Geração Y é um Blog inspirado em pessoas como eu, com nomes que começam ou contem um ípsilon. Nascidos na Cuba dos anos 70 e 80, marcados pelas escolas rurais, bonequinhos russos, saidas ilegais e frustração. Assim é que convido especialmente Yanisleidi, Yusimí, Yuniesky e outros que carregam seus ípsilons para que me leiam e me escrevam.

Maleta de madeira


A minha era pintada de azul com um pegador metálico e dobradiças reforçadas para evitar que me roubassem. Era uma maleta de madeira que me acompanhou em vários acampamentos agrícolas e que finalmente abandonei, já em mal estado, num albergue de Alquízar. Acreditava que nunca mais voltaria a usar um objeto assim, sobretudo depois que anunciaram o fim dos pré-universitários no campo. Parecia que a baixa produtividade e os grandes riscos haviam feito as autoridades cubanas desistirem de continuar mandando adolescentes para trabalhar na agricultura. Porém o fantasma daquele equipamento marchetado e pesado voltou nestes dias a me confirmar que os tempos não mudam tanto nesta Ilha.

Com o início do período escolar a escola do meu filho encheu-se de alunos vestidos com seus uniformes azuis. Abraços de reencontro, risos, manhãs com palavras de ordem do tipo: “Longa vida para Fidel e Raúl!” e várias transformações docentes. Entre as mais agradáveis se encontra a redução do tempo das chamadas tele-aulas, método educativo que tentava substituir o professor por uma tela, um aparelho de vídeo e um controle remoto. O fracasso dos professores não formados também foi reconhecido depois de anos de queixas e tristes incidentes. O pragmatismo se impõe segundo declaração do Ministério da Educação. “Basta de improvisações”, advertem alguns. Com tantos apelos para eliminar o que não funcionava, foi uma surpresa ouvir que os estudantes do 11º ano irão, em apenas uma semana, para a “escola de campo”.

Meu filho está feliz, não nego. Imagina duas semanas de diversão. Tomando água dos rios, desperdiçando tempo nos sulcos de pequenas plantinhas e vagabundeando em volta do albergue das garotas. Contudo, do ponto de vista da rentabilidade, a estadia desses estudantes num acampamento agrícola será uma perda econômica para o país. Por experiência própria sei que ao invés de fomentar a responsabilidade laboral, estes experimentos de estudo-trabalho acabam acrescentando a simulação do tipo: “abaixa-te, aí vem o profe, para que pense que estamos desmatando”. Também há certa preocupação com possíveis episódios de violência entre os albergados; daí que o subdiretor da escola advertiu que não se pode levar objetos perfuro-cortantes, nem sequer um abridor de latas. Antes de sexta-feira, esclareceram, os pais devem entregar o equipamento com os pertences que seus filhos levarão.
E eu que joguei fora minha velha maleta de madeira! E eu que acreditei que tanto absurdo havia terminado!

Traduzido por Humberto Sisley de Souza Neto

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10 comentarios a Maleta de madeira

  1. Jambalaia
    septiembre 12th, 2011 a las 13:07

    .
    Uma postagem no blog da Miriam Celaya sobre recentes acontecimentos em Cuba.
    .
    Viejos y diablos…sí, pero no sabios
    .
    Basicamente ela relata um lento e crescente sentimento de desconforto da população em relação a ação do governo.
    Hoje ocorrem pequenas mudanças, impensáveis de acontecer, a cerca de dois anos atrás.
    .
    http://www.desdecuba.com/sin_evasion/?p=1838

  2. Manoel Francisco Gomes
    septiembre 11th, 2011 a las 18:45

    Textos imperdíveis de Olavo de Carvalho sobre a tradição revolucionária. Podem ser lidos em seu blog, em vários blogs e no site do Diário do Comércio – SP. (mfgomes: 11/09/2011)
    ________________

    A tradição revolucionária – 4 (final)
    Diário do Comércio, 25 de julho de 2011

    A tradição revolucionária – 3
    Diário do Comércio, 18 de julho de 2011

    A tradição revolucionária – 2
    Diário do Comércio, 15 de julho de 2011

    A tradição revolucionária – 1
    Diário do Comércio, 14 de julho de 2011

  3. F.Castro
    septiembre 11th, 2011 a las 17:57

    O HOLOCAUSTO NA UCRÂNIA (1930 E 1937)

    Como ocorre em todos os regimes totalitários, a Rússia bolchevista temia toda e qualquer manifestação de sentimento nacionalista entre aqueles povos que eram reféns do regime. A propaganda bolchevique relativa aos direitos das várias nacionalidades dentro da esfera de influência da Rússia mascarava o temor do regime em relação ao poder do nacionalismo.
    No início de 1918, o líder russo Vladimir Ilitch Lênin tentou impor um governo soviético sobre o povo da Ucrânia, o qual, apenas um mês antes, em janeiro, havia declarado sua independência. De início, o objetivo de Lênin havia sido aparentemente alcançado. Esse governo soviético imposto à Ucrânia tentou de imediato suprimir as instituições educacionais e sociais ucranianas; há até relatos sobre a Cheka, uma precursora da KGB, matando pessoas pelo crime de falar ucraniano nas ruas.

    Embora o povo ucraniano tenha, ao final de 1918, conseguido restabelecer sua república, essa vitória foi efêmera. Lênin, sem dúvida, iria querer incorporar a Ucrânia ao sistema soviético de qualquer jeito, porém seu real desejo de assegurar o controle da Ucrânia era por causa de seus grandes recursos naturais. Em particular, a Ucrânia ostentava o solo mais fértil da Europa — daí o seu apelido de “o manancial da Europa”.

    Já no início de 1919, um governo soviético havia novamente sido estabelecido na Ucrânia. Porém, esse novo governo soviético acabou se tornando mais um fracasso. Todos esses eventos estavam ocorrendo durante a Guerra Civil Russa, e a ajuda de facções rivais contribui para um segundo triunfo da independência ucraniana.

    Com esses dois fracassos, o regime de Lênin aprendeu uma valiosa lição. De acordo com Robert Conquest, autor do livro The Harvest of Sorrow (A colheita do sofrimento), “Concluiu-se que a nacionalidade e a língua ucraniana eram de fato um elemento de grande peso, e que o regime que ignorasse isso de maneira ostentosa estaria fadado a ser considerado pela população como uma mera imposição usurpadora.”

    Quando os soviéticos adquiriram o controle da Ucrânia pela terceira e última vez em 1920, eles constataram que iriam enfrentar uma contínua resistência e incessantes insurreições a menos que fizessem grandes concessões à autonomia cultural ucraniana. E assim, pela década seguinte, os ucranianos basicamente não foram incomodados em seu idioma e em sua cultura.

    Porém, uma facção dos comunistas russos se mostrou incomodada com isso, e seguidamente alertava que o nacionalismo ucraniano era uma fonte de intolerável divisão dentro do quadro militar soviético, e que, mais cedo ou mais tarde, a situação teria de ser confrontada de alguma maneira.

    Avancemos agora oito anos no tempo. Em 1928, com Josef Stalin firmemente no poder, a União Soviética decidiu implantar uma política de requisição compulsória de cereais — uma maneira polida de dizer que o governo iria tomar à força todo o cereal cultivado pelos camponeses, pagando em troca um preço fixado arbitrariamente pelo governo, muito abaixo dos custos de produção. A liderança soviética, em decorrência tanto de informações equivocadas quanto de sua típica ignorância dos princípios de mercado, havia se convencido de que o país estava no limiar de uma crise de escassez de cereais. A requisição compulsória funcionou, mas apenas no limitado sentido de que forneceu ao regime todo o volume de cereais que ele julgava ser necessário. Porém, tal política solapou fatalmente a confiança futura dos camponeses no sistema. Durante a Guerra Civil Russa, em 1919, para tentar combater a fome da população urbana, Lênin havia confiscado em escala maciça os cereais de várias camponeses, que foram chamados de especuladores e sabotadores. Agora em 1928, a possibilidade de novos confiscos, algo que os camponeses imaginavam ser apenas uma aberração bárbara da época da Guerra Civil, passaria a ser uma constante ameaça no horizonte.

    Os camponeses, naturalmente, passaram a ter menos incentivos para produzir, pois sabiam perfeitamente bem que, dali em diante, os frutos de seu trabalho árduo poderiam ser facilmente confiscados por um regime sem lei — o mesmo regime que havia prometido aos camponeses, quando da promulgação da NEP em 1921, que eles poderiam produzir e vender livremente.

    Foi apenas uma questão de tempo para que o regime decidisse embarcar em um amplo programa de coletivização forçada das propriedades agrícolas, uma vez que a abolição da propriedade privada da terra era um importante aspecto do programa marxista. Os camponeses despejados foram enviados bovinamente para enormes fazendas estatais. Essas fazendas iriam não apenas satisfazer as demandas da ideologia marxista, como também iriam resolver o grande problema prático do regime: garantir que uma quantidade adequada de cereais fosse ofertada às cidades, onde o proletariado soviético trabalhava duramente para expandir a indústria pesada. Fazendas coletivas estatais significavam cereais estatizados.

    Alguns especialistas tentaram alertar Stalin de que seus objetivos, tanto industriais quanto agrícolas, eram excessivamente ambiciosos e estavam em total desacordo com a realidade. Mas Stalin nem queria ouvir. Um de seus economistas, diga-se de passagem, chegou a afirmar que “Nossa tarefa não é estudar a ciência econômica, mas sim mudá-la. Não estamos restringidos por nenhuma lei. Não reconhecemos leis. Não há uma só fortaleza que os bolcheviques não possam atacar e destruir.”

    Paralelamente à política de coletivização forçada implantada por Stalin, ocorreu também uma brutal campanha contra os grandes proprietários de terras, fazendeiros ricos conhecidos como “kulaks”, os quais o governo temia liderarem movimentos de resistência contra a coletivização. Mas era uma fantasia de Stalin imaginar que apenas os kulaks se opunham à coletivização; toda a zona rural estava unida contra o governo. (Até mesmo o Pravda noticiou um incidente no qual uma mulher ucraniana tentou bloquear a passagem de tratores que estavam chegando para começar a trabalhar nas fazendas coletivizadas; a mulher gritara “O governo soviético está recriando a escravidão!”).

    Stalin falava abertamente de sua política de “liquidar toda a classe dos kulaks”; eles eram a classe inimiga da zona rural. Com o passar do tempo, como era de se esperar, a definição padrão de o que constituía um kulak foi se tornando bastante ampla, até finalmente chegar ao ponto em que o termo — e as terríveis penalidades que eram aplicadas a todos aqueles infelizes a quem o termo era aplicado — podia ser aplicado a praticamente qualquer camponês.

    Uma historiografia sobre o Partido Comunista, autorizada pelo próprio, relatou que “os camponeses caçaram impiedosamente os kulaks por toda a terra, tomaram todos os seus animais e todo o seu maquinário, e então pediram ao regime soviético para aprisionar e deportar os kulaks.” Como descrição do reino de terror imposto aos kulaks, esse relato não pode nem sequer ser classificado como uma piada sem graça. O regime, e não os camponeses, é quem perseguiu os kulaks. No final, de acordo com uma testemunha ocular, para que um homem fosse condenado a um destino cruel, bastava que “ele tivesse pagado algumas pessoas para trabalhar para ele como empregados, ou que ele tivesse sido o proprietário de três vacas.”

    As quase 20 milhões de propriedades agrícolas familiares que existiam na Rússia em 1929 estariam, cinco anos depois, concentradas em apenas 240.000 fazendas coletivas. Ao longo de grande parte de toda a história soviética, não era incomum algumas pessoas obterem a permissão para ser donas, em locais distintos, de alguns poucos acres de terra para uso privado. Quando Mikhail Gorbachev assumiu o poder em 1985, os 2% de terra agrícola que eram propriedade privada produziam nada menos que 30% de todos os cereais do país — uma resposta humilhante para todos aqueles que ignorantemente afirmavam que a agricultura socializada seria mais eficiente que a agricultura capitalista, ou que eles poderiam alterar a natureza humana ou reescrever as leis da economia.

    Na mesma época em que Stalin começou a coletivização forçada, em 1929, ele também recriou a campanha contra a cultura nacional ucraniana, campanha essa que estava dormente desde o início da década de 1920. Foi na Ucrânia que a política de coletivização stalinista deparou-se com a mais ardorosa e violenta resistência — o que não impediu, entretanto, que o processo já estivesse praticamente completo por volta de 1932. Stalin ainda considerava a contínua e inabalável presença do sentimento nacionalista ucraniano uma permanente ameaça ao regime, e decidiu lidar de uma vez por todas com aquilo que ele via como o problema da ‘lealdade dividida’ na Ucrânia.

    A primeira etapa de sua política foi direcionada aos intelectuais e personalidades culturais da Ucrânia, milhares dos quais foram presos e submetidos a julgamentos ridículos e escarnecedores. Após isso, tendo retirado de circulação aquelas pessoas que poderiam se transformar em líderes naturais de qualquer movimento de resistência, Stalin passou então a atacar o próprio campesinato, que era onde estava o real núcleo das tradições ucranianas.

    Mesmo com o processo de coletivização já praticamente completo na Ucrânia, Stalin anunciou que a batalha contra os perversos kulaks ainda não estava ganha — os kulaks haviam sido “derrotados, mas ainda não exterminados.” Stalin começaria agora uma guerra — supostamente contra os kulaks — direcionada aos poucos fazenderios que ainda restavam e dentro das próprias fazendas coletivas. Dado que, a essa altura, qualquer pessoa que por qualquer definição cabível pudesse ser classificada como um kulak já havia sido expulsa, morta ou enviada para campos de trabalho forçado, essa nova etapa da campanha soviética na Ucrânia teria o objetivo de aterrorizar os camponeses comuns. Estes deveriam ser física e espiritualmente quebrados, e sua identidade de seres humanos seria drenada deles à força.

    Stalin começou estipulando metas de produção e entrega de cereais, as quais os ucranianos só conseguiriam cumprir caso parassem de se alimentar, o que os faria morrer de fome. O não cumprimento das exigências era considerado um ato de deliberada sabotagem. Após algum tempo, e com a produção e entrega inevitavelmente abaixo da meta, Stalin determinou que seus ativistas confiscassem dos camponeses todo o volume de cereais necessário para o governo ficar dentro da meta estipulada. Como a produção era baixa, os camponeses frequentemente ficavam sem nada. O desespero se instalou. Um historiador conta que uma mulher, por simplesmente ter tentado cortar para si um pouco do seu próprio centeio, foi levada presa junto a um de seus filhos. Após conseguir fugir da prisão, ela coletou, com a ajuda do seu filho, alguns poucos itens comestíveis e foram viver na floresta. Morreram após um mês e meio. As pessoas eram sentenciadas a dez anos de prisão e a trabalhos forçados pelo simples fato de colherem batatas, ou até mesmo por colher espigas de milho nos pedaços de terra privada que elas podiam gerir. Tudo tinha de ser do governo.

    Os ativistas comunistas afirmavam que os sabotadores estavam por todos os lados, sistematicamente retendo e escondendo comida, impedindo o abastecimento das cidades, e desafiando as ordens de Stalin. Esses ativistas invadiam de surpresa as casas dos camponeses e faziam uma varredura no local em busca de alguma comida escondida. Aqueles ativistas mais bondosos ainda deixavam algum resquício de comida para as famílias, porém os mais cruéis saíam levando absolutamente tudo o que encontravam.

    O resultado foi totalmente previsível: as pessoas começaram a passar fome, em números cada vez maiores. Um camponês que não tivesse a aparência de alguém que esteja esfomeado era imediatamente considerado suspeito pelas autoridades soviéticas de estar estocando comida. Como relata um historiador, “Um ativista comunista, após fazer uma busca minuciosa pela casa de um camponês que não aparentava a mesma fome dos demais, finalmente encontrou um pequeno saco de farinha misturada com casca de árvore e folhas. O material foi confiscado e despejado em um lago do vilarejo.”

    Robert Conquest cita o testemunho de outro ativista:

    Eu ouvi as crianças… engasgando sufocadas, tossindo e gritando de dor e de fome. Era doloroso ver e ouvir tudo aquilo. E ainda pior era participar de tudo aquilo…. Mas eu consegui me persuadir, me convencer e explicar a mim mesmo que aquilo era necessário. Eu não poderia ceder; não poderia me entregar a uma compaixão debilitante …. Estávamos efetuando nosso dever revolucionário. Estávamos obtendo cereais para a nossa pátria socialista….

    Nosso objetivo maior era o triunfo universal do comunismo, e, em prol desse objetivo, tudo era permissível — mentir, enganar, roubar, destruir centenas de milhares e até mesmo milhões de pessoas…

    Era assim que eu e meus companheiros raciocinávamos, mesmo quando… eu vi o real significado da “coletivização total” — como eles aniquilaram os kulaks, como eles impiedosamente arrancaram as roupas dos camponeses no inverno de 1932-33. Eu mesmo participei disso, percorrendo a zona rural, procurando por cereais escondidos…. Junto com meus companheiros, esvaziei as caixas e os baús onde as pessoas guardavam seus alimentos, tampando meus ouvidos para não ouvir o choro das crianças e a lamúria suplicante das mulheres. Eu estava convencido de que estava realizando a grande e necessária transformação da zona rural; e que nos dias vindouros as pessoas que viveriam ali estariam em melhor situação por minha causa.

    Na terrível primavera de 1933, vi pessoas literalmente morrendo de fome. Vi mulheres e crianças com barrigas inchadas, ficando azuis, ainda respirando mas com um olhar vago e sem vida…. Eu não perdi a minha fé. Assim como antes, eu acreditava porque eu queria acreditar.

    Em 1933, Stalin estipulou uma nova meta de produção e coleta, a qual deveria ser executada por uma Ucrânia que estava agora à beira da mortandade em massa por causa da fome, que havia começado em março daquele ano. Vou poupar o leitor das descrições mais gráficas do que aconteceu a partir daqui. Mas os cadáveres estavam por todos os lados, e o forte odor da morte pairava pesadamente sobre o ar. Casos de insanidade, e até mesmo de canibalismo, estão bem documentados. As diferentes famílias camponesas reagiam de maneiras distintas à medida que lentamente iam morrendo de fome:

    Em uma choupana, era comum haver algum tipo de guerra entre a família. Todos vigiavam estritamente todos os outros. As pessoas brigavam por migalhas, tomando restos de comida umas das outras. A esposa se voltava contra o marido e o marido, contra ela. A mãe odiava os filhos. Já em outra choupana, o amor permaneceria inviolável até o último suspiro da família. Eu conheci uma mulher que tinha quatro filhos. Ela costumava lhes contar lendas e contos de fadas com a intenção de fazê-los esquecer a fome. Sua própria língua mal podia se mover, mas mesmo assim ela se esforçava para colocá-los em seus braços, ainda que ela mal tivesse forças para levantar seus braços quando eles estavam vazios. O amor vivia dentro dela. E as pessoas notaram que, onde havia ódio, as pessoas morriam mais rapidamente. Entretanto, o amor não salvou ninguém. Todo o vilarejo sucumbiu; todos juntos, sem exceção. Não restou uma só vida.

    Normalmente é dito que o número de ucranianos mortos na fome de 1932-33 foi de cinco milhões. De acordo com Robert Conquest, se acrescentarmos outras catástrofes ocorridas com camponeses entre 1930 e 1937, incluindo-se aí um enorme número de deportações de supostos “kulaks”, o grande total é elevado para entorpecentes 14,5 milhões de mortes. E, mesmo assim, se apenas 1% dos alunos do ensino médio já tiver ouvido falar sobre esses eventos, isso já seria um pequeno milagre.

    Durante o artigo, referi-me várias vezes a Robert Conquest, um excelente historiador da União Soviética. Conclamo, insisto e exorto qualquer pessoa com interesse nesses eventos a lerem seu extraordinário livro The Harvest of Sorrow. A leitura flui como se fosse um romance — mas a história relatada é excessivamente real.
    Por Thomas Wood
    —————————————————————————————
    Comento: Mauricio, socialista de shop-center, viver bem viveu a oligarquia soviética (nomenklatura) roubando e matando. Seguindo o exemplo, vive muito bem hoje a oligarquia dos Castros e asseclas bem como a oligarquia Chavista e Lulista.

    ___________

  4. maisvalia
    septiembre 11th, 2011 a las 08:38

    Mauricio
    Obedecendo ao Olavão.
    VÁ TOMAR NO CU COMUNA VENDIDO ADORADOR DE TIRANIAS NO CU

  5. Jambalaia
    septiembre 10th, 2011 a las 21:13

    .
    oligarquia venezuelana
    .
    A Venezuela era um país democrático, cujo povo se orgulhava de ser um país que nunca tivera sofrido um golpe militar.
    Hoje o país é dividido em dois, de um lado os seguidores de Chaves e do outro lado, os “inimigos”.
    O país vive um ambiente de super-inflação, com falta sistemática de bens e serviços.
    .
    Vivem a época que o Brasil passou na época de José Sarney e Collor.
    Naquela época se vivia um ambiente cheio de palavras de ordens e de conspiração, pelos sucessivos fracassos da política econômica. Os supermercados viviam vazios e ninguém conseguia programa o seu futuro.

  6. F.Castro
    septiembre 10th, 2011 a las 21:13

    Cuba legaliza novas profissões, entre elas promoter de festas
    10 de setembro de 2011

    Organizar festas de casamentos e de 15 anos, função exercida por promoters, e vendedor de seguros estão entre as profissões recentemente regulamentadas em Cuba.
    No rol de novos ofícios também consta a de carreteiro (transportadores que usam tração animal), que agora passa a ser denominada de “vendedor ambulante de produtos agrícolas”.
    Na edição deste sábado, o diário oficial “Granma” traz que a “Gazeta Oficial” já tornou públicas as disposições do conselho de ministros que ampliam para 181 as atividades que podem ser exercidas por conta própria.

    A resolução 33 do Ministério do Trabalho e Seguridade Social “autoriza a contratação de trabalhadores em todas as atividades”, detalha neste sábado o “Granma”.
    Até a aprovação de novas reformas, o Estado cubano era o único empregador e, inclusive, as empresas estrangeiras estabelecidas na ilha deviam contratar seus funcionários por meio de empresas estatais.
    ______________________________________________________________________________________
    Pelo jeito o Mauricinho socialista de shop center, deve achar que “vendedor ambulante de produtos agrícolas”, deva ser o supra sumo a que o povo sob o jugo comunista pode aspirar.
    Quanto ao povo cubano e venezuelano nos tempos das oligarquias provavelmente não viviam bem, mas pelo menos podiam reclamar e protestar contra a precária situação. Hoje a situação esta bem pior e nem reclamar e protestar pode.

  7. Manoel Francisco Gomes
    septiembre 10th, 2011 a las 20:17

    10/09 – 14:48 – Os erros antigos não justificam os novos. Não há por que ter saudades da ditadura Batista ou da oligarquia corrupta venezuelana. Entretanto, o socialismo não melhora em nada a economia e ainda tem o agravante de que só existiu ou existe em ditaduras. Mudar o ruim pelo pior não é solução.

  8. Mauricio
    septiembre 10th, 2011 a las 14:48

    É verdade. A Venezuela e Cuba precisam voltar urgentemente aos tempos de Batista e a da oligarquia venezuelana quando o povo
    vivia bem.

  9. F.Castro
    septiembre 10th, 2011 a las 13:53

    Magra produção agrícola e aumento das importações estrangulam os cubanos.

    O economista Oscar Espinosa Chepe disse que as mudanças empreendidas por Raúl Castro não deram os frutos que se esperava. O país tem de importar mais de mais de US $ 1.500 milhões em alimentos. Cuba está pressionando para quebrar o impasse que é econômica, mas as mudanças empreendidas pelo presidente Raúl Castro “não alcançam os resultados que o país urgentemente necessita”, disse o economista Oscar Espinosa.aEn Cubaencuentro um artigo intitulado: Vai aprofundar as reformas em Cuba, Chepe diz que o terceiro aniversário da implementação do Decreto-Lei 259 sobre a distribuição de terras em usufruto, a agricultura da ilha continua sendo “os níveis de produção insatisfatória.”O economista aponta que falha em cumprir com vários programas agrícolas e de produção em declínio em alguns itens importantes, como o leite de vaca deve ser importado de volta mais de US $ 1.500 milhões em alimentos , assim ainda mais contrai o poder de compra limitado de país.Luego rever proibições e obstáculos que ainda pesam as medidas econômicas anunciadas por Castro, o especialista disse que a autorização de auto-emprego “não produziu os resultados esperado, especialmente na criação de empregos. “De acordo com Chepe, o governo teve que suspender as atividades do processo de reorganização na demissão de 1.300 mil trabalhadores” excedentes “, porque os números oficiais indicam que cerca de dois terços das partes de que foram registrados como trabalhadores por conta própria a partir de outubro do ano passado e estavam operando autorização.También não salienta que as medidas “são ainda muito tímidas e lentas” e ainda não se sabe se o governo irá ampliar a liberalização do trabalho auto, se sustitutirá a “sufocante sistema fiscal” e se dará passos importantes na criação de um sistema de comércio que atende a cuentapropistas.Chepe atacado também menciona que tem havido mais de 50 anos descapitalização rápida na ilha ” com bois e facões não é possível desenvolver uma agricultura eficiente “, juntamente com uma indústria para trás em ruínas e não pode prosseguir, e uma infra-estrutura e serviços quase paralisado
    _tradução automática——————————————————————-
    Comento:
    Pelo jeito Chaves importou tudo de Cuba,

  10. F.Castro
    septiembre 10th, 2011 a las 13:26

    Roteiro velho
    Miriam Leitão, O Globo

    Na Venezuela, desde o começo do governo Chávez até junho, a inflação acumulada foi de 1.116,3%. A taxa média anual foi de 22% mas está em 30%. Alguns produtos, com preços controlados desde 2003, estão sumidos do mercado. A inflação tem erodido o poder de compra dos venezuelanos. O país parece prisioneiro de um roteiro velho que a região viveu décadas atrás.

    Todos os países da região aprenderam a lição dos anos 80/90, menos a Venezuela e, mais recentemente, a Argentina. O governo Kirchner fez o que não se pode fazer: manipular índices. Os institutos privados são multados caso divulguem seus dados.

    Na Venezuela, o governo Chávez decidiu filmar roteiro velho, e que foi fracasso de bilheteria. É difícil encontrar carne e óleo de soja. Só no mercado paralelo e com ágio. Isso soa familiar? É Chávez arruinando a Venezuela.

    Pedro Palma, economista venezuelano, fez a nosso pedido o cálculo que abre a coluna. Ele lembra que até meados dos anos 1970 a inflação era uma das mais baixas do mundo. Depois, houve duas maxidesvalorizações do bolívar, em 1989 e 1996, que elevaram a taxa.

    Chávez assumiu em dezembro de 1998 e não só não resolveu como tem agravado o problema através de medidas como a recém aprovada “Lei de custos e preços justos” de congelamento de preço.

    — A solução para a inflação é conhecida. A receita é disciplina fiscal, monetária e estímulo à produção privada.

    Quantas nações não sofreram, décadas atrás, com a hiperinflação e hoje têm menos de 10%? É preciso dar um giro de 180 graus na política econômica — diz Palma.

    Valéria Maniero, do blog, conversou também com duas donas de casa venezuelanas que vivem as mesmas agruras já vividas no Brasil. Vanessa Brito, 30 anos, mãe de Violeta, de oito meses, conta que é comum ter que ir a mais de um supermercado para encontrar o que precisa. O que é difícil achar: açúcar, café, leite, óleo de cozinha, carne, leite em pó, queijo branco. Conta que já teve dificuldade de achar papel higiênico e absorventes.

    Diz que não entende de economia, mas acha estranho que os buhoneros, o comércio ilegal, sempre têm o que está em falta no supermercado, mas, claro, por um preço maior. Ela diz que aprova várias medidas de Chávez, como a inclusão de pessoas portadoras de deficiências, mas suspeita que a direção da economia está errada.

    Ilda de Montefusco, 77 anos, aposentada, está certa de que Chávez está completamente errado:

    — Compro hoje por um preço, amanhã, por outro.

    Curioso é que em 2003 eu mesma presenciei sinais de desabastecimento e comércio ilegal até dentro do Palácio Miraflores. Na época, o país estava em greve geral. Hoje se vê que o anormal passou a ser a rotina.

    A jornalista Katiusha Hernánndez, repórter de economia do “El Nacional”, conta que o índice de escassez na Venezuela é de 12%. Há produtos cuja venda é racionada. O preço da carne bovina foi congelado pelo governo em 22 bolívares (US$ 5,11), mas só é possível comprar o produto por algo entre 38 bolívares (US$ 8,83) e 50 bolívares (US$ 11, 62).

    O economista Luis Vicente León, presidente da Datanálises, diz que a inflação é problema antigo no país, mas se agravou no período mais recente:

    — Em mais de oito anos, a estratégia tem sido de controle de preços e o único resultado foi mais inflação e menos produtos.

    A lei do congelamento entrou em vigor em 18 de julho e sua aplicação completa será em três meses de sua publicação. Nesse período, o governo tem chamado os setores e, em alguns casos, aprovado grandes aumentos de preços. O arroz subiu 26%; a farinha, 20%.

    Há outra distorção na economia, bem conhecida dos brasileiros, que é o controle do câmbio: cada venezuelano tem um limite de dólares que pode gastar no exterior durante suas viagens, dependendo da duração e do lugar. O máximo que um venezuelano pode gastar no exterior em um ano é US$ 3.000.

    Normal Gall, americano nacionalizado brasileiro, diretor do Instituto Fernand Braudel de Economia Mundial, é autor de vários estudos com críticas ácidas a Chávez. Acha que tudo o que escreveu anos atrás continua válido, porque a cena não se alterou:

    — Chávez pode escrever um manual de como destruir um país. O mais recente controle de preços não vai funcionar. O produto some e só aparece no comércio ilegal. Quem tem dinheiro compra, quem não tem fica sem o produto. A violência aumentou muito e não tem surgido um político que diga ao país que ele precisa ser reconstruído. O gritante é que a Venezuela tem tudo para ter uma vida de país rico.

    A Venezuela tem petróleo e, durante os quase 13 anos de governo Chávez, o preço do barril saiu de US$ 10 para US$ 130. Mesmo assim, o crescimento médio do PIB no período foi de 2,55%, segundo o FMI. No ano passado, foi o único país da América do Sul que não cresceu. Isso realmente valeria um manual de como destruir todas as chances de um país.

    A doença do presidente abriu o debate sobre sua sucessão. Mesmo dentro do chavismo não há sucessor à vista, até porque ele derrubou todos os que começaram a aparecer muito entre os seus correligionários. A oposição também tem seus problemas de preparar um nome capaz de enfrentar o chavismo.
    __________________________________________________________________________________
    Quanto ao fracasso da economia Venezuelana nada a comentar, já que os socialistas são useiros e vezeiros em destruir economicamente um País, o mundo está cheio de exemplos disso.
    Quanto a doença do chapolim colorado, recentemente a Venezuela importou uma grande quantidade de tanques de guerra da Russia, em vez de investir na agricultura, saúde ou
    em qualquer investimento que proporcionasse bem estar ao povo venezuelano. Então da próxima vez espero que Chaves se interne em um tanque desse, vire o escapamento para o seu traseiro e enfie o pé no acelerador.