Depois de Juanes

Foto tirada do “El Diario” : www.diario.com.mx
Amanhã amanhecerá como cada segunda-feira. O peso conversível continuará nas nuvens, Adolfo e seus colegas terão outro dia atrás das grades na prisão de Canaleta, meu filho ouvirá na escola que o socialismo é a única opção para o país e nos aeroportos continuarão nos pedindo uma permissão para sair da Ilha. O concerto de Juanes não haverá mudado significativamente nossa vida, porém tampouco fui à Praça com essa ilusão. Seria injusto exigir do jovem cantor colombiano que impulsione aquelas mudanças que nós mesmos não conseguimos fazer; apesar de desejá-las tanto.
Estive naquela esplanada para comprovar quão diferente pode ser um mesmo espaço quando hospeda concentrações organizadas desde cima ou quando abriga um grupo de pessoas necessitadas de dançar, cantar e interagir, sem a política no meio. Foi uma experiência rara estar alí, sem gritar uma palavra de ordem e sem ter que aplaudir mecânicamente quando o tom do discurso mostrava que era o momento de ovacionar. Claro que alguns elementos se pareciam com os de qualquer marcha de primeiro de maio, especialmente a proporção de policiais vestidos de civis no meio do público.
Certos detalhes técnicos mostraram-se incômodos. O áudio não era bem ouvido, a pequena tela que reproduzia o que ocorria no palco não se via a distância e a hora escolhida era inumana, por coincidir com os piores momentos do sol. Por sorte nublou depois das quatro e os que estavam entricheirados sob as poucas árvores poram–se a dançar com Orishas. São detalhes a serem superados na próxima apresentação que Juanes fará em Cuba, nesta onde não abundarão falhas técnicas e em que os excluídos desta tarde poderão cantar.
Se vemos a apresentação deste 20 de setembro como o ensaio geral do concerto que algum dia teremos, então há que se felicitar os que participaram. Inclusive se não houver outra e a Praça retomar sua solenidade e seu tom cinzento, ao menos nesta tarde de domingo vivemos algo diferente. Num lugar onde se tem semeado sistemáticamente a divisão entre nós, Juanes – ao cair do sol – gritou “Por uma única família cubana!”.
Traduzido por Humberto Sisley de Souza Neto















octubre 17th, 2009 a las 06:43
Carla,
Eu estive em Cuba há dez anos, onde fiquei duas semanas. Fiz amigos, por incrível que pareça, em tão pouco tempo. O povo é bom. O que estraga é o regime político a que está submetido o país. Espero estar vivo para ver a derrocada final da ditadura castrista. Então, se a saúde me permitir, eu voltarei para tentar rever os amigos que lá deixei.
octubre 15th, 2009 a las 14:46
Yo fue muy feliz en el tiempo que estuve en Cuba….Desgraciadamente, desde 13 anos cuando hizo mi primera viajen, yo espero cambios que nunca se sucederan….és una lástima ….Oxala un dia las cosas por ai cambien. Yo amo este pueblo, son sofridos pero con muy buena alma.
octubre 11th, 2009 a las 15:23
Yoani Sanchez e uma guerreira que resiste a uma das mais temidas ditaduras comunistas do mundo civilizado. O seu livro “De cuba com carinho”, esta sendo lançado no Brasil por 23 reais, e conta sobre o dia-a-dia das pessoas simples em cuba. Este Blog e proibido ser acessado em Cuba portando Yoani nao deve saber nada sobre os comentarios feitos no blog. O governo cubano nao permite que ela venha ao Brasil dar palestras sobre a vida em Cuba. Quem ama a liberdade divulgue o trabalho maravilhoso dessa mulher.Quantos de nos teriam a coragem de fazer as denuncias que ela faz?Pela liberdade de todos os cubanos independente de sua posiçao ideologica.
octubre 8th, 2009 a las 22:58
Yoani , li sua entrevista a Veja , e concordo com voce em tudo , e espero que o povo Cubano se veja livre logo deste julgo que perdura por meio seculo,o que vemos são regimes quase monarquicos que dominão um povo e o escravisão, em nome de uma liberdade que não existe , o estado para o cidadão mas o que vemos é o cidadão para o estado, como voce disse o povo sabe ler e escrever mas não pensar, sem liberade não pode haver felicidade , desejo sorte a voce e seu povo e que voce possa como essa entrevista esclarecer o mundo e quem sabe um dia o que toda a comunidade esta fazendo com o novo governo de Honduras possa tb ser feito aos governantes de Cuba , veja que são os mesmo que hoje parecem horrorizado com o que acontece em Honduras os mesmo que bajulam esse governo bestial demoniaco , que voce tenha muita força..
octubre 7th, 2009 a las 16:45
Cara Yoani,
estive em Havana a uma década e, na condição assinalada por voce: turista de cinco dias em hotel cinco estrelas. Mas, como periodista, pude ver as injustiças sociais nas ruas, nos paladares e nas praias. Sua entrevista na Veja é contundente e necessária. Força e muita força. Saudações, Gilberto Durú
septiembre 29th, 2009 a las 17:22
naum enetendi nadaa do que ta ae –’
septiembre 24th, 2009 a las 12:07
Boa tarde, irmã!
Estamos torcendo pelo sucesso de seu blog aqui em Nova Iguaçu/RJ.
Dias melhores virão, pense nisto!
Marcelo Lopes.
septiembre 24th, 2009 a las 10:46
Olá,
tenho sempre que posso acompanhado seu blog, e gostaria de dizer que lamento muito ver um presidente brasileiro como Lula enaltecer um regime como este que você mostra muito bem. Fico pensando como pode um presidente como Lula quere brigar pela democracia em Honduras (com esta acontecendo neste momento) e aplaudir isto que acontece em Cuba.
Uma coisa você tenha certeza as mudanças somente vão ocorrer por vocês e não por qualquer outro motivo, povo ou país.
Abraços e muita sorte.
septiembre 21st, 2009 a las 20:42
“Por uma única familia cubana! Livre do comunismo tirano, corrupto e incompetente. Deveria ter dito esse Juanes.