite da nomenklatura comunista para escravizar seu povo.
O maior inimigo das elites da nomenklatura são as FFAA que reagem e impedem a disseminação dos vermes comunas, mas estes sempre vão incentivar o ódio de classes, o ódio aos militares, o ódio aos EUA, porque essas são as maiores barreiras a expansão do comunismo internacional
No comunismo, se prende adolescentes que furtam para comer, nos EUA se prende terroristas que explodem aviões, metrôs, prédios…
A Rússia não mandou uma cesta básica para os haitianos? Cuba não mandou suas poucas batatas podres? Os EUA mandaram navios hospitais, helicópteros, alimentos, água, controladores de voo para operar o aeroporto de Porto Príncipe, para que se possa receber a ajuda internacional. A inveja do socialismo é a causa do seu fracasso.
enero 17th, 2010 a las 11:57
Do que realmente a canalha esquerdopata petralha gosta = GRANA!!!
A União tem uma conta de R$ 2,6 bilhões para pagar a vítimas da ditadura militar (1964-1985) que tiveram reparação pecuniária aprovada até agora pela Comissão de Anistia. O valor refere-se ao ressarcimento retroativo, em prestação única, e não inclui a pensão mensal vitalícia que cada anistiado passou a receber a partir do dia em que o processo foi deferido. Dos 10 mil anistiados com direito a reparação econômica, 25 casos tiveram valor acima de R$ 1 milhão cada. A conta da anistia pode chegar a R$ 4 bilhões até o fim deste ano, quando a comissão espera concluir mais 9 mil pedidos de reparação.
Comparando
Vejamos, a título de curiosidade, os números dos perseguidos, levantados no livro “Dos Filhos Deste Solo”, cujos autores são o ex-ministro Nilmário Miranda, petista, e o jornalista Carlos Tibúrcio. É editado pela Boitempo Editorial, do petista Emir Sader e pela Fundação Perseu Abramo, um aparelho do PT. É uma fonte respeitável, digamos assim, da própria comunistada lulopetista. Comparem seus números com o 10 mil já anistiados que vão custar 4 bilhões, fora a pensão mensal vitalícia da tigrada:
O livro lista 424 casos de pessoas que teriam morrido ou que ainda são dadas como desaparecidas em razão do regime militar. Estão nela vítimas de acidentes, suicídios, gente que morreu no exterior e até os justiçamentos: terroristas assassinados por terroristas porque seriam traidores da “ditaura do proletariado”.
Desses 424 assassinados, comprovadamente mesmo foram 293 pessoas, incluídas as que morreram na “guerrilha” do Araguaia. Gente armada, que assaltou, roubou e matou. Desse montante, sabe-se a militância dos mortos:
ALN-Molipo – 72 mortes (inclui quatro justiçamentos)
PC do B – 68 (58 no Araguaia)
PCB – 38
VPR – 37
VAR-Palmares – 17
PCBR – 16
MR-8 – 15
MNR – 10
AP – 10
POLOP – 7
Port – 3
Aí está, a farra das indenizações ou bolsa ditabranda. Dez mil, por enquanto. Já há mais três mil pedidos encaminhados.
enero 17th, 2010 a las 11:00
Mais da imbecilidade da banânia
O Haiti não precisa de circo
16 de janeiro de 2010
Augusto Nunes
Assim que o perigo passou, Nelson Jobim apareceu na zona conflagrada pronto para o que desse e viesse. Em caso de tsunami, baixaria numa praia do Haiti com a farda de almirante que ganhou na Rússia. Em caso de ataque alienígena, sobrevoaria o Caribe com o traje de gala de brigadeiro francês. Como foi um caso de terremoto, o ministro da Defesa incorporou o general Jobim e irrompeu em Porto Príncipe enfiado num uniforme de campanha.
A missão foi cumprida em três dias. No primeiro, o destemido forasteiro recomendou aos sobreviventes que hospitalizassem os feridos e enterrassem os mortos. No segundo, determinou aos militares brasileiros em ação na cidade sem água nem mantimentos que dessem de beber a quem tem sede e de comer a quem tem fome. No terceiro, descobriu que o governo brasileiro sofrera uma perda muito mais dolorosa que as provocadas pelo terremoto. E então levou a mão ao coldre.
Jobim manteve a pose de quem lutou em todas as guerras, e portanto não se emociona com pouco, ao comentar a morte em combate da doce guerreira Zilda Arns, do diplomata Luiz Carlos da Costa e dos 14 jovens heróis engajados na força de paz da ONU. Isso acontece, sugeriu o sorriso superior. O que lhe pareceu insuportável foi a perda do controle do aeroporto da capital para os oficiais que lideram 10 mil soldados americanos.
“Não podemos admitir o comando unilateral dos Estados Unidos”, avisou ao saber que os ianques tinham assumido a administração do aeroporto em colapso e normalizado o tráfego dos aviões — sem pedirem licença ao Brasil. E perdeu a paciência de vez com a notícia de que cargueiros da FAB foram impedidos de pousar na capital por controladores de voo americanos, que desviaram a aterrissagem para pistas menos inseguras.
“Tudo isso pode ser visto como algo natural”, concedeu o chanceler Celso Amorim, “mas é importante ter a clareza de que nós estamos sendo tratados com a prioridade adequada”. Informado de que os gringos estavam no controle do aeroporto por solicitação do governo haitiano, resolveu conferir a história com Hillary Clinton e prometeu pedir tratamento especial para aeronaves brasileiras. O script avisa que, agora nas montanhas de escombros, o Itamaraty continua à caça de algum atalho que leve ao Conselho de Segurança da ONU.
O espetáculo do oportunismo rastaquera foi engrossado na sexta-feira pela embaixadora do Brasil na ONU, Maria Luísa Viotti. “Estou em busca de informações sobre o caráter da presença das tropas americanas em Porto Príncipe”, disse a diplomata, fustigada pela suspeita de sempre: depois de ter arrendado a Colômbia, o império de Barack Obama talvez tente anexar o Haiti. Aliviou-se com a descoberta de que a missão é humanitária, mas não sossegou de todo. No momento, quer saber da Casa Branca se existe o risco de “interferências na missão de paz comandada por militares brasileiros”.
Segundo a ONU, um país atolado na miséria absoluta foi dissolvido pela maior tragédia ocorrida desde a fundação da entidade há 60 anos. Mergulhado no pesadelo incomparável, desprovido de tudo, o Haiti precisa de muito pão, mas por enquanto não precisa de circo. A trupe do governo está liberada para envergonhar o Brasil em outras paragens.
enero 17th, 2010 a las 10:56
Os dois idiotas latino americanos abaixo continuam a culpar os outros pelos seus fracassos, argh… Não se emendam, a culpa sempre é dos yankees, se eles invadem ou se eles ajudam!
Tem a mente distorcida!
Se gostam tanto de socialismo, porque que raios não se mudam para o paraíso prisão chamado cuba, ou a democrática popular e inovadora coréia do norte e param de postar cretinices canalhas por aqui, que é UM BLOG CRÍTICO DA DITADURA MONÁRQUICA SOCIALISTA CUBANA DOS ASSASSINOS COMA ANDANTE E ANÃO MORAL!
Ou então, vale o conselho diversas vezes dado:
Vão se roçar nas ostras camaradas cubanas, seus babaovos de tiranos homicidas!
enero 17th, 2010 a las 10:15
Estudantes, não soldados, fazem a diferença, no Haiti
15-17/1/2010, Evan Knappenberg, Counterpunch
Evan Knappenberger é veterano da guerra do Iraque, sofre de Stresse Pós-Trauma e Depressão e vive em Bellingham Washington.
Sua irmã, Jonna Knappenberger estuda jornalísmo e vive no estado de Virgínia.
Minha irmã Jonna sempre viveu protegida na vida de casa, praticamente desde que a vi nascer. Tipicamente, eu fui o irmão mais velho que ‘fez a vida’: alistei-me no exército, fui à guerra, voltei, converti-me em militante ativista pela paz. De modo geral, sempre me senti bem, no comando da nossa cena familiar ‘normal’. Tudo isso mudou na tarde de ontem, na capital do Haiti.
Minha irmãzinha, sempre progressista compassiva, calma, dedicada, estava no Haiti trabalhando com uma ONG, Haiti 2015, dedicada à assistência social aos haitianos, quando houve o terremoto. Jonna e Landon, seu namorado, formaram-se em jornalismo na universidade William and Mary, no estado de Virginia; os dois falam francês e os dois estão começando seus estudos de antropologia. Os dois estão em viagem de pesquisa pelo Haiti, para reunirem dados que lhes permitam planejar seus estudos futuros. Só ontem, depois de uma noite de desespero, sem dormir, sem notícias deles, é que consegui interligar tudo: o que fazem lá, o trabalho deles naquele desastre terrível, e o meu trabalho numa guerra ainda mais desastrosa.
Quando me alistei no exército, em 2003, não tinha qualquer dúvida de que estaria ajudando a salvar o povo do Iraque, se invadíssemos o país. Era praticamente um adolescente, e os iraquianos pareciam-me gente pobre, insegura, assustadiça. Eu, cidadão jovem da classe média-alta da maior potência da terra, lá cheguei e fiz pose, com meu fuzil M-16, estendendo a mão aos iraquianos – um gesto de força, não de solidariedade. Lembro de ter discutido com minha irmã (já pacifista), de ter-lhe dito que a abordagem dela (a velha abordagem liberal) era insuficiente, ante a solução militar. As pessoas não precisam de solidariedade, disse eu, precisam de ordem; e só norte-americanos armados como John Wayne podem levar ordem ao mundo. Por mais que eu aspirasse, como irmão mais vel ho, a ser exemplo de coragem e compaixão para minha irmã menor, minha experiência no exército ensinou-me que soldados do exército e da marinha podem ter bem menos coragem e compaixão que uma moça de 22 anos.
Quando aconteceu o terremoto, repentino, minha irmã e o namorado estavam entrevistando haitianos em Port Au Prince. Estavam vivendo numa favela, longe das áreas de turismo e das instalações da ONU. Já há, aí, profundo contraste com a minha experiência no Iraque, eu, numa base protegida por guardas armados contratados da empresa KBR-Halliburton e lojas de fast-food, na qual se encontram todas as amenidades da vida modernas, embaladas e fornecidas por gente que vive, lá, com salários de terceiro mundo. Quando encontrei iraquianos, eu sempre estava em uniforme completo, com colete de cerâmica blindada e minha pistola automática engatilhada; ou estava atrás de uma escrivaninha, e os iraquianos estavam à minha frente, de olhos vendad os, os pés sem sapatos, à espera de serem interrogados. Diferentes de 90% do pessoal militar dos EUA no Iraque, os voluntários que trabalham no Haiti com minha irmã falam a língua local. Diferentes dos meus pares das chamadas “unidades de inteligência” da 4a. Divisão de Infantaria do Exército dos EUA, os companheiros de minha irmã conhecem a história, a política, a religião locais. O orçamento anual total do Projeto Haiti 2015 equivale a menos do que custa só um dos milhares de veículos blindados que são usados no Iraque e no Afeganistão.
Com o terremoto, Jonna e Landon foram jogados ao chão e viram os prédios desabar sobre centenas de pessoas à volta deles. Tudo o que os dois possuíam – exceto a roupa do corpo, uma câmera fotográfica e o que tinham nas mochilas – está perdido. Mas os dois, em segundos, estavam de pé, escavando os escombros e ajudando as vítimas. Cito, de uma mensagem rápida, que recebemos de Landon:
Minha roupa está em farrapos, porque fui arrancando pedaços para fazer curativos. Só temos o que está nas mochilas. Tentei reunir os feridos da parte que alcançamos num espaço aberto, em delmas 17, ruelle verna. Mandei Jonna até a ONU pelas 8 da noite, para avisar onde os feridos estavam reunidos e quando saí, para sinalizar o local, pelas 10 da noite, já havia 200 feridos reunidos e a notícia se espalhara, de que as pessoas deveriam ir para lá. Um estudante de medicina, chamado Samuel, fazia o que podia. Muita gente morreu. Encontrei Jonna perto do prédio da ONU, onde estamos agora, acho que eram 10h40 da noite passada.
Como veterano de guerra, sei que a coragem daqueles dois, face a um desastre inesperado e de proporções inimagináveis é maior do que qualquer coisa que eu tenha visto no exército. Há coragem de heroísmo no que fizeram, suficiente para matar de vergonha o exército dos EUA. De fato, posso dizer que eu, pessoalmente, em um ano de serviço no Iraque, jamais tive de levantar sequer um dedo para ajudar algum civil.
Minha irmãzinha, liberal, relativista culturalista, e seu namorado, mostraram mais coragem e compaixão e capacidade de lutar pela vida, deles e dos próximos, numa noite, do que toda a minha companhia armada, no Iraque, nas três vezes que fui mandado para lá.
Enquanto dois alunos de antropologia e um aluno de medicina recolhiam mortos e feridos e confortavam os agonizantes durante horas de escuridão, com a terra ainda tremendo sob os pés, o maior, mais poderoso e mais caro exército do mundo… onde estava, que ninguém o viu?! Bom… ninguém o viu, com certeza, senão depois de 15 horas, quando um helicóptero da guarda costeira foi visto sobrevoando a cidade:
Os EUA mandaram um avião da guarda-costeira para sobrevoar a cidade e chegaram “four generals from the DR” [não sei traduzir]. A base da ONU aqui montou uma pequena área de triagem, e estou ajudando como tradutor, porque … 99,9999% desses felás-da-puta da ONU não falam a língua local.
Com todo o dinheiro que gastamos nesses jatos de combate caríssimos, em navios de transporte de caças e armamento de alta tecnologia… O Departamento de Defesa estima que o custo de mandar um soldado para o Iraque ou Afeganistão por um ano é superior a um milhão de dólares. Compare-se isso com os 2 mil dólares que custam alguns estudantes que, sim, ajudam quando é preciso ajudar. Não quero soar ingrato: a guarda costeira dos EUA provavelmente trará minha irmã para casa; mas quanto aos generais e escolas militares com seu bilhões de dólares e mísseis hellfire, há solução tão mais simples para os problemas do mundo, e que não envolve tantos homens esconderem-se atrás de metralhadoras e bombas. Se minha irmãzinha e o namora do ensinaram tamanha lição a um veterano calejado de guerras como eu, em matéria de coragem e compaixão, o que resta dos chamados “valores do nosso militarismo”?
Não sei quando Joanna e Landon voltarão para casa. Landon já disse que ficará lá para ajudar aquelas pessoas das quais se aproximou tanto em tempos de dor e morte. Quando embarquei no jato que me traria de volta do Iraque para os EUA, lembro de sentimento muito diferente que tomava conta de todos os soldados. Os soldados batiam as botas no chão, para limpá-las de qualquer pó do Iraque que houvesse nelas. Todos pensávamos “Até nunca mais!”
Comparem-se esses sentimentos tão contrastantes, entre jovens de praticamente a mesma idade, criados em famílias parecidas, e vê-se facilmente qual abordagem levou à derrota e qual poderá criar pontes de fraternidade. Acho que é hora de os EUA decidirem entre essas duas abordagens. Se mais não for, podemos aprender de dois jovens americanos que enfrentaram o medo da morte, a escuridão, a mais completa incerteza sobre a própria sobrevivência, sem água e sem comida e que, ainda assim, souberam o que fazer para ajudar o próximo.
Se minha irmã estivesse aqui, em casa, em segurança, eu lhe diria que ela é “o meu herói”. Diria que todas as medalhas, fitas, condecorações, bandeiras e cartazes de “apoiem nossos soldados” nada valem, ante a coragem dela. Se eu pudesse falar com minha irmã que está lá, naquele Haiti caótico, eu lhe diria o quanto me orgulho dela e o quanto me envergonho do meu serviço militar. Os grandes atos são atos de compaixão, respeito e não-violência. Ocupação e vigilância nada são e nada podem ante o poder da bondade e da solidariedade. Os estudantes, os antropólogos, os poliglotas salvarão o mundo, não os soldados.
O artigo original, em inglês, pode ser lido em:
http://www.counterpunch.org/kn.....52010.html
enero 17th, 2010 a las 09:58
A gente do Haiti é gente de muito valor. Foi o único país, no mundo, em que os escravos fizeram uma revolução contra seus senhores e venceram. Foi em 1791, logo depois da revolução francesa. A ilha caribenha ferveu em desejos de liberdade e o povo armado – mais de 500 mil negros num espaço onde viviam apenas 32 mil brancos – botou os colonizadores franceses para correr. Toussaint de Loverture, Dessalines, Alexandre Pétion. Gigantes da luta de libertação que, com suas idas e vindas, erros e acertos, fizeram do Haiti, com a força das gentes, uma nação livre, digna, soberana. Primeiro país abaixo do Rio Bravo a se fazer independente em 1801. Petión acolheu Bolívar e foi o responsável pela virada na cabeça do libertador. Deu a ele guarida, ajuda e só pediu em troca que ele libertasse os escravos da América do Sul. Bolívar mudou.
Mais tarde, as lutas intestinas revolveram o país e várias lideranças passaram pelo poder, até que no início do século XX o mal fadado vizinho do norte, os Estados Unidos, decidiu intervir no país para cobrar dívidas, uma história muito conhecida pelos países latino-americanos. Desde aí, o povo do Haiti sofreu fortes reveses, culminando com a dinastia Duvalier, sanguinária ditadura de pai e filho, que perdurou de 1957 até 1986. Regime de terror, tortura e perseguições, enfrentado com valentia pela população, que pagou caro por isso. A esperança veio em 1990 quando o povo elegeu Jean Aristide, um padre ligado a teologia de libertação. Mas, de novo, os Estados Unidos meteu o bedelho na vida do país, evitando que por ali tremulasse alguma bandeira vermelha. A eles, no Caribe, já bastava Cuba. Sem grandes riquezas para serem cobiçadas, a gente do Haiti sofreu “preventivamente”. Em 2004, depois de idas e vindas, com o apoio dos EUA, Jean Aristide se elege novamente, mas é deposto em seguida por um golpe, igualmente apoiado pelos EUA, mergulhando novamente o país num caos político.
É quando entram as “forças de paz” da ONU, ocupando o Haiti a pedido dos Estados Unidos. Vários países, tendo Brasil à frente, enviaram suas tropas, alegando que estavam ajudando a manter a ordem, De novo, o povo do Haiti ficava sob a tutela das armas alheias, como se não fosse capaz de definir por si mesmo o seu destino. Desde aí o país está ocupado militarmente, com denúncias diárias de mortes, torturas, estupros, violências de toda ordem. Morte diária, cotidiana, naturalizada. Estas não saem nos jornais. Contra elas não gritam os Casoys, os Bonners e outras bocas alugadas.
Agora, não bastasse toda esta história de dominação, o Haiti sofre uma tragédia natural, uma a mais, nem tão natural, já que é resultado da destruição que vem sendo imposta ao planeta pela ganância dos donos do capital. Milhares de pessoas estão mortas, ceifadas num único dia. Tragédia massiva. Então os jornais se inundam de matérias sobre a ajuda humanitária. Países de todas as cores enviam remédios, alimentos. A Globo e CNN destacam a ajuda estadunidense, “governo tão bom”, o mesmo que deixou a míngua os atingidos do Katrina. As pessoas choram diante da TV, organizam ajuda solidária nos seus bairros, observam aliviadas a humana bondade da França, da Alemanha e até do FMI (pasmem) que decidem doar alguns punhados de dólares. Falam ainda da providencial presença dos “cascos azuis”, soldados da ONU, que estão ajudando no resgate das vítimas, no auxílio aos feridos, etc…
Sim, me compadeço com a tragédia haitiana deste triste 13 de janeiro. Mas, com Venezuela, com Cuba e com outros tantos lutadores sociais tenho feito isso desde que as forças da ONU entraram no país a pedido dos EUA. Contra Lula gritando pela retirada das tropas, e com Fidel e Chávez, entendendo que se alguma ajuda precisava o povo da ilha caribenha era a de médicos, engenheiros, professores, dentistas, enfim, gente que amparasse e fortalecesse as gentes. Não soldados armados para reprimir, matar, mutilar, torturar, estuprar. Doem em mim, sim, as mortes massivas deste dia 13, mas me doem também, com igual força, as mortes cotidianas, recorrentes e naturalizadas no Haiti, no Afeganistão, no Rio de Janeiro, em São Paulo, na periferia de Florianópolis. A ajuda humanitária nestes dias de inferno pós-terremoto não pode ser uma mera musculação de consciência daqueles que doam um quilo de arroz e dormem tranqüilos. Há que se comprometer com a proposta de mudança e libertação. A tragédia haitiana é muito maior do que este terremoto de 13 de janeiro. O terremoto da dependência, da subordinação, da superexploração do trabalho, da ocupação armada é cotidiano, e já dura tempo demais. O país está em escombros e não é de hoje. Ajudar as vítimas da catástrofe do tremor é urgente e necessário, mas não dá para saudar os algozes. Estes que posam de bons moços, enviando alguns dólares, são os responsáveis pelo terremoto cotidiano. Isso não podemos esquecer!
enero 17th, 2010 a las 08:45
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Do blog do Reinaldo Azevedo
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CELSO AMORIM É SÓ UM HOMEM RIDÍCULO
http://veja.abril.com.br/blog/.....Azevedo%29
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Leiam um texto intitulado “Rottweiler sem dentes”, que está hoje na Folha. Volto em seguida:
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O Brasil mudou de complexo. Antes, abrigava n’alma o de vira-lata, segundo Nelson Rodrigues, o notável escafandrista da alma brasileira. Agora, na crise haitiana, mostra complexo de rottweiler.
Pena que não tenha dentes. Refiro-me à ciumeira de autoridades brasileiras em relação a rápida e decidida ação do governo norte-americano. O ministro da Defesa, Nelson Jobim, reage com pura masturbação diplomática, ao dizer que se trata de “assistencialismo unilateral”.
Qualquer pessoa que não tenha perdido o senso comum sabe que os haitianos não estão preocupados com a cor do assistencialismo, se unilateral, bilateral, multilateral. Querem que funcione.
No aeroporto da capital, está funcionando, conforme relato desta Folha: “Depois que os americanos assumiram o aeroporto, os voos aumentaram e também o envio de medicamentos e alimentos”.
É claro que precisa haver coordenação, como cobra o chanceler Celso Amorim, mas é bobagem resmungar sobre os Estados Unidos assumirem um papel mais relevante que o das forças da ONU. É brigar com os fatos da vida. Os EUA podem mais que qualquer outro país, o que é escandalosamente óbvio.
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Ajuda-memória aos resmungões, extraída do texto de Sérgio Dávila: os EUA enviaram vários navios da Guarda Costeira com helicópteros, o porta-aviões Carl Vinson, com 19 helicópteros, 51 leitos hospitalares, três centros cirúrgicos e capacidade de tornar potáveis centenas de milhares de litros de água por dia.
Nos próximos dias, chegam mais dois navios com helicópteros e uma força-anfíbia com 2.200 fuzileiros e um navio-hospital.
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O Brasil tem condições de chegar a um décimo disso? Não. Então que pare de rosnar e reforce o seu pessoal no Haiti, que fez e está fazendo notável trabalho, dentro de seus limites bem mais modestos.
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Comento
Não é meu, não. É de Clóvis Rossi, da Folha.
(Continua)
enero 17th, 2010 a las 00:02
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O pessoal da esquerda está exultante com a volta da censura.
Assim diversos blogs serão fechados, pelo que ví no link do YouTube abaixo.
enero 16th, 2010 a las 19:15
Vejam o que desejam o PCdoB, petralhas e comunistas em geral para a imprensa brasileira, no Youtube.
http://www.youtube.com/user/LucasEnxadrista
enero 16th, 2010 a las 17:26
Artigos
AS ENTRANHAS TOTALITÁRIAS DO PT
Maria Lucia Victor Barbosa
12/01/2010
O que pretende o PT? A quem interessa o Programa Nacional de Direitos Humanos (PNDH-3) gerado pela obsessão autoritária do secretário de Direitos Humanos Paulo Vannuchi, parido pela Casa Civil comandada pela candidata Dilma Rousseff e, o que é mais grave, transformado em decreto assinado pelo presidente da República Lula da Silva?
Não é estranho que em plena campanha da candidata do presidente, o governo petista com anuência de seu escalão mais alto onde se inclui o ministro da Justiça, Tarso Genro, resolva a afrontar as Forças Armadas, a Igreja, os produtores rurais, a imprensa, o Poder Judiciário? Afinal, voltou-se à carga para censurar a mídia, acabar com a propriedade, incitar ódios de cunho revanchista. Um figurino para Stalin não por defeito.
Seria esse arremedo de Constituição à lá Chávez uma satisfação dada à esquerda para que seja esquecido o desagradável fato de seu governo estar sendo o mais corrupto de toda nossa história? Governo de um partido que copiou tudo que antes duramente criticava, que cuspiu na ética que dizia ser o único a possuir, que transformou a ideologia que simulava ostentar em ganância de poder pelo poder.
Pode ser que o decreto que o presidente diz ter assinado sem ler – o que ser for verdade demonstra incompetência, irresponsabilidade e incapacidade para governar o país – seja uma demonstração de força. É como se a cúpula petista dissesse:
“Estamos pouco nos lixando para a repercussão negativa da constituição que nos sustentará no poder junto com Dilma Rousseff. Parabéns para nós que finalmente dominamos a arte da propaganda enganosa, que conquistamos todos os espaços no Estado. O Estado é nosso e nos o fortaleceremos cada vez mais. Não podemos perder o que conquistamos.
Ou será que a celeuma gerada pelo decreto a partir da revogação da Lei da Anistia não pretende desviar atenção de fatos mais preocupantes ou comprometedores para o governo?
Em todo caso, o PT é muito ardiloso. A capa que veste o PNDH-3 tem título cativante: direitos humanos. Esses direitos pareciam se restringir a punição a militares, como quer Paulo Vannuchi que propõe a revogação da Lei da Anistia. Só que o secretário de Direitos humanos não levou em conta que anistia quer dizer perdão, esquecimento para dois lados. Logo alguns militares retrucaram dizendo que não só tortura, mas terrorismo também é crime hediondo, que tem muitos terroristas no governo atual, incluindo a candidata do presidente.
Acesa a discussão sobre o tema, foram furtivamente apresentadas num calhamaço de 92 páginas as reais e profusas “leis” que Vannuchi diz ter colhido em congressos realizados pela sociedade civil e que, portanto, expressam dessa a vontade.
Que sociedade civil seria essa que não incluiu a imprensa, a Igreja, os produtores rurais, o Judiciário, os partidos políticos, as FFAA? Estaríamos diante dos “direitos dos manos”? Das massas de manobras das “democracias diretas”? Não seriam os “conselhos de direitos humanos” os sovietes do PT? Entretanto, o “poder dos sovietes” da Rússia de outubro de 1917, transformou-se rapidamente no poder do Partido Bolchevique sobre os sovietes.
O PNDH-3 escancarou as entranhas totalitárias do PT, quis mostrar que Lula foi só preparação menchevique para a segunda fase blochevique com Dilma Rousseff. Só falta Vannuchi propor a destruição do Cristo Redentor para colocar em seu lugar, abençoando o Rio de Janeiro, uma monumental estátua de Che Guevara. No mais, serão abolidas todas as liberdade, incluindo a de pensamento. Esse filme de terror já foi visto pelo mundo.
E enquanto Vannuchi se preocupa em acabar com a Lei da Anistia, Celso Amorim oferece a mão do governo brasileiro ao Hamas, organização terrorista que não está nem aí para direitos humanos. Aliás, Lula continua in Love com Ahmadinejad e provavelmente continuará a gracejar comparando os que morrem nas ruas ao se oporem às eleições fraudadas pelo déspota que nega o holocausto, a briga de torcidas de futebol.
O PT mostrou suas entranhas totalitárias, consciente que pode fazer sucesso. Haverá um recuo tático e depois se volta à carga. Petistas conhecem bem o que afirmou Tzvetan Todorov: “O totalitarismo é uma máquina de tremenda eficácia. A ideologia comunista propõe a imagem de uma sociedade melhor e nos incita a desejá-la: não faz parte da identidade humana o desejo de transformar o mundo em nome de um ideal? (…) Além do mais, a sociedade comunista priva o indivíduo de suas responsabilidades: são sempre ‘eles’ quem decidem. Ora, a responsabilidade é frequentemente um fardo pesado a ser carregado (…) A atração pelo sistema totalitário, experimentado inconscientemente por numerosos indivíduos, provém de um certo medo da liberdade e da responsabilidade – o que explica a popularidade de todos os regimes autoritários”.
Maria Lucia Victor Barbosa é socióloga
enero 16th, 2010 a las 17:11
O coments vesgo e estrábico do abaixo, é de uma pobreza de espírito própria de sectário socialista comunista que deve estar mamando nas tetas do governicho que ele mal representa.
A inversão da verdade, método stalinista, quando aplicam o golpe na Constituição e dizem que um membro de seu governo tentara o golpe.
Esse decreto dos “direitos humanos” é a maior peça de zombaria socialista do milênio!
O ataque as FFAA é a tentativa de impedir a reação que as FFAA sempre deram à Nação Brasileira, em 1889, na Proclamação da República; em 1935, quando o traidor Prestes chefiou a Intentona comunista a soldo dos soviéticos de STALIN, que matava milhões de inocentes na Rússia e nos países vizinhos invadidos pelos bolcheviques; em 1964, quando tentaram novamente implantar uma ditadura socialista , mas foram barrados pela união da sociedade civil com as forças militares, que sem dar um único tiro, retomaram a ordem no País. Durante os 21 anos do profícuo governo dos militares, o país cresceu, desenvolveu uma infraestutura que sustenta o desenvolvimento do Brasil nos dias de hoje, em especial com as estradas, as hidrelétricas, as pontes (RIO-NIterói), as telecomunicações, Embraer, Progeto Rondon, ITA,IME, e o mais importante impediu que meia dúzia de traidores da Pátria, instalassem uma ditadura stalinista no País.
No Livro Negro do Comunismo, com a abertura dos arquivos dos países comunistas, estão relatados e comprovadas as fontes das verdadeiras torturas, execuções, deportações, prisões, Gulags, campos de trabalhos forçados, empalamentos, mais de cem MILHÕES de mortes na Rússia, China, Cuba, Cambodja, Coréia do Norte, países africanos, Nicaraguá, Polônia, Letônia, Estônia, Lituânia, Ucrânia, Armênia, Chechênia, Bielo Rússia, Bessarábia, Criméia, entre outros povos dizimados pelo bolchevismo ,Maoísmo, e outras derivações do socialismo extremista.
Infelizmente os métodos de lenin foram abandonados, porque sabíamos onde estava o inimigo do povo, hoje com os métodos de Antonio Gramsci, o inimigo ataca sorrateiramente, fazendo alianças, ocupando espaços, fortalecendo a militância, aparelhando o Estado com 200 mil militantes em postos “chaves” do governo, manipulando os movimentos populares de massa a troco de bolsa miséria, até celulares com 7 reais na conta e bolsa cultura para ver o filme do cara, foi cogitado.
O ataque final contra a Igreja, A Imprensa, O Agronegócio, AS FFAA, contra a democracia e a liberdade, contra o poder Judiciário, contra a Constituição foi desfechado pelo Decreto no apagar das luzes do ano, na calada da noite de 21 para 22 dez 2009; A sociedade brasileira está alerta e vigilante e não permitirá a comunização do País. A maior dívida interna em toda a história da Nação, 2 TRILHÕES, a juros de não sei quanto ao ano, vão quebrar o País, como todas as ditaduras socialistas comunistas que fracassaram e fizeram correr rios de sangue de seus povos inutilmente!!!
enero 16th, 2010 a las 16:39
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Cuba investigará la muerte por frío de 26 enfermos mentales
http://www.elpais.com/articulo.....int_13/Tes
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Hummmm…..
enero 16th, 2010 a las 15:30
O golpe do ministro Jobim contra o presidente da República
Atropelando as atribuições dos três Poderes da República, o doutor Jobim tenta golpear, de uma só vez, o Executivo, o Legislativo e o Judiciário, e se impor como a luz suprema
Aproveitando-se das férias do presidente Luiz Inácio Lula da Silva; do recesso dos legislativos em todas as esferas, bem como do Judiciário – então à mercê apenas do seu presidente, doutor Gilmar Mendes – que dispensa apresentações; aproveitando-se, sobretudo da desmobilização das organizações e movimentos da sociedade civil, no dia 30 de dezembro, o doutor Nelson Jobim desfechou seu golpe: fez vazar ou plantou (isto ainda não ficou muito claro) através do jornal O Estado de S. Paulo, a notícia de que no dia 22 de dezembro, foi encontrar o presidente da República na Base Aérea de Brasília, para lhe entregar uma carta de demissão do cargo. Os três comandantes das Forças Armadas, em solidariedade ao ministro, decidiram que também deixariam os cargos, caso se concretizasse sua saída.
Lamentavelmente – para nós e todos os trabalhadores e o povo brasileiro – não houve um intermediário que recebesse as quatro cartas e encarnasse o papel do deputado Pedroso Horta em 1961, quando da renúncia do presidente Jânio Quadros, e consumasse a intenção do doutor Jobim.
O motivo que teria levado o ministro ao gesto seria o 3º Programa Nacional de Direitos Humanos (3º PNDH), elaborado pelo ministro da Secretaria Especial de Direitos Humanos (SEDH), Paulo Vannuchi, feito público na véspera, em solenidade oficial da qual participaram o presidente da República e diversos ministros.
“Quem brincava de princesa acostumou com a fantasia”
De acordo com o ministro Jobim, o 3º PNDH, é “revanchista”, por prever constituição da Comissão de Verdade e Justiça, que poderá encaminhar (dependendo de sua aceitação pela Presidência; da manifestação do STF sobre o alcance da Lei de Anistia; e da aprovação do Programa pelo Congresso) a apuração e punição dos crimes cometidos contra os opositores do regime pós-1964 por agentes do Estado – a maioria dos quais militares de diversas patentes, mas também voluntários civis organizados em grupos clandestinos paramilitares.
Ou seja, atropelando as atribuições dos três Poderes da República, o doutor Jobim tenta golpear, de uma só vez, o Executivo, o Legislativo e o Judiciário, e se impor como a luz suprema. Para tanto, acostumado aos carros alegóricos, pensa que pode tratar a República como qualquer cocote da Belle Époque – uma Bela Otero ou uma Lianne de Pougy – trataria um amante que não mais lhe conviesse, ou ao qual pretendesse chantagear. E foi assim que o ministro Jobim tratou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Em primeiro lugar, o doutor Jobim já conhecia o 3° PNDH de há muito, pois esse plano foi discutido e aprovado em 2008, na 11ª Conferência Nacional de Direitos Humanos (CNDH), como é praxe desde a construção do 1º PNDH, ainda no governo do presidente Fernando Henrique Cardoso, cujo ministro da Justiça era o próprio doutor Jobim (Não, não ria, leitor – é verdade.).
As CNDHs são compostas de representantes da sociedade civil e de instâncias governamentais. Na 11ª CNDH, o 3º PNDH foi aprovado por 29 votos, contra 2. E esses dois votos contrários foram exatamente dos dois representantes do Ministério da Defesa.
Ou seja, caso se tratasse de uma pessoa séria e leal, o ministro Nelson Jobim teria buscado negociar com o presidente antes do lançamento público do Programa no dia 21 de dezembro, e/ou investiria no jogo democrático do julgamento pelo STF sobre o alcance da Lei de Anistia, e/ou na votação no Congresso do 3º PNDH. Ou, pelo menos, esperaria o presidente voltar de suas curtas férias de festas de final de ano para retomar a discussão.
Mas essas são atitudes de Homens com H maiúsculo, o que certamente não é o caso dos que defendem torturadores, assassinos e todo tipo de celerados do período ditatorial, cuja impunidade reverbera hoje nas diversas chacinas no campo contra os trabalhadores rurais, ou nas periferias das grandes cidades, como a de maio de 2006 (os chamados Crimes de Maio) quando agentes da repressão do Estado de São Paulo invadiram bairros das periferias e assassinaram ao esmo cerca de 500 pessoas. E esses crimes, nas cidades ou no campo, continuam impunes.
Assim como não defendem criminosos, Homens com H maiúsculo (bem como Mulheres com M maiúsculo) não traem os governos a que servem.
“Bananeira não dá laranja. Coqueiro não dá caju”
Ora, mas o que esperar de um senhor que chega ao Ministério depois de seus pares provocarem uma crise nos aeroportos que culminou com um dos maiores desastres aéreos do país, com um saldo de mais de 200 mortos?
No dia 11, o presidente Lula voltou à ativa. Sua primeira declaração (ou, pelo menos, que lhe atribuiu a grande mídia comercial) a respeito da crise gerada pelo ministro Jobim, foi um tanto chocha – quiçá, decepcionante.
Teria criticado igualmente o ministro Jobim e o ministro Paulo Vannuchi por suas manifestações e teria sugerido substituir o termo “repressão”, por “conflitos”. Ora, qualquer termo que nivele os agentes do terror de Estado da ditadura, aos que a combatiam; que nivele o arrivista e sem escrúpulos Nelson Jobim, ao ministro Paulo Vannuchi – cuja biografia e militância se têm pautado desde sempre pelo alinhamento às causas do povo, dos trabalhadores e da democracia, certamente serão intoleráveis para a sociedade civil que prepara para o dia 14 um dia nacional de luta em defesa do 3º PNDH e da criação da Comissão de Verdade e Justiça – e, portanto, também do ministro Vannuchi.
Esperamos que o presidente tenha voltado de suas férias inspirado e que, a partir da nossa próxima edição, possamos nos referir a um “ex-ministro da Defesa de nome Nelson Jobim, hoje presidente de uma empresa multinacional de aviação, ou de exploração do Pré-Sal”.
http://alainet.org/active/35540&lang=es
enero 16th, 2010 a las 14:14
A verdade acerca do sofrimento do Haiti
por Finian Cunningham
Mesmo no seu momento de absoluta devastação, o Haiti, o país mais pobre do hemisfério ocidental, ensina ao resto do mundo algumas verdades valiosas.
Esta nação insular do Caribe com nove milhões de habitantes tem neste exacto momento um terço da sua população privada de abastecimentos básicos de comida, água, remédios ou abrigo. No piscar de um olho, o terramoto que atingiu o país enterrou uma capital de três milhões de pessoas sob entulho, pelo que a contagem final de mortos pode ir de 100 mil a 500 mil pessoas. Assim, sem mais nem menos.
Tal como o fecho da porta do estábulo proverbial após a fuga do cavalo, os EUA e outras potências mundiais estão a prometer o envio de ajuda de emergência ao Haiti. É bem intencionado, sem dúvida. Mas onde estava a ajuda e a assistência ao desenvolvimento económico ao Haiti – mais da metade da população vive com US$1 por dia e 80 por cento é classificada como pobre – nos anos anteriores a esta calamidade?
A pobreza do Haiti – tal como a de outros países pobre atingidos por desastres naturais – deixa o seu povo totalmente exposto à espécie de devastação que se abaste sobre ele. E sem dúvida a pobreza do Haiti não é apenas um bocado de má sorte ou alguma coisa fundamentalmente errada quanto aos seus recursos naturais e ao seu povo. O país tem sido mantido subdesenvolvidos por décadas de interferência política e económica de Washington a fim de assegurar que esta antiga colónia de escravos continue a servir como uma fonte barata de exportações agrícolas para os EUA e como uma fonte de trabalho semi-escravo para corporações americanas que fabricam têxteis e outros bens de consumo.
Enquanto Washington gasta US$1.000 mil milhões em guerras alegadamente para combater a ameaça do terrorismo, os pobres do Haiti – cuja economia é avaliada em US$7 mil milhões – mostram-nos uma sóbria perspectiva do que é uma ameaça real. Vivemos num mundo físico onde inundações, tsunamis e terramotos acontecem. Estes desastres ceifam muito mais vidas do que as ameaças que obcecam os EUA e com as quais gastam muito mais dinheiro. Pode imaginar quantas vivas poderiam ter sido salvas no terramoto do Haiti se uma fracção do dinheiro dissipado em guerras fúteis houvesse sido dirigida ao desenvolvimento económico e social daquele país?
Naturalmente, a moral e a lógica sensata desta ideia não se aplica num mundo ditado pela política externa de Washington. Isto é assim devido aos imperativos e à lógica do capitalismo conduzido pelos EUA, o qual exige que países como o Haiti sejam mantidos num estado de pobreza em prol do lucro corporativo e que exige a fixação de ameaças ilusório para encobrir a sua necessidade de controlar recursos geopolíticos (principalmente energia). Esta é a face verdadeira do sistema económico que Washington e seus aliados impõem ao mundo. E o Haiti arrancou a máscara desta cara feia.
A angustiante aflição e o sofrimento do Haiti ensina-nos ainda outra coisa. Relatos de cortar o coração de ruas cheias de cadáveres e sangue a escorrer de debaixo do entulho, crianças a chorarem pelos pais, pais a escavarem com os seus dedos à procura dos filhos, o som de vozes moribundas a encherem a escuridão da noite. Isto é o horror de centenas de milhares de pessoas subitamente afundadas no sofrimento. Alguns observadores compararam o que aconteceu no Haiti às consequências de uma bomba atómica. De modo que da próxima vez em que numa manhã de domingo um porta-voz de Washington acenar em fóruns de chat com planos para obliterar o Irão – a outra “ameaça séria” (o que quer dizer nenhuma ameaça séria) – deveríamos recordar: isto é ao que se assemelha o sofrimento humano em escala maciça.
14/Janeiro/2010
O original encontra-se em http://globalresearch.ca/index.....;aid=16964
enero 16th, 2010 a las 12:29
Mais da saude exemplar!!!
A saúde “perfeita” de Cuba.
O Brasil dá bolsas de estudos para os nossos jovens irem fazer medicina em Cuba. Porque a saúde de lá, para a esquerda, é um exemplo, um modelo, uma perfeição. Hoje os jornais informam que 26 pacientes de um hospital psiquiátrico de Havana morreram de frio, na semana passada, confirmando um relatório apresentado na quinta-feira por um grupo de direitos humanos local. Os doentes estavam abandonados, sem médico e sem funcionários para atendimento. Jogados à própria sorte, como lixo humano. Por lá os loucos nunca tiveram muito prestígio junto aos socialistas. Há alguns anos atrás, Fidel aproveitou e mandou, junto com o “boat people”, todos os doentes mentais para a Miami, junto com os assaltantes e os assassinos. Bons tempos aqueles. Agora os loucos morrem congelados nos hospícios de Cuba.
enero 16th, 2010 a las 12:12
Tenho todos no meu coração… Espero realmente que as ajudas cheguem a quem mais precisa, que não sejam só por uns dias, umas semanas, este povo vai ter que começar tudo de novo…
enero 16th, 2010 a las 11:53
Dezenas de pacientes mortos de frio no Hospital Psiquiátrico de Havana, é a “maravilhosa” medicina cubana, notícias em um relato de claudia cadelo:
http://octavocercopt.blogspot......ucura.html