Final de partida

Estamos no meio do festival de teatro e isso ajuda a escapar da aborrecida programação televisiva e das limitadas opções de recreação - quase todas em pesos conversíveis - da noite habanera. Guiados pelo drama e pela comédia, tentamos afastar os problemas cotidianos, as desgostos e as dúvidas que nos gera este roteiro do absurdo em que vivemos. Porém nas penumbras dessas salas nem sempre se consegue a escapada, mas sim pode-se encontrar as chaves para reconstituirmos nossa realidade e reinterpretá-la.
No sábado foi exibido no pequeno espaço do teatro Argos - rua Ayestarán esquina de 20 de maio - a obra de Samuel Beckett “Final de partida”. Fomos cedo para conseguir espaço nas rústicas arquibancadas de madeira. Creiam-me que estar quase duas horas sem apoiar as costas e sobre uma tábua dura de madeira só se pode resistir se trata-se de uma magnífica encenação. Pois bem, a de ontem a noite era do tipo que fazia esquecer as cãibras e a dor na cervical. E não porque motivara ao divertimento, ou ao riso, mas sim por gerar em nós essa angústia que nos mantém em suspense, essa inquietude humana que nos faz reparar em tudo que nos falta.
Um ancião cego e agonizante mantém uma relação de maltratos e submissão com seu servente que enclausura na rotina e na chantagem. De uma cadeira de rodas o convalescente caprichoso quer controlar tudo o que ocorre e utiliza os olhos do seu súdito para estar enteirado. Uma gratidão doentia e a incapacidade de imaginar outras circunstâncias de vida, fazem com que Clov esteja preso a seu amo Hamm e que postergue o dia de conseguir sua independência. De uma janela suja se vê o mar, símbolo de todo o proibido que existe fora, de tudo que nos está proibido experimentar.
Andamos logo para casa, transpassados pelo desassossego em que nos deixou a encenação. Foram fortes as paredes pintadas de preto, os gritos do déspota pedindo atenção e testemunharmos - com tanta crueza e familiaridade - a “natureza inqualificável das relações de poder, seu mistério e seu ritual de culpas, chantagens, imposições, perdões, manipulações…”*.
*Palavras de Carlos Celdrán, diretor de Argos Teatro, no catálogo da obra “Final de partida”, interpretada por Pancho García, Waldo Franco, José Luís Hidalgo e Verónica Díaz.
Traduzido por Humberto Sisley de Souza Neto














Noviembre 19th, 2009 at 19:23
olá yoani, que bom que pelos menos tem teatro nesta terra de maldades; quem consegue ir ao teatro com o baixo salario que voces recebem ? ter inclusive um festival me parece muito bom, mas é possivel para cubanos ou só para turistas ?
Noviembre 19th, 2009 at 06:20
“Manoel” menssalino era teu pai, graças a ele entraste pela janela a trabalhar ou não te lembras?
Sempre um dedo duro e puxa saco, e agora um antro de pureza e de bondade.
O tempo é implacável, mãos sujas e mentiroso.
Noviembre 17th, 2009 at 10:37
O Manolo sacou as unhas, apóia o governo narcotraficante de Uribe. E as bases militares na America Latina
Não poderia esperar-se outra coisa destes ex-militares torturadores, que ainda não foram julgados.
Cretinos
mariaaria@ibest.com.br
Noviembre 17th, 2009 at 08:15
Quando se pergunta a esta turma de gusanos (coletivo de vermes) sobre Batista, Somoza, Pinochet, Uribe não abrem o bico.
Reacionários.
mariaaria@ibest.com.br
Noviembre 14th, 2009 at 12:40
Porque não te calas maria?, a baixa!
Noviembre 14th, 2009 at 08:21
Ao militar aposentado (Manoel, Dirce, etc.)que está ganhando uma graninha extra.
Vocês gostam mesmo é dos Pinochet, Somoza, Hitler, Uribe, do presidente de turno dos EEUU e gostariam mesmo de rosas a ostra da yani.
Pilantras
Noviembre 12th, 2009 at 12:20
Manolo.
È a tua mãe
Noviembre 12th, 2009 at 09:52
Carlota
Destacam modelo social cubano em atenção da infância
11 nov
O modelo de desenvolvimento social cubano é digno de estudo por garantir os direitos de todos as crianças, destacou hoje o representante neste país do Fundo de Nações Unidas para a Infância, José Juan Ortiz.
Em declarações à Agência de Informação Nacional, o servidor público afirmou que o mundo tem a responsabilidade ética e moral de contar com os resultados do gerenciamento da ilha caribenha sobre a infância.
Afirmou que nenhum pequeno de Cuba está entre os milhões de menores de idade da órbita que não assistem à escola, padecem de desnutrição ou são explorados sexualmente e com trabalho infantil.
Por essa razão, Ortiz qualificou de paradigmática a aplicação nesta nação antilhana da Convenção sobre os Direitos da Criança, um tratado aprovado pela Assembleia Geral da Organização de Nações Unidas há duas décadas.
Desde inícios da Revolução, em 1 de janeiro de 1959, Cuba começou a pôr em prática vários programas e medidas legislativas para favorecer o desenvolvimento dos infantes e oferecer um tratamento especial às mães.
Noviembre 8th, 2009 at 16:53
O tal do Lúcio Jr. ainda não entendeu que o objetivo deste blog não é discutir a obra de Beckett e muito menos o trabalho de seu ídolo. Que interesse teria Yoani para procurá-lo ? É muita pretensão !
Noviembre 7th, 2009 at 15:04
Deliciem-se
Com o que? BLABLABLABLABLA
HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA
LEITURA MARXISTA NESTE BLOG??????
É OU NÃO É UM DEMENTE ESQUERDOPATA?
VÁ PROCURAR SUA TURMA NAS OSTRAS CUBANAS DEMENTE
Noviembre 7th, 2009 at 14:49
Pessoal: vejam, esse amigo meu, Cláudio Duarte, faz uma leitura marxista de Beckett. Deliciem-se.
O ensaio de Adorno sobre Beckett é uma de suas obras-primas. Apesar disso, como todo ensaio, ele propositalmente não esgota o assunto, mas abre o texto para outros (daí o nome.. Para compreender Fim de Partida), propondo uma porção de interrogações sobre o universo beckettiano, visto como um enigma. (Um pouco assim procedem também Candido e Schwarz em seus ensaios sobre Rosa e Machado).
Imergindo nas formas, encontramos o elemento histórico. E quando buscamos as teias desse elemento histórico, encontramos detalhes importantes contidos nessas formas, que não aparecem, caso ficarmos somente procurando referências culturais, meio etéreas e muito universalizantes (”la condition humaine”), intralinguísticas, estilísticas, etc. (no diálogo intertexto p.ex.).
Vou dar só um exemplo: Hamm e Clov, em Fim de Partida, tem menos a ver com alguma forma de universal pessimista (sobre o homem) do que sobre a situação da dominação social no momento em que a ratio do capital se autonomiza completamente, ao mesmo tempo em que expõe tal dominação como um casulo sem conteúdo e sem sentido; e lá onde parece estar tudo petrificado em sua recorrência eterna encontra-se o movimento e a possibilidade de antever que não precisaria mais ser assim. Fim de Partida é a história de uma ruptura objetiva prestes a acontecer, sempre virtual, mas que não se desata entre outros fatores pela inércia natural das relações, que constitui sujeitos fracos ou impotentes. Mas o dominante (Hamm) aparece tão ou mais dependente que o escravo (Clov). Ambos semi-mortos. Dito assim parece tosco, mas isso rende muito na análise formal: as elipses, as redundâncias, a pobreza intencional do vocabulário e do cenário, aliás, índice da destruição ecológica, o elemento satírico, a estrutura circular, etc.
O Terry Eagleton tem um ensaio recente na New Left Review chamado Political Beckett. Não o li ainda, mas parece interessante para julgar se Adorno ainda vale ou não. O mesmo vale para o Kafka de Benjamin ou de Adorno. São obras-primas do ensaio do século XX.
Noviembre 7th, 2009 at 12:47
E esqueci,
A maria, a demente, voltou, com seu nível de esgoto, para falar mal dos democratas!
Vá se tratar doente mental ou se preferir
VÁ SE ROÇAR NAS OSTRAS CUBANAS DA DITADURA QUE VOCÊ TANTO ADORA SUA ANORMAl!
Noviembre 7th, 2009 at 12:39
“Ganhou o prêmio por puxar saco de americano, CARAJO!”
Essa você não contestou.
Eu prefiro logicamente o Reinaldo, porque o meu meio xará se revelou um ótimo lobista do capital alheio, mas melhor do que o primeiro é o Olavão, hehehehe
Os assassinatos em massa, fuzilamentos a sangue frio cometidos pelo porco fedido não são mostrados, então é mais uma ficção de Roliude para agradar os esquerdopatas, não tem nada de fiel não. E do jeito íntimo que você se referiu ao raul assassino não me pareceu piada não. Eu nunca citaria o ditador assassino Pinochet para nada, nem por piada!
Mas você prefere ditadura à democracia, não é?
Agora a Yoani tomou um esculacho físico dos trogloditas sinistros a mando da ditadura dos castro. Parece que a sua “piada” do raul teve efeito
E para não esquecer:
Vá se roçar nas ostras admirador do porco fedido assassino!
Noviembre 7th, 2009 at 08:51
Oi, Manoel e Dirceu.
Dirceu: a citação do nome de Raul é piada, não é? E olha, acho que Sodenberg foi fiel ao personagem histórico de Che. Gosto de alguma coisa ou outra de Roliúde…mas vc prefere Reinaldo Azevedo a José Dirceu, não é?
Manoel: qual foi a interpretação da Yoani mesmo? Não foi que Hamm era o comitê central, Clov o povo cubano, o mar o mar da Flórida? Gerald não considera Beckett teatro do absurdo, esse é o ponto. Ele conviveu com Beckett, leu toda sua obra, Yoani deveria, sim, procurá-lo.
Noviembre 7th, 2009 at 05:34
Como vai a gusanada (coletivo de vermes)?
mariaaria@ibest.com.br
Noviembre 6th, 2009 at 12:12
Eu li e reli o comentário do Lúcio Jr. e não entendi em que exagerei. Não contesto a autoridade do Sr. Gerald Thomas em Beckett, ou seu talento como diretor de teatro. O que disse é que, nem ele, nem ninguém tem a última palavra sobre o significado de qualquer obra artística. Pode, no máximo, constituir uma referência. A interpretação depende de variáveis que levem em conta a experiência de leitura ( no mais amplo sentido, não somente a leitura do texto escrito )do leitor/espectador, seu maior ou menor conhecimento da história e das diversas escolas literárias e da arte em geral e sua experiência de vida dentro de um contexto histórico. Neste sentido, nada há de estranho que a interpretação de Yoani seja a que ela deixou transparecer em seu post ( pelo menos assim entendi ). No contexto histórico de Cuba, por que não poderia ser interpretada pelo espectador do país, como uma metáfora da realidade vivida por ele ? Deixo claro que não li, e não assisti a nenhuma montagem da peça. Não sei qual a interpretação do Sr. Gerald Thomas e no presente caso, não creio que tenha qualquer importância, por maior que seja sua “autoridade” sobre o assunto.
Para concluir, afirmo que já li muita bobagem escrita por supostas “autoridades” nos mais diversos assuntos. Frequentemente, citamos algumas dessas “autoridades” de maneira nada abonadora para elas.
Noviembre 6th, 2009 at 09:00
“Afinal, não estou sendo pago pela CIA nem pela revista Veja.”
“Ganhou o prêmio por puxar saco de americano, CARAJO!”
Para um esquerdopata, que trata um assassino da família castro ruz de maneira íntima em seu blog, eu (Yoani também) só poderia ser financiado, não posso ter opinião própria fundada em fatos, tenho que estar a serviço dos “yankees imperialista”.
Isto demonstra claramente a mente doentia que eles possuem, junto com a inveja, mesmo porque você sinistro não precisava indicar o blog da Yoani, vez que seu blog é inexpressivo. O fez para chamar atenção à sua insignificância e a de seu blog, citando no post o porco assassino fedido che em filme de Roliude, porque aí sim tem valor os “yankees” do tipo abestalhado Oliver Stone, Seann Penn, Sodenbergh, et caterva.
Continua o conselho:
Vai se roçar nas ostras admirador do fedido fundador da rolha socialista na ilha prisão.
Noviembre 6th, 2009 at 07:46
Oi, pessoal.
Dirceu: olha, eu honestamente indiquei esse blog aqui da Yoani, mas ao ser promovida ela precisa escutar a crítica dos “vermes invejosos”, não acha? Afinal, não estou sendo pago pela CIA nem pela revista Veja.
Manoel: Gerald THomas é autoridade em Beckett e sobre a própria obra; também acredito na morte do autor, mas vc está exagerando. Afinal, qual foi a interpretação que se pode entender de Beckett por Yoani? Não é simplesmente um protesto político? Hamm e Clov não seriam símbolos do inconsciente?
Taí todo o meu post para vcs poderem julgar:
Yoani, o Hype da imprensa demo-tucana
Pessoal: o pessoal da nossa área, literatura e ciências humanas, tem mesmo é que reclamar, protestar, desde Cuba, Honduras ou Bom Despacho. Taí o blog mais comentado dos últimos tempos, o da Yoani, blogueira cubana:
http://www.desdecuba.com/generaciony/
Ela é simpática e quer reclamar como eu reclamo. Ótimo. O que me irrita é o apoio e a festa que se faz em torno dela na imprensa do Brasil. Os blogs não eram uma moda amadora, pornográfica, tosca, sem credibilidade? De repente, quando se fala da Yoani, viram uma janela pura de liberdade! O nosso Congresso não era sujo como pau de galinheiro, papagaio de americanos? De repente, como convidou Yoani e o regime cubano proibiu-a de vir, nosso congressinho sórdido virou reunião de vestais, quase celestial! OOOh!
Hersch Basbaun disse no Provocações do Antônio Abujamra que não sabe que caminhos perseguir para ter sua obra de contista e romancista reconhecida. A Yoani aponta o caminho, Hersch: você precisa levar a água para o moinho onde ela está levando. É isso.
Ela ganhou o prêmio Ortega Y Gasset por que mesmo? Escreveu algum ensaio como os de Ortega Y Gasset? Não! Ganhou o prêmio por puxar saco de americano, CARAJO!
O problema mesmo é que Yoani, escrevendo de um lugar onde não existe a imprensa mainstream, quer ser mainstream, quer o apoio dessa imprensa brasileira demo-tucana. Não conhecendo o ground, ela quer simplesmente sair do underground, afinal. Nada contra ela, acho que o papel dela é importante, o que me irrita é a súbita mudança de discurso na imprensa ao falar dela; o tom para falar dos blogs, por exemplo, no suplemento Pensar, coordenado por João Paulo do Estado de Minas, costumeiramente azedo e agressivo para falar de blogs, de repente torna-se doce, róseo, melífluo para falar do blog-hype de Yoani…ah, pelo amor de Deus, vão se danar, quem vocês pensam que enganam?
Peçam a ela para ficar uma temporada de colunista não-remunerada no Digestivo Cultural do Julio Daio Borges e no suplemento Pensar do Estado de Minas. Aliás, fica essa sugestão para o Raul em Cuba. Yoani precisa levar um choque de capitalismo aqui, precisa provar a gaiolinha invisível do imperialismo de que Che Guevara falou no filme do Steven Sondenberg, experimentando outros deliciosos rituais de poder além dos de Hamm e Clov. Ela é muito bobinha; vai ver que o estado deu muito para ela de mão beijada, ficou como os “sociais-liberais” brasileiros temem que fiquemos, daí as privatizações. Chamem ela para vocês sacanearem nas redações como sacaneiam as estagiárias do calcanhar sujo, fazendo teste do sofá! Chamem, chamem!
Yoani é jóia, mas bem limitadinha. Nós temos aqui muita estudante de Letras escrevendo melhor, com uma visão melhor. Mas ela quebra o galho; como disse, onde não tem imprensa oficial, como ela iria ter visão a respeito da alternativa? Vejam aí embaixo: ela pensa que Beckett é teatro do absurdo. Mandem ela ir conversar com Gerald Thomas a respeito! kkk! Que surpresas o mundo capitalista lhe reserva, queridinha!
Estamos en medio del festival de teatro y eso ayuda a escapar de la aburrida programación televisiva y las limitadas opciones recreativas –casi todas en pesos convertibles- de la noche habanera. Guiados por el drama y la comedia, intentamos disipar los problemas cotidianos, las desazones y las dudas que este guión del absurdo en que vivimos nos genera. Pero en esas salas en penumbras no siempre se logra la evasión, sino que pueden encontrarse las claves para volver sobre nuestra realidad y reinterpretarla.
Noviembre 5th, 2009 at 12:03
O que alguns não entendem, é que, nada do que açonteça no Brasil, ou em qualquer país, por pior que seja, não serve para justificar a ditadura cubana, ou qualquer outra.
O tal socialismo foi implantado em Cuba justamente para trazer o “outro mundo possível”, com justiça, igualdade, fartura, saúde e educação perfeitas. E o que se viu foi apenas uma ditadura totalitária, que socializou a miséria e a injustiça. Nem mesmo acabou com o racismo, e o fato de que exista no Brasil, em nada justifica que exista lá. Afinal, no Brasil ainda não foi implantado o paraíso socialista, apesar de toda a esquerdalha corrupta desejar ardentemente.
Quanto à peça de Samuel Beckett, como qualquer obra artística, admite interpretações diversas. Que eu saiba, o Sr. Gerald Thomas não é a última palavra em nada, nem mesmo sobre sua própria obra, que admite diversas interpretações de acordo com a visão do leitor ou espectador. A interpretação está sempre sujeita a muitas variáveis, que passam pela experiência do leitor/espectador e da situação histórica que ele vive. A possibilidade de múltiplas interpretações, é o que Humberto Eco chama de “obra aberta”, que aliás, dá título a um de seus mais famosas livros, e leitura obrigatória a todos que estudam ou tenham algum interesse pela arte, especialmente literatura. Uma peça de teatro, enquanto texto, não deixa de ser obra literária .
Noviembre 5th, 2009 at 08:29
Extraído do blog do esquerdopata do 15 e 16:
“Peçam a ela para ficar uma temporada de colunista não-remunerada no Digestivo Cultural do Julio Daio Borges e no suplemento Pensar do Estado de Minas. Aliás, fica essa sugestão para o Raul em Cuba. Yoani precisa levar um choque de capitalismo aqui, precisa provar a gaiolinha invisível do imperialismo de que Che Guevara falou no filme do Steven Sondenberg, experimentando outros deliciosos rituais de poder além dos de Hamm e Clov. Ela é muito bobinha; vai ver que o estado deu muito para ela de mão beijada, ficou como os “sociais-liberais” brasileiros temem que fiquemos, daí as privatizações. Chamem ela para vocês sacanearem nas redações como sacaneiam as estagiárias do calcanhar sujo, fazendo teste do sofá! Chamem, chamem”
Acredita em filme de Roliude quando é a favor da demência do outro mundo possível e tem uma inveja terrível, característica marcante e vísivel em todos os admiradores da rolha socialista!
Como não tem audiência no seu blog sinistro, vem neste para destilar seu pretenso saber cultural.
Vai se roçar nas ostras verme invejoso!
Noviembre 5th, 2009 at 06:32
PS: mais um detalhe: Yoani, Gerald Thomas não aceita, por exemplo, o rótulo de “teatro de absurdo” dado a Beckett e que vc me parece aceitar…
Att
Lúcio Jr.
Noviembre 5th, 2009 at 06:25
Oi, Yoani. Será que Fim de Partida pode ter mesmo essa interpretação que vc deu?
Hamm = comitê central
Clov = povo cubano
mar lá fora = saída para a Miami?
Será essa a sua interpretação política, afinal interpretação banal de Beckett?
Pergunte ao Gerald Thomas, grande intérprete de Beckett, se algo assim é possível.
Vc pode contatá-lo no http://www.blog-filho.blogspot.com
Noviembre 4th, 2009 at 15:06
Concordo com você PoPa, mas a ditadura brasileira foi diferente da cubana. A brasileira era autoritária e a cubana é totalitária.
Outra coisa, a Banânia esculacha qualquer coisa, basta ver que os bancos nunca ganharam tanto dinheiro quanto agora, no governo do socialista PT!
Eu vi o texto de que você falou, mas prefiro continuar acreditando na brava Yoani.
Noviembre 4th, 2009 at 13:14
Há quem pense que o regime tolera Yoani e, por isso, ela - de alguma maneira torpe - seria uma agente do governo cubano… ocorre que o regime não imaginava que o blog teria a repercussão que teve e agora é impossível detê-la. Ela, por sua vez, não afronta o regime, apenas questionando a falta de liberdade e opções para o povo cubano. Circula pela net, um texto falando algumas bobagens sobre isso.
Aos que não acreditam a possibilidade de enganar-se um regime censor, lembrem-se das músicas de Chico Buarque, do Pasquim e tantos outros que driblavam a censura do regime de então. Ou não era uma ditadura?
Noviembre 4th, 2009 at 12:30
Social comments and analytics for this post…
This post was mentioned on Twitter by geracaoY: Final de partida - http://bit.ly/4jZ9du...
Noviembre 4th, 2009 at 10:32
Um grupo de imagens históricas sobre a construção e derrubada do Muro de Berlim, do site UOL
http://noticias.uol.com.br/alb.....#fotoNav=5
http://noticias.uol.com.br/alb.....#fotoNav=3
http://noticias.uol.com.br/alb.....fotoNav=30
Foi o dia em que os intelectuais do mundo inteiro se calaram.
Depois disso, nas livrarias, muitos livros esquerdistas ficaram encalhados nas prateleiras, sendo depois reciclados na forma de papel higiênico, conforme uma reportagem da Folha de São Paulo, publicada pouco depois da queda do muro.
Noviembre 3rd, 2009 at 23:10
A realidade é que Cuba já se encheu do regime do medo. Só os doutrinados tarados pelo comunismo por alguma razão, e residentes fora de Cuba, em atapetadas embaixadas com geladeiras cheias, é que gastam seu latim (ou sua latrina) defendendo algo que já morreu.
Cuba não tem saída com os Castro Ruz. Querem um exemplo? Se Obama der uma de Nixon (que foi à China no auge da Guerra Fria), pousar em Havana e estender a mão para Raul, acabando com o embargo econômico por parte dos Estados Unidos, no dia seguinte o Granma publicará que as metas de produção de batatinhas foi atingida, que o nadador cubano Fulano de Tal ganhou uma competição na Coréia do Norte, etc., deletando por completo o que seria a mais importante noticia da década. Para os irmãos Castro Ruz e seus lambe-sacos periféricos, a pobreza é a única saída para se perpetuar no poder. Estou errado? Povo de barriga cheia e sem medo de falar já teria dado um pé na bunda desses esclerosados, que um dia até foram importantes para a história cubana, na derrtubada de Batista, mas que deveriam ter sumido do mapa em 1960. Agora são os paladinos do fascismo.
Em todo caso, sou, como a maioria, a favor do fim do embargo. Que aliás na prática pouco vai mudar, pois Cuba poderia ter se beneficiado, desde a queda do Muro, de intercâmbios comerciais com 90% dos países do mundo. Mas se alguma empresa estrangeira européia, russa, japonesa, indiana, brasileira, etc., for lá e construir uma fábrica, que garantias ela teria de que haveria reciprocidade justa de troca de bens, lucros e capitais? Esses Castro Ruz estão ainda no pré-sal da política. Acostumaram-se a falar mal do gigante americano, e acabou. Torço pelo fim do embargo, pois daí o regime irá inventar o quê pra justificar a demente repressão política? Com o fim do embargo cairá por terra a argumentação da ditadura a nível do dia-a-dia. Mais riqueza, mais troca de informação, mais vontade de crescer e de se desburocratizar, mais, enfim, L-I-B-E-R-D-A-D-E simples e pura: fim do poder calcado na pobreza e no medo. Onze milhões de cubanos merecem um futuro, pois do jeito que está, a única saída é o mar.
Noviembre 3rd, 2009 at 15:14
A peça Final de Partida, de que Yoani fala ( não li o texto da peça nem assisti a qualquer encenação ), pelo que pude depreender de seu texto, é uma metáfora da situação absurda vivida em Cuba — embora evidentemente, não fosse a intenção de Samuel Beckett fazer alusão a esse caso específico. Pode ser entendida como metáfora da situação de qualquer país que viva uma situação semelhante à ditadura decrépita de Cuba. Não entendo como deixaram que fosse encenada. Estou certo de que os que a produziram e encenaram sabiam muito bem a mensagem que desejavam passar. Deve ter sido uma experiência fascinante para os que a assistiram e conseguiram estabelecer a conexão com a própria realidade vivida em seu país.
Noviembre 3rd, 2009 at 15:07
Corrigindo 09/11 -20 anos da queda do muro da VERGONHA.
ENQUETE - ESQUEDOPATAS DE PLANTÃO - respondam
a) quantos alemães fugiram do paraiso socialista Alemanha Oriental para Alemanha Ocidental
b) quantos alemães fugiram da Alemanha Ocidental para Alemanha Oriental(o paraiso)
Noviembre 3rd, 2009 at 12:51
Nao se critica o socialismo, se abomina os ditadores tiranicos, que expropriam toda as riquezas do povo para o beneficio da elite e seus asseclas (nomenklatura). E mais doloroso, ainda sao os assassinatos em massa de dissidentes, a mando do estado menor, que nao tem humanidade, que julga sumariamente e fuzila sem piedade. E a prisao dos que nao concordam com o estado por crime de opiniao e acabam morrendo nas masmoras dos paises onde nao existe democracia.
Noviembre 3rd, 2009 at 12:22
Vou me dar o direito de um copia e cola, sem ser no Google translator, hehehe
A pessoa inteligente sabe que é inteligente; o bandido tem consciência de que é bandido; o ingênuo está penosamente compenetrado da sua falta de prevenção. Ao contrário de todas estas personagens, o estúpido não sabe que é estúpido: e isso contribui portentosamente para dar maior força, incidência e eficácia à sua ação devastadora. O estúpido não se encontra inibido por aquele sentimento que os anglo-saxônicos designam por self-conciousness. Com um sorriso nos lábios, como se levasse a cabo a coisa mais natural do mundo, o estúpido surgirá imprevistamente para nos estragar os planos, nos destruir a paz, nos complicar a vida e o trabalho, fazendo-nos perder dinheiro, tempo, bom humor, apetite, produtividade - e tudo isto sem malícia, sem remorso e sem razão. Estupidamente. Carlo Cipolla (1922-2000)
Daí se depreende que vivemos, no Grotão lulista, a era da estupidez. Aliás, petistas não riem. Alguém já viu um deles dar uma boa gargalhada?
Noviembre 3rd, 2009 at 09:12
“sábado, 31 de outubro de 2009
Internautas aprovam invasão de uma fazenda da Cutrale pelo MST
A revista Carta Capital publicou em seu site uma enquete perguntando se a invasão de uma fazenda da Cutrale pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra, no dia 28 de setembro, havia sido um ato correto ou não.”
Este é o blog do esquerdopata silvio do comentário 4.
E quando eu afirmo que a Carta Capital dá descontos aos petralhas eles me intitulam de radical ou conservador!
Vê se em cuba, do socialismo, ou na querida venezuela dos beócios pode haver MST ou sindicatos?
A resposta é não, porque a rolha socialista não permite, mas os doentes continuam pregando pela vinda do outro mundo possível, etc e tal!
E aí, em vez de irem comentar nos blogs adoradores da rolha, vem aqui fazer perguntinhas ingênuas e tolinhas, ótimas para enganar trouxas ou desavisados.O capitalismo nunca vai dar certo ou errado, porque está em contínua mutação, mas a rolha socialista deu errado e só produziu miséria abundante e genocídio em massa em TODOS OS LUGARES onde foi adotada. Isto são fatos, não opiniões!
Vão se roçar nas ostras petralhas enrustidos!
Noviembre 3rd, 2009 at 08:56
Impressionante como as pessoas criticam o socialismo. Até parece que o capitalismo deu certo.
Noviembre 2nd, 2009 at 20:42
O medo, o conformismo, a cegueira providencial e a tolerância que beira à cumplicidade contribuem para a perpetuação do mal - de qualquer mal.
Hora de comemorar - 09/09 - 20 anos da queda do muro de Berlim
O socialismo foi jogado na lixeira da história, ficaram as migalhas como Cuba, mas é só uma questão de tempo.,
Noviembre 2nd, 2009 at 19:48
Apesar dos freis bettos e fernandos moraes, aduladores da ditadura cubana, o regime está agonizando, basta ver a importação de 80% de alimentos num país agrícola (O MST não prega que a agricultura familiar é a saída para tudo, contra o agronegócio - está aí a resposta), aliada à idade de seus furibundos dirigentes assassinos. Nem mais a ração para os escravos vai ter. Está no texto do falso religioso.
Em breve veremos a tampa se abrir, como aconteceu em todos os países que se livraram da rolha socialista, e toda a podridão e mordomias nababescas dos tiranos virão à tona.
Viva a guerreira Yoani e parabéns novamente ao Humberto, que atualiza rapidamente os textos.
Abaixo os esquerdopatas e afins, que cismam de aparecerem com suas idéias emboloradas por aqui…
Noviembre 2nd, 2009 at 19:48
A maioria do povo brasileiro nao é comunista, e nao apoia ditaduras de qualquer tendencia.Os politicos e os intelectuais socialistas sabiamente percebendo a fragilidade da maioria da populaçao nos aspectos educacional, saude e economico, fazem o que outros politicos , em tempos passados, nao fizeram, que é cooptar essa populaçao com beneficios paliativos, como bolsa familia, mas que na realidade nao resolverao os seus problemas no futuro. Enquando aqueles pretendem a perpetuaçao no poder, destruindo a oposiçao e mantendo a massa de manobra manietada aos reles beneficios.