A última lua de 2009
Ontem corrí da periferia do Cerro até em casa com o intuito de assistir o por do sol para filma-lo e colocar no meu blog. O último círculo de fogo que se punha em 2009 acabou rodeado de nuvens e impossibilitado de ser registrado pela câmera. Meio frustrada olhei para o nordeste e uma lua espetacular alçava-se num lado da coluna de fumaça da refinaria Ñico López. Luz ao lado da sujeira, anel prateado próximo das chamas que geram a combustão do “escuro” petróleo.
Deixo, junto com este texto, umas imagens desse satélite natural que brilhou em sua plenitude sobre nós. Também joguei do meu balcão o tradicional balde de água a meia noite, num ato de limpeza anual para expulsar tudo o que nos impede de avançar como Nação. Hoje pela manhã, o primeiro sol de 2010 secou os charcos formados pelos jorros que caíram dos edifícios próximos. Como uma catarata plural e dispersa soavam esses chafarizes que saiam de cada casa. “Que se vá o mal, que se vá” pensamos - em uníssono - milhões de cubanos.
Traduzido por Humberto Sisley de Souza Neto














Enero 6th, 2010 at 21:48
” Miséria, miséria, miséria… ” Titãs. Deus haverá de prover o merecido castigo aos ditadores cubanos que tanto mal causaram ao povo cubano!
Resistam a covardia da ditadura; sonhem uma nação democrata; busquem a liberdade; vocês todos não podem ser enganados por todo o tempo; reajam! resistam! protestem! exijam os seus direitos sonegados pela ditadura!
O mundo está de olho no desfecho da ruína cubana, na senilidade da cúpula ditatorial, liberdade aos presos políticos cubanos! Viva Yoani a mártir viva da redenção democrática cubana pela força das palavras e das ideias.
Enero 6th, 2010 at 17:20
Dirceu: De nada. Os textos do Coutinho são muito bons mesmo, sempre interessantes e esclarecedores. Falando em Michael Moore mais um copia e cola do João Coutinho:
“Que miséria: morreu Charlton Heston. A última vez que vi o homem foi em filme de Michael Moore, “Bowling for Columbine/ Tiros em Columbine”. Relembro: Moore, no seu analfabetismo boçal, pretendia mostrar a relação direta entre posse de armas e massacres escolares nos Estados Unidos. Charlton Heston, como presidente da National Rifle Association, organização que defende o direito constitucional à posse de armas, era alvo a abater, depois de longa demonização no ecrã.
Moore compareceu na casa do homem, que o recebeu com intocável gentileza. Sentaram-se para a entrevista, Moore iniciou as suas “perguntas” (tradução: julgamento e fuzilamento sem direito a defesa) e Heston, sem perder a compostura, levantou-se e saiu de cena ao perceber a intenção desonesta do bicho. Moore sorriu para a câmara (vitória! vitória!) e na sala de cinema o auditório aplaudiu em delírio.
Perdoo-lhes, porque eles não sabem o que fazem. Para começar, a relação direta entre posse de armas e execução de crimes é desmentida pelos fatos: como lembra Mick Hume, colunista da “Slate”, Israel e a Suíça têm percentagens mais elevadas de posse de armas e taxas de homicídio mais baixas. E o inverso também acontece: o México e as Filipinas levam o controle a sério, mas a vida é ainda mais barata por aquelas bandas. Não que eu defenda a liberalização total da venda de armas (não defendo), mas a desonestidade é cansativa e repulsiva.
Mas o que custou no aplauso do auditório foi uma certa ignorância sobre o papel de Heston na história do cinema. Falo do trabalho com Orson Welles, em “A Touch of Evil/ A Marca da Maldade”; a colaboração com Nicholas Ray em “55 Dias em Peking”. E falo dos filmes óbvios porque os filmes óbvios são grandiosos, mesmo, ou sobretudo, com a megalomania um pouco “kitsch” que os define: como esquecer Ben-Hur, na corrida das quadrigas? Como esquecer Moisés, dividindo as águas e conduzindo o povo eleito? Sobre “Os Dez Mandamentos”, aliás, a memória é pessoalíssima: foi o primeiro filme que vi nas telas (teria uns seis anos) e recordo instintivamente a sequência em que a morte desce sobre o Egito para levar todos os primogénitos. Quem diria que a morte era assim, pensava eu na cadeira do cinema, um nevoeiro denso que cai sem aviso sobre os homens?
Ainda hoje tenho um certo temor do nevoeiro.”
Comentário: Duvido que se Michael Moore vivesse em Cuba consegueria produzir os filmes dele. É graças a ao dinheiro e à liberdade de expressão americana que ele é cineasta. Na minha opinião não passa de um oportunista panfletário, que ganha dinheiro falando mal do capilismo.
Enero 6th, 2010 at 16:43
Sr. Talco…,
Vá passar vidro moído no ditocujo e pare de encher nossa paciência com textos liberados pela embaixada cubana, cretino !
Enero 6th, 2010 at 12:02
GUERRILHA
Farc assumem assassinato de governador
DA FRANCE PRESSE
As Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) assumiram o sequestro e morte do governador do Departamento (Estado) de Caquetá no dia 21 de dezembro, segundo anunciou ontem a agência de notícias Anncol, citando suposto comunicado do dia 24.
No texto, as Farc dizem que não queriam “esse trágico desfecho” para Luis Francisco Cuéllar, cujo corpo foi encontrado degolado horas depois da ação, nem pedir resgate.
A guerrilha disse que o objetivo da “retenção” era puni-lo por corrupção.
Segundo as Farc, a morte só ocorreu por causa da ordem do governo central de resgate “a ferro e fogo
Enero 6th, 2010 at 11:51
Eles não arriscavam a vida pela democracia
José Nêumanne
Já que o secretário de Direitos Humanos da Presidência da República, Paulo Vannuchi, está tão interessado em investigar a violação de direitos humanos pela ditadura militar que provocou uma crise interna no governo federal por propor a tal Comissão Nacional da Verdade, talvez fosse útil esclarecer algumas meias-verdades, que também são meias-mentiras, a respeito desse delicado assunto. A primeira delas é a motivação da iniciativa: conforme o proponente e seu patrono na Esplanada dos Ministérios, Tarso Genro, ministro da Justiça, não há intenção de ofender os militares nem de revogar a Lei da Anistia, que extinguiu os crimes políticos eventualmente cometidos na vigência do regime de exceção. A dificuldade para quem (como o autor destas linhas) não é fluente na algaravia ideológica de ambos é compreender como o dito cujo texto será blindado se ele vige desde 1979 e a proposta é revogar as leis que possam ter permitido tais violações entre 1964 e 1985.
“Criar a Comissão da Verdade é a favor das Forças Armadas, que são formadas por oficiais militares das três Armas, pessoas dedicadas à Pátria, ao serviço público, com sacrifícios pessoais, das suas famílias. Esses oficiais não podem ser misturados com meia dúzia, uma dúzia ou duas dúzias de pessoas que prendiam as opositoras políticas, despiam-nas e praticavam torturas sexuais, que ocultaram cadáveres. É um grande equívoco e eu tenho certeza de que o ministro da Defesa (Nelson Jobim) sabe disso”, disse Vannuchi em entrevista à Agência Brasil (oficial). Circulam na internet manifestos pedindo a adesão dos brasileiros à iniciativa e citando os “verdadeiros” heróis militares, caso do líder da revolta contra o uso da chibata para punir infratores nos navios da Marinha brasileira, em 1910, o marujo João Cândido. Ainda bem que os autores de tal manifesto tiveram o cuidado de evitar citar outro marinheiro, o cabo fuzileiro naval Anselmo, um agitador que depois se descobriu ter sido agente provocador dos quadros da inteligência militar que lutava contra os grupos da esquerda armada na guerra suja travada com o regime nos anos 70 do século passado. Isso, contudo, não impede a observação de que essa lisonja às instituições armadas é um mero e sórdido truque retórico.
É difícil crer que o secretário de Direitos Humanos ignore um tema de sua pasta a esse ponto. Pois qualquer aluno iniciante de algum cursinho mambembe de História recente do Brasil sabe muito bem que os agentes da repressão nos órgãos encarregados de combater a guerrilha não eram loucos solitários e isolados das instituições militares. João Cândido, assim como o capitão Carlos Lamarca, que fugiu do quartel de Quitaúna, na Grande São Paulo, com um caminhão de armamentos para liderar um grupelho guerrilheiro, é que pode ser considerado à margem dos quadros fardados. A repressão à esquerda armada - e todas as suas consequências - foi uma decisão de governo, cumprida pelas Forças Armadas, e desconhecer essa verdade histórica só pode resultar de crassa ignorância ou asquerosa má-fé. Portanto, qualquer tentativa de investigar violações de direitos humanos no regime de exceção sob comando militar mexerá, sim, com vespeiros em muro de quartel. Se isso é necessário ou não, são outros 500 cruzeiros. Mas não nos venham os atuais detentores do poder com tantos borzeguins ao leito.
A reabertura dessas chagas neste momento pode até contemplar o princípio legal vigente em vários países e recentemente adotado no Brasil de que a tortura é um crime que nunca prescreve. A medida legal será até salutar se a denúncia dos torturadores impedir que tais práticas continuem sendo cometidas em delegacias de polícia contra presos comuns ainda hoje. Mas urge considerar outras questões, que vão além dessa meia-verdade, simplória apenas na aparência. Isso poderá suscitar um longo debate jurídico, histórico, político e ético. Pois a lei que torna a tortura um crime imprescritível é posterior à anistia, sem a qual não teria havido o arranjo institucional que permitiu a volta da democracia clássica e a ascensão da esquerda desarmada ao poder.
Só isso poderá encerrar o debate, que talvez nem devesse ter sido iniciado. Mas ainda há mais a considerar, já que a palavra verdade está sendo utilizada de maneira, digamos, leve na denominação da iniciativa, que mais parece retaliação ou um gesto comparável a urinar no poste para marcar posição. As vítimas da ditadura assenhorearam-se do poder e agora fazem questão de mostrar quem manda neste Brasil de uma democracia pouco solidificada, onde ainda vige uma norma consensual, não inscrita na tradição jurídica, mas perfeitamente adequada aos hábitos e costumes, segundo a qual “manda quem pode, quem tem juízo obedece”.
Convicta de que a História é escrita por vencedores, em detrimento dos vencidos, o que justificaria até os atos bestiais de Hitler e Mussolini, por exemplo, a esquerda quer reescrever a ata deste nosso tempo porque perdeu a guerra suja, mas subiu ao poder. Ainda que não tenha êxito no Parlamento, pois, ao que parece, senadores e deputados não estão muito dispostos a remexer no lixo dos porões da ditadura, os patronos da Comissão Nacional da Verdade já conseguiram algumas conquistas. A primeira delas foi expor os atuais comandantes militares à humilhação pública de serem forçados a devolver seus cargos ao presidente. A segunda será refinar outro combustível para anabolizar a crescente popularidade de Lula, que poderá ostentar a láurea de “vingador dos torturados”.
E a maior de todas será elevar ao panteão dos heróis da democracia militantes que não arriscavam a pele pela liberdade, mas por sua forma favorita de tirania. Se conseguir ungir tal mentira como verdade, a proposta terá prestado um imenso desserviço à história e à democracia.
José Nêumanne, jornalista e escritor, é editorialista do Jornal da Tarde
Merece um replay: ” E a maior de todas será elevar ao panteão dos herois da democracia militantes que NÃO arriscavam a pele pela LIBERDADE, MAS POR SUA FORMA FAVORITA DE “”TIRANIA”".
Enero 6th, 2010 at 11:15
“Não anistiem os torturadores” diz Monica, em outro coments ela mesma diz ” Deem refúgio a Battistti”, apesar de ter assassinado quatro cidadãos de bem na Itália. Sao as contradições insanáveis dos comunistas socialistas que são inexplicáveis à luz da razão, mas conhecidas pelos métodos fraudulentos, falseados, mentirosos, arrogantes, radicais na obsessão pela implantação do regime que mais assassinou no século XX, e que fracassou em todos os países comunistas.
Obsessão: Ato ou efeito de importunar ou vexar; impertinência excessiva; preocupação constante, ideia fixa; na medicina, perturbação causada por uma ideia fixa que leva o DOENTE à execução de determinado ato; na Teologia, perseguição diabólica, sugestão atribuída à influência do demônio.
Enero 6th, 2010 at 10:54
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Com a morte de Fidel e com o fim da ditadura, quero ver como serão julgados os criminosos do regime anterior.
Vai haver muita discussão sobre culpabilidade e indenizações.
Quem cumpriu pena, sem ter sido julgado, deverão ocupar o noticiário da Cuba livre por um bom tempo.
Muita gente vai querer receber indenização. Creio que deverão ser milhares de pessoas.
No campo econômico as empresas de emigrantes cubanos nos EUA, deverão criar filiais em Cuba.
Sem uma mínima base jurídica, nem vai dar muito para saber o que seja certo ou o que seja errado.
Pena que a revolução de 1959 nada construiu juridicamente e até hoje nada mais fez que proibir e racionar os meios de produção.
Enero 6th, 2010 at 08:21
5 de Enero del 2010 0:05:19 CDT
LAS TUNAS.— La Caravana de la Victoria, aquella alegoría rodante ataviada de verde olivo y con fragancia a pólvora y a Sierra, fue reeditada aquí por un grupo de pioneros destacados, quienes les hicieron recordar a los presentes el paso por el territorio tunero, de Fidel y sus barbudos rumbo a la capital.
A bordo de varios vehículos engalanados con pancartas y banderas cubanas y del 26 de Julio, los muchachos iniciaron el simbólico itinerario en el poblado de Calixto, en el municipio de Majibacoa, donde una vez más se puso de manifiesto el apoyo de sus protagonistas al proceso revolucionario y la firme voluntad de continuarlo.
El acto provincial tuvo lugar en la Plaza Martiana tunera. Allí habló la pionera Lisandra Sánchez, quien aseguró que su generación lucha todos los días en diferentes trincheras por hacerse acreedora y ser fiel exponente de los principios éticos y morales por los que luchan hoy dentro y fuera de Cuba tantas personas dignas, como los Cinco Héroes prisioneros en cárceles del imperio.
El combatiente tunero Laudelio Reyes aludió al inolvidable paso de la Caravana de la Libertad por la ciudad y a la urgencia de que los profesores de Historia enfaticen en sus clases en la trascendencia de la epopeya revolucionaria cubana, en la biografía de sus mártires y en su irreversibilidad.
El acto, que contó con la asistencia de Teresa Amarelles, primera secretaria del Partido en Las Tunas, fue resumido por Karel González, dirigente juvenil en el municipio cabecera, quien se refirió a las múltiples misiones asumidas por los jóvenes en apoyo a su Revolución y a su decisión de vivir su propia historia y su propio tiempo.
Rememoran entrada de Fidel a Camagüey
CAMAGÜEY.— El recorrido triunfal de la Caravana fue recordado también aquí. En la Plaza de la Libertad miles de camagüeyanos se dieron cita y rememoraron los momentos de alegría que hace más de medio siglo se experimentaron en cada rincón del país al paso de Fidel y su tropa Rebelde.
En el acto político cultural se les hizo entrega de una carta de reconocimiento por su destacada labor en el estudio o el trabajo en 2009 a 51 jóvenes de diferentes centros de enseñanzas y de los sectores de la producción y de los servicios. Recibieron la distinción de manos de Julio César García Rodríguez, primer secretario del PCC en la provincia, y de Jorge Enrique Sutil Sarabia, primer secretario de la UJC en Camagüey.
Durante la jornada, Misel Polo de la Torre, miembro del Buró Provincial de la UJC en este territorio, ratificó la decisión de acompañar siempre a la Revolución, al Partido y a sus dirigentes».
Enero 5th, 2010 at 18:27
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Imagem de 25 de abril de 2009 que foi divulgada hoje (5/1/2010) mostra o ex-líder de Cuba, Fidel Castro, em cadeira de rodas conversando com seu irmão, o presidente cubano Raul Castro, e o presidente da Nicarágua, Daniel Ortega, em Havana
http://noticias.uol.com.br/alb.....fotoNav=13
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Fidel doente, Cuba doente.
Deve ser meio chato residir em um país que não tem futuro…
Um país que vive no passado, dirigido por um “líder invencível”…
Enero 5th, 2010 at 17:54
Dirceu,
Fez muito bem em transcrever o texto de Barbara Gancia. Ela colocou os pingos nos is, como alguém que conhece muito o bem contexto em que ocorreu o fato e o personagem, não se deixando enganar pelos esquerdopatas de plantão, sempre pressurosos em ostentar seu moralismo, que no fundo só serve para esconder a falta de moral de que são imbuídos.
Enero 5th, 2010 at 14:45
E O JORGI BUXI TAVA ERRADO, NÉ?
Onze ex-presos de Guantánamo uniram-se à Al Qaeda para lutar no Iêmen, informa hoje o periódico britânico The Times. A situação se reflete diretamente nos planos de Barack Obama, que em campanha prometeu fechar a prisão em Cuba. Dos 198 terroristas que ainda estão presos lá, 91 são iemenitas. E os 11 que se aliaram novamente à Al Qaeda são da Arábia Saudita. O fechamento de Guantânamo está definitivamente comprometido, diante dessa crise que tem no foco um país montanhoso, extremamente pobre e cuja sociedade tribal sem lei faz dele o novo paraíso dos terroristas.
Eu já dei a minha opinião antes. Os yankees deveriam soltar os coitadinhos humanistas islamicos desta prisão para os socialistas cubanos da ilha cuidarem deles, dando-lhes asilo (como o Battisti) e lhes mostrarem como é bom viver no paraíso na terra e assim pararem de soltar bombinhas nos outros. Quem sabe ouvindo um curto discurso do coma andante eles melhorem, hehehe
Enero 5th, 2010 at 14:38
OUTRA OPINIÃO, que os esquerdopatas leiam o final…
Rubens Ricupero revisitado
05 de Janeiro de 2010
Bem, vamos ao Boris Casoy como prometido.
O doce internauta deve se lembrar do episódio do diplomata, jurista e economista Rubens Ricupero, no caso que ficou conhecido como o “Escândalo da Parabólica”.
Em uma entrevista ao “Jornal da Globo”, sem saber que o microfone estava aberto e que os telespectadores com antena parabólica podiam ouvir o que ele dizia, o então ministro da Economia disparou absurdos ao repórter que o entrevistava.
Uma frase dessa conversa desastrada quase derrubou Ricupero e acabou com as chances de reeleição de Fernando Henrique Cardoso: “Eu não tenho escrúpulos, o que é bom a gente fatura, o que é ruim a gente esconde”.
Soa muito mal, não é mesmo? Ouvida assim, dá a impressão de que quem a exclamou foi um crápula da pior espécie.
Acontece que Rubens Ricupero é um sujeito seríssimo, foi um dos responsáveis pelo Plano Real, que acabou com a inflação, e é pessoa de reputação sem qualquer mácula.
Seria justo julgá-lo por uma frase isolada, por mais ignara que fosse?
Pois o mesmo eu digo sobre Boris Casoy. O microfone estava aberto quando não deveria estar. O apresentador do “Jornal da Band” disse o que disse sobre os garis para a sua equipe, não para o público nem em público. Pelo que entendi, ele não aprovou a escolha dos personagens usados em uma matéria de Boas Festas.
Quem não sabe o que é colocar um programa de TV ao vivo no ar pode ter a opinião que quiser.
Acontece que eu sei, como sei também o que é a pressão do fechamento de jornal. E o tipo de cobrança que o Boris fez é comum. Os editores vão contestando as escolhas feitas pelos repórteres ou pela produção, dependendo do veículo, até o final do programa ou até que o segundo ou terceiro clichês do jornal sejam rodados na gráfica.
Isso é da natureza do nosso trabalho e não tem nada a ver com preconceito.
Por acaso, eu discordo do Boris nesse caso específico e acho que a inclusão dos garis deu um charme todo especial à reportagem. Todo mundo tem simpatia por gari e o lixeiro, com seu salário de fome, inspira compaixão, o que tem tudo a ver com o espírito de Natal.
Conheço Boris Casoy há muitos anos, ele já foi meu secretário de Redação na Folha e tenho grande respeito por ele. Sei bem do seu caráter e da sua reditão.
Na última vez em que fomos almoçar juntos, eu me pus a falar mal da vida alheia e ele ficou um tanto agitado. O Boris é do tipo que se incomoda com essas leviandades, 100% não frívolo, sério e absolutamente dedicado ao seu trabalho.
Só tenho coisas boas para dizer a seu respeito e não é uma bobagem sem a menor importância que vai me fazer mudar de ideia.
Mas, o que me chamou a atenção neste caso foi a quantidade de comentários pedindo a cabeça do apresentador. Metade, por sinal, eu fiz questão de defenestrar por conta das intenções óbvias por trás das mensagens.
A saber: Boris Casoy teve uma rusga pública com o governo Lula. Boris Casoy é identificado pela esquerda histérica como sendo um homem de direita. E, portanto, Boris Casoy deve ser atacado a cada oportunidade que se apresente.
Menas, idiotas latino-americanos, menas.
Barbara Gancia
Enero 5th, 2010 at 14:29
ATÉ NO ALÉM !
29.12.2009
CRISE NO ISLÃ
por Ralph J. Hofmann
Através da médium espírita Margaret de Londres recentemente visitada por um jornalista da imprensa nanica via internet ficamos sabendo de uma intensa crise no mundo do fundamentalismo e terrorismo islâmico.
Consta que os “homens bomba” que chegam ao paraíso estão descobrindo que não há 72 virgens disponíveis para seu deleite. Isto se prende a vários motivos. Em primeiro lugar há o aumento no número de pessoas que fazem jus a este bônus pós-obito devido aos anos de intensos ataques sobre Israel e outras praças.
Em segundo lugar, em vista dos treinamentos militares de terroristas, e a vida comum nos acampamentos de adestramento, as mulheres acabam perdendo a virgindade, poucas chegando ao paraíso. Não tem sido possível convencer os heróis desencarnados a aceitarem a máxima de que as ex-virgens ao morrerem pela causa voltam a ser virgens.
Outrossim, um grande número de mulheres lutadoras pelas causas islâmicas, envolvidas nos movimentos, passou a pensar por si mesmo e estão criando movimentos contra a submissão no além. Dizem que aqui na terra já foi suficiente.
Outro problema tem sido o cumprimento de acordos contratuais com líderes islâmicos, que obtiveram o compromisso de receber milhares de houris cada um. Por exemplo, pelos anos de serviço prestado Yasser Arafat tinha um crédito de 30.000 houris a receber. Falecido há bastante tempo ainda não conseguiu receber o conveniado.
Consta que os acontecimentos atuais no Irã estão causando sérias preocupações no além. Nem bem conseguiram suprir a 272 mil houris devidas ao Ayatollah Khomeini, morto há já muito tempo, existe a perspectiva de uma revolução ceifar a vida, não só de Ahmandinejhd senão de uma ou duas dúzias de ayatollahs.
Acredita-se que em função disto as forças do além-islâmico envidem todos os esforços para que não ocorra um banho de sangue das lideranças.
Através da médium britânica, solicitam encarecidamente aos oposicionistas iranianos que encarcerem Ahmadinejahd e outros e não os passem pelo fio do alfanje.
Enero 5th, 2010 at 14:04
O que esperar, em 2010
EUA: mundo em guerra
4/1/2010, TomDispatch, Tom Engelhardt e Nick Turse [excerto, itens 7-10]
7. O Iêmen será o 4º grande front da guerra global de Washington?
George W. Bush proclamou-se, sem acanhar-se, um “presidente de guerra”. O presidente Obama segue o mesmo caminho. Nesse momento, os fronts de guerra do governo Obama incluem as guerras herdadas no Iraque e no Afeganistão, uma guerra não-tão-disfarçada no Paquistão, e potencial guerra nova no Iêmen. (E há quem fale de ações militares em andamento nas Filipinas, de guerra às drogas com colaboração de exércitos dos EUA na Colômbia, e de taques periódicos na Somália.) Embora o envio de mais soldados para Afeganistão e Paquistão vise, supostamente, a conter lá a al-Qaeda, os EUA descobrem-se hoje às voltas com mais um país e mais um braço daquela organização, que parece ter mil braços.
Em 2002, artigo publicado em USA Today sobre atentado e assassinato no Iêmen, começava assim: “Abrindo visivelmente nova frente da guerra ao terror, forças dos EUA lançaram míssil teleguiado contra o Iêmen…”. Apenas pouco mais de sete anos adiante, depois de muitos mísseis lançados pelos EUA contra o país, e ataques aéreos dos EUA contra alvos ‘privilegiados’ (?) inimigos do governo do Iêmen apoiado pelos EUA, o New York Times anunciava, “Em meio a duas grandes guerras em andamento, os EUA silenciosamente abriram um terceiro, em boa parte até agora ocultado front de combate contra a Al-Qaeda, no Iêmen.”
Dias depois de um ataque terrorista fracassado a um avião, por um único jovem nigeriano muçulmano, imediatamente reivindicado por um grupo que se autodenomina “al-Qaeda da Península Arábica”, o barulhento coro rotineiro dos norte-americanos pró-guerra ergue-se, armado, a favor de mais um front de guerra ao terror. (O senador Joseph Lieberman: “O Iraque foi a guerra de ontem. O Afeganistão é a guerra de hoje. Se não agirmos preventivamente, o Iêmen será a guerra de amanhã.”) O que começou como mais um atentado cometido pelo governo Bush em 2002, ameaça converter-se em mais uma guerra de Obama em 2010.
Os EUA não mandaram apenas Forças Especiais para o Iêmen. Hoje, despejam no Iêmen centenas de milhões de dólares para rearmar as forças de segurança do Iêmen, em dramático movimento para super-armar mais um país do Oriente Médio. Ao mesmo tempo, a Arábia Saudita, apoiada pelos EUA – cuja aliança com Washington serviu de detonador para a atual guerra contra a al-Qaeda – ajuda o exército do Iêmen também em guerra, por sua vez, lá, contra os rebeldes Houthi.
Há aí um caldeirão de bruxedos ferventes de confusão. É preciso ficar de olho no Iêmen (espiando de hora em hora na direção da Somália, o fracassado Estado do Golfo de Aden). Aí há tudo para gerar mais ‘financiamentos’, mais ‘treinamentos’, mas ‘ações de pré-guerra’ e, provavelmente, nova completa guerra para 2010.
8. Quão brutais serão as guerras dos EUA em 2010?
No que tenha a ver com guerras à moda dos EUA, a palavra-chave de 2009 foi “counterinsurgency” ou COIN [traduzida em todo o mundo por variantes de “contrainsurgência”. No Brasil, poderia ser traduzida sempre como “contraguerrilha”. NT.] A palavra é uma espécie de segunda tradução de “guerra”, mas à moda dos EUA: uma estratégia baseada em “limpar e defender” territórios, combinada com “proteger” os civis. A importância da “contraguerrilha”, como explicou o comandante dos EUA na guerra do Afeganistão, general McChrystal, não está tanto em matar o inimigo, mas em impor-se “ao povo”. Escrito, até que se entende: seria uma versão mais bem-educada da guerra; historicamente, todas as operações de contraguerrilha se mpre naufragaram no fundo do poço da máxima brutalidade. Portanto, aí vai uma palavra em relação à qual todo o cuidado será pouco, em 2010: “contraterrorismo”. Por definição, trata-se do lado mais negro do fundo do poço da brutalidade da contraguerrilha. Em vez de botas na lama, balas na nuca.
O general McChrystal era, até há pouco tempo, homem do contraterrorismo. Chefiou o JSOC (Joint Special Operations Command) no Iraque e no Afeganistão. Seus agentes eram chamados, menos polidamente, “caçadores de cabeças”. Tradução: assassinos. Com McChrystal no comando, general que credita ao seu programa de assassinatos em grande escala boa parte do sucesso dos EUA no Iraque em 2007, seria apenas questão de tempo, antes que o contraterrorismo – que é terrorismo em uniforme do exército, com nome mais sofisticado – invadisse o Afeganistão (e, claro, também o Paquistão). Embora os aviões ainda não tenham (talvez) decolado, os guys que chutam portas na calada da noite e tantas vezes são aut ores do massacre de civis não demorarão a assumir o chamado ‘controle’ das chamadas ‘operações’.
2009 chegou ao fim, com notícias sobre soltar as mordaças dos ‘camisas negras’ de McChrystal começando a aparecer na imprensa. Portanto, toda a atenção à palavra “contraterrorismo”. Se começar a aparecer muito, saberemos que a guerra do Afeganistão entrou em fase de expansão ilimitada e imunda. Para os norte-americanos, 2010 poderá ser o ano do assassino.
9. Para onde irão os teleguiados não tripulados em 2010?
Se há coisa à qual prestar muita atenção em 2010 são os veículos teleguiados não tripulados – drones – cujas rotas são secretas, no caso da Força Aérea estacionada na distante base aérea de al-Udeid no Catar; e no caso da base da CIA, ainda mais longe, em Langley, Virginia. Os teleguiados não tripulados norte americanos já estão nos vastos céus sobre a fronteira tribal do Paquistão; e Washington ameaça sempre com mais e mais teleguiados. Pense nesses aviões-robôs como o fio-guia do gume mais afiado de uma guerra global à moda dos EUA. Embora ainda seja proibido aos soldados norte-americanos que estão no Afeganistão “perseguir por terra” em território paquistanês, os drones há muito tempo têm carta branca para invadir área s tribais de fronteira com o Paquistão.
Talvez mais importante, os drones – tomando uma frase de “Guerra nas Estrelas” – vão até onde nenhum homem jamais chegou. Desde o primeiro assassinato com teleguiados da Guerra Global ao Terror – que aconteceu no Iêmen em 2002 –, quando vários homens ditos militantes da al-Qaeda foram queimados vivos dentro de um carro, os teleguiados dos EUA estão em campo, explorando territórios. Já atacaram no Iraque, Paquistão, Afeganistão e possivelmente também na Somália. Primeiros robôs exterminadores da nossa era, eles simbolizam o fracasso do poder dos EUA para fazer guerras controladas pelo Congresso e pelo povo dos EUA. Para começar, os drones teleguiados tornam cada vez menos significativas as fronteiras (e, portanto, qualquer ideia de soberania), dado que os ataques são lançados contra qualquer um que seja dito inimigo dos EUA, sem qualquer informe confiável de inteligência ou prova.
Com seus drones, só muito raramente os EUA terão de responder por seus assaltos, mas a taxa de sucesso sempre poderá ser considerada alta, porque, caso um ou outro inimigo pressuposto não esteja onde o drone foi mandado para matá-lo, lá sempre estará qualquer outro ser vivo que, sim, será efetivamente morto.
Em termos globais, os EUA converteram-se em Estado líder dos assassinos globais – juiz, jurado e carrasco-executor, acima de qualquer força à qual deva explicações. Os mísseis teleguiados não tripulados fazem de nós mesmos juiz e assassinos. É evolução terrível. Para 2010, o número de mísseis teleguiados não-tripulados aumentará muito. Boa medida de precaução será observar atentamente quais outros países cuidarão de produzir seus próprios mísseis teleguiados, seguindo os passos da estrada que os EUA estão abrindo. Vivemos tempos em que todos os desenvolvimentos tecnológicos logo se espalham pelo mundo – e muito depressa.
O elemento-surpresa
Sabemos uma coisa: 2010 será mais um ano de guerra para os EUA e, de campanhas de assassinatos em massa a novos fronts de guerra – mesmo que já não seja chamada de Guerra Global ao Terror, ainda assim continua global e baseada no terror –, tudo ficará ainda mais horrendo. O governo Obama talvez, de tempos em tempos, fale de retirada; mas em todo o Oriente Médio e na Ásia Central, o Pentágono e seus empreiteiros contratados continuam cavando e cavando. Ao mesmo tempo, cada vez mais dinheiro, não menos, é aplicado para preparar e planejar novas guerras. Nas palavras de William Hartung, “Se os atuais planos do governo forem levados avante, o gasto militar começará a aumentar logo e aumentará sem parar por, no mínimo, outra década.”
No que tenha a ver com guerras, as únicas perguntas são: até onde? Quanto custará? Não: Por quanto tempo? A resposta de Washington a essa pergunta já foi dada, não em falas públicas, mas no orçamento do Pentágono e nos planos que o complementam: para sempre e mais um dia.
Claro: “para sempre”, só os diamantes. Mais cedo ou mais tarde, como os grandes poderes imperiais do passado, os EUA também descobrirão que o desgaste de guerrear guerras sem fim em terras distantes e sob climas inóspitos pesa dolorosamente demais. “Vençam” ou não no Iraque, no Afeganistão, no Paquistão e, agora, também no Iêmen, os EUA sempre perderão. Com o quê, chegamos a nossa última pergunta:
10. O que surpreenderá os EUA, em 2010?
Seria o cúmulo do orgulho arrogante, da autoconfiança mórbida, imaginar que se possa adivinhar o futuro, sobretudo em matéria de guerra. É de fato o cúmulo da arrogância e da autoconfiança pervertida de Washington acreditar que possa controlar o destino da guerra que Washington inventou, seja mediante táticas de “shock-and-awe” que com certeza funcionam, seja graças à perfeição-sem-erro dos militares que não falham, ou, como mais recentemente, uma força dedicada a fazer guerra de ‘contrainsurgência’ contra “corações e mentes” no Afeganistão e, em seguida, globalmente (sob a sigla obscena de “global contrainsurgency, GCOIN”).
A essência da guerra é a surpresa. Portanto, apesar dos bilhões de dólares, das armas high-tech e dos vários itens discutidos acima, mantenham os olhos bem abertos para o inesperado e não-compreendido. No entretempo, vejam passar o triste desfile da guerra à moda dos EUA, já no primeiro dia da segunda década do século 21, que começa em turbilhão.
O artigo original, em inglês, pode ser lido em:
http://www.tomdispatch.com/pos....._assassin/
Enero 5th, 2010 at 14:03
Monica é o novo nome da porca Maria Árias ? O ‘estilo’ é o mesmo ! A cretina acha que todos que não concordam com socialismo, e que sabem dar nome aos bois, necessariamente foram aliados da ditadura, espiões, torturadores ! Vá pastar, anta ! Como disse maisvalia ( dirceu ), chamar Boris Casoy de prócer do CCC é uma arrematada mentira. Esperar o quê? Essa esquerdalha só sabe mentir.
Particularmente respeito a todo e qualquer trabalhador, por mais humilde que seja o seu trabalho. E digo isso não por ser politicamente correto,a mais nova forma de ditadura, aproveitada por todos os fariseus, de direita ou de esquerda. O Boris Casoy, por mais cruel que tenha sido, realmente deplorável, expressou em particular ( já que ele não sabia que o som estava ligado ), aquilo que ele realmente pensa. Até onde sei, todos nós defendemos a liberdade de pensamento e expressão, salvo aqueles que defendem ditaduras. Quem garante que os seus críticos também não pensam e dizem o mesmo em particular, sendo tão fariseus quanto ele, falando para o público ? E o pedido de desculpas não anula o que disse, e muito menos o que ele pensa.
Boris Casoy foi atingido pela mesma falha técnica que atingiu o ex-ministro Rubens Ricupero, lembram ?
Enero 5th, 2010 at 13:40
Cara Luiza.
Parabéns por trazer este texto do João Pereira Coutinho.Não conhecia este artigo. Simplesmente Brilhante.
Um copia e cola que vale a pena, pequeno e esclarecedor, bem diferente das óbvias mentiras postadas pelos dementes esquerdopatas, que levam a sério o manipulador - como todo sinistro - michael moore - aquele que é milionário (bastante) criticando o capitalismo num país em que ele pode fazer isso! O “direitista” do Hannity da Fox News entrevistou o gorducho e acabou com a pose de ricaço humanista dele, hehehehe
Abraços democráticos liberais
Enero 5th, 2010 at 13:34
UNICEF confirma: Cuba tem 0% de desnutrição infantil
Segundo a ONU, Cuba é o único país da América Latina e Caribe que eliminou a desnutrição infantil severa, graças aos esforços do governo para melhorar a alimentação da população, especialmente dos grupos mais vulneráveis. As duras realidades do mundo mostram que 852 milhões de pessoas padecem de fome e que 53 milhões delas vivem na América Latina. Só no México há 5,2 milhões de pessoas desnutridas. No Haiti, são 3,8 milhões, enquanto que, em todo o planeta, mais de cinco milhões de crianças morrem de fome todos os anos.
Cuba – mortalidade infantil
Cuba fecha 2009 com 4,8% de mortalidade infantil, ou seja, 4,8 falecimentos por mil nascidos vivos, posição que a coloca no hemisfério americano acima de países como Canadá (6), Estados Unidos (7) e Chile (7), de acordo com informe publicado pela UNICEF.
Por sua vez, o diário cubano Granma acrescentou que o indicador foi alcançado “apesar dos riscos normais da gestação e do parto, além do virus da influenza H1N1 que tem causado óbitos em todo o mundo, em especial às grávidas”.
Enero 5th, 2010 at 13:26
Um texto de João Pereira Coutinho (jornalista portuguÊs que escreve pra Folha):
“1° de Janeiro. O ano começa em beleza. Passo pelos canais televisos. Referências demoradas à Revolução Cubana de 1959. Aumento o volume. Ajeito os óculos. Sinto o cérebro a derreter com a paixão dos “jornalistas” ocidentais por psicopatos avulsos: Cuba é romantismo para eles. Não é uma ditadura esquálida que sobrevive há cinquenta anos. Como explicar o tom apologético das matérias? Por ignorância? Se fosse por ignorância, eu entendia e perdoava. Omnisciência é propriedade divina, não humana.
Mas em 2009 não há espaço nem tempo para ignorantes, muito menos para “ignorantes úteis”. Os crimes do comunismo são conhecidos por qualquer intelecto civilizado, ou até semi-civilizado. Aposto antes na estupidez e na má-fé de intelectuais e jornalistas que negam a evidência por cegueira ideológica.
Evidência: Fidel entrou em Havana para derrubar Fulgencio Batista e conceder democracia e liberdade aos cubanos. Evidência: passaram cinquenta anos. Sem democracia. Sem liberdade. Mas com milhares de seres humanos presos ou fuzilados. E dois milhões que, inexplicavelmente, fugiram da ilha e do paraíso terreno que Castro ofereceu ao seu povo, sob a forma de isolamento e miséria. Ingratos.
Hoje, visita-se Cuba por motivos “exóticos”: o turista ocidental sempre gostou de animais enjaulados, desde que possa abusar deles, financeira ou sexualmente. No final da viagem, o turista regressa a casa para mostrar as fotos do “exotismo” aos amigos. Os cubanos ficam. Enjaulados. E com os “jornalistas” a aplaudir a servidão deles.”
Enero 5th, 2010 at 13:21
“Tortura, assassinato e desaparecimento forçado são crimes de lesa-humanidade, portanto não podem ser objeto de anistia ou auto-anistia. ” Isso vale pra Cuba também?
Quero ver quando tiverem que indenizar todos os familiares dos mortos pela ditadura de Fidel. Mais os refugiados… Acho que nem com PIB inteiro do Brasil seria possível.
Enero 5th, 2010 at 13:03
APELO AO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL: NÃO ANISTIE OS TORTURADORES!
Exmo. Sr. Dr. Presidente do
Supremo Tribunal Federal
Ministro Gilmar Mendes
Eminentes Ministros do STF: está nas mãos dos senhores um julgamento de importância histórica para o futuro do Brasil como Estado Democrático de Direito, tendo em vista o julgamento da ADPF (Argüição de Descumprimento de Preceito Fundamental) nº 153, proposta em outubro de 2008 pelo Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil, que requer que a Corte Suprema interprete o artigo 1º da Lei da Anistia e declare que ela não se aplica aos crimes comuns praticados pelos agentes da repressão contra os seus opositores políticos, durante o regime militar, pois eles não cometeram crimes políticos e nem conexos.
Tortura, assassinato e desaparecimento forçado são crimes de lesa-humanidade, portanto não podem ser objeto de anistia ou auto-anistia.
O Brasil é o único país da América Latina que ainda não julgou criminalmente os carrascos da ditadura militar e é de rigor que seja realizada a interpretação do referido artigo para que possamos instituir o primado da dignidade humana em nosso país.
A banalização da tortura é uma triste herança da ditadura civil militar que tem incidência direta na sociedade brasileira atual.
Estudos científicos e nossa observação demonstram que a impunidade desses crimes de ontem favorece a continuidade da violência atual dos agentes do Estado, que continuam praticando tortura e execuções extrajudiciais contra as populações pobres.
Afastando a incidência da anistia aos torturadores, o Supremo Tribunal Federal fará cessar a degradação social, de parte considerável da população brasileira, que não tem acesso aos direitos essenciais da democracia e nesta medida, o Brasil deixará de ser o país da América Latina que ainda aceita que a prática dos atos inumanos durante a ditadura militar possa ser beneficiada por anistia política.
Estamos certos que o Supremo Tribunal Federal dará a interpretação que fortalecerá a democracia no Brasil, pois Verdade e Justiça são imperativos éticos com os quais o Brasil tem compromissos, na ordem interna, regional e internacional.
Os Ministros do STF têm a nobre missão de fortalecer a democracia e dar aos familiares, vítimas e ao povo brasileiro a resposta necessária para a construção da paz.
Não à anistia para os torturadores, sequestradores e assassinos dos opositores à ditadura militar.
Comitê Contra a Anistia aos Torturadores
Enero 5th, 2010 at 13:01
O caso de amor de Michael Moore com o capitalismo
por Ray O. Light [*]
O novo filme de Michael Moore, “Capitalism: A Love Story” , revela muito do carácter criminoso do actual sistema económico dos EUA. E faz isso no seu habitual estilo popular. Mas o filme também reflecte o facto de que Moore ainda não ultrapassou o seu caso de amor com o capitalismo.
Em “Roger and Me,” “Bowling for Columbine” e “Sicko,” Moore demonstrou uma vontade real de revelar a cupidez do titãs das companhias automobilísticas dos EUA, a violência que permeia o próprio tecido da sociedade imperialista estado-unidense e a barbárie do seu sistema de cuidados de saúde em comparação aos cuidados de saúde proporcionados no Canadá, Inglaterra, França e, mais espantosamente, Cuba. Igualmente impressionante tem sido a sua capacidade de retratar estes assuntos de uma maneira que o povo dos EUA possa entender e admitir. Como filho de um trabalhador reformado da cidadela histórica da General Motors, Flint, Michigan, Moore tem um sentimento excepcionalmente bom daquilo que culturalmente mantém os trabalhadores dos EUA leais aos seus mestres corporativos. E os seus filmes contêm elementos visuais dramáticos e acontecimentos político-sociais que ajudam a destroçar os nós que unem a população dos EUA ao imperialismo estado-unidense.
Mais uma vez, no novo filme, Moore escolhe alguns exemplos ultrajantes “capitalismo selvagem” nos EUA. Ele destaca, por exemplo, o brilhante esforço do piloto da U.S. Airways, “Sully” Sullenberger, cuja habilidade no comando foi decisiva para salvar as vidas de toda a sua tripulação e passageiros com uma arrojada amaragem no Rio Hudson. O comandante Sullenberger, um orgulhoso sindicalizado, é então mostrado a usar a sua nova fama para testemunhar perante o Congresso como os pilotos de carreira estão a ter o seu treino e o seu pagamento cortado tão drasticamente que está a agravar-se um problema de segurança na indústria das linhas aéreas. Moore apresenta a prova disto, apontando para os mal treinados e mal pagos pilotos cujo avião estraçalhou-se em Buffalo, Nova York, uns poucos meses atrás, enquanto o piloto e o co-piloto estavam preocupados a discutir as suas desgraças financeiras.
Moore chama atenção para o estreito relacionamento que existiu durante alguns anos entre uns poucos juízes da Pennsylvania e a companhia privada que explora o centro de detenção juvenil local, do qual os juízes recebiam subornos. A privatização desta prisão resultou nestes juízes comprados a trancafiar jovens inocentes, durante muitos meses, a fim de manter as instalações cheias e maximizar os lucros da companhia. Que falta de vergonha ao serviço da cupidez!
No filme, Moore desenrola uma fita amarela de cenário do crime em torno do quarteirão da Wall Street onde estão companhias financeiras cúmplices no colapso da economia em 2008, as quais desde então têm sido as beneficiárias de salvamentos de muitos milhares de milhões de dólares do governo dos EUA. Ele tenta efectuar uma “prisão” dos chefes criminosos destas corporações. Também identifica um certo número de políticos democratas e seus nomeados que foram cúmplices dos republicanos de Bush-Cheney neste roubo “à luz do dia” do tesouro nacional dos EUA por conta dos seus patrões bilionários da Wall Street.
Todas estas cenas são intelectualmente instigantes e proporcionam algum “ar fresco” de verdade à população dos EUA anestesiada pelo álcool, pelas drogas receitadas e as de rua e por uma TV estupidificante orientada pelo monopólio capitalista dos mass media.
Ao mesmo tempo, Moore apresenta um certo número de imagens dramáticas e situações os quais mostram alguns sinais de esperança nas iniciativas do povo trabalhador. Ele levanta o facto de que os trabalhadores nos EUA gastam oito, dez ou doze horas do dia sob a ditadura dos seus patrões. E promove a democracia no lugar de trabalho e o êxito de negócios cooperativos dirigidos por trabalhadores. Moore também dá muita atenção à greve com ocupação dos trabalhadores da Republic Windows, de Chicago, em Dezembro de 2008. E é apoiante do seu sindicato pequeno mas democrático, o United Electrical Workers (UE). Destaca que o povo dos EUA, num momento em que a sua raiva com os bancos e as corporações estava no máximo, era simpático para com os grevistas que alcançavam as suas reivindicações em relação a todos os seus benefícios de indemnização estabelecidos contratualmente.
Entretanto, Michael Moore afirma esperar que o seu novo filme, “Capitalismo: Uma história de amor”, estimule o povo dos EUA a abolir o capitalismo aqui. E é importante notar que Moore não atinge com seriedade o seu objectivo declarado.
Durante a eleição presidencial de 2004, a nossa organização apelou aos eleitores estado-unidenses a “depositar o seu voto contra os partidos gémeos do imperialismo, Tweedledum e Tweedledee [1] , a efectuar um voto de protesto”. Uma das três recomendações alternativas que fazíamos era: “Escreva ‘Michael Moore’ em homenagem ao seu filme ‘Fahrenheit 9/11′ que ajudou a educar mais a classe trabalhadora dos EUA e as pessoas das nacionalidades oprimidas acerca da Guerra de Bush do que todos nós da esquerda estado-unidense em conjunto!”. Contudo, acrescentámos: “Mas é uma vergonha para ele apoiar Kerry”. (”The 2004 U.S. Presidential Election and the Question of Fascism,” Ray O’ Light Newsletter, September 2004)
Acontece que o endosso de Moore ao multi-milionário John Kerry, o candidato do Partido Democrata, foi mais do que uma fraqueza momentânea ou um incidente político. Pois, mais uma vez, na eleição presidencial de 2008, Moore apoiou o candidato democrata contra o republicano. E desta vez o homem apoiado era de cor, com alguns notáveis feitos educacionais e com uma família negra aparentemente dignificada e saudável. O candidato era também de origens muito mais humildes do que o companheiro de George W. Bush na Yale University e membro da sociedade Skull and Bones, John Kerry. Todos estes atributos pessoais tornaram Barack Obama estimável a Michael Moore.
Agora, com Obama como presidente em exercício e com a persistente defesa de Obama por parte de Moore, como pode ele apelar efectivamente à eliminação do capitalismo nos EUA de hoje? Não pode.
Dentre as imprecisões, omissões e distorções deste filme que o torna um apelo não à eliminação mas sim à continuação do capitalismo, embora de um modo mais razoável, numa forma pacífica, encontra-se o seguinte:
(1) Moore separa a política da economia do sistema capitalista ao invés de reconhecer que o cerne do capitalismo é dialecticamente interligado à política económica. Afirma desejar a eliminação do sistema económico capitalista; mas enterra a lugar pelo poder político que isso implica. Ao invés de reconhecer o papel estratégico da classe trabalhadora na eliminação do capitalismo, através da luta pelo poder dos trabalhadores contra o estado capitalista, o filme de Moore limita o papel da classe trabalhadora à luta por reformas económicas tais como cooperativas de trabalhadores.
(2) Moore distingue a abolição do capitalismo estado-unidense da abolição do Império estado-unidense, em contradição com os ensinamentos de Lenine de que o imperialismo é a última, final e superior etapa do capitalismo. A sua concepção pequeno-burguesa do capitalismo estado-unidense é um regresso aos dias primitivos dos Estados Unidos de dois séculos atrás, ou, ainda mais, aos dias primitivos do novo e ascendente capitalismo na Europa feudal. Ele centra-se inteiramente nos EUA e seu povo, como se a economia do país não estivesse totalmente interligada ao resto da economia capitalista global dirigida pelos EUA. No filme, por exemplo, as guerras imperialistas no Iraque e no Afeganistão não são explicadas como decorrendo da essência do sistema capitalista estado-unidense. Elas são tratadas apenas sob o aspecto de que afectam o povo dos EUA, omitindo o impacto que o sistema capitalista dos EUA tem sobre os trabalhadores e povos oprimidos do Iraque, Afeganistão e tantas outras terras. A expansão da guerra do Regime Obama ao Afeganistão e ao Paquistão é, claro, omitida. Isto é social-chauvinismo.
(3) Moore nunca menciona o papel da União Soviética, cujas tremendas realizações internas durante o período da última Grande Depressão Capitalista, cuja liderança da aliança global que derrotou o fascismo alemão e seus aliados do eixo na Segundo Guerra Mundial e cuja liderança na criação de um campo socialista, apontam o caminho para uma futura humanidade socialista. Ao invés disso, a Alemanha capitalista, o actual estado chinês e uns poucos outros estados capitalistas são arvorados por Moore como modelos de um capitalismo mais eficiente e menos brutal do que os EUA em relação à indústria automobilística, etc. Na verdade, o capitalismo mais civilizado, mais democrático, é o limite da visão de Moore para os EUA. Quando perguntado se é um social-democrata, Moore responde que é pela democracia. (Ele é claramente um social-democrata pelos padrões mundiais. E a sua fuga a esta etiqueta reflecte o seu temor do extremo atraso política da população dos Estados Unidos após décadas de Império americano, isto é, de hegemonia imperialista estado-unidense e a consequente cultura parasita e corrupta da sua sociedade.)
(4) O filme de Moore nunca denuncia Obama e a actual administração democrata. Ele denuncia o facto de que, na actual crise capitalista, políticos democratas bem como republicanos e os conselheiros financeiros a eles associados, incluindo Robert Rubin, Lawrence Summers e Timothy Geithner, têm servido lealmente os corruptos capitalistas da Wall Street que hoje dominam os EUA. Mas Moore omite o facto gritante e crucial de que Obama nomeou estes mesmos serviçais como supervisores da economia dos EUA, causando uma ininterrupta transição capitalista monopolista da desacreditada administração Bush de modo a continuar a “salvar os capitalistas financeiros ao invés de prendê-los!”. Uma omissão total!
(5) O que está fora da visão de Moore em relação a Obama está longe de ser pessoal. No fim da entrevista de Moore a The Nation, a entrevistadora Naomi Klein louva Elizabeth Warren, a chefe do comité do Congresso de observação do salvamento, que surge no filme como uma mulher íntegra. Diz Klein: “Ela é até certo ponto o anti-Summers. É o suficiente para dar esperança, saber que ela existe”. Resposta de Moore: “Absolutamente. E posso sugerir um candidato presidencial para 2016 ou 2012 se Obama nos decepcionar ? A Marcy Kaptur [congressista de Ohio] e Elizabeth Warren” [ênfase minha]. Portanto Michael Moore, que apoiou John Kerry em 2004 e Barack Obama em 2008, está a anunciar previamente que apoiará o candidato democrata a presidente em 2012 ou 2016 mesmo se Obama trair a confiança do povo. Chega de apelos de Moore à eliminação do sistema capitalista nos EUA!!
No princípio da mesma entrevista, afirma Klein que “a maior parte das pessoas são favoráveis a cuidados de saúde universais, mas elas não podiam agrupar-se por trás desta causa porque ela não estava sobre a mesa”. Em resposta, Moore gentilmente critica Obama por optar “por tomar uma meia medida ao invés da medida plena que precisaria acontecer. Tivesse ele tomado a medida plena – a verdadeira, pagador único, cuidados universais de saúde – penso que teria tido milhões a apoiá-lo”. Da mesma forma, se Moore não estivesse com meias medidas em relação a Obama e os democratas, o seu desejo declarado de que o filme despertasse e arregimentasse o povo dos EUA para “eliminar o capitalismo” podia ter sido bastante efectivo.
Conclusão: O filme mais recente de Michael Moore, “Capitalismo: Uma história de amor” não é um filme do proletariado revolucionário, ele não organiza a classe trabalhadora e os povos oprimidos dentro do estado multinacional estado-unidense ao combate para acabar com o capitalismo e pelo estabelecimento dos EUA socialista. Contudo, o filme levanta a noção fundamental do carácter “perverso” do sistema capitalista e a ideia de acabar com este sistema. Consequentemente, é uma ferramenta educacional e organizacional válida no combate pela justa para os trabalhadores, pela abolição do sistema capitalista e pelo estabelecimento dos EUA socialista.
Aqueles de nós que desejam sinceramente a eliminação do sistema capitalista dos EUA e do mundo, e querem trabalhar para este fim, têm como responsabilidade utilizar o mais recente filme de Michael Moore, “Capitalismo: Uma história de amor” em favor da causa revolucionária. Como lutamos para ganhar os corações e mentes dos trabalhadores e dos oprimidos pela luta revolucionária para os EUA socialista e um mundo socialista, convidemos os nossos amigos e companheiros de trabalho a ir ao cinema connosco. Discutamos com os trabalhadores e os oprimidos os prós e contras deste filme agitador e educativo. Deste modo, nós, e não Michael Moore, podemos tornar o filme um veículo para a eliminação do sistema capitalista.
[1] Personagens gémeos em Alice no país das maravilhas, de Lewis Carroll
Enero 5th, 2010 at 12:28
A CIA e os novos contornos da guerra imperial
05-Jan-2010
A primeira informação dizia que oito civis norte-americanos foram mortos num atentado suicida no Afeganistão em 30 de Dezembro. Depois soube-se que as vítimas são operacionais da CIA. O New York Times publicou a seguir uma análise segundo a qual a agência de espionagem se tem transformado numa organização paramilitar. A guerra imperial adquire novos contornos.
Artigo de José Goulão publicado no site do Bloco de Esquerda no Parlamento Europeu
Na semana da mudança de ano, o “New York Times” e a revista “Time” coincidiram na publicação de destacadas stories dedicadas ao papel cada vez mais importante e operacional que a “Central Intelligence Agency” (CIA) vem assumindo nas guerras desenvolvidas pelos Estados Unidos da América. A morte de membros da agência em território afegão foi o principal ponto de partida para essas análises, mas já horas antes a crescente tensão bélica no Iémen revelara alguns aspectos do trabalho fulcral que a CIA está a desenvolver no apoio às forças governamentais deste país.
O presidente Barak Obama anunciou recentemente o envio de mais 30 mil efectivos para tentar resolver o complexo problema da guerra do Afeganistão mas tornam-se cada vez mais nítidos os sinais de que há mudanças estratégicas na guerra imperial quando comparada com os métodos utilizados pelo Pentágono durante a Administração Bush.
O “New York Times” notou que a actividade na base avançada de Chapman da CIA na província de Khost, alvo do atentado suicida no Afeganistão, é um misto de acções pormenorizadas de espionagem contra grupos islâmicos actuando nas zonas fronteiriças com o Paquistão mas também de operações consideradas “quase militares” pelo jornal, como sejam a utilização de aviões espiões não tripulados (drones) ou mesmo ataques aéreos e lançamento de barragens de mísseis. À luz destes factos adquirem contornos mais nítidos as frequentes queixas de autoridades paquistanesas segundo as quais alguns ataques militares contra zonas do país são efectuados por efectivos norte-americanos.
Daí que tanto o “New York Times” como a “Time” considerem que a CIA se tem vindo a transformar numa organização paramilitar sobretudo depois das acusações contra a sua ineficácia nos atentados de 11 de Setembro e também no Afeganistão e no Iraque, onde a agência terá sido manipulada por grupos de pressão e tendências expansionistas político-militares em torno da existência de armas de extermínio em território iraquiano.
Tudo leva a crer que a CIA esteja a incrementar uma actividade assente em duas direcções: uma com o objectivo de interligar a operacionalidade de decisão e execução; outra para criar condições capazes de proporcionar maior capacidade às forças locais, poupando assim as tropas norte-americanas às tarefas de maior risco.
Uma dessas vertentes é a convergência, no interior da própria CIA, das acções de espionagem e de resposta aos factos assim detectados, de que tem sido exemplo o assassínio de importantes dirigentes de grupos islâmicos inseridos na teia formada por talibãs e Al-Qaida. Daí também que não seja surpreendente a realização de atentados contra instalações da CIA, assim transformadas em objectivos de guerra embora as autoridades norte-americanas insistam em qualificá-los como actos terroristas contra civis.
A outra vertente da acção principal da CIA é o apoio diversificado aos governos que “solicitam assistência aos Estados Unidos”, como se diz em Washington, para que eles próprios adquiram qualidade e eficácia na chamada “guerra contra o terrorismo”.
As acções nesse sentido promovidas pelo Pentágono tanto no Afeganistão como no Iraque não têm dado os resultados pretendidos pelos Estados Unidos e pela NATO. Os exércitos afegão e iraquiano não estão em condições de manter por si próprios, sem a presença de forças estrangeiras, o funcionamento dos regimes políticos ali instalados por estas mesmas forças. Se a imensa máquina de guerra instalada no Afeganistão pela NATO não consegue resolver os problemas levantados pelos grupos talibãs, muito menos o exército afegão terá condições para isso, tanto mais que está ao serviço de um regime confinado a Cabul, sem credibilidade nem autoridade políticas. Também não são segredo as críticas impiedosas proferidas por responsáveis do Pentágono e da NATO contra a ineficácia, a corrupção e o laxismo do exército afegão, formado e treinado pelas forças invasoras.
Do mesmo modo o exército iraquiano é incapaz de garantir a segurança e a integridade do país, sobretudo depois de as condições em que decorreu a invasão estrangeira terem acicatado ódios religiosos, comunitários e sectários cada vez mais difíceis de reverter. A situação iraquiana é instável, volúvel e os instrumentos políticos até agora postos em acção são incapazes de controlar os acontecimentos para lá da chamada “linha verde” delineada dentro de Bagdade.
As respostas mais evidentes da administração Obama a estas situações são o reforço do contingente militar no Afeganistão e um impasse no Iraque que se mantém desde que aligeirou a presença militar nas cidades e até que se verifique a anunciada retirada, em 2011. Daí a importância que adquirem as próximas eleições a realizar no Iraque e que são um teste muito importante para o processo político. As perspectivas não são animadoras para Obama. As instituições políticas resultantes dificilmente corresponderão ao que se lhes pede, o exército não terá condições para estabilizar o país e não tarda a que o presidente norte-americano seja posto perante um desconcertante dilema: voltar com a palavra atrás e manter as tropas no Iraque muito para lá de 2011; ou cumprir a palavra e entregar o país à guerra civil no quadro desagregador que a invasão estrangeira ali foi criar.
O papel emergente da CIA tanto no Afeganistão como no Iraque parece corresponder também uma espécie de “renacionalização” de serviços complementares da actividade do Pentágono e que inicialmente Bush tinha distribuído por milícias privadas criadas por empresas às quais o Departamento da Defesa paga principescamente. Embora não existam sinais concludentes de que essa opção tinha sido abandonada, para já parece que perdeu protagonismo sobretudo devido ao comportamento da mal-afamada “Blackwater”, associada a grosseiras violações de direitos humanos, entre as quais se destaca o massacre de Fallujah, um crime de guerra norte-americano que os tribunais internacionais continuam a fingir que não existiu.
O país onde a CIA assume de maneira menos pré-condicionada o seu renovado papel estratégico é o Iémen, como se vem percebendo nos últimos meses.
Já não é segredo para a comunicação social norte-americana que a agência está a enraizar-se cada vez mais neste país do sul da Península Arábica para apoiar o governo do presidente Ali Abdullah Saleh alegadamente na guerra contra a Al-Qaida, mas também contra tendências separatistas no sul, zona com reservas petrolíferas, e grupos xiitas no Norte, supostamente apoiados pelo Irão.
O estranho e ainda muito mal explicado atentado contra um avião da Delta Airlines no dia de Natal proporcionou numerosas manifestações norte-americanas de solidariedade para com o governo do Iémen, tornando evidente que o apoio militar - amplo nos últimos 18 meses - tenderá a crescer. As informações mais recentes dizem que o apoio, da ordem dos 70 mil milhões de dólares em 2009, poderá duplicar. E revelam ainda , num cenário visto e revisto, que o Reino Unido se disponibilizou para apoiar não apenas o Iémen mas também outros “países árabes pobres para que deixem de ser redutos da Al-Qaida.
Como notou desde logo o “New York Times”, seria imprudente que a Administração Obama se lançasse numa nova guerra de envergadura no “Grande Médio Oriente” sem ter resolvido os problemas do Afeganistão e do Iraque. A decisão de assumir essa terceira frente de guerra parece estar tomada, mas caberá ao governo iemenita travá-la no terreno, tarefa em que lhe será muito útil o papel paramilitar da CIA, instituição que actualmente ali interpreta o apoio declarado e clandestino dos Estados Unidos da América.
A aposta imperial no controlo do Iémen tem lógica e não surpreende. Os movimentos da Al-Qaida no país - desde que os mercenários islâmicos contratados por Bin Laden e pelo Ocidente ali se instalaram quando ficaram desempregados da guerra contra os soviéticos no Afeganistão - e o suposto envolvimento do Irão no apoio a grupos oposicionistas são argumentos habituais para os Estados Unidos se envolverem em assuntos de países distantes para, como dizem, defenderem as próprias fronteiras da ameaça terrorista. Além disso, algumas actividades no Iémen têm sido perturbadoras da presença naval norte-americana e da NATO na região do Corno de África e respectivo envolvimento em problemas regionais como sejam os da Somália e a pirataria.
O Iémen é, pois, um alvo natural dos Estados Unidos na guerra de expansão que lhe permite actualmente ter tropas e um labirinto de bases em todo o “Grande Médio Oriente”, zona onde, com excepção de Israel, até 1990 não tinha autorização para instalar um único soldado. Repare-se agora como tropas da Arábia Saudita se internam em território do Iémen para se associarem ao governo local e ao apoio norte-americano na luta não apenas contra a Al-Qaida mas também contra os “pró-iranianos”.
A par da Arábia Saudita, embora em moldes diferentes, o Iémen também é insuspeito de ser uma democracia. A cruzada de Washington pela instalação de governos democráticos lá onde eles não existam não encaixa muito bem neste caso. Ali Abdullah Saleh dirige o país há quase três décadas e soube fazer oportunamente a agulha a partir de 1990 e do fim do bloco soviético, com o qual se entendia muito bem. Hoje os enviados militares de Washington não se instalam em Sanaa com o objectivo de derrubar e capturar o ditador, como fizeram em Bagdade, mas sim de o apoiar para reforçar o poder estratégico imperial em terras banhadas por muitos mares desde o Atlântico aos confins do Índico. Mesmo sem uma invasão de grande envergadura, os Estados Unidos têm no Iémen mais uma frente de guerra e de ocupação.
http://www.esquerda.net/content/view/14820/1/
Enero 5th, 2010 at 11:46
Porca Marina. É assim que se faz crítica!
CASO BORIS CASOY
Cruel, aviltante, preconceituoso
Por Heitor Diniz em 5/1/2010
Reproduzido do blog do autor
Peço desculpas aos leitores por entrar em uma seara que não é bem o foco dos meus textos. No entanto, o episódio sobre o qual escreverei não deixa de ter relação com certos debates aqui já realizados. Falo da cruel, ultrajante, aviltante, preconceituosa e descabida declaração de Boris Casoy no último Jornal da Noite de 2009, da Rede Bandeirantes.
Para quem não viu ou não tomou conhecimento, já que a noite de 31 de dezembro não é exatamente um sucesso de audiência, Boris anunciou um intervalo, falando sobre os assuntos que seriam apresentados no bloco seguinte. Em seguida, antes da vinheta do jornal, veiculou-se a fala de dois garis, desejando bons votos de ano novo. Pois eis que, logo depois, assim que terminou a vinheta, instante em que, normalmente, desliga-se o microfone dos apresentadores dos telejornais, o áudio de Boris vazou. E o que ele disse?
“Que merda! Dois lixeiros desejando felicidades… do alto das suas vassouras… Dois lixeiros! O mais baixo da escala do trabalho!”, afirmou Boris, deixando claro em rede nacional alguns de seus valores.
“Diarréia verbal”
Quem falhou não foi apenas o operador de áudio, que não “cortou” o microfone de Boris. Este talvez tenha sido o menor dos erros. A grande falha que escancarou-se nesse episódio foi a do caráter, a do berço, a da educação, a da criação, a do senso de justiça, este último, tão apregoado por Casoy em seus rompantes, em geral, contra políticos e contra toda notícia de fato absurdo ou injusto.
Fico imaginando como se sentiram aqueles dois garis, no último dia do ano: no meio do valiosíssimo trabalho desses dois digníssimos profissionais (sem os quais qualquer cidade pararia), uma equipe de reportagem os abordou, pedindo que deixassem uma mensagem de ano novo a todos os brasileiros. Num primeiro momento, talvez tenham recusado, ou titubeado, inibidos pela câmera e pelo microfone. Por fim, concordaram em gravar, abrindo seus corações com os melhores desejos aos telespectadores. E quando chegou a noite, na hora de assistirem aos seus depoimentos, provavelmente ao lado da família e dos amigos, o que viram foi o destruidor comentário de Boris Casoy. A “diarréia verbal” de Boris (com o perdão aos leitores) ainda seguiu-se de um debochado e insolente risinho de mulher, que, tanto quanto Boris, mostrou o lado mais sórdido de sua personalidade: a do preconceito.
Segunda faceta
Pergunto à Band, ao sr. Boris e à infeliz criatura que riu-se do odioso comentário: com que credibilidade, respeitabilidade e moral esse sujeito vai “botar a cara” no vídeo, pregando moralidade e rotulando as mazelas com o seu consagrado bordão “Isso é uma vergonha!”?
A propósito do tal bordão, temos duas imagens de Boris: o que se levanta contra as injustiças, construída ao longo de anos e anos de jornalismo, e o que ataca aqueles que comumente entram no rótulo das “minorias”, escancarada em míseros e trágicos segundos. Em suma, a imagem certa de Boris… e a mais certa.
A “falha” no áudio talvez tenha revelado a segunda faceta, que aparenta ser a mais verdadeira, e também a mais cruel, tão representativa ela é dos reais valores desse cidadão.
O comentário desse senhor sobre os “lixeiros” (chamados de garis no pedido de desculpas) é tão ou mais revoltante do que Arrudas, Prudentes, Brunellis, panetones, cuecas e meias de 2009. E, como tal, inviabiliza esse elemento para cobrar retidão dos outros.
E que em 2010, consigamos varrer definitivamente o preconceito que teima em desgraçar a raça humana.
Enero 5th, 2010 at 10:54
Monica, mas pode chamar de porca vadia
“envergonha a espécie humana”
Eu não gosto do casoy mas dizer que ele foi “Dedicado servidor da ditadura militar e prócer do CCC - Comando de Caça aos Comunistas” é uma rematada MENTIRA. Mas os dementes esquerdopatas fazem da mentira método e você só fala assim dele porque ele sempre chamou o governo de cuba pelo seu verdadeiro nome - DITADURA E SANGUINÁRIA, além de mostrar os podres dos petralhas. Bom é o apedeuta chamando os gaúchos de viados.
Quem envergonha os HUMANOS é o falso Humanista coma andante e seu fiel irmão assassino anão moral, ditadores da mais longeva ditadura do planeta que a porca fedida como o che apoia, sua gusana jimmie roda bolsa vadia putana!
Vá se roçar nas ostras cubanas adoradora e apoiadora da rolha socialista, desde que seja no seu fiofó!
Enero 5th, 2010 at 08:20
Desculpem a impertinência mas a informação globalizada e a interação entre fatos deve ser compreendida, pelo menos, por alguns agentes modificadores de opiniões de manada.
A internet fornece milhões de informações instantaneamente, é dificil uma pessoa pública escapar ao seu filtro decodificador das entranhas de seu pensamento!
O ideal é associar a leitura de livros com as informações da internet.
O ano eleitoral merece uma atenção mais apurada do que ocorre a nossa volta!
No RS, Tarso do PT, oferece a prefeitura de POA, em 2012, para o PDT, desde que o PDT alavanque sua campanha para governador em 2010!!! O PT só não ganha no RS, mas se firmar alianças…
Os bolcheviques se aliaram aos Menqueviques, aos socialistas revolucionários de esquerda e de direita na época da revolução de 1917, após a tomada do poder, fuzilaram os “aliados” e mais tarde fuzilaram os próprios companheiros de partido, como Trotski, Kerenski e tantos outros!
Esse blog tem um conteúdo fantástico e pode evoluir mais. O debate enriquece! A partir do erro de Casoy, certamente outros pensarão melhor antes de fazer um coments.
Enero 5th, 2010 at 07:46
O VIAJANTE
por JOELMIR BETING
Se beber não dirija. Se beber, não governe.
Até aqui, em 40 meses de governo, o presidente Lula já cometeu 102 viagens ao mundo.
Ou mais de duas por mês, tal como semana sim,semana não.
Sem contar, ora pois, as até aqui, 283 viagens pelo Brasil.
Hoje, dia 15, ele completa 382 dias fora do país desde a posse.
E pelo Brasil, no mesmo período, 602 dias fora de Brasília. Total da itinerância presidencial, caso único no mundo e na História:
Exatos 984 dias fora do Palácio, em exatos 1.201 dias de presidência.
Equivale a 81,9% do seu mandato fora do seu gabinete. Esta é a defesa da tese de que ele não sabia e nem sabe de nada do que acontece no Palácio do Planalto.
Governar ou despachar, nem pensar.
A ordem é circular.A qualquer pretexto.
E sendo aqui deselegante, digo que o presidente não é (nem nunca foi) chegado ao batente, ao despacho, ao expediente.
Jamais poderá mourejar no gabinete, dez horas por dia, um simpático mandatário que tem na biografia o nunca ter se sentado à mesa nem para estudar, que dirá para trabalhar.
SEM CONTAR AS DESPESAS: FERNANDO HENRIQUE, EM 8 ANOS DE GOVERNO, R$ 58 MILHÕES, CRITICADOS PELO PT.
LULA ATÉ AGORA, EM MENOS DE 7 ANOS, R$ 584 MILHÕES (E SÓ AS IDENTIFICADAS PELA IMPRENSA)
Amigos, este é o cara que elegemos e vai, se você deixar, eleger a DILMA.
Nunca confie em guerrilheiros, terroristas, fanáticos, assassinos e assaltantes de bancos.
A vítima, certamente, será você!
Enero 5th, 2010 at 07:45
Humberto, Manoel, JR, Dirceu, Dóris Casoi, gusanos consagrados.
sexta-feira, 1 de janeiro de 2010
INFAME, TORPE, DESPREZÍVEL, ABJETO, CANALHA, VIL, PATIFE, CHULO. MAS PODE CHAMAR DE BORIS CASOY
Dedicado servidor da ditadura militar e prócer do CCC - Comando de Caça aos Comunistas - nos anos 60 e 70, o jornalista Boris Casoy acaba de confirmar, via satélite, sua verdadeira e odiosa índole.
Na última noite de 2009, ao apresentar as manchetes do Jornal da Band, o velhaco escarneceu dos garis que haviam acabado de desejar um Feliz 2010 aos brasileiros.
O vídeo abaixo dispensa explicações. Serve apenas para mostrar que o afetado âncora da Rede Bandalha, do alto da sua irrefreável estupidez, envergonha a espécie humana. Boris Casoy é um lixo em forma de gente, escória excrementícia do há de mais baixo na escala da dignidade. Esta é a opinião deste Cloaca News.
Veja abaixo o vídeo!
http://www.youtube.com/watch?v=f_E4j7vi3js
Enero 5th, 2010 at 07:28
Os irados não param
Protestos no Irã já têm vida própria e manifestantes, que começaram como movimento reformista, agora pedem até a cabeça do líder máximo, o grão-aiatolá
Vilma Gryzinski
Os levantes de massa contra regimes repressivos seguem um roteiro parecido. Primeiro, as pessoas tomam coragem e começam a ir a protestos de rua. Apanham, são presas, sofrem barbaridades nos cárceres. Se a repressão funciona nesse estágio, as manifestações refluem. Quando a ira contra o regime supera o medo – e o número de irados é suficiente para criar a impressão de que muitos cairão mas outros mais continuarão –, os manifestantes não param. Em alguns casos, invertem a lógica da força: os repressores levam pancada dos reprimidos. É a segunda fase dos levantes. Exatamente aquela em que se encontra o Irã no momento, flagrada na foto acima. O movimento oposicionista que começou durante a campanha para a eleição presidencial ganhou em fôlego, coragem e extensão. Por isso mesmo, aumentou a violência das forças policiais e policialescas a serviço do regime – o número de mortos na última onda de protestos chegou perto de dez, dos quais um era sobrinho de Mir Hossein Mousair, o ex-candidato e líder do movimento que se proclama reformista mas está cada vez mais com cara de transformacionista. A audácia dos manifestantes acompanha a lógica do aquecimento político. Antes, eles gritavam “morte a Ahmadinejad”, que é o presidente mas no Irã não tem a palavra final. Agora, clamam por “morte a Khamenei”, o chefão supremo. Pedir o pescoço de um grão-aiatolá, teoricamente bafejado pela autoridade divina, é outro sinal de que será difícil controlar a fúria contestatória que sacode o regime iraniano com tanto ímpeto que já não parece absurdo pensar na terceira fase, quando as forças da ordem começam a mudar de lado. Já aconteceu no Irã: foi em 1979 e transformou em fumaça a monarquia de fancaria chefiada pelo xá.
Enero 5th, 2010 at 07:24
Nossos problemas no Norte
A extensa fronteira da Amazônia é um foco crescente de conflitos motivados por garimpos, exploração de madeira e tráfico de drogas
1) Albina – Suriname
Garimpeiros brasileiros foram atacados por quilombolas surinameses. Em 1968, outro conflito terminou em mortes
2) Dorlin – Guiana Francesa
Cerca de 10 mil garimpeiros ilegais vivem na região. Em agosto um brasilero foi morto durante uma ação da polícia.
3) Pando – Bolívia
Fazendeiros brasileiros estão em conflito com bolivianos. O governo de Evo Morales está expulsando os brasileiros irregulares.
4) Iñapari/Cobija/Assis Brasil (Peru/Bolívia/Acre)
A Policia Federal prendeu 12 pessoas de uma quadrilha de atravessadores de imigrantes ilegais chineses.
5) Kampa – Acre
Madeireiros peruanos invadem o território brasileiro para roubar mogno e ameaçam índios isolados brasileiro e peruanos.
6) Barcelos – Amazonas
A região é foco de tensão pelas invasões de guerrilheiros das Farc e pela movimentação de narcotraficantes colombianos.
7) La Paragua – Venezuela
O governo Hugo Chaves expulsou 40 garimpeiros brasileiros. Em 2006, dois brasileiros morreram em conflitos em garimpos.
Enero 5th, 2010 at 07:09
Será que “copiar e colar” vicia? Desculpem-me, mas não resisti, e eestou transcrevendo o texto do ótimo Nivaldo Cordeiro sobre a “entidade das matas” e virtual candidata à presidência pelo PV ou à vice-presidência na chapa de Serra, segundo prognóstico de Diogo Mainardi. Que Deus nos proteja !
04.01.2010
MARINA SILVA NA PIAUÍ
por Nivaldo Cordeiro
Os leitores haverão de recordar do meu artigo sobre a “apresentação” da candidatíssima Marina Silva ao público da revista TPM, destinadas a mulheres ricas e chiques. Ela continua seu esforço de se mostrar para os membros das classes superiores, agora tendo como veículo o último número da revista dos banqueiros esquerdistas, a Piauí, cujo público é a esquerda sofisticada como seus próprios donos. Candidata a que mesmo? A dar crédito a Diogo Mainardi, em Veja, a vice de José Serra (A chapa cabocla). Talvez isso explique o grande esforço publicitário e dinheiro abundante para isso. Ou à própria Presidência da República, ela que é o Plano “B” das esquerdas radicais no caso de Dilma fracassar pelo PT. O fato é que a sucessão passará pelo nome da ex-seringueira e senadora pelo Acre, de um jeito ou de outro.
Eu li, como sempre, a excelente matéria da revista, assinada por Daniela Pinheiro e perguntei-me: quem é Marina Silva? Qual o seu conteúdo intrínseco? O que a torna um nome presidenciável? Li e reli. Deparei-me com um conjunto vazio, uma mulher de história banal cujas qualidades são falsas qualidades: ter sido militante esquerdista a vida toda, ter se ligado ao esquerdista Chico Mendes, ao PT, ser militante ecológica xiita. A única coisa de mais concreto que possui é o mandato de senadora, que a alçou ao ministério do Meio Ambiente de Lula, onde atrasou todas as licenças para construção de hidrelétricas, no período crítico em que o país estava sob ameaça de escassez de energia. E mandou prender 700 pessoas por supostos crimes ambientais. E uma conversão a uma igreja neopentecostal, reduto da mentalidade evangélica mais boçal.
Marina Silva é um conjunto vazio que pleiteia a Presidência da República. Depois do apedeuta Lula seria uma apoteose, o caminho para o desastre, vê-la no Palácio do Planalto. Por detrás das saias da senadora estão os radicais esquerdistas do Psol e todos os radicais ecologistas das ongs, que imaginam a perfeição do mundo como a implantação das imagens do filme Avatar, tornando o Brasil uma grande floresta e seu povo uma tribo de silvícolas aborígenes. O Brasil teria, em um governo seu, saudades dos delírios e dos palavrões de Lula.
Tentei pinçar alguma coisa de substantivo da longa narrativa de Daniela Pinheiro. Não tem, porque a personagem é um conjunto vazio. Sua vida agora está ornada pela rotina burocrática de candidata, mas continua sendo um conjunto vazio, um nada portador de um mandato. Valha-nos Deus! Se ela vier a compor a chapa de José Serra, como informou Mainardi, é porque está tudo dominado mesmo. O Brasil caminhará para a entropia inapelável.
Enero 5th, 2010 at 07:03
Abaixo, mais um “copia e cola” (by Dirceu) que explica muito bem certas confusões feitas por gente que defende o socialismo mas parece sentir vergonha de admitir sua verdadeira crença. Segundo o texto, não dá para confundir utilitarismo com liberalismo.
04.01.2010
O LIBERALISMO AUSTRÍACO E O UTILITARISMO
por Klauber Cristofen Pires
Em círculos de debates, bem como em artigos que leio, vez ou outra encontro quem sustente que o liberalismo austríaco adota como princípio válido a teoria do utilitarismo.
O utilitarismo é a teoria econômica que prega a validade da intervenção estatal direcionada para prover uma alegada melhor eficiência no uso dos recursos combinada ou não com uma distribuição destes recursos para um público mais amplo.
A coluna central do utilitarismo é denominada em inglês pelo termo “free-ride”, traduzível em vernáculo por “carona”. Um exemplo de utilitarismo dado pelo filósofo Hans-Hermann Hoppe: uma lei que obrigue os cinemas a cederem gratuitamente o restante dos assentos não vendidos.
Vejamos como se expressa o filósofo alemão quanto a isto, em A Economia e a Ética da Propriedade Privada:
Além disso, o raciocínio utilitário é também gritantemente errado. O raciocínio dos teóricos dos bens públicos de que a prática do livre-mercado de excluir os caronas do gozo dos bens que permitiriam um consumo não-rivalitário a um custo marginal zero indica um nível subótimo de bem-estar social e que portanto requer a ação compensatória estatal é falho sob dois aspectos relacionados. Primeiro o custo é uma categoria subjetiva e jamais poderá ser objetivamente medido por um observador externo.
Portanto, dizer que os caronas adicionais poderiam ser admitidos a um custo zero é totalmente inadmissível. De fato, se os custos subjetivos de admitir mais consumidores graciosamente fosse mesmo zero, o produtor ou proprietário privado do bem em questão certamente os admitiria. Se assim ele não faz, isto revela que os custos pra ele não são zero. A razão pode ser a sua crença de que ao agir assim irá reduzir a satisfação disponível aos outros consumidores, o que tenderia a baixar o preço para o seu produto; ou pode ser simplesmente sua repulsa a caronas não-convidados, assim como, por exemplo, quando eu faço objeção à proposta de dispor a minha sala de estar sub-utilizada para vários hóspedes auto-convidados para um consumo não-rivalitário. Em qualquer caso, desde que por qualquer razão não se pode assumir que o custo seja zero, é então falacioso falar de uma falha de mercado quando certos bens não são distribuídos gratuitamente.
No plano concreto, o filósofo Olavo de Carvalho denunciou a prática do utilitarismo acontecida nos EUA, que pode ser conferida nos artigos “Revolução Judicial nos EUA” e “Robin Hoods ao contrário”, em que cita o caso de uma sentença da Suprema Corte que permitiu aos governos locais desapropriar moradias e fazendas em favor de projetos de desenvolvimento privados .
Quem é que se apresente como um liberal e se utilize da teoria do utilitarismo está na verdade, defendendo uma forma de socialismo, desde que com isto promove a legitimidade de meios não-originários e não-contratuais de aquisição da propriedade.
No plano praxeológico, o utilitarismo provê uma melhor utilização dos recursos apenas em aparência, pois as alegadas melhorias apresentadas escondem dois fatos negativos: o primeiro é o de que os projetos de desenvolvimento privados, para ficarmos no caso real, podem muito bem ser realizados em locais comprados, o que nos leva a concluir que a desapropriação já denuncia o empobrecimento forçado dos atuais proprietários. Porém, mais do que isto, uma tal sentença provoca uma consequência muito mais drástica: a de corromper todo o sistema jurídico, causando insegurança jurídica a toda a população, no tanto em que a desestimule a investir, com medo de uma eventual desapropriação futura.
Pensemos, em última instância, que os beneficiados por um decreto de desapropriação postos nestes termos também podem, eles mesmos, a seu turno, serem desapropriados futuramente por quem alegue trazer um projeto mais abrangente e mais vultoso.
No plano moral, os austríacos defendem a propriedade privada como uma instituição cujo valor é apriorístico. Vejamos como se expressa Hoppe quanto a isto, em Uma teoria sobre o Socialismo e o Capitalismo:
Na base da teoria natural da propriedade assenta-se a idéia de basear a atribuição de um direito exclusivo de propriedade sobre a existência de um elo objetivo, intersubjetivamente presumível, entre o dono e a propriedade e, mutatis mutantis, de chamar de agressivas todas as reivindicações de propriedade que podem invocar apenas evidências puramente subjetivas em seu favor.
O que Hoppe pretende explicar aqui é que um elo objetivo nasce quando alguém, por exemplo, estica a mão para pegar uma maçã (que não pertença previamente a ninguém, claro). O trabalho de alguém colher uma maçã, de pescar um peixe ou de cultivar um pé de milho constitui um elo objetivo entre o agente e a coisa. Qualquer outra pessoa pode alegar somente fatos subjetivos: “- eu quero esta maçã porque sou mais bonito, ou porque sou mais forte, ou que sou mais pobre”.
Este entendimento marca a fundação da uma ética leiga da propriedade privada e não tem como ser negada, pois quem assim o procede nega a propriedade sobre o seu corpo e consequentemente, a sua liberdade de refutá-lo. Colocada no plano prático, esta ética presume como moralmente legítima a propriedade originariamente possuída (aquela que antes não pertencia a ninguém) e aquela derivada de atos voluntários e não-agressivos (troca, empréstimo, aluguel, doação ou outra forma contratual). A negação da validade moral da aquisição original e das operações derivadas contratuais institui a legitimidade da agressão sobre a propriedade privada, isto é, do confisco à força da propriedade dos proprietários e produtores para o bem de não-proprietários e não-produtores.
Do exposto, percebe-se que a defesa apriorística da propriedade privada não se assenta em escolhas baseadas em critérios de conveniência ou de oportunidade, mas de uma opção de ordem moral, e portanto, de validade permanente. O utilitarismo é sempre uma forma de socialismo.
Enero 5th, 2010 at 06:56
04.01.2010
OS MISTERIOSOS BASTIDORES DO PODER
por Maria Lucia Victor Barbosa
“O que sabemos sobre os verdadeiros desígnios daqueles que nos governam? Nada sabemos. O que se passa nos bastidores do poder, nas tramas palacianas, nos grupos de comando da sociedade? Isso é invisível para a quase totalidade ou mesmo totalidade dos cidadãos. Como dominar pela mentira, pela propaganda enganosa, pelo culto da personalidade? Isso só os poderosos conhecem e dispõem de técnicas cada vez mais avançadas para fabricar o espírito da manada. Mesmo aqueles que compõem a minoria esclarecida e se opõem a certos atos e fatos gerados pelo governo, sem perceber são induzidos aderir ao jogo que refutam. Tomemos alguns exemplos para ilustrar o que se afirma.
Sean Goldman, nascido nos Estados Unidos, filho de pai norte-americano e de mãe brasileira foi trazido para o Brasil pela mãe aos quatro anos, enquanto o pai David Goldman era deixado para trás. A mãe se casou de novo com um advogado, mas veio a falecer no parto de uma menina que foi criada juntamente com Sean pela avó materna. Durante cinco anos o pai biológico de Sean lutou na Justiça para reaver a guarda do filho, conforme lhe faculta leis do Direito, inclusive, internacional, mas só recentemente conseguiu levar a criança para seu país. Durante o calvário de David circularam na imprensa calunias contra ele e logo segmentos da sociedade se posicionaram a favor da avó, emitindo o tom nacionalista de: “Sean é nosso”.
Uma explicação sobre o caso, que tem lógica e parece esclarecer melhor o porquê da longa imposição de sofrimento feita ao pai do menino, apareceu num texto de Celso Lugarelli que circulou pela Internet. Segundo Lugarelli, “Sean é sobrinho-neto da ex-guerrilheira Maria Augusta Carneiro Ribeiro, a Guta, do MR8, amiga íntima de José Dirceu e do Lula”. Sobre Guta, que faleceu num acidente em maio do ano passado, consta o que Lugarelli encontrou no blog de José Dirceu. Entre outras homenagens, o sempre poderoso deputado petista cassado escreveu sobre a companheira: “Sua última luta (…) foi em defesa do seu sobrinho neto, Sean”. “A permanência da criança no Brasil, com a família de sua mãe – Bruna Bianchi Carneiro Ribeiro, já falecida – foi a última grande causa na qual Guta se engajou”.
Portanto, o arbítrio sobrepujou a lei, a ideologia se sobrepôs à razão, enquanto muita gente se colocou ao lado da injustiça sem saber que as calunias feitas ao pai de Sean não passavam de manipulação da opinião pública.
Outro instrumento perfeito de criação do espírito da manada é o culto da personalidade devotado a Lula da Silva, que agora culmina com o filme, “Lula, o filho do Brasil”, o mais caro já lançado no país, financiado por estatais e empreiteiras e que arranca emoções, lágrimas e idolatria de quem assiste a mitificação de uma espécie de Jesus Cristo de Garanhuns. Periga a manada se ajoelhar diante da tela para saudar o prodígio, o pai magnânimo, o salvador, a criatura humilde, o igual, o sofredor. Não passa pela cabeça do homem comum que Lula da Silva não tem mais nada mais de sofredor, que é o presidente da República que nunca antes nesse país usufruiu de tantas viagens maravilhosas, que virou dono do poder, que faz parte da classe dominante, que é responsável pelo aumento de gastos secretos com cartões corporativos, o que deve tornar a vida na corte suntuosa.
Mas não basta o filme. Surge uma pesquisa em que Lula é o pop star brasileiro “mais confiável”, o número 1 acima de figuras famosas entre o grande público. Mas, não seria apenas o mais conhecido, por estar constantemente em foco na mídia, sempre louvado por grandes feitos nem sempre reais? Afinal, porque o povo confiaria também em Roberto Carlos ou Ivete Sangalo, dos mais cotados na confiabilidade dos entrevistados? Gostar de artistas é normal em sociedades de massas, se alienar à imagens fabricadas é comum para o grosso dos indivíduos, necessitar de ídolos é característica do ser humano, mas confiar pertence a outra categoria de avaliação. Quando o presidente da República aparece entre artistas, homens da mídia e políticos populares, mas sem a companhia de nomes pertencentes à elite intelectual brasileira, expoentes da arte e da cultura, figuras meritórias devotada às causas mais nobres, dá para desconfiar que a pesquisa objetiva apenas para plasmar o espírito da manada.
E enquanto Lula da Silva recebe prêmios e elogios mundiais, que sob a superfície marqueteira escondem interesses comerciais, sua política externa vem acumulando fracassos quando o Brasil disputa cargos internacionais. É fato também que o presidente se intrometeu excessivamente em Honduras para dar uma mãozinha ao companheiro Chávez, que por sua vez queria eternizar Zelaya no poder. Lula foi pela contramão do mundo quando recebeu e apoiou o abominável déspota Ahmadinejad. Tem demorado a defenestrar o terrorista Battisti. Mas esses fatos não são captados pelo espírito da manada.
Provavelmente, se Dilma Rousseff ganhar, pelo menos algumas coisas ficarão mais evidentes e esclarecidas, como os intentos inequívocos de cercear a liberdade de imprensa que apareceram na 1ª Conferência Nacional de Comunicação encerrada em dezembro passado. E enquanto nos bastidores se urde a continuidade do PT no poder, o que significa que qualquer obstáculo a esse intento será pulverizado, o “filho do Brasil” usufrui seu esplendoroso lazer numa paradisíaca praia, naturalmente, inacessível à manada.”
Resolvi transcrever o texto acima pelo que tem de pertinente para a realidade brsileira de hoje. Acredito que o que nele está se aplica a qualquer país, inclusive Cuba, mudados os personagens, claro !
Enero 4th, 2010 at 22:33
Artigos
A CRISE MILITAR QUE NÃO HOUVE
31 de dezembro de 2009
por Nivaldo Cordeiro
As esquerdas brasileiras sempre souberam que seu inimigo jurado de morte são as Forças Armadas. Por elas foram derrotadas em todas as vezes que quiseram medir forças, como em 1935, 1964 e anos subseqüentes. As Forças Armadas são a única organização capaz de lhes fazer frente, não apenas no plano militar propriamente dito, mas também no plano ideológico. Os “milicos” encarnam a Nação, têm histórica longa, confundem-se com a Independência e a unidade nacional; têm tradição que cultivam e também seu próprio sistema de formação de quadros, até agora impermeável à catequização comunista.
Desde que triunfaram utilizando os métodos de Gramsci que as esquerdas cercam seu maior inimigo, ora adulando, ora ignorando, ora provocando escaramuças para saber até onde vai o pavio das Forças Armadas. A aproximação do fim do mandato de Lula, que tentaram por todos os meios prolongar, fez com que se precipitasse o embate mais afoito. Essa tentativa de rever a Lei de Anistia é o Rubicão que não pode ser cruzado. Elas sabem disso, mas encontram-se em um impasse estratégico: estão em seu melhor momento histórico para dar o bote totalitário, mas desconfiam que não acumularam força suficiente para degolar o inimigo.
Seu balanço de poder é muito favorável: têm a Presidência da República, têm a opinião pública, os empresários estão inermes a seus pés, dependentes de recursos financeiros e de alivio da fiscalização estatal, cujo garrote vil foi apertado ao limite nas últimas décadas. Têm o sistema de ensino e os meios de comunicação, que estão em processo de domínio total depois da realização da Confecom. Têm apoios internacionais de que nunca dispuseram. Têm milícias em todos os recantos do país, a começar pelo MST. Têm as universidades, as igrejas, o meio editorial, o imenso funcionalismo público, por elas inflado criminosamente nas últimas décadas. Têm os sindicatos e os fundos de pensão.
Para ter o poder total as esquerdas só precisam mesmo conquistar as Forças Armadas, isto é, capacidade militar e organização. Essa é sua fraqueza congênita e por isso, desde a origem, tentaram o golpe de Estado, para controlar os “milicos” desde cima. Até agora falharam no intento. As Forças Armadas, para alívio da Nação, continuam sendo o esteio da nacionalidade e o instrumento garantidor das liberdades. Os inimigos traiçoeiros, apesar do tempo que dispuseram, dos recursos, das patranhas, das promessas populistas nunca conseguiram transpor os umbrais dos quartéis. Lá, mesmo Lula, só entram como convidadas e só falam com os comandantes, uma elite bem formada e moralmente superior, avessa ao seu proselitismo.
Lendo os editoriais de hoje dos principais jornais podemos ter três pontos de vista sobre o episódio que quase culminou com a saída de Nelson Jobim do Ministério da Defesa. O Estadão, como há muito, não tinha um posicionamento tão afirmativo e coerente com seu passado de lutas pela liberdade. O editorialista deixou de lado a covardia que tomou conta do jornal nos últimos tempos. Brincando com Fogo deu nomes aos bois: “A reação dos comandantes militares à tentativa mais uma vez patrocinada pelo ministro de Direitos Humanos, Paulo Vannuchi, de revogar a Lei da Anistia foi enérgica e recebeu inteiro apoio do ministro da Defesa, Nelson Jobim, que há tempos vem tentando conter as iniciativas revanchistas de Vannuchi e do ministro da Justiça, Tarso Genro. As pessoas pouco afeitas aos fatos ligados à repressão política, durante os governos militares, e que somente tomem conhecimento das iniciativas daquela dupla de ministros certamente terão a impressão de que os quartéis, na atualidade, estão cheios de torturadores e as Forças Armadas são dirigidas por liberticidas. Nada mais falso”.
E mais disse: “Para os militares, é ponto de honra que a Lei da Anistia permaneça em vigor, nos termos em que foi aprovada em 1985. Entre outros motivos, porque assim se isola a instituição de uma fase histórica conflituosa, que exigiu que os militares deixassem de lado sua missão profissional tradicional e assumissem os encargos da luta contra a subversão. Isso não se fez sem prejuízos à coesão e à hierarquia das Forças Armadas. Para a Nação, a manutenção da Lei da Anistia é mais que um ponto de honra. É a garantia de que os acontecimentos daquela época não serão usados como pretexto para que se promova uma nova e mais perniciosa divisão política e ideológica da família brasileira”.
Já a Folha de São Paulo, jornal completamente tomado pelas esquerdas, tentou como sempre relativizar (Confronto vão). Ao invés de criticar o autor da proeza, o ministro Tarso Genro, faz o contrário, elogiou-o: “Foi acertada a atitude do ministro da Justiça, Tarso Genro, ao declarar que “não há nenhuma controvérsia insanável” em torno do texto do Programa Nacional de Direitos Humanos e da chamada “Comissão da Verdade”, destinada a apurar os casos de tortura e de desaparecimento de presos políticos durante o regime militar. É legítima qualquer investigação histórica sobre esse período, durante o qual crimes foram cometidos pelos dois lados em conflito”.
Ora, foi precisamente o rei da República petista de Santa Maria quem cutucou a onça com vara curta, ele que aparelhou a Polícia Federal para ser uma espécie de polícia política, contra todos os inimigos. Ela só não é eficaz contra os “milicos”. Nos quartéis não tem dinheiro na cueca, nem negociatas, nem insidiosas transações que atraiçoam os brasileiros. Tem gente de escol, de moral superior. E tem armas. Lá sua jurisdição não alcança. A Folha de São Paulo, como sempre, mentiu e enganou os seus leitores, se alinhando com as esquerdas revolucionárias.
O editorial de O Globo preferiu desvincular a figura de Lula da crise (Revanchismo): “A conhecida ambiguidade do presidente Lula deriva de uma característica da montagem do seu governo, uma estrutura sem unidade, composta de capitanias hereditárias, sob controle de agrupamentos políticos de tendências disparatadas”.Ora, Lula não foi ambíguo de jeito nenhum, publicou o decreto e só deu um passo atrás porque viu que os homens em armas não estão para brincadeira. Os “milicos” não vão tolerar esse tipo de provocação e por isso Lula teve que enfiar a viola no saco e mandar seu Sinistro da Justiça calar o bico. Lula está na linha de frente da conversão do Brasil em uma sociedade comunista e não cabe mais a idéia de que não sabe o que seus ministros fazem, sobretudo aqueles encarregados de levar à frente o projeto revolucionário.
Lula foi realista e fez a parte que lhe cabe, de recuar, mas o realismo não o isenta de ter endossado a iniciativa insana.
Não houve crise militar, houve uma escaramuça, uma simples medição de força. As esquerdas perderam a rodada, mas elas nunca desistem. Voltarão. Uma crise militar de verdade tiraria Lula do poder em horas. As esquerdas já viram esse filme antes. Espero que elas paguem para ver. Elas estão impacientes e não querem mais aguardar o tempo de dar o bote certo. Crise militar de verdade teve em 1935 e em 1964, quando os Guardas da Pátria fizeram o que precisava ser feito: vencer os degenerados
Enero 4th, 2010 at 17:48
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Colo abaixo, textos da Yoani postados no twitter.
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He visto el renacer de la Navidad, la entrada de religiosos al Partido, la caducidad del “Invencible Líder” y el naufragio de las reformas
http://twitter.com/yoanisanche.....7376271492
Hoy, en las calles de nuestras ciudades, somos la generación que más nutre el intercambio de sexo por dinero, la delincuencia y la apatía.
http://twitter.com/yoanisanche.....7376279282
Los métodos para comunicarnos siguen siendo, para muchos cubanos, tan rústicos como en el período de la colonia española.
http://twitter.com/yoanisanche.....7377742300
Contenemos la risa cuando nos explican que habitamos la utopía soñada y que nuestro pequeño país es el David de cierta historia bíblica
http://twitter.com/yoanisanche.....7376283168
Para nosotros, que nunca hemos podido tirarle una sola pedrada a ese Goliat llamado Estado, la comparación nos suena a broma.
http://twitter.com/yoanisanche.....7376289502
Para nosotros la revolución agotó hace mucho tiempo su combustible, su capacidad renovadora.
http://twitter.com/yoanisanche.....7376299320
Lo que es hoy la Revolución cubana no se parece al sueño de nadie, ni de los que la construyeron y mucho menos de quienes la heredamos
http://twitter.com/yoanisanche.....7376328454
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Saber que escrever textos assim, vários cubanos ficaram décadas presos e muitos ainda cumprem penas, sem terem sido julgados.
Enero 4th, 2010 at 13:16
Mundo
Apagão induzido na Venezuela
Presidente determinou que, a partir das 21h, indústrias e centros comerciais só poderão usar eletricidade gerada por elas próprias
Depois de ter recomendado banhos de três minutos e uso de lanterna no banheiro à noite, a mais recente medida polêmica do presidente venezuelano, Hugo Chávez, para economizar energia é o estabelecimento de uma espécie de “apagão” no país.
Já a partir deste mês, com um decreto que surpreendeu os venezuelanos, ficou definido que as indústrias e centros comerciais devem respeitar um limite máximo no consumo de energia elétrica. Quem não acatar a ordem sofrerá cortes e terá de pagar tarifas mais altas (20% em uma primeira falta e acréscimos de 10% a cada reincidência).
“A regulamentação de energia elétrica a centros comerciais ocorrerá em um horário compreendido entre as 11h e as 21h”, diz o decreto publicado no diário oficial local. Fora desse período, os estabelecimentos comerciais poderão ativar apenas geração própria.
Nestes primeiros dias de janeiro, os centros comerciais do país tiveram de se adaptar, e a prova de fogo virá hoje, com o retorno do movimento após o feriado da virada do ano e o fim de semana. A expectativa é de que o consumo seja reduzido em 10%.
Uma das situações mais emblemáticas é a dos cinemas. A última sessão, que normalmente ocorria por volta das 22h, será suprimida. Os filmes se encerrarão às 21h. O mesmo ocorrerá com, por exemplo, cassinos e salas de bingo.
Dependente de hidrelétricas, país enfrenta extensa seca
Outdoors e outros anúncios publicitários com luzes terão de trocar o tipo de lâmpada, com a adoção de “lâmpadas economizadoras” – segundo o decreto presidencial. E poderão estar ligados apenas entre as 18h e as 24h. Os estabelecimentos que descumprirem a determinação presidencial poderão sofrer cortes de 24 horas e, até mesmo, a suspensão das atividades por 72 horas em caso de reincidência.
O governo almeja economia de 20% no consumo de energia. Até mesmo um ministério específico, o da Energia Elétrica, foi criado para controlar de cima, mensalmente, o consumo. A campanha pela economia de água e eletricidade se iniciou em outubro. O abastecimento de energia elétrica na Venezuela depende das hidrelétricas, e a demanda tem crescido. Além disso, uma extensa seca atinge o país.
CARACAS
Economia à moda bolivariana
A Venezuela, país exportador de petróleo, está enfrentando problemas no abastecimento de água e eletricidade, com vários blecautes ao longo do último ano. Por isso, o presidente Hugo Chávez fez apelos peculiares nos últimos meses:
- No final de outubro passado, Chávez pediu aos venezuelanos que parem de cantar no banho e que fiquem só três minutos sob o chuveiro para economizar energia e água.
“Algumas pessoas cantam no banheiro por meia hora. Não, garotos, três minutos é mais do que suficiente. Eu contei, três minutos, e eu não tenho fedor.”
- No início de novembro, o presidente recomendou aos venezuelanos que usem uma lanterna quando forem ao banheiro à noite, para economizar energia elétrica.
“Se você levanta às três da madrugada para ir ao banheiro, compadre, por que gastar esse pouco de luz? Deixe a lanterna ali, na mesa de cabeceira.”
Eu já sabia que ia dar ….
Enero 4th, 2010 at 12:35
Opinião
(In)segurança jurídica
Denis Lerrer Rosenfield
Multiplicam-se no País declarações e condutas governamentais e políticas que têm um mesmo fundamento: a relativização do direito de propriedade. É como se o direito de propriedade fosse um mal que deveria ser exorcizado, algo apenas tolerado, de nenhum modo valorizado. A desastrosa experiência socialista, totalitária, do século 20 está sendo progressivamente esquecida, dando lugar à reanimação desse morto-vivo, só que agora com novo nome. Os nomes, aliás, variam segundo os diferentes interlocutores. Alguns o chamam “utopia”; outros, “socialismo do século 21″; outros ainda, “sociedade justa e solidária”. As denominações vão mudando ao sabor das circunstâncias, tendo um igual denominador comum, o de formar a opinião pública. O seu significado permanece, porém, o mesmo.
Há até alguns promotores - felizmente, minoria - que dizem não precisar obedecer à “letra fria” da lei. Querem, na verdade, dizer com isso que seguem a “letra quente” do dogmatismo esquerdista. Justificam, então, suas posições socialistas, perfilando-se ao lado dos ditos movimentos sociais, dos quais se tornam agentes ditos políticos. Todo esse palavreado - porque não é mais do que isso - em torno de uma “sociedade justa e solidária” significa simplesmente isto: somos partidários e militantes fervorosos do socialismo, do comunismo, da democracia “participativa”, totalitária, termos aqui equivalentes.
O MST, com o apoio das pastorais da Igreja Católica, em particular a Comissão Pastoral da Terra (CPT), propugna pela revisão dos índices de produtividade, procurando assim anular os ganhos de produtividade da classe empresarial rural. Luta por uma transferência de bens, de propriedades, para sua própria organização política, que defende o fim da economia de mercado e o direito de propriedade. Ora, a direção do Incra e a do Ministério do Desenvolvimento Agrário são constituídas por militantes egressos das alas mais à esquerda do PT e membros dos mesmos ditos movimentos sociais. Toda a campanha em torno da revisão dos índices de produtividade está baseada no aparelhamento de órgãos do Estado pelos ditos movimentos sociais, que pretendem, dessa forma, dar um rumo socialista às relações capitalistas do campo brasileiro. O atual governo aparelhou esses e outros órgãos do Estado com essas organizações políticas, por ele mesmo financiadas.
Outro exemplo de violação expressa do direito de propriedade se manifesta no modo como o governo está implementando o novo Código Florestal, fruto de um ato administrativo do Poder Executivo, que altera as relações de propriedade no campo. Uma área onde o cultivo era permitido se torna, de repente, uma área de reserva legal, obrigando o proprietário a reflorestá-la. De acordo com a legislação da época, o agricultor plantou segundo as leis, não tendo cometido nenhum crime. Na maior parte dos casos, incentivado pelo governo então vigente. Subitamente, o que era permitido e, reiteremos, legal, se torna ilegal, sendo suscetível de multa e punição. A situação é particularmente grave porque, aproveitando-se da onda ambiental do politicamente correto, o governo termina criminalizando os produtores rurais. Eles se tornam “criminosos” por um ato administrativo. Cúmulo do absurdo é depois, graças a pressões políticas, ser-lhes concedida uma espécie de anistia, como se infratores fossem. Os papéis estão completamente trocados. O problema político é da maior relevância, pois apenas o governo nazista se caracterizou por editar leis com efeito retroativo. Talvez ele fosse “progressista”.
As questões quilombolas e indígenas tendem a se tornar cada vez mais importantes, com maiores áreas reivindicadas, em zonas rurais e urbanas. Reivindicações quilombolas, por exemplo, envolvem empreendimentos imobiliários em vários Estados brasileiros. Reivindicações indígenas dizem, sobretudo, respeito à zona rural, interferindo tanto na vida dos produtores rurais, das empresas do agronegócio, quanto na soberania nacional, comprometendo a exploração de jazidas, hidrelétricas e suscitando problemas fronteiriços.
Convém destacar que são “movimentos sociais” articulados entre si graças à atuação da ala esquerdista da Igreja Católica, por intermédio do Conselho Indigenista Missionário (Cimi) e da CPT, contando com o apoio de ONGs e governos internacionais. Apesar de sua apresentação politicamente correta, esses “movimentos” são verdadeiras organizações políticas, vinculadas ao MST, cuja ideologia é claramente socialista, anticapitalista. Suas diatribes são contra o direito de propriedade e a economia de mercado.
Há toda uma embromação ideológica no uso da palavra progressista para justificar essas posições, que são, na verdade, liberticidas. Qualificar alguém, um movimento social ou um partido político como progressista se tornou uma espécie de salvo-conduto para qualquer tipo de arbitrariedade.
Assim, o MST é tido por progressista, o que significa dizer que a violência por ele empregada já está, de antemão, justificada. Invadir propriedades, sequestrar funcionários, destruir maquinários, depredar alojamentos e sedes, ameaçar pessoas com foices e facões, até mesmo degolá-las, como já aconteceu no Rio Grande do Sul, são, nessa perspectiva, atitudes tidas por progressistas. Da mesma maneira, considerar a CPT e o Cimi progressistas significa adotar essa heterogênea mistura entre cristianismo e marxismo, denominada Teologia da Libertação, como teoria “justa e solidária” para uma sociedade sem propriedade privada: a sociedade socialista/comunista.
Na mesma esteira, considerar Mahmoud Ahmadinejad - negador do Holocausto, torturador e assassino de adversários políticos, perseguidor da religião Bahá”i e fraudador de eleições - progressista mostra, muito bem, onde desembocou essa esquerda: na podridão ideológica.
Denis Lerrer Rosenfield é professor de Filosofia na UFRGS
Enero 3rd, 2010 at 23:09
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Achei interessante a retrospectiva da TV Globo de 2009.
Exibiu e falou da Yoani, mas nada sobre Fidel Castro.
De fato, a maioria das pessoas agora vê o regime dos irmãos Castro, uma ditadura e sente simpatia por ela.
Sem Fidel para exaltar o regime cubano, ficou um vazio, já que ninguém pode fazer o mesmo na mídia.
Enero 3rd, 2010 at 21:31
Para Nobel da Paz, prisão de irmã em Teerã foi retaliação do governo iraniano
Tags:Denúncia de tentativa de compra de urânio, irã, prisão da irmã da Nobel da Paz foi retaliação. Praz, Protestos internos - walterfm1 às 12:00
Ahmadinejad: culpa dos norte-americanos e dos sionistas, como sempre.
Shirin Ebadi, advogada iraniana, ativista de direitos humanos e ganhadora do Nobel da Paz do ano de 2003, está em Londres, onde estuda a sua filha Nargess.
Com efeito, ela não estava presente por ocasião dos protestos ocorridos no seu país, liderados pelos dissidentes políticos que integram a chamada Onda Verde.
Ebadi afirmou que a sua irmã, a dentista Noushin Ebadi, também não participou nem saiu da sua casa no dia do protesto, conforme informou-lhe por telefone. Apesar disso, Noushin, que além de dentista é professora universitária em Teerã, acabou presa pela guarda do presidente Ahmadinejad.
Para a Nobel da Paz, a prisão da sua irmã deveu-se a uma represália. Os pasdaran e os milicianos “basijii” de Ahmadinejad forçaram Noushin a convencer a irmã Shirin Ebadi a renunciar à luta pelos direitos humanos e parar de criticar as prisões ilegais e as execuções sumárias no Irã.
Vale lembrar que o governo iraniano apreendeu, no domicílio de Shirin Ebadi, a medalha e o certificado de vencedora do Prêmio Nobel de 2003.
A negativa de Noushin acarretou a sua privação de liberdade.
Para tanto, o governo de Ahmadinejad aproveitou-se da onda de mais de 300 prisões, e de dez mortes, decorrentes dos protestos no dia da Ashura. Dentre os mortos, está o engenheiro Seyed Ali Habibi Mousavi, 35 anos, sobrinho do líder da oposição Mir Hossein Mousavi, que perdeu a eleição para Ahmadinejad e o acusa de haver ganho mediante fraude. Seyed recebeu um fatal tiro no peito: para Ahmadinejad, os próprios manifestantes de oposição é que mataram o sobrinho de Mousavi, pois os agentes sob sua autoridade não realizaram disparos.
A situação no Irã continua tensa. No dia 31 de dezembro venceu o prazo dado para a suspensão de atividades nucleares para fins não pacíficos. No primeiro dia de 2010, da agência de inteligência de Viena partiu a informação, endereçada à Comunidade Europeia e à Casa Branca, sobre a tentativa do Irã de comprar 1.350 toneladas de urânio do Cazaquistão.
Incomodado com as críticas da Casa Branca (EUA) e do Palais de l’Elysée (França), o presidente Ahmadinejad afirmou que o protesto no dia da Ashura fora orquestrado pelos norte-americanos e pelos sionistas. O seu ministro de Relações Exteriores, Manouchehr Mottaki, enfureceu-se com as declarações do equivalente britânico David Miliband e disparou: “Se Londres não parar de dizer besteiras, receberá um soco na boca”.
PANO RÁPIDO. O governo Ahmadinejad já sente, internamente, os efeitos equivalentes a uma explosão nuclear, ou seja, revolta de um povo que clama por liberdade e demorcacia.
Esse mesmo povo, pela boca do aiatolá Khomeini e no dia da celebração da Ashura (27 de dezembro) , iniciou, no ano de 1978, revoltas voltadas à derrubada do xá Reza Pahlavi. O xá acabou deposto em fevereiro de 1979.
Wálter Fanganiello Maierovitch
Nota explicativa. Os dissidentes iranianos, liderados por Mir Hossein Mousavi e Mehdi Karroubi, aproveitaram a data da celebração da Ashura para protestar contra o presidente iraniano Ahmadinejad, chamado de Yazid: a Ashura relembra o combate promovido pelo sobrinho-neto de Maomé, o imã Hussein, no ano 680. Com 72 homens, ele desafiou e enfrentou os 4 mil soldados do califa Yazid, apelidado de “O malvado”. A batalha, com o martírio de Hussein, ocorreu em Karbala (no Iraque e não Irã) e é relembrada pelos xiitas, que se vestem de negro e se autoflagelam com chicotes, no dia 27 de dezembro .
WFM.
Enero 3rd, 2010 at 21:18
Diversos
O verdadeiro Che Guevara – e os idiotas úteis que o idolatram
por Paulo Zamboni em 5 de junho de 2009 Análise - Resenhas
Ernesto Guevara: ícone dos pobres, mas de relógio Rolex no pulso, claro
Transformado ao longo dos anos numa espécie de “Jesus Cristo revolucionário” graças aos esforços incansáveis da esquerda mundial, o argentino Ernesto Guevara é objeto de autêntico culto a personalidade em todo o mundo.
Entretanto, a leitura do livro do cubano-americano Humberto Fontova, O verdadeiro Che Guevara, e os idiotas úteis que o idolatram (Editora É Realizações, São Paulo, 287 páginas), deixa claro que, embora Guevara seja um inegável sucesso de marketing político e comercial – com sua imagem estampando desde camisetas para bebes até biquíni vestido pela supermodelo Gisele Bündchen – na vida real pode ser considerado um fracasso.
Lançando mão de muitas fontes bibliográficas e orais, especialmente de ex-companheiros de Guevara, Fontova relata, de maneira impiedosa e irônica, como o argentino, muito longe do homem perfeito idealizado pela mitologia esquerdista, era uma pessoa ressentida, vingativa, incompetente e responsável direto pelo assassinato de centenas de pessoas absolutamente inocentes de qualquer tipo de crime.
Vindo de uma desestruturada família burguesa argentina simpatizante do comunismo, Guevara seria considerado, sob qualquer aspecto, um vagabundo, um andarilho perdido no mundo. Seu envolvimento com exilados cubanos no México após uma passagem pela Guatemala acabou levando-o para aventuras em Cuba, no seio do movimento armado contra o ditador Fulgêncio Batista.
A luta contra Batista é um capítulo a parte, que revela muito do modus operandi de Guevara e Fidel Castro. Diferente do senso comum, segundo o qual Batista foi derrotado por uma série de intensas batalhas movidas por guerrilheiros audaciosos, o que menos houve na derrocada de Batista foi luta armada. Castro operava, sobretudo, no terreno da propaganda, angariando dinheiro em grande quantidade, especialmente das elites cubanas, cansadas do regime de Batista, e as simpatias internacionais, em particular nos Estados Unidos, através da mídia que se encarregou de forjar a imagem de valorosos revolucionários para Fidel Castro e Che Guevara – que, aliás, nessa época era apenas mais um dentre vários colaboradores da revolução.
O regime de Batista caiu principalmente pela corrupção de suas forças, que aceitavam dinheiro de Fidel Castro para retirar-se sem luta, cansaço das elites cubanas e dos americanos em tolerar os métodos de Batista, e, em especial, a crença em que Castro e seus homens eram realmente democratas e honestos em seus objetivos.
Após a vitória na luta contra Batista, em pouco tempo a verdadeira face do regime revelou-se: violência, assassinatos, tortura e prisões. E Guevara teve papel fundamental nisso.
Castro e Guevara: senhor e vassalo no reinado de terror imposto aos cubanos
Neste ponto, Fontova faz uma clara distinção entre Castro e Guevara. Enquanto Fidel Castro era muito mais hábil, utilizando a violência como meio para atingir um fim, Guevara parecia ver na brutalidade e assassinatos um fim em si mesmo. Guevara acreditava que a “violência revolucionária” – leia-se, a morte sem piedade de todos os inimigos, reais ou imaginários – era a melhor forma de controlar o poder. Assim, desde o começo, Guevara ligou-se ao aparato repressivo do bloco soviético, transportando seus métodos para o cenário cubano.
Talvez o mais chocante para os fás de Guevara que por ventura lerem o relato de Fontova, seja a imensa distância sobre o significado que lhe é atribuído – um ícone da liberdade e igualdade – e sua real figura. Assim, um homem que é cultuado por líderes de minorias raciais, hippies, alternativos e jovens, tinha, na verdade, uma mentalidade racista, patriarcal, despótica e arrogante, desprezando negros, jovens, “cabeludos”, música – enfim, tudo aquilo que, dizem as esquerdas e desinformados em geral, Guevara simbolizaria.
Humberto Fontova mostra como essas e muitas outras incoerências foram e ainda são resultado do verdadeiro caso de amor que existe entre os meios intelectual e midiáticos, especialmente o norte-americano, e a ditadura de Fidel Castro, citando por exemplo o jornal New York Times, que repetiu com Castro exatamente o que já tinha feito, na década de 1930, encobrindo os crimes do regime de Stalin. [*]
A imensa incompetência de Guevara a frente do ministério da economia destruiu a infraestrutura cubana, desorganizando até hoje um dos países mais prósperos das Américas, levando o caos e a miséria a uma população cristã e orgulhosa, favorecendo sua submissão ao projeto de poder totalitário ambicionado por Fidel Castro. A este respeito, o autor mostra com números e informações detalhadas como Cuba era econômica e socialmente antes da chegada ao poder de Castro e Guevara e como ficou depois.
O livro revela episódios pouco conhecidos, como o envolvimento de Guevara em uma série de atentados terroristas frustrados nos EUA, logo após a chegada ao poder em Cuba, época em que os americanos ainda tinham ilusões quanto aos objetivos de Fidel Castro; o real significado da Crise dos Mísseis – que funcionou como um “sinal verde” para Castro impor seu regime totalitário a Cuba, já que teve a garantia dos EUA de que sua ditadura não seria incomodada –; a chamada “invasão da Baía dos Porcos” e a dura repressão contra a revolta popular mantida durante metade da década de 1960 pela população rural cubana contra o regime de Fidel Castro, como reação à coletivização forçada.
As aventuras externas de Guevara, primeiro no Congo e depois na Bolívia, em missões militares permeadas de muita retórica revolucionária vazia e nenhuma competência até mesmo para assuntos práticos elementares (como, por exemplo, ler uma bússola para não se perder na selva), resultaram primeiro no descrédito de Guevara como um líder revolucionário viável, após o fracasso no Congo, e, depois, em sua morte na Bolívia, encerrando assim sua vida e carreira de revolucionário que se pretendia genial. Curioso notar que tanto no Congo quanto na Bolívia Guevara foi confrontado por forças das quais faziam parte cubanos que haviam deixado seu país após o início dos desmandos do “Che” e Castro, e que demonstraram muito mais competência militar do que Guevara, cuja tão falada habilidade tática e estratégica encontra-se guardada junto com seus demais méritos, ou seja, na propaganda.
Livro de Humberto Fontova
Enero 3rd, 2010 at 20:49
ATUALIDADE,ESCÂNDALOS, TERROR E CORRUPÇÃO
PODE UM PRESIDENTE DA REPÚBLICA ASSINAR ALGUM DOCUMENTO SEM LER?
Por Carlos Chagas
O mais grave nessa que parece a última crise política do finado ano de 2009 foi a explicação dada pelo presidente Lula ao ministro da Defesa e aos comandantes das três forças armadas: assinou sem ter lido o inteiro teor do decreto criando o Programa Nacional dos Direitos Humanos…
Tanto Nelson Jobim quanto o general Enzo Peri, o brigadeiro Juniti Saito e o almirante Julio Moura Neto entregaram carta de demissão, insurgindo-se contra o texto assinado pelo presidente da República a pedido dos ministros Paulo Vanucchi, dos Direitos Humanos, e Tarso Genro, da Justiça. Pelo decreto, será criada uma comissão, no Congresso, encarregada de rever a Lei de Anistia, promovendo investigações e abrindo a possibilidade de punição criminal para agentes do poder público que se dedicaram a práticas de tortura durante o regime militar.
Os demissionários refluíram no propósito de deixar o governo, mas, no reverso da medalha, quem agora ameaça sair é o ministro dos Direitos Humanos.
Não fossem as festas de Natal e Ano Novo, bem como a volta do Lula a Brasília apenas dia 11, e a temperatura estaria em grau de ebulição. Parece óbvio que os comandantes militares não agiram isoladamente, mas consultaram os escalões abaixo de seus comandos. Solidarizando-se com eles, o ministro da Defesa assumiu o papel de portador da carta e interlocutor junto ao presidente. Há muito que Jobim defende o ponto de vista de haver a Lei de Anistia apagado o passado, valendo para os dois lados um dia empenhados na abominável ação da tortura, uns, e na tentativa de mudar o regime pela violência, atentados, furtos e até assassinatos, outros.
É claro que se os três comandantes se insurgem contra a abertura de processos será por reconhecerem excessos praticados por militares, no passado, mesmo sem terem tido a menor responsabilidade no acontecido. O problema é que a anistia, pelo Bom Direito, significa esquecimento. Rever a lei de tantos anos atrás, para eles, seria revanchismo, em especial quando o decreto presidencial não se refere à possibilidade de investigação e punição dos envolvidos em práticas terroristas, alguns até ministros de estado, hoje.
Em suma, para começar o ano, uma confusão dos diabos, deixando em aberto a questão principal: pode um governante assinar algum documento sem ler?
Claudio Humberto, 3 Jan 2010
Enero 3rd, 2010 at 20:14
DIVERSOS
LULA E O COMUNISMO.
http://www.fortalweb.com.br/grupoguararapes
O Comunismo é uma ideologia política que nasceu e se impôs, desde as suas primeiras raízes na Rússia, depois URSS, com poder ditatorial, conquistado, com extrema violência, com partido único, sem qualquer liberdade, principalmente de imprensa, e com a determinação de impor esta sua ideologia a todos os países do mundo, daí o nome que ficou – Comunismo Internacional. Assim ele foi se espalhando pelo leste europeu sob a poderosa intervenção da URSS, depois estendendo-se à China e à América, em Cuba. Mas hoje, embora perdendo a força inicial, domina a Coréia do Norte e volta a tentar se impor na América do Sul, como ocorre na Bolívia e na Venezuela, apenas disfarçado como Socialismo.
No Brasil, o Comunismo foi derrotado pelo povo com os militares à frente - pois são o Povo armado -, em 1935, 1964 e 1968, que assim garantiram o exercício da Democracia a partir de 1985. E daí em diante, os comunistas brasileiros passaram, também, a se rotular de Socialistas, procurando mascarar suas verdadeiras intenções.
E o título - LULA E O COMUNISMO - foi escolhido com base no modo de proceder do Presidente Lula, nos fatos e observações, acima, bem como nos registros históricos como o do “VOTO DE SILÊNCIO” para dificultar e, se possível, inviabilizar investigações, bem como sobre o “JUSTIÇAMENTO” (abordado por Jacob Gorender no seu livro, “Combate nas Trevas), que era o assassinato de companheiros comunistas cujos erros, na visão dos julgadores, colocaram ou poderiam colocar em risco uma missão que lhes fosse dada pelo Partido.
E, assim sendo, vamos recordar o modo de proceder do Presidente Lula, onde lembramos que desde o início do seu Governo: 1- Cercou-se de comunistas e terroristas como José Dirceu, Dilma Roussef, Franklin Martins, José Genuíno, Paulo Vannuchi, Tarso Genro, Bruno Maranhão, Carlos Minc, Gilney Viana, Diógenes de Oliveira, Aloysio Nunes Ferreira e tantos outros, para citar, apenas, os que mais se destacam – como Franklin Martins, conselheiro íntimo de Lula, um dos seqüestradores do Embaixador Americano e leitor do “manifesto” que ameaçava de execução aquele embaixador, se o Governo Brasileiro não colocasse em liberdade e garantisse a extradição de outros comunistas terroristas presos. 2- Apoiou e continua apoiando e subvencionando todas as violentas invasões de terras pelo MST, um movimento ilegal de orientação comunista. 3- “MANTEVE-SE EM SILÊNCIO”, como se de nada soubesse, depois de comprovados todos os escândalos do “Mensalão”, a serviço dos comunistas. 4- Omitiu-se, vergonhosamente, depois do assassinato, quem sabe, “justiçamento”, de Celso Daniel, o Prefeito de Santo André. 5- E por último, recentemente, aprovou a extradição , em avião da Venezuela, de dois atletas cubanos que não queriam voltar para Cuba. 6- E o mais grave, sintomático e ilógico porque poderia trazer, como trouxe, grave desentendimento diplomático com a Itália, comportou-se como se nada soubesse e não fosse responsabilidade sua, admitindo que o Ministro Tarso Genro negasse a extradição para aquele País, do comunista terrorista assassino, Cezare Battisti, condenado por um Tribunal Regular da Itália democrática. Não temos dúvida de que em qualquer País do Mundo Democrático Civilizado, o Ministro Tarso Genro seria, sumariamente, demitido. Pode-se admitir que Lula não estivesse por dentro das manipulações comunistas de seu ministro da Justiça?
E as visitas e contatos mais estreitos e afetivos com Fidel Castro, com Chavez e Morales, não obstante os problemas econômico-financeiros com estes dois últimos?
Se recuarmos um pouco no tempo, para os últimos 25 anos do século passado, após a derrota do Comunismo Internacional no Brasil, vamos encontrar Lula começando a liderar o que seria depois o PT, ainda sem este nome, em São Paulo, na ocasião recebendo grande apoio da “Igreja Católica Progressista” assim como de outros agrupamentos semelhantes em todo o Brasil, todos eles liderados por notórios comunistas, como Prestes, outros, e até Rosa da Fonseca, no Ceará.
E usa o “VOTO DO SILÊNCIO” para salvar a si próprio, os seus comparsas e o PT das gravíssimas acusações comprovadas ou em vias de comprovação de crimes de corrupção e até de assassinato - “JUSTIÇAMENTO”; e porque é indisfarçável sua vinculação e conivência com os Governos de Cuba, da Venezuela e da Bolívia, não temos dúvidas de concluir que:
LULA SEMPRE FOI – desde que era líder sindical - E CONTINUA SENDO – em disfarce não convincente de presidente democrata, como se qualifica – UM COMUNISTA ESPERTO APROVEITADOR DE SITUAÇÕES, TUDO CONFORME GRAMSCY.
Diz a sabedoria popular: DIZE-ME COM QUEM ANDAS E TE DIREI QUEM ÉS.
ESTAMOS VIVOS! GRUPO GUARARAPES! PERSONALIDADE JURÍDICA sob reg. Nº 12 58 93, Cartório do 1º registro de títulos e documentos, em Fortaleza. Somos 1.676 CIVIS – 49 da Marinha – 465 do Exército – 49 DA Aeronáutica; total 2.239. In memoriam30 militares e 2 civis. batistapinheiro30@yahoo.com.br
http://www.fortalweb.com.br/grupoguararapes
QUEM NÃO DESEJAR RECEBER NOSSOS DOCUMENTOS , FAVOR AVISAR
TERRORISMO É CRIME HEDIONDO
Enero 3rd, 2010 at 20:08
circula na internet
“MILITARES, NUNCA MAIS!
por Millôr Fernandes.
Ainda bem que hoje tudo é diferente: temos um PT sério, honesto e progressista. Cresce o grupo que não quer mais ver MILITARES NO PODER, pelas razões abaixo:
Militar no poder, nunca mais. Só fizeram lambanças! Tiraram o cenário bucólico que havia na Via Dutra de uma só pista, que foi duplicada e recebeu melhorias; acabaram aí com as emoções das curvas mal construídas e os solavancos estimulantes provocados pelos buracos na pista. Não satisfeitos, fizeram o mesmo com a rodovia Rio-Juiz de Fora. Com a construção da ponte Rio-Niterói, acabaram com o sonho de crescimento da pequena Magé, cidade nos fundos da Baía de Guanabara, que era caminho obrigatório dos que iam de um lado ao outro e não queriam sofrer na espera da barcaça que levava meia dúzia de carros.
Criaram esse maldito do Pro-Álcool, com o medo infundado de que o petróleo iria acabar um dia. Para apressar logo o fim do chamado “ouro negro”, deram um impulso gigantesco à Petrobrás, que passou a extrair petróleo 10 vezes mais (de 75 mil barris diários, passou a produzir 750 mil); sem contar o fedor de bêbado que os carros passaram a ter com o uso do álcool.
Enfiaram o Brasil numa disputa estressante, levando-o da posição de 45.ª economia do mundo para a posição de 8.ª, trazendo com isso uma nociva onda de inveja mundial.
Tiraram o sossego da vida ociosa de 13 milhões de brasileiros, que, com a gigantesca oferta de emprego, ficaram sem a desculpa do “estou desempregado”.
Em 1971, no governo militar, o Brasil alcançou a posição de segundo maior construtor de navios no mundo. Uma desgraça completa.
Com gigantesca oferta de empregos, baixaram consideravelmente os índices de roubos e assaltos. Sem aquela emoção de estar na iminência de sofrer um assalto, os nossos passeios perderem completamente a graça.
Alteraram profundamente a topografia do território brasileiro com a construção de hidrelétricas gigantescas (TUCURUÍ, ILHA SOLTEIRA, JUPIÁ e ITAIPU), o que obrigou as nossas crianças a aprenderem sobre essas bobagens de nomes esquisitos. O Brasil, que antes vivia o romantismo do jantar à luz de velas ou de lamparinas, teve que tolerar a instalação de milhares de torres de alta tensão espalhadas pelo território nacional, levando energia elétrica a quem nunca precisou disso. Implementaram os metrôs de São Paulo, Rio, Belo Horizonte e Recife, deixando tudo pronto para atazanar a vida dos cidadãos e o trânsito nestas cidades.
Baniram do Brasil pessoas bem intencionadas, que queriam implantar aqui um regime político que fazia a felicidade dos russos, cubanos e chineses, em cujos países as pessoas se reuniam em fila nas ruas apenas para bater-papo, e ninguém pensava em sair a passeio para nenhum outro país. Foram demasiadamente rigorosos com os simpatizantes daqueles regimes, só porque soltaram uma “bombinha de São João” no aeroporto de Guararapes, onde alguns inocentes morreram de susto apenas.
Os militares são muito estressados. Fazem tempestade em copo d’água só por causa de alguns assaltos a bancos, seqüestros de diplomatas… ninharias que qualquer delegado de polícia resolve.
Tiraram-nos o interesse pela Política, vez que os deputados e senadores daquela época não nos brindavam com esses deliciosos escândalos que fazem a alegria da gente hoje.
Inventaram um tal de PROJETO RONDON, para que os nossos universitários conhecessem os problemas dos brasileiros desassistidos nos grotões da Amazônia, Centro-oeste e Nordeste; o FGTS, PIS e PASEP, só para criar atritos entre empregados e patrões. Para piorar a coisa, ainda criaram o MOBRAL, que ensinou milhões a ler e escrever, aumentando mais ainda o poder desses empregados contra os seus patrões.
Nem o homem do campo escapou, porque criaram para ele o FUNRURAL, tirando do pobre coitado a doce preocupação que ele tinha com o seu futuro. Era tão bom imaginar-se velhinho, pedindo esmolas para sobreviver.
Outras desgraças criadas pelos militares:
Trouxeram a TV em cores para as nossas casas, pelas mãos e burrice de um oficial do Exército, formado pelo Instituto Militar de Engenharia, que inventou o sistema PAL-M. Criaram a EMBRATEL; TELEBRÁS; ANGRA I e II; INPS, IAPAS, DATAPREV, LBA, FUNABEM.
Tudo isso e muito mais os militares fizeram em 22 anos de governo. Depois que entregaram o governo aos civis, estes, nos vinte anos seguinte, não fizeram nem 10% dos estragos que os militares fizeram.
Tem muito mais coisas horrorosas que eles, os militares, criaram, mas o que está escrito acima é o bastante para dizermos: “Militar no poder, nunca mais”!!! Salvo os domesticados…
“A justiça atrasada não é justiça, senão injustiça qualificada e manifesta” (Rui Barbosa em “Oração aos Moços”).
“O cinema e a literatura inventaram o herói sem causa. O parlamento brasileiro consagrou o canalha sem jaça”. (Millôr Fernandes).”
Enero 3rd, 2010 at 19:59
Ternuma-Bsb
A respeito desse “Direito à Memória e à Verdade”
Ternuma Regional Brasília
PChagas
Caros amigos
A respeito desse “Direito à Memória e à Verdade”, devo lhes dizer que seu mentor, o Sr Paulo Vannuchi, é um recalcado, um idiota completo, um mau caráter de carteirinha, um hipócrita compulsivo, mais um enganador que nunca se conformou em ter sido sido tolhido em seu desiderato de bandido e terrorista a serviço do comunismo internacional.
Tem convenientemente os olhos nas costas, está estrategicamente parado no tempo e, propositadamente, enxerga não mais que a um palmo do seu nojento nariz.
O que ele quer de fato é a agitação, é a desarmonia, é a desmoralização das Forças, que frustraram o sonho ensandecido de assassinar a liberdade e transformar o Brasil numa grande Cuba.
Refere-se à verdade e aos direitos humanos olhando para o passado, ansioso por uma vingancinha privada, mesquinha e caolha, quando tudo o que diz que é contra e que denuncia está a acontecer diariamente nas barbas das ditas autoridades (digo “ditas” porque não têm preparo moral para exercer ou entender o que é ser uma autoridade) e sobre o lombo da sociedade.
Olha para o passado, mas não quer ver o presente; clama pela verdade, mas omite seu tenebroso passado bandido e mente sobre o que entende como liberdade e democracia; e olha para Cuba como um ideal de “verdade e direitos humanos” para o Brasil!
Tanto os incompetentes que dirigem a segurança pública quanto os delinquentes, assassinos, traficantes e guerrilheiros rurais, cujos direitos de pseudo-humanos ele defende (certamente por identificar-se com as gangues), torturam, achacam, viciam, corrompem, matam, sequestram, invadem, destroem, estupram, seviciam, agridem, ameaçam, maltratam, intimidam, zombam e cospem na cara dos idiotas que compõem a chamada “sociedade civil”, uma massa de bovinos alimentada a fartas rações de demagogia e assistencialismo, e que se deixa tanger a golpes de mentiras e omissões, sob o toque dos berrantes de fanfarrões e corruptos, rumo ao curral arcaico do totalitarismo socialista!
Esta é a obra a que se propõe o Sr Vannuchi e toda esta escória que se aboletou no poder da República, infelizmente.
Todavia, para tudo há um limite e é prudente não ultrapassá-lo! O Leão é manso, está tranquilo, observa de longe, em silêncio e no habitat onde prefere estar, mas dá sinais de que não gosta do tratamento que lhe estão a dispensar e já emitiu um primeiro rugido de desconforto, para desespero dos que já sentiram seu bafo de perto, felizmente…
Enero 3rd, 2010 at 19:54
Anistia só para eles?…
(Ebenézer Anselmo – Membro da AELB, escritor e articulista político)
O presidente Lula assinou um decreto que determina a investigação e a punição dos agentes federais e das Forças Armadas por atos cometidos durante a ditadura militar. Atitude estranha, absurda e irresponsável pelo fato de estar ainda em vigor a Lei de Anistia, que muitos gostavam de chamar, na época em que entrou em vigor, de “ampla, geral e irrestrita”, principalmente, os que sempre combateram a ditadura, quais sejam, os seqüestradores de embaixadores, os que cometeram assassinatos através de atentados à bomba, os assaltos de bancos (cofre de político já falecido contendo vultosa quantia) e, até mesmo assaltos de residências.
Estes mesmos, autores de atos de extrema violência em defesa da implantação de um regime ditatorial de esquerda, ocupam hoje altos cargos na administração pública e agora querem por que querem que a anistia aprovada e até hoje em vigor, deixe de ser ampla, geral e irrestrita. Agora que são detentores de todo o poder e mandam e desmandam, querem punir os que agiram obedecendo ordens de forças legalmente constituídas, em luta contra forças ilegais, que queriam tomar o poder e implantar uma ditadura comunista no Brasil.
A Lei de Anistia de 1979 foi uma solução para selar um pacto de convivência democrática na sociedade pós-revolução. Hoje constatamos que são recorrentes as investidas da Secretaria Nacional de Direitos Humanos, tentando reabrir antigas seqüelas deixadas dos dois lados após a Revolução de 31 de março de 64. Criar um “Grupo de Trabalho para propor uma Comissão Nacional da Verdade”, é um perigoso retrocesso que pode levar a conseqüências inimagináveis.
Pedir revisão da Lei de Anistia para punir apenas as forças federais que lutaram contra terroristas, assaltantes de bancos, seqüestradores e assassinos, é no mínimo um contra senso. É preciso que fique bem claro para os jovens de hoje, que não viveram aqueles momentos, que, os que hoje se apresentam como vítimas de uma ditadura e que lutaram pelo restabelecimento da democracia, foram os causadores da ditadura militar. E sua luta buscava a implantação de outra ditadura, a ditadura do proletariado. Em represália, forças que se opunham a tal intento, estabeleceram uma ditadura que perdurou no nosso país por 20 anos. Atingido seus objetivos, abriu-se a si mesma, restabelecendo a democracia, conquistada pelo povo e propiciada e sustentada pela Lei de Anistia, “ampla, geral e irrestrita”.
Se a hora é de pedir punição para os que lutaram para evitar uma ditadura sanguinária de esquerda, também é hora de pedir punição para os terroristas daquela época, que lutavam para implantar a pior das ditaduras: A ditadura comunista. Felizmente, foram derrotados, mas, foi uma vitoria de Pirro, pois hoje todos aqueles têm plenos acessos aos mais altos cargos públicos e às chefias dos mais altos escalões do governo, alem de polpudas indenizações e aposentadorias milionárias. São os novos “heróis” desse país, heróis de consciências pesadas. Heróis de caras sujas e bolsos, cuecas e meias, tamanho família.
Dignas de aplausos as atitudes do Ministro da Defesa, Nelson Jobim, e dos comandantes militares que apresentaram cartas de demissão ao presidente Lula, que mais uma vez foi envolvido por este sinistro super-secretário ideológico, sr Paulo Vanucchi, que apresentou um Programa Nacional de Direitos Humanos que afronta a Lei de Anistia, tentando transformá-la apenas na “Lei de Anistia dos Terroristas, Assassinos e Assaltantes de Bancos”. Agem como se não bastassem seus atuais incríveis privilégios. Querem mais, sempre mais
Enero 3rd, 2010 at 19:45
O comunista Stalin, na década de 1930, estabeleceu, na Rússia, a semana de cinco dias de trabalho contínuo, seguido de um dia de descanso, pasmem!!! Era para o povo perder a referência do domingo, da missa; nessa luta contra a religião, Stalin prendeu, deportou e mandou executar centenas de padres e religiosos da Igreja Ortodoxa Russa; mandou destruir as igrejas, aumentou os impostos dos religiosos, confiscou suas moradias, e por fim, confiscou os sinos da igreja porque perturbavam o repouso dos comunistas!!!
A provocadora marilia, recomendamos a leitura do Livro Negro do Comunismo de historiadores franceses que conta uma pequena parte do maior massacre planetário cometido pelos comunistas no período de 1917 a 1989!!!! Que causou mais de 100 milhões de mortes, a maioria crianças, mulheres e idosos inocentes. Comunista pode não comer criancinhas, mas, com certeza, mataram muitas…
Enero 3rd, 2010 at 19:13
Queridos gusanos e jimmies,
Manoel, voce ainda chega la. Saudades.
Entre o original e a copia, prefiro o primeiro, o impagavel Professor Hariovaldo Almeida Prado, ainda que a copia por vezes me divirta. Rio a mao cheia.
A correspondencia enviada pelo Irmão Dom José Cupertino de Porciúncula y Bobadilla muito me emocionou, pois é um verdadeiro manifesto contra essa mentirosa referência globalizada positiva ao líder da ditadura lullopetista.
Hummm…sei, as ditaduras nao prestam…mas, deixemos os torturadores e estupradores do Brasil em paz, ne mesmo? Que liberais de meia tijela…Gente, isso nao eh liberalismo, isto eh fanatismo copiado da extrema direita religiosa do imperio.
O liberalismo verdadeiro nao tolera a violencia do estado contra o individuo. Quanto mais a violencia covarde dos que se esconderam com capuzes, chafurdaram com financiamentos ilegais, roubos, estupros e tortura.
Mas, tudo bem…estuda mais um pouco…voce chega lah. O liberalismo te abracara.
Beijinhos
Enero 3rd, 2010 at 19:08
Abaixo a todas as ditaduras! Viva a liberdade de expressão e a livre circulação de idéias, coisa que inexiste no moribundo regime castrista.
Enero 3rd, 2010 at 18:01
A gusana Marília deve ler imdiatamente o texto do blog de Reinaldo Azevedo “Terroristas caçam torturadores ? Em nome do quê? ” postado hoje, dia 03/01/2010. Na verdade indico a todos.
Interessante também o post “Até Gaspari reconhece, mas…”
Essa gentalha é mesmo de dar nó no estômago. É incapaz de raciocinar, e se o fazem, a desonestidade não permite que enxergue a verdade.É o caso da tal Marília, a gusana, que tem para desculpá-la uma insanável burrice. Pode-se observar a desonestidade de Élio Gaspari, que não esquece de dar um caráter negativo até mesmo naquilo que ele se vê obrigado a reconhecer como mérito. Como ele não sofre da burrice sacrossanta da gusana Marília, seu problema é mesmo desonestidade intelectual.
Enero 3rd, 2010 at 18:01
A gusana Marília deve ler imdiatamente o texto do blog de Reinaldo Azevedo “Terrorias caçam torturadores ? Em nome do quê? ” postado hoje, dia 03/01/2010. Na verdade indico a todos.
Interessante também o post “Até Gaspari reconhece, mas…”
Essa gentalha é mesmo de dar nó no estômago. É incapaz de raciocinar, e se o fazem, a desonestidade não permite que enxergue a verdade.É o caso da tal Marília, a gusana, que tem para desculpá-la uma insanável burrice. Pode-se observar a desonestidade de Élio Gaspari, que não esquece de dar um caráter negativo até mesmo naquilo que ele se vê obrigado a reconhecer como mérito. Como ele não sofre da burrice sacrossanta da gusana Marília, seu problema é mesmo desonestidade intelectual.
Enero 3rd, 2010 at 15:56
Eu não sou a favor de ditadura nenhuma… Por isso venho sempre a este blog. A ditadura brasileira já acabou mas a cubana ainda está de pé, vivinha da silva. Defensor de ditadura é quem vem aqui apoiar Fidel Castro. E ainda por cima hipócrita, pois ditadura brasileira matou bem menos que a castrista. Mas parece que para o comunismo há sempre uma desculpa, por isso sobrevive até hoje, mesmo sendo totalmente incompatível com a democracia. Ditadura é sempre ruim, mas se for socialista é pior.
Viva a liberdade e a democracia! Viva Yoani!
Enero 3rd, 2010 at 12:49
A monarquia do Czar Nicolau poupou Stalin nos campos de trabalhos forçados na Sibéria; Fulgêncio Batista anistiou o jovem advogado Fidel Castro condenado por subversão a ordem em Cuba em meados da década de 1950; Os governos militares brasileiros anistiaram os guerrilheiros terroristas e subversivos que hoje compõem o governo Lulla.
Por outro lado, as ditaduras totalitárias não poupam ninguém: Stalin executou oponentes e até mesmo companheiros de partido; Mao Tse Tung fuzilou todos os que se opunham a sua “Revolução Cultural”; Pol Phot matou 20% dos seus compatriotas, mais de 2 milhões de pesoas; Fidel Castro fuzilou no paredon mais de 30 mil opositores e dissidentes; Chavez, Ortega, Evo, Correa estão a caminho do abismo para o seu povo; Kim jhon II executou dissidentes na Coréia do Norte.
O caminho mais correto ou menos pior para a humanidade, ou menos devastador em perdas humanas, comprovadamente é a democracia e a liberdade!
Esperamos que o Brasil não se entregue de mãos beijadas ao comunismo internacional, especialista em ódio de classes, perseguições aos oponentes e dissidentes, perpetuação no poder, incompetência na gestão de recursos, pessoas e estratégias de médio e longo prazo, em especial na área de direitos humanos e econômica.
Deus proteja os presos políticos em Cuba, China, Coréia do Norte e Venezuela.
Enero 3rd, 2010 at 11:38
um relato emocionante aqui:
http://voztraslasrejaspt.blogs.....don-1.html
Enero 3rd, 2010 at 11:11
Agora a putana endoidou?!?
What fuck do you talking about?
Porque você gusana jimmie babaovo petralha não nos conta o que está acontecendo neste momento nas masmorras fétidas cubanas com os presos de consciência cubanos que estão sendo torturados - “e esclarecer alguns detalhes: quando estupravam e torturavam, cheiravam antes ou iam a seco? “entre os quais 28 jornalistas?!?
Eu nunca apoiei nem fiz parte de ditadura nenhuma, mas você “putana gusana” FAZ quando apoia os ditadores assassinos coma andante e anão moral!
Enero 3rd, 2010 at 11:03
queridos gusanos e jimmies,
a comissão sobre a verdade e a justiça não pretende levá-los para a cadeia. Apenas revelar vossos nomes. e esclarecer alguns detalhes: quando estupravam e torturavam, cheiravam antes ou iam a seco? quando esquartejaram o deputado democrata (não socialista, não comunista) rubens paiva, tinham tomado um goró antes?
eu conheço um de vocês. um que ficou viciado. batia na mulher, nos filhos, brigava na rua. Conheci no pinel.
Seus filhos e esposas tem o direito de saber como vocês operavam, o que vocês faziam.
os que pegaram em armas contra a ditadura, tem seus nomes conhecidos, expostos, analisados. qualquer um pode fazer o juizo de valor que quiser sobre eles.
o mesmo acontecerá com vocês. Não se iludam, jimmies, seus nomes virão a tona. Mais cedo ou mais tarde.
Beijinhos
Enero 3rd, 2010 at 10:56
.
2010 parece que será um difícil ano para a economia cubana.
Pelo que se esperava, não foram tomadas medidas mais fortes para estimular a economia.
O bloqueio do envio dos lucros das empresas estrangeiras para o exterior, é o principal anúncio das dificuldades que a ilha agora passa.
Não sou otimista quando a alguma mudança política na ilha.
Raul Castro parece que já tomou tomas as medidas possíveis para estimular a economia e se dá ao luxo de atacar os EUA.
A solução para o povo cubano é emigrar.
Não será um ano novo, mas sim um ano como os do passado.
Enero 2nd, 2010 at 21:46
… o pão nosso de cada dia nos dai hoje, mas livrai-nos do mal …
Enero 2nd, 2010 at 13:03
Notícias à jimmie gusana putana babaovo petralha-
Antigos caciques de volta à cena
Ao completar 30 anos, o PT está prestes a reintegrar na direção do partido os protagonistas do maior escândalo que abalou a legenda, conhecido como mensalão, um suposto esquema de pagamento a deputados da base aliada para garantir apoio ao governo. O Diretório Nacional que tomará posse em fevereiro, quando a legenda faz aniversário, deverá incluir o nome de alguns deles, como o do ex-ministro da Casa Civil, José Dirceu, do ex-presidente José Genoino e do ex-presidente da Câmara, João Paulo Cunha, réus no processo aberto pelo Supremo Tribunal Federal. Todos eles integraram a chapa vencedora, o Partido que Muda o Brasil, que recebeu 55,1% dos votos e fazem parte da mesma corrente do presidente eleito José Eduardo Dutra e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a Construindo um Novo Brasil.
Alguns filiados defendem a participação dos mensaleiros até na Executiva Nacional, uma instância menor (composta por 21 membros, enquanto o Diretório tem 81) e que com maior poder, mas isso ainda depende de negociação entre as chapas, que têm até dia 26 para encaminhar os nomes dos indicados para o Diretório. A discussão nos bastidores começou logo depois do primeiro turno da eleição interna no final de novembro, quando meio milhão de filiados foi às urnas. José Nobre Guimarães – irmão de José Genoino, que teve um assessor preso com dólares na cueca – e Mônica Valente, mulher do ex-tesoureiro Delúbio Soares, já integram o atual diretório, que será substituído dentro de um mês
Enero 2nd, 2010 at 12:43
CUBAZUELA - É O FIM DA PICADA!!!
“As pessoas que tiveram ossos de parentes roubados culpam o governo Chávez, por ter trazido milhares de consultores políticos cubanos ao país nesta década. Eles reconhecem a importância dos ossos humanos para sua religião.
Colocam-nos em um caldeirão chamado de “nganga”, junto com terra e gravetos, e oferecem a um espírito, ou “mpungu”. Mas os paleros, como são conhecidos os seguidores da religião, protegem muitas de suas práticas de pessoas de fora. E certamente não são só ossos o que roubam nos ricos túmulos do cemitério estatal, cuja grandeza de suas tumbas evoca, para alguns, Père Lachaise, em Paris. Tudo lá é saqueado. Se passa lá o mesmo que no país. ”
a revolução
nos cemitérios
Além da favelização urbana da Venezuela do socialismo bolivariano de Hugo Chávez, a degradação é observada também nos cemitérios, invadidos e saqueados. O The New York Times de hoje traz matéria mostrando o caos “nos caminhos do Cementerio General del Sur, onde os mausoléus de estadistas e estrelas de cinema permanecem ao lado das sepulturas de aristocratas e milhares de pessoas comuns. Leões esculpidos observam do alto de sepulcros. Elegância, e não a anarquia, já definiu este local de descanso. Hoje, criptas de temidos governantes militares foram saqueadas. Caixões, abertos com pés-de-cabra, ficam largados sob as árvores. Barras e portões com cadeados cercam os túmulos de algumas famílias, como se isso pudesse protegê-los de uma perturbadora realidade: em Caracas, nem mesmo a cidade dos mortos está segura.
Acompanhando os crescentes níveis de assassinatos e sequestros da Venezuela, os cemitérios são o cenário para uma nova onda de crimes. Ladrões de sepulturas as estão saqueando em busca de ossos humanos, suprindo a demanda de alguns praticantes de uma religião cubana de rápido crescimento chamada Palo - que usa ossos em suas cerimônias.
A situação nos cemitérios reflete um colapso social, onde a impunidade está disseminada. Os crimes violentos e a corrupção policial no país estão impregnados, mesmo com o presidente Hugo Chávez pedindo pela criação de um “novo homem” - como parte de sua revolução inspirada no socialismo.
Enero 2nd, 2010 at 11:50
“‘Que se vá o mal, que se vá’ pensamos - em uníssono - milhões de cubanos.”
Ou em outras palavras: Que vá para o inferno o assassino coma andante e seu irmão também homicida anão moral e todos aqueles que apoiam a ditadura familiar, inclusive os da banânia, destacando-se o falso frade, a múmia arquiteta e o pseudo intelectual, bem como os petralhas em geral!