Geração Y é um Blog inspirado em pessoas como eu, com nomes que começam ou contem um ípsilon. Nascidos na Cuba dos anos 70 e 80, marcados pelas escolas rurais, bonequinhos russos, saidas ilegais e frustração. Assim é que convido especialmente Yanisleidi, Yusimí, Yuniesky e outros que carregam seus ípsilons para que me leiam e me escrevam.

A crônica que não houve

 

Imagen tomada de www.penultimosdias.com/
Imagem tirada de www.penultimosdias.com

Hoje iria publicar um texto sobre o Dia das mães, um trecho curto onde narraria que a minha mãe tem as mãos cheirando a cebola, alho e cominho… Por todo o tempo que passa na cozinha. Tinha a idéia de contar-lhes o prazer que me dava vê-la chegar à porta do meu pré-universitário no campo, trazendo os alimentos que lhe haviam custado toda uma semana – e grandes esforços – conseguir. Porém justamente quando dava os últimos retoques na minha pequena crônica maternal, ocorreu a morte de Juan Wilfredo Soto em Santa Clara e tudo deixou de ter sentido.

As “tonfas” (cassetete de origem asiática) dos policiais têm sede de costelas nessas vizinhanças. A crescente violência dos uniformizados é algo que se murmura em voz baixa e muitos a descrevem com detalhes sem se atreverem a denunciá-la em público. Os que estivemos no calabouço alguma vez, sabemos bem que uma coisa é a propaganda edulcorada de: “Polícia, polícia tu é minha amiga” que é repetida pela televisão e outra a impunidade que estes indivíduos com distintivo desfrutam. Se, além disso, o detido tem idéias diferentes da ideologia imperante, então o tratamento será mais duro ainda. Os punhos vão querer convencê-lo, já que os escassos argumentos não conseguirão.

Não sei como as autoridades do meu país vão se explicar, porém duvido que consigam nos persuadir de que desta vez a culpa não tenha sido dos policiais. Não há maneira de entender que um homem desarmado, sentado num parque central, possa representar uma grande ameaça. O que acontece é que quando se incita a intolerância, alimenta-se o desrespeito ao cidadão e se dá luz verde à corporação policial, ocorrem estas tragédias. Como a de hoje, em que uma mãe em Santa Clara não está sentada a mesa que seus rapazes lhe prepararam, mas sim no salão escuro de uma funerária velando o corpo do seu filho.

Traduzido por Humberto Sisley de Souza Neto

Share

Agregar comentario.

22 comentarios a A crônica que não houve

  1. mirian chrystus
    mayo 21st, 2011 a las 11:06

    E pensar que Cuba foi a esperança de Revolução, de renovação no mundo…

  2. Anónimo
    mayo 12th, 2011 a las 20:18

    Guerrilha do Araguaia – discurso do Cel LícioDiscurso do Coronel Lício Augusto Maciel na Câmara dos Deputados, em Sessão Solene ocorrida no dia 26 Jun 2005, sobre a guerrilha do Araguaia:

    Sr. Presidente, Srs. Congressistas, demais autoridades presentes, minhas senhoras, meus senhores, não é preciso dizer da minha emoção por ter encontrado aqui velhos companheiros de luta, que ainda a estão levando à frente.

    Como participante dos acontecimentos que passo a relatar, fiz um resumo dos itens mais perguntados; apenas como itens porque a dissertação será a rememoração dos fatos. Para isso, tirei os óculos, a fim de que aqueles que vou citar me olhem bem no fundo dos olhos e tenham suficiente coragem de afirmar, se for preciso, que tudo o que foi dito aqui é a pura verdade. Se bem que não há necessidade, porque eles mesmos já confirmaram em outras ocasiões.

    O primeiro item selecionado se refere à razão da minha escolha para a missão de descobrir o local da guerrilha, que hoje se diz Guerrilha do Araguaia.

    Em 1969, após a morte do terrorista Mariguella, em São Paulo, em seus documentos foram feitas várias citações sobre o local da grande área: grande área de treinamento de guerrilha.

    Eu estava chegando a Brasília em 1968, já pela segunda vez. No meu passado, em 1954, fiz o curso de pára-quedista e, em seguida, o curso de Forças Especiais da Divisão de Pára-Quedistas, e especializei-me na modalidade Guerra na Selva. Posteriormente, o curso de Operações Especiais foi desenvolvido com outras modalidades e, em seguida, foi criado o Centro de Instrução de Guerra na Selva, CIGS.

    Detentor do curso de Forças Especiais e considerado, à época, o elemento com credenciais para desenvolver as operações de selva, percorri milhares de vezes a rodovia Belém-Brasília, de Brasília a Belém, estrada pioneira de barro. Eu e minha equipe, de 3 ou 4 homens, chegamos à conclusão, por indícios, de que a Guerrilha do Araguaia estava naquela área, entre o Bico do Papagaio, Xambioá, Marabá, Tocantinópolis e Porto Franco.

    O fato, porém, que nos permitiu chegar à área foi a prisão, em Fortaleza, do guerrilheiro Pedro Albuquerque. Naturalmente, ele está olhando para mim, e eu estou olhando para a câmera, para que olhe no fundo dos meus olhos e confirme que o que eu estou dizendo é verdade. Pedro Albuquerque foi preso quando tentava tirar documentos em Fortaleza. Recolhido ao xadrez, ele tentou suicídio cortando os pulsos. A sentinela, por acaso, passou, viu, deu o alarme e ele foi levado para um hospital da guarnição.

    Recuperado o documento de que ele falou, o documento resultante das declarações de Pedro Albuquerque foi enviado diretamente de Fortaleza para Brasília e chegou às mãos do General Bandeira, que imediatamente mandou buscar o preso. Enquanto eu preparava a equipe, o preso chegou, foi incluído na minha equipe, e partimos, junto com Pedro, para o local onde ele dizia que era o inicial: Xambioá.

    Chegamos ao Rio Araguaia, pegamos uma canoa grande, com motor de popa, fomos até ao local de Pará da Lama. Pedro deve lembrar muito dele: era uma picada ao longo da floresta no sentido do Xingu. Andamos o dia inteiro. Chegamos ao anoitecer na casa do último morador, com o Pedro sendo levado por nós, livre. Não estava algemado, amarrado ou coisa assim. Ele foi acompanhando nossa equipe. Há várias testemunhas desse episódio aqui presentes, as quais não vou citar, que fizeram parte da minha equipe.

    Chegamos à casa de Antônio Pereira, pernoitamos no campo, nos telheiros e, no dia seguinte, às 4h, prosseguimos em direção ao local onde Pedro Albuquerque indicou. Ao chegarmos lá, avistamos três homens, isto é, três elementos, sendo uma mulher, descansando para almoço, presumo. Aproximamo-nos do local só para conversar com eles, para saber o que eles estavam fazendo lá. Eram três e, no nosso grupo, havia seis; então, não tinha problema. Eles fugiram. Chegamos ao local. Fiquei inteiramente abismado com o estoque de comida, de material cirúrgico; havia até oficina de rádio; 60 mochilas de lona, costuradas no local em máquina industrial grande, que tive o prazer de jogar no meio do açude. Tocamos fogo em tudo e voltei sem fazer prisioneiro.

    Ora, em qualquer situação, teríamos atirado naqueles homens. Estávamos a 80 metros, um tiro de fuzil os atingiria facilmente. Eles estavam sentados. Mas nosso objetivo não era matar, não era trucidar. Nosso objetivo era saber o que eles estavam fazendo lá. De acordo com Pedro Albuquerque, eram guerrilheiros. Estavam na área indicada por Pedro Albuquerque, que viu toda a operação.

    Como disse, destruímos todos os seus aparelhos; metralhamos uma grande quantidade de frutas – melancia, jerimum e muitas outras coisas. Ficamos inteiramente impressionados com a quantidade de comida que havia lá, várias sacas de arroz; havia até oficina de rádio com equipamentos sofisticados. Era uma oficina rústica, não era como bancada de laboratório da cidade, mas funcionava. O gerador, lá atrás, também funcionava.

    Voltamos. Deixamos o pessoal fugir, claro. E o Pedro Albuquerque retornou com dois companheiros nossos e foi recolhido ao xadrez de Xambioá. Continuamos nossa missão. Como os três elementos fugitivos avisaram para o resto do grupo do Destacamento C, mais ao sul, em frente a São Geraldo do Araguaia, que estávamos indo para lá, ao chegar lá nós os vimos fugindo com muita carga, até violão levavam. Eles estavam se retirando do Destacamento C, do Antônio da Dina e do Pedro Albuquerque.

    Pedro Albuquerque nos levou até o Destacamento C, onde havia estado. Ele fugiu porque os bandidos exigiram que ele fizesse um aborto em sua mulher, que estava grávida. Eles não se conformaram com a ordem, principalmente porque outra guerrilheira grávida tinha sido mandada para São Paulo para ter o filho nas mordomias daquela cidade. Ela era casada com o filho do chefe militar da guerrilha, Maurício Grabois.

    Pedro, você está me escutando? Você deve-se lembrar de que declarou isso: que você fugiu porque obrigaram sua mulher a fazer um aborto.

    Nós estávamos perseguindo esse grupo e estávamos avançando. Embora chovesse bastante, estávamos nos aproximando. Eles resolveram soltar a carga que estavam levando, e o guia, morador da área, me disse: “Agora, nós não vamos pegar eles porque estão fugindo para a gameleira”. E demos uma meia parada, nessa destruição do equipamento deles, quando pressentimos a vinda de alguém na trilha. Nós estávamos andando no meio da mata e esse elemento vinha pela trilha. Nós nos agachamos e, nisso, veio aquele elemento forte, com chapéu de couro, mochila nas costas e facão na cintura. Então, quando ele chegou no meio do nosso grupo, eu dei a ordem: Prendam esse cara!

    Não sei, não posso me lembrar, se foi o Cid ou se foi o Cabo Marra que pegou o Genoino. Esse elemento era o Geraldo, posteriormente identificado como Genoino – que naturalmente está me olhando agora. E eu tirei os óculos justamente para ele me reconhecer, porque da minha cara ninguém esquece, principalmente com aquela cara que eu estava na mata, depois de vários dias passando fome e sede, sujo, cheio de barba. Mas é a mesma cara. É o mesmo olhar da hora em que eu encarei ele e disse: “Seu mentiroso! Confesse! Você não tem mais alternativa”.

    Por que eu descobri que o Genoino era guerrilheiro? Ele se dizia Geraldo e se dizia morador da área. Claro: elemento na área, suspeito, eu mandei deter. Mesmo algemado e com tudo nas costas, uma mochila pesada e grande, ele fugiu. O Cabo Marra deu três tiros de advertência, e ele parou. Mas não parou por causa da advertência, parou porque se emaranhou no cipoal, e o pessoal foi pegá-lo.

    Eu perguntei: Por que você está fugindo? Nós apenas estamos querendo conversar com você. Para você não fugir, vamos ter de algemá-lo. “Eu sou morador” – disse ele.

    Eu deixei o pessoal especializado em inquirição conversando com o Genoino, até então Geraldo. O pessoal – inclusive está presente um desses companheiros, o Cid – conversou bastante tempo com o Genoino, quando o Cid veio a mim e disse: “Comandante, não tem nada, não”. Está bom – respondi. Como eu já estava há muito tempo no mato, já tinha resolvido, intimamente, levar o Genoino preso para Xambioá, mas não disse que essa era minha determinação. Peguei a mochila dele.

    Havia um elemento na minha equipe que era especialista em falar com o pessoal da área – já falecido -, um elemento excepcionalmente bom. Rendo minhas homenagens a João Pedro do Rêgo. O João Pedro, apelidado por nós de Jota Peter ou Javali Solitário, onde estiver estará escutando. João Pedro era um homem que falava com o matuto, com o pessoal da área, porque eu, na minha linguagem urbana, não era entendido nem entendia o que eles falavam. O Javali veio a mim e disse: “Ele não tem nada. É morador da área”. E disse-me o que tinha lhe dito.

    Eu, como homem de selva, peguei a mochila do Geraldo e comecei a abri-la. Tirei pulôver, rede e um bocado de bagulho da mochila do Geraldo, quando encontrei um tubo de remédio no fundo da mochila. Ao pegar aquele tubo e olhar para o Genoino, vi que ele estava lívido, pálido. Eu ainda lhe disse: Companheiro, fique tranqüilo porque nós não vamos fazer nada com você, você é morador da área. E abri o tubo. Lá encontrei material típico de sobrevivência – linha de pesca fina, anzóis. Era material típico de sobrevivência. Como eu havia feito um curso e só sabia teoricamente sobre o assunto, interessei-me por aquele exemplo prático, em um local de difícil acesso na selva amazônica. À medida que eu ia puxando aquelas linhas, o Genoíno – aliás, o Geraldo – ia ficando mais desesperado. E quando eu tirei o tubo, olhei para ele, e ele estava branco como papel. E lá no fundo eu vi um papel pautado, de caderneta, dessas que todo dono de bodega na área anotava as suas vendas.

    Cortei uma talisca do meu lado, puxei o papel e lá estava a mensagem do Comandante do Grupamento B da Gameleira, o Osvaldão, para o Comandante do Grupamento C, Antônio da Dina. Estava lá a mensagem que o Genoino transportava para o Antônio da Dina. Era uma mensagem tão curta que ele, como bom escoteiro que era, poderia ter decorado, porque até hoje, mais de 30 anos passados, eu me lembro do que dizia essa mensagem, mas eu quero que ele mesmo diga o que constava nessa mensagem. Era uma dúzia de palavras em linguajar militar, de próprio punho do Osvaldão, que era o Comandante do Grupamento B da Gameleira, o grupamento mais perigoso da guerrilha, como constatamos no desenrolar das lutas.

    Foi o grupo que matou o primeiro militar na área. Antes de qualquer pessoa morrer, o grupo do Osvaldão matou o Cabo Rosa, Odílio Cruz Rosa. Depois de esse Odílio Cruz Rosa ser morto, eles mataram mais 2 sargentos e fizeram muito mal aos militares que nada sabiam até então. Só quem sabia era o pessoal de informações. E eu era da área de informações, embora eu operasse à paisana.

    Então, o Genoino foi mandado para Xambioá preso. A essa altura ele já deixou de ser detido para ser preso, e disse tudo sobre a área. Quando eu olhei para ele e disse: Você não tem mais alternativa porque aqui está a mensagem. Ele disse: “Eu falo”. Eu disse: É bom você falar. Genoino, olhe no meu olho, você está me vendo. Eu prendi você na mata e não toquei num fio de cabelo seu. Não lhe demos uma facãozada, não lhe demos uma bolacha – coisa de que me arrependo hoje.

    Um elemento da minha equipe, fumador inveterado, abriu um pacote de cigarro, aproveitou aquele papel branco do verso, pegou um toco de lápis não sei de onde, e o João Pedro começou a anotar o que o Genoino falava fluentemente – nervoso como estava, começou a falar.

    Eu me levantei do chão, fui até um córrego próximo beber um pouco d’água. Voltei, o papel estava cheio, com toda a composição da Guerrilha – nomes, locais, Grupo C, ao sul; Grupo B, da Gameleira, perto de Santa Isabel; e Grupo A, perto de Marabá. Eram esse os 3 grupos efetivos, em que se presumiam 30 homens por grupamento, além de um grupo militar comandado por Maurício Grabois.

    Peguei aquele papel e ainda comentei com ele: Pô, meu amigo, tu és um cara importante desse negócio aí, hein? E mandei o Geraldo para Xambioá. Ele foi recolhido ao xadrez, posteriormente enviado a Brasília; em seguida, 3 ou 4 dias depois, não me lembro, veio o veredicto da identificação: o guerrilheiro Geraldo era o José Genoino Neto, presente em frente ao vídeo, olhando para os meus olhos – eu sempre tive olhos arregalados; não foi só lá na mata, não. Os meus olhos sempre foram arregalados, principalmente em combate.

    Triste notícia veio depois. O grupo do Genoino prendeu um filho do Antônio Pereira, aquele senhor humilde, que morava nos confins da picada de Pará da Lama, a 100 quilômetros de São Geraldo. O filho dele era um garoto de 17 anos, que eu não queria levar como guia, porque ao olhar para ele me lembrei do meu filho que tinha a mesma idade. Então, eu disse ao João: Não quero levar o seu filho. Eu sabia das implicações, ou já desconfiava.

    O pobre coitado do rapaz nos seguiu durante uma manhã, das 5h até o meio-dia, quando encontramos os três nos aguardando para almoçar. Pois bem. Depois que nos retiramos, os companheiros do José Genoino pegaram o rapaz e o esquartejaram.

    Genoino, aquele rapaz foi esquartejado! Toda a Xambioá sabe disso, todos os moradores de Xambioá sabem da vida do pobre coitado do Antônio Pereira, pai do João Pereira, e vocês nunca tiveram a coragem de pedir pelo menos uma desculpa por terem esquartejado o rapaz! Cortaram primeiro uma orelha, na frente da família, no pátio da casa do Antônio Pereira; cortaram a segunda orelha; o rapaz urrava de dor; a mãe desmaiou. Eles continuaram, cortaram os dedos, as mãos, e no final deram a facada que matou João Pereira.

    Esse relatório está no Centro de Instrução Especializada – CIE, porque foi escrito por mim, e eles não abrem para os historiadores com medo de que o relato apareça.

    Pois bem. Eles fizeram isso porque o rapaz nos acompanhou durante 6 horas, para servir de exemplo aos outros moradores, de forma que não tivessem contato com o pessoal do Exército, das Forças Armadas.

    Foi o crime mais hediondo de que eu soube. Nem na Guerra da Coréia e na do Vietnã fizeram isso. Algo parecido só encontrei quando trucidaram o Tenente Alberto Mendes Júnior. O Tenente se apresentou voluntariamente para substituir dois companheiros que estavam feridos. A turma do Lamarca pegou o rapaz, trucidou-o, castrou-o e o obrigou a engolir os órgãos genitais. O crime contra o João Pereira foi muito mais grave, muito mais horrendo. E eles sabem disso.

    Peçam desculpas ao Antônio Pereira, se ele estiver vivo! Tenham a coragem de reconhecer que toda a Xambioá sabe disso!

    Genoino preso e identificado, a Guerrilha prossegue. Depois de matar o João Pereira, eles mataram o Cabo Odílio Cruz Rosa; depois do Rosa, eles mataram dois sargentos; depois dos dois sargentos, eles atiraram no Tenente Álvaro, que deve contar a história. Como estou contando a história aqui, Álvaro, conte a sua história.

    Na minha versão, o Álvaro deu voz de prisão ao bandido, eles atiram. Outro que estava atrás atirou nas costas do Álvaro, arrancando-lhe a omoplata. Depois desse ferido, houve vários feridos, e finalmente eu fui ferido e tive que sair da área.

    Porém, antes, as tropas do Exército saíram da área, vendo que aquele era um movimento mais grave, mais planejado – planejado em Cuba, com as mentes que todos estamos vendo. Sabemos como funciona a mente de um comunista. Um comunista tranqüilo, sem arma na mão, tudo bem. Aquilo é o que ele pensa, e a nossa democracia permite isso. Mas aquele que pega em arma tem de ser trucidado. Um homem que entra numa mata para combater em nome de um regime de Fidel Castro, esse cara tem que ser morto!

    A Operação Sucuri fez um levantamento de informações: de que se tratava, qual o valor do inimigo, onde ele estava, enfim, todos os itens necessários para que fosse elaborada uma ordem de operações para o combate da Guerrilha. Isso durou 5 ou 6 meses. Já existe literatura muito boa a respeito.

    Elementos militares descaracterizados, à paisana, foram postos dentro da mata, desarmados, com identidade falsa, ao lado dos bandidos. Qualquer um de nós, em sã consciência, reconhece que esses homens são uns heróis. Se me derem uma arma eu vou lá caçá-los de novo hoje. Mas, naquela época, se me tirassem as armas e me botassem na mata, não sei não. No ímpeto da juventude, talvez eu fosse, como eles foram. Eram capitães, tenentes e sargentos.

    Terminada a Operação Sucuri, já sabíamos de que se tratava, confirmadas todas ou quase todas as informações que o Genoino tinha dado. Três grupos, comando militar e a chefia em São Paulo, sob o comando de João Amazonas – que fugiu da área ao primeiro tiro. Grande valentia! Herói, João Amazonas! João Amazonas fugiu da área ao primeiro tiro, junto com Elza Monnerat. Deixou lá garotos, estudantes e os fanáticos comunistas, tipo Maurício Grabois, que influenciou seu filho, André Grabois, o personagem central do evento que vou relatar agora.

    O combate contra o grupo militar da Guerrilha foi comandado por André Grabois. E a esposa dele, a Criméia, que talvez esteja me olhando, diz que houve uma emboscada. Não houve emboscada. Como o Exército saiu da área para fazer operação de informações, a Operação Sucuri, eles cantaram vitória: “Seu Exército é de fritar bolinho”. Muito bem, fritamos bolinho.

    Já estava na área e recebi a seguinte ordem: “Vá à região de São Domingos a pé, porque de viatura não se chega lá. Eles destruíram uma ponte na Transamazônica.”

    Eu peguei a minha equipe e fui para São Domingos. Atravessei o rio. A ponte estava destruída, mas atravessei a vau. Cheguei a São Domingos, o quartel da PM estava incendiado. Ao alvorecer daquele dia – se não me engano, 10 de outubro de 1973 -, eles destruíram e incendiaram o quartel. Deixaram todos os militares nus, inclusive o tenente comandante do destacamento, e pegaram todo o armamento, toda a munição, todo o fardamento. Entraram na mata e deixaram um recado: “Não ousem nos seguir, porque o pau vai quebrar”.

    Infelizmente, Criméia, seu marido morreu por isso.

    Pude ver as suas pegadas bem nítidas, porque eles estavam carregados com cunhetes de munição, fuzis da PM, revólveres, e foi fácil seguir o grupo.

    No terceiro dia, para resumir, houve um encontro. Eles estavam tão certos de que o Exército não iria lá que estavam caçando porcos. Às 6 da manhã, eu escutei o primeiro tiro e o grito dos porcos. Às 15 horas houve o combate. Vejam bem o espaço de tempo: de 6 da manhã às 15 horas.

    Eu estava a menos de 10 metros do primeiro homem, que era o comandante do grupo, André Grabois, filho de Maurício Grabois. Ele estava sentado, com o gorro da PM que tomou do tenente na cabeça, e vi que tinha a arma na mão. Olhei para os meus companheiros, que vinham rastejando, e perguntei: Será que vamos encontrar um bando de PMs aí? Olhei, eles entraram em posição, e eu me levantei. Quase encostei o cano da minha arma em André Grabois: Solte a arma. Ele deu aquele pulo, e a arma já estava na minha direção. Não deu outra. Os meus companheiros, que chegavam, acertariam o André, caso eu tivesse errado, o que era muito difícil, pois estava a um metro e meio, dois metros dele.

    Foi destruído o grupo militar da Guerrilha. Todos eram formados na China, em Pequim, em Cuba. Não me lembro do nome de todos, mas citarei alguns: André Grabois; o pai, Maurício Grabois, que mandou o filho fazer curso em Cuba; o Calatroni, o Nunes. O João Araguaia se entrincheirou atrás de um tronco de árvore e não se mexeu, depois do tiroteio, saiu correndo, sem arma. Ninguém atirou no João Araguaia porque ele estava sem arma. O Nunes estava gravemente ferido, mal falava e, quando o fazia, o sangue corria pela boca, mas ele conseguiu dizer a importância do grupo e citou os nomes – não sei se nome ou codinome – de todos eles: o Zequinha, ele disse: esse é o André Grabois. Estava morto.

    Esse foi o primeiro combate de valor contra os guerrilheiros, mas foram desmoralizados. Eles diziam para os soldados não entrarem na mata porque os oficiais não entravam. Ora, o próprio acampamento dos militares ficava no meio da selva.

    Em seguida, ocorreu o incidente do dia 23 de outubro, 10 dias depois. Continuando na perseguição ao bando, encontramos pegadas nítidas no chão de um grupo numeroso. Esse grupo do Zé Carlos era do Grupamento A. Fomos encontrar as batidas, depois, soubemos que era do Grupamento B, do Osvaldão. Então, eu já estava a menos de 100 metros do grupo. O guia já estava saindo para a retaguarda. O guia era morador. Ele não tinha nada com a guerra. Ele estava lá auxiliando o Exército a pegar os “paulistas”, que era como eles chamavam os guerrilheiros.

    Quando o guia começou a retrair, vi que a coisa estava feia, e continuei. Nisso, um dos guerrilheiros retorna, volta inesperadamente, e deu de cara comigo. Eu agachado e ele olhando para mim. Foi quando dei ordem de prisão para ele: Mãos na cabeça. Ele levantou uma mão, e foi quando vi que era uma mulher. Ela levantou uma mão fazendo sinal de… para eu ficar olhando para a mão enquanto ela desamarrava o coldre. Dei 3 ordens de prisão, mas ela não obedeceu. Quando eu vi que ela estava desamarrando o coldre ainda dei 3 ordens para ela – Não faça isso – gritando, pois sempre falei alto, meu tom de voz é esse. Quando ela sacou a arma vi que não tinha jeito e atirei. Acertei a perna dela e ela caiu, caiu feio. Ela não caiu, desmoronou. Ela deu um salto como se tivesse recebido uma patada de elefante. Ela caiu uns 3 metros depois, tal o impacto. Eu corri, ela não estava mais com a arma, estava nos estertores da dor, chorando e gritando. Eu disse: Fica calma que vamos te salvar. Olhei a arma, a selva muito cheia de folhas, não achei a arma. Meu erro: não deixei um sentinela com ela. Éramos poucos, eles eram vinte, eu precisava de gente.

    Continuamos a perseguição do grupo, e eles atravessaram o córrego. Resolvi voltar, já estava escurecendo. Quando me agachei ela me atirou à queima roupa. Ela me deu um tiro na mão e acertou na face, que atravessou o véu palatino e se encaixou atrás da coluna, e eu caí. O outro tiro que ela deu acertou o braço do Capitão Curió, Subcomandante da minha equipe. O restante da minha equipe revidou, claro, encerrada a carreira de bandido da Sônia, nome da guerrilheira. Fui carregado em uma rede e transportado na mata.

    Altas horas da noite, os soldados que estavam me carregando passaram os seus fuzis para o outro do lado. E o que ia levando 2 fuzis, um fuzil batendo no outro, fazia muito barulho na mata. E era um barulho que se propagava muito a longa distância. Eles armaram uma emboscada, teria sido o fim. Mas, aquele companheiro, com o qual eu brigava tanto pedindo que deixasse de fumar, nos salvou. Ele, que assumiu o comando da equipe, pediu para parar para dar uma pitada. Isso, a uns 50 metros da emboscada. Paramos e ficou aquele silêncio. Eu fui estendido no chão, dentro da rede, sangrava muito, quase desacordado.

    Eles, então, achando que havíamos pressentido a emboscada, aqueles valentes guerrilheiros, fugiram. Claro que eles teriam matado todos nós. Não tenham dúvida.

    Nós estávamos completamente sem atenção. A minha equipe estava levando o seu comandante quase morto para o primeiro local onde a ambulância poderia alcançar. Na localidade de São José, eles pediram uma ambulância para levar um ferido. De São José, a ambulância me levou para Bacaba, de lá para Marabá e de Marabá para Belém, onde passei uns dias para me restabelecer e ter condições de viajar. Depois fui levado para Brasília onde fui operado. A operação se revestia de cuidados especiais, porque, do contrário, eu ficaria paraplégico para o resto de minha vida. Graças a Deus, as seqüelas foram muito menores e hoje eu estou falando aos senhores aqui, com muita honra.

    É muito difícil falarmos em conclusões de uma luta de 4 anos. Citarei apenas 2 itens das conclusões. Permitam-me que os leia. Por isso, coloquei os óculos. Não há mais necessidade de os bandidos me olharem no fundo dos olhos. Estou à disposição deles, a qualquer momento. Quem quiser confirmar comigo o que disse, o meu endereço está na Internet. Terei muita satisfação em olhar no fundo dos olhos deles e repetir tudo o que acabei de dizer aos senhores: nada temos a esconder.

    Primeira conclusão: tenho imenso orgulho de ter participado dessa luta, por ter agido positivamente para evitar que os guerrilheiros do PCdoB implantassem no País um regime comunista igual ao de Cuba, com paredão e tudo – e esse risco não acabou.

    Segunda conclusão: além de prestar homenagem às bravas esposas dos militares, tanto daquela época quanto da atual, estendo aos membros da minha valorosa equipe a honra de que estou sendo alvo presentemente.

    Muito obrigado
    Fonte: A Verdade Sufocada

  3. Tandera
    mayo 11th, 2011 a las 17:09

    COMO TERMINOU A LIBERDADE DE EXPRESSÃO EM CUBA

    Durante a ditadura de Fulgencio Batista (1952-1958), o governo tentou controlar a imprensa, além de censura direta, propinas para jornalistas, por doações de empresários e de intimidação. Era difícil para muitos jornais e emissoras de rádio e televisão poderia sobreviver sem outros rendimentos para além da venda de circulação, publicidade e programas. Na cidade de Havana, com um milhão de pessoas, então, teve mais de 20 jornais de grande circulação, mais de 30 estações de rádio e 5 empresas de televisão, foi substancialmente maior do que outras capitais do mundo.

    Com a queda de Batista, em 01 de janeiro de 1959, deixou de existir um número de jornais que pertenceram a figuras do governo ou esteve intimamente ligado a eles. Quando alguns começaram a dissidência, o governo de Fidel Castro voltou-se para a denúncia pública, a intimidação dos comerciantes e industriais, que irá favorecer e, claro, terminando todos os anúncios oficiais. Outro método era criar perturbações internas pelos empregados e trabalhadores e associações de jornalistas que já controlavam o governo.

    Os primeiros meses de Castro no poder foram marcados pela ambigüidade. O principal motor do que a confusão era Fidel Castro. Em uma entrevista na televisão em 02 de abril de 1959, disse: “Perseguindo a Igreja Católica porque ela é católica, protestante prosseguir porque é protestante, perseguir os maçons como um maçom, porque ele está perseguindo o Rotary Rotary prosseguir Marinha porque jornal de direita, ou perseguir outro porque ele é um esquerdista, porque é da direita radical e extremo e outro, porque isso é extrema-esquerda, eu não vejo isso, não faça a revolução. Que democracia é que estamos a fazer: respeitar todas as idéias. Quando se começa a fechar um jornal, qualquer jornal pode se sentir seguro, quando você começa a perseguir um homem por suas opiniões políticas, ninguém pode se sentir segura. ”

    Mas, apesar destas palavras, e tinha fechado ou foram ameaçados jornais independentes. Usando a influência que tiveram as autoridades da Associação Provincial de Jornalistas de Havana, em 26 de dezembro de 1959, os membros deste órgão concordou em impor a todos os periódicos, a obrigação de incluí-los na forma de esclarecimento ou de notas, críticas dos editoriais e notícias de que discordavam com o governo.

    Informação jornal Diario de la Marina recorreu para o Supremo Tribunal que a violação da lei, mas como uma questão de forma, o pedido não foi aceito. Um dos juízes, Miguel Márquez e Cerra, emitiu uma opinião divergente em que ele disse: “Eu entendo que a medida impugnada, especialmente porque, apart’andose dos relatórios do fio, ele observa o editorial dos jornais, que representa dano moral que, em qualquer caso, seria danos irreparáveis, a partir do momento que representa ou pode representar uma limitação da liberdade de expressão “.

    Um mês depois, quando o jornal se recusou a publicar esclarecimentos antecipada, ou “slogans” (que foi chamado), alegando a liberdade de expressão e de informação previstas na Lei Básica, foi tomada violentamente por um grupo de funcionários simpáticos ao regime, sem que a polícia tentou pará-lo. Fidel Castro passou o fato e, em um discurso atacou o diretor daquele jornal e dois de seus principais editores, que foram forçados a deixar o país.

    destino semelhante ao jornal Forward tinha algumas estações de rádio e televisão. CMQ circuito, o mais poderoso, caiu para o governo quando interveio, alegando que uma disputa trabalhista. A fim de “consolidar a revolução e orientar as pessoas”, criou uma organização chamada Free Estações Frente Independente (Fidel foi a sigla), que conseguiu trazer de várias formas de rádio e televisão corporativa.

    Para esses ataques na imprensa, rádio e escrita, a Sociedade Interamericana de Imprensa, a partir de Montego Bay, Jamaica, onde ele estava sentado, a 19 de marco de 1960, declarou: “Em Cuba, onde há um ano estavam emocionados, uma vez que a imprensa a maioria tinha sido liberado após a fuga do ditador Batista, o mesmo jornal, agora é contra o confisco, apreensão e coletivização. A campanha também produziu um estado de intimidação e danos para a segurança pessoal dos diretores, que denunciou publicamente pelos porta-vozes para o governo como contra-revolucionários, porque eles expressam opiniões divergentes não são apreciado por aqueles que governam hoje em Cuba “.

    As maiores campanhas contra a liberdade de expressão foi feita pelos jornais de hoje, o Partido Socialista Popular (comunista), eo Revolution, órgão do Movimento 26 de Julho. Entre os poucos jornais independentes foram ainda circula Prensa Libre e El Diario de la Marina. Uma leitura superficial dos ataques Revolução nos dias anteriores e posteriores ao desaparecimento dos jornais, destaca o propósito do governo para acabar com a liberdade de expressão. Em março de 1960, utilizando a fórmula simplista de “revolução e contra-revolucionária” Revolução jornal disse:

    “Os jornais e os oradores que recentemente colocou o fantasma do comunismo na preocupação editorial central e informativa, apenas para atender Cuba no papel atribuído aos cúmplices de uma intervenção estrangeira. A raça cresceu em Cuba está entre os pobres, os despossuídos e seus operadores, entre ladrões e homens honestos, patriotas e traidores entre os que amam a sua pátria e os que estão aliados com seus inimigos para fechar e brutalizar. Que cada um escolher. Mas toda a gente assume a responsabilidade pela sua decisão. ”

    Apesar das críticas e ameaças, o Jornal da Mariana continuou a expressar as suas opiniões, cada vez mais discordantes da linha oficial do governo. Basta verificar as manchetes do dia antes de seu fechamento em compreender o estado a que as coisas chegaram, e os motivos que levaram o governo a fechar. Em 01 de maio de 1960 é um editorial (o artista em um Estado comunista), que critica a submissão da cultura dos países após a Cortina de Ferro. E como esse dia foi comemorado no Dia do Trabalho, há uma intitulada “O Primeiro de Maio é também um cristão”. No dia seguinte, um artigo intitulado “A verdade anda nas prisões” e editorial fala dos “riscos de negociações com a Rússia.” Em uma página interior, há esta notícia: “Eles continuam na prisão de La Cabana atuais 576 pessoas. A grande maioria deles ainda está pendente o julgamento. ”

    Em 05 de maio, o editorial intitulado “O trabalho livre e trabalho escravo. O atraso dos países socialistas “. Em outra coluna é a notícia: “Eles dizem que a AFL-CIO que o actual regime cubano compromete a paz no Hemisfério”. Em outros comentários desfavoráveis ​​”A situação dos trabalhadores na Rússia” e mais adiante um trabalho sobre “O que realmente aconteceria se a revolução comunista triunfou.” Naqueles dias os números exibidos desenhos animados anti e mantém o controle dos “slogans” que têm a impressão de jornais. Em 01 de maio são os seguintes: Informação 5, 6 Free Press, 5, em The Crucible, 6 no Diario de la Marina, e zero em Revolução, Hoy, La Calle, El Mundo e Progresso.

    Incapaz de resistir a esses ataques, o governo usou todos os órgãos competentes vão fechar o Diario de la Marina. Em 11 de maio os trabalhadores que estavam com Castro fez publicar uma declaração na primeira página para a opinião pública, “Como todos sabemos, o Sr. José Ignacio Rivero, diretor deste jornal, está na atitude aberta e contra-conspiração. O plano do Sr. Rivero é provocar as pessoas e, assim, encontrar um argumento falso para fazer parecer que este jornal tenha caído atacado pela revolução. Para a realização deste plano, Rivero elaborou um documento que recolheu assinaturas de alguns empregados do jornal e fez alterações no texto depois de ter sido assinado, para trazer os trabalhadores, funcionários e jornalistas como inimigos do Jornal revolução. Por esta razão, muitos homens que trabalham aqui e não partilho da opinião do peito Rivero, mas, pelo contrário, concordo com a revolução, fez um manifesto em que mantiveram as suas opiniões. Rivero ontem se recusou a fazer o jornal, motivo pelo qual os trabalhadores decidiram imprimi-lo em nossa responsabilidade, mas sem alterar o seu estatuto à rotina normal. ”

    Satisfeito com a vítima de seus ataques, a 12 de maio de jornal Revolução disse aos seus leitores: “Até hoje não existe mais como um porta-voz dos piores casos, o” único mal que durou mais de cem anos. ” E nesse mesmo foco ataques Prensa Libre. O editorial do dia seguinte, se preparando para a queda do Prensa Libre, com os seguintes comentários: “Em Cuba, há agora mais de dois caminhos. Da revolução e da contra-revolução. Existem dois caminhos inconciliáveis. Hoje estamos com Cuba, ou é contra Cuba. Quem mantém a Marinha ofende a memória de José Martí. Quem defende a Marinha defende Hitler, Mussolini e Franco. Imprensa livre há bastante tempo que está viajando pelo mesmo caminho. O caminho para combater a revolução. ”

    Humberto Medrano, diretor-adjunto do jornal Prensa Libre, disse, em seu editorial a Revolução, referindo-se ao simbólico enterro Castro e elementos comunistas tornou-se o Jornal da Marinha da Universidade de Havana: “É doloroso ver a liberdade de pensamento enterrado em um centro cultural. É como assistir a um código enterrado em um tribunal de justiça. Pois o que está enterrado no Morro da Universidade noite passada não era um jornal em particular. É enterrado simbolicamente a liberdade de pensar e dizer o que pensa. ”

    Outro artigo desafiador em Prensa Libre poderia sair antes era ocupada por um grupo de trabalhadores viciado em velocidade e militantes armados. Ele escreveu Luis Aguilar Leão, intitulado ” O tempo da unanimidade .

    Logo depois, foi a Revolução oficinas Free Press e da Revolução foram cedidos ao jornal Hoy. Em 21 de julho de 1960 foi noticiado que a revista Bohemia também havia caído nas mãos do governo. Em sua primeira página, Revolução escreveu: “Amanhã, sexta-feira, como de costume, a revista Bohemia fica na rua como um grito de entusiasmo e de luta. Agora, editado pela equipe do local de trabalho, jornalistas e gráficos, sob a direção de Enrique de la Osa, Bohemia começa com esse problema numa fase nova e promissora. E vai colocar mais ênfase e editorial informativo em defesa dos interesses nacionais indissociavelmente ligada aos acontecimentos revolucionários. ”

    Assim terminou a liberdade de expressão em Cuba. Escola de Jornalismo mudou seu nome e seu pessoal. Seu objetivo era mudar o pensamento da imprensa cubana se transformar em um instrumento do partido. Ele tinha conseguido o que Agustín Tamargo disse Castro, meses antes, quando ele foi atacado pela televisão, acusando-o de reacionário, ele disse: “Comandante Fidel Castro, que continuará a ser um jornalista, porque você não quer que os jornalistas, o que você quer são discos de vinil” . Tinha chegado “ao unanimidade.”

  4. F.Castro
    mayo 11th, 2011 a las 17:03

    O governo de Raúl Castro está respondendo com mais detenções arbitrárias e espancamentos as críticas sobre o assassinato do dissidente Juan Soto Wilfredo García , de acordo com relatórios de organizações de direitos humanos.

    Cerca de 25 membros da oposição foram agredidos e detidos por multidões paramilitares e da polícia política na segunda-feira na cidade de Guantánamo.

    As prisões foram feitas para abortar uma marcha em apoio do prisioneiro político Andy Frómeta Cuenca, que passou 25 dias em greve de fome na prisão provincial de Guantánamo, com Alfredo Noa Estopiñán (13 dias).

    O passeio começou às dez horas, com a participação de 29 pessoas, quatro das quais conseguiram a sede da diocese de Guantánamo-Baracoa.

    Ativistas Tavío Rogelio Lopez e Abel López Pérez foram espancados pelos atacantes, disse Hablemoss Press.

    Os detentos começaram a ser liberados à tarde “, mas a lista de incidentes é cada vez maior e que lançou na terça-feira, quarta-feira estão sendo realizadas novamente.”

    Preso um colaborador “coexistência” da revista

    Enquanto isso, na província de Pinar del Rio, a polícia prendeu Juan Carlos Fernandez, que trabalhou para a revista independente Vida , informou o ativistas Dagoberto Valdés.

    Onze policiais por quase cinco horas de casa Fernández e confiscaram um computador, uma impressora e uma máquina fotográfica, bem como livros, revistas e documentos.

    Em Havana, o ativista Elizardo Sanchez disse DDC na quarta-feira que “não há repressão bastante tensão” nas ruas, e as provas são os eventos de Guantánamo.

    Outros incidentes ocorreram em Santa Clara e na capital.

    “É caso Soto não está isolada. Evidentemente ter dado a ordem para usar força bruta “, disse o presidente da Comissão Cubana para os Direitos Humanos.

  5. F.Castro
    mayo 11th, 2011 a las 10:58

    Há 51 anos atrás a corja dos Castros acabaram com a imprensa LIVRE em Cuba.
    Em 11 de maio de 1960, ocorreu o empastelamento da gráfica e da redação do Jornal Diario de la Marina, jornal que começou a circular em Cuba em 1958, a um custo de U$ 4 milhões de dolares.
    Um crime contra a liberdade de expressão, com o fechamento do ultimo jornal que não estava sob controle dos fascinoras dos Castros.

  6. Jambalaia
    mayo 10th, 2011 a las 19:43

    .
    Do twitter da Yoani.
    .
    http://www.abc.com.py/nota/ue-.....ta-paliza/
    .
    UE sigue caso de opositor muerto por supuesta paliza
    .
    BRUSELAS (EFE). La Unión Europea (UE) afirmó ayer que “sigue muy atentamente” el caso del disidente Juan Wilfredo Soto García, fallecido supuestamente tras recibir una paliza por parte de agentes de la policía de Cuba, país con el que explora la posibilidad de abrir una nueva etapa de relaciones.
    .
    “El Servicio Europeo de Acción Exterior está al corriente de la muerte de Juan Wilfredo Soto. Las circunstancias exactas de su muerte todavía son desconocidas y estamos siguiendo este caso con mucha atención”, declaró la portavoz comunitaria de Exteriores Maja Kocijancic.
    .

  7. Jambalaia
    mayo 10th, 2011 a las 19:38

    .
    Do twitter da Yoani.
    .
    http://www.abc.com.py/0/vnc/galeria.vnc?id=298620
    .
    Alemania pide que se aclaren circunstancias de muerte disidente cubano Soto
    .
    10-05-2011
    .
    Berlín, 10 may (EFE).- El Gobierno alemán exigió hoy a las autoridades cubanas que se aclaren completamente las circunstancias de la muerte del disidente Juan Wilfredo Soto García, como consecuencia al parecer de una paliza propinada por las fuerzas de seguridad de la isla.
    .
    “Las informaciones sobre el maltrato de Soto por fuerzas policiales cubanas contradicen las esperanzas de una mejora de la situación de los derechos humanos en Cuba derivada de la liberación de prisioneros políticos durante los últimos meses”, señala hoy en una nota el Ministerio de Exteriores.
    .
    Suscrito por el viceministro alemán de Exteriores, Werner Hoyer, el comunicado subraya que “el Gobierno alemán federal exige del Gobierno cubano que aclare las circunstancias que condujeron a la muerte de Juan Wilfredo Soto”.

  8. Manoel Francisco Gomes
    mayo 10th, 2011 a las 14:53

    Para Hugo Chávez, o bufão da Venezuela, vale tudo para espalhar seu bolivarianismo por toda a América do Sul e transformar os regimes políticos da região em réplicas do que existe em Cuba. Está provado agora ( se é que havia alguma dúvida ) que ele financia as FARC.(mfgomes: 10/05/2011).
    ________________________

    Terrorismo bolivariano.

    O ditador venezuelano Hugo Chávez prometeu 300 milhões de dólares em 2007 às Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), grupo terrorista ao qual forneceu apoio político e acesso territorial. Essas são algumas das conclusões de uma análise do material apreendido com o ex-líder rebelde conhecido como Raúl Reyes, divulgadas nesta terça-feira, em Londres, pelo Instituto Internacional de Estudos Estratégicos (IISS, na sigla em inglês).

    O relatório afirma ainda que a chegada de Rafael Correa à Presidência do Equador, em 2007, depois de ele “solicitar e aceitar recursos ilegais das Farc” durante a campanha, foi para a guerrilha colombiana o “clímax” de anos de esforços para infiltrar-se no Equador. Sobre a Venezuela, o documento destaca que, apesar da guerrilha ter chegado à Venezuela muito antes de Chávez, a relação se fortaleceu com o acesso dele ao poder, em 1999. Leia mais no site da Veja.

    Postado por O EDITOR às 12:21:00 – Coturno Noturno – 10/05/2011.

  9. F.Castro
    mayo 10th, 2011 a las 08:48

    Sonífera ilha
    A ditadura cubana vai permitir viagens ao exterior, pela primeira vez em 50 anos. Ainda não sabe como, mas é simples: dar balsas de graça.
    Claudio Humberto

  10. maisvalia
    mayo 9th, 2011 a las 12:59

    TREM AZUL
    09/05/2011
    turismo de fuga

    O ditador cubano Raúl Castro anunciou hoje estudar uma política para autorizar aos cubanos viagens ao exterior. Tem cara de piada, porque para um povo acostumado a sair do país embaixo de tiro, a nado ou em balsas, a permissão é a chance da vida. Vai e nunca mais volta.

    Atualmente, para viajar ao exterior, coisa que só é permitida à guarda pretoriana dos ditadores, militares e membros do partido comunista, a burocracia começa com uma taxa de 150 dólares – e a autorização pode ser negada, sem devolução da grana. Para se ter uma ideia, um médico cubano ganha uns vinte dólares por mês, precisa mais de meio ano de salário só para essa taxa. Mas não é só ela, há outras que, no total, levam a 400 dólares o necessário para passar 30 dias fora do país, tempo máximo de qualquer viagem.

    Nos 52 anos da “revolução” a ditadura comunista permitiu viagens apenas aos trabalhadores mais destacados, que podiam ir principalmente aos países da Cortina de Ferro. Os atletas, como é sabido, sempre foram invejados por terem a chance de cair fora em viagens de competição. Não há uma viagem sem fuga nas delegações. Não para todos os países. Para o Brasil teve aquele caso dos pugilistas, pegos pela polícia política do PT e devolvidos em 72 horas à ditadura cubana, num jatinho do venezuelano Hugo Chávez. Mas eles mesmo fugiram de novo da pobre ilha, e hoje voltaram a lutar mundo afora.

    Outra novidade, anunciada faz mais tempo pelo ditador Raúl, é a possibilidade de comprar e vender casas e automóveis. No caso das casas isso já é possível, mas dentro de uma burocracia corrupta que custa muito. No caso dos automóveis, só se pode comprá-los com ordem do governo e mesmo assim aqueles modelos americanos anteriores à “revolução”, em 1959. Há também uns Lada, do tempo da União Soviética.

    Mas nada supera essa surpresa de poder sair de Cuba. Diante do sonho de fugir da ilha, aquele espírito mais gozador aqui da banânia faz pensar que os tonton-macoutes da “revolução” cubana estão aplicando aquele golpe de deixar pedir para viajar para saber quem quer fugir, e prender.

  11. F.Castro
    mayo 9th, 2011 a las 09:00

    Informe mensal de violações dos direitos humanos em Cuba – abril de 2011

    Com 200 presídios em um território do tamanho do estado de Pernambuco, e com 1.119 presos políticos só no que vai deste ano, Cuba não pode ter outro qualificativo senão “Ilha-Cárcere”

    Prisões por motivos políticos em 2010: 1.499
    Prisões por motivos políticos em 2011: 1.119 (apenas nos 4 primeiros meses do ano).
    Janeiro – 181
    Fevereiro – 440
    Março – 227
    Abril – 271
    O regime castrista continua violando selvagemente os direitos humanos de todos os habitantes da ilha. Seu aparato repressivo, o Departamento de Segurança do Estado (DSE) – órgão encarregado de reprimir os dissidentes por uma política de governo -, exerce brutais pressões contra a sociedade cubana que pede pacificamente respeito às liberdades fundamentais.
    Apesar de que o regime está sobrevivendo graças às divisas que os familiares e as organizações de dissidentes no exterior enviam, os que exercem o jornalismo independente na ilha continuam sendo violentamente perseguidos. Igualmente os que simplesmente se reúnem ou se atrevem a manifestar opiniões contrárias às do regime. Todos estão sofrendo acosso, confiscações, ameaças, detenções, golpes e encarceramentos.
    A polícia política passou do acosso, ameaças e detenções de curta duração, a golpes brutais e atos de repúdio executados por brigadas para-militares, mas dirigidas por oficiais do DSE.
    De 15 a 19 de abril – ao celebrar-se o VI Congresso do Partido Comunista, Raúl Castro afirmou que a oposição não teria espaço nas ruas nem nas praças -, nesses dias a polícia política deteve dezenas de opositores e sitiou suas casas. Além de realizar mítines de repúdio, não lhes permitiu sair de suas casas, que permaneciam vigiadas, e impediam a entrada ou saída de qualquer pessoa. Do mesmo modo sucedeu no dia 30, a poucas horas de se comemorar o 1º de Maio, Dia Internacional dos Trabalhadores.
    Houve mais de 500 chamadas de denúncias de prisões – desde diferentes partes e penitenciárias do país – de seus familiares e ativistas de direitos humanos.
    Efetuou-se o despejo de 8 famílias em Havana. A deportação de centenas de cidadãos a suas cidades, por ter sido declarados ilegais na capital e cidade Mayabeque. A confiscação de artigos de primeira necessidade de pequenos comerciantes que trabalham por conta própria, e produtos do agro de camponeses e intermediários, apesar das supostas novas disposições em contrário.
    Efetuou-se a inauguração do Sidatorio, uma penitenciária “especial” em Camagüey (com 124 réus doentes de AIDS, que em sua maioria entraram na prisão sem esta enfermidade). Este reclusório soma-se à Lista de Centros Penitenciários Estruturados por Cidade que passam de 200 em toda a Ilha. Antes do socialismo só havia 20 centros de detenção em nível nacional.
    Em 8 prisões (Cerámica Roja, Kilo 8, Sidatorio em Camagüey, Boniatico em Santiago de Cuba, Las Mangas e El Tipico de Manzanillo em Granma, Combinado del Este em Havana e Kilo 5 em Pinar del Río), 32 réus se auto-agrediram exigindo melhores tratamentos dos carcereiros e atenção médica especializada. 14 réus iniciaram greve de fome exigindo direitos básicos, dos quais ainda continuam Alfredo Noa Estopiñan, Andy Frometa Cuenca, Roilan Rodríguez Tito, Julio Rafael Mesa Fariñas, William Cepero García e Jonathan Rigondiao Frometa, esta última uma mulher.
    Em Kilo 8, Camagüey, 16 prisioneiros solicitaram uma inspeção do Relator Especial Contra a Tortura da ONU. Nessa penitenciária se enforcou um recluso e outro se ateou fogo para chamar a atenção da opinião pública pelas torturas e condições de confinamento aplicadas aos condenados a prisão perpétua.
    Existem áudios, documentos e vídeos de testemunhos narrados pelas próprias vítimas, alguns postos nas mãos de Organismos Internacionais que velam pelo respeito aos direitos humanos no mundo. Trinchera Cubana oferece uma lista parcial dos detidos durante o mês de abril de 2011, compilada de informações a respeito procedentes da Ilha. Como é óbvio, esta lista é uma pálida imagem da realidade, pois as detenções das forças repressivas ao longo e ao largo da ilha são impossíveis de se reportar em sua totalidade por muitas razões, dentre elas as possíveis terríveis conseqüências que podem acarretar informar ao mundo sobre as atividades criminosas da tirania comunista. Que sirva de exemplo, pois dos milhares de presos políticos cubanos, disseminados desde há décadas pelas 200 penitenciárias da ilha, só se fala dos “75 da Primavera Negra” de 2003.

  12. F.Castro
    mayo 9th, 2011 a las 08:04

    Fidel assume culpa pela onda homofóbica em Cuba há 50 anos
    ‘Foram momentos de grande injustiça’, disse o cubano.
    ‘Pessoalmente, eu não tenho esse tipo de preconceito’, acrescentou.
    Da Reuters

    O ex-presidente cubano Fidel Castro assumiu a culpa pela onda homofóbica empreendida por seu governo há quase cinco décadas, quando marginalizou os homossexuais e os enviou a campos de trabalho agrícolas forçados, acusando-os de serem “contrarrevolucionários”, disse ele ao jornal mexicano “La Jornada”.
    _______________________________________________________________________________________
    Comento: Fidel garantiu que só fez isso, porque detesta concorrência.

  13. maisvalia
    mayo 9th, 2011 a las 08:01

    09/05/2011 07:27
    atestado de óbito

    Um cubano oposicionista à ditadura dos Castro morreu espancado por policiais, após um protesto na cidade de Santa Clara. Foi na semana passada. A denúncia do assassinato, não confirmado (?), foi feita ontem.

    O ex-prisioneiro político Juan Wilfredo Soto García, de 46 anos, foi levado a um hospital na quinta-feira pelos próprios policiais, após ser espancado diante de várias testemunhas. Ele tinha outros problemas de saúde e morreu no sábado. A notícia só foi divulgada ontem e a ditadura ainda não se pronunciou. O hospital informou pancreatite a causa mortis e que o atestado de óbito só sai daqui a quinze dias. Isso, atestado de óbio em quinze dias, o que significa que naquele paraíso comunista se enterram pessoas sem ele. TREM AZUL

  14. F.Castro
    mayo 9th, 2011 a las 08:01

    Pela 1ª vez, travestis fazem shows no teatro Karl Marx, em Cuba
    Teatro foi palco de discursos de Fidel e de reuniões do Partido Comunista.
    Evento foi organizado pela filha de Raúl Castro, Mariela Castro.
    Da EFE

    Artistas, transformistas, travestis e drag queens cubanos realizaram pela primeira vez uma festa contra a homofobia no teatro Karl Marx de Havana, o mais importante da ilha. Neste sábado (7), os shows concebidos para apoiar a causa da diversidade sexual, receberam cerca de 5 mil pessoas.
    _______________________________________________________________________________________
    Comento: Marieta Castro, garantiu que os maricons Fidel(pai) e o tio Raul iriam aparecer para uma performace.

  15. Jambalaia
    mayo 8th, 2011 a las 21:33

    .
    No site do UOL tem uma pequena nota sobre o falecimento de Juan Wilfredo Soto.
    .
    http://noticias.uol.com.br/bbc.....licia.jhtm
    .
    Sempre ocorreram mortes nas prisões devido as más condições carcerárias.
    No entanto, estas mortes passaram muitas vezes despercebidas.
    Algumas vezes os presos eram levados aos hospitais e faleciam
    Um cubano foi agredido e levado ao hospital onde faleceu.
    Agora temos uma maior repercussão destas mortes, graças a internet.
    A ciberguerra que a televisão cubana divulgou, não se encaixa bem nesta situação.
    A ditadura militar cubana não deverá reconhecer a sua responsabilidade neste episódio
    e provavelmente nada deverá ser divulgado pela mídia oficial.

  16. maisvalia
    mayo 8th, 2011 a las 19:20

    Cotidiano

    Sempre fui fã de fazer compras no supermercado. Adorava passear pelas prateleiras, ver os produtos e, entre eles, escolher o que me interessava.

    Mas aqui em Havana a rotina que tanto me agradava passou a ser uma obrigação penosa.

    Para fazer compras, não posso levar bolsa, pois não permitem entrar com nada no supermercado. Vou com a carteira na mão e tenho que levar sacolas para carregar os produtos, pois elas estão sempre em falta. Aprendi depois de algumas vezes transportando alimentos desajeitadamente nos braços até em casa (e depois quatro andares acima).

    Para pagar, tudo é dividido: a parte de limpeza só pode ser paga no caixa correspondente, laticínios idem, utilidades, bebidas e assim sucessivamente.

    O resultado disso é ter que pagar várias vezes em locais distintos e guardar todas as notas fiscais correspondentes, pois na saída você é revistado e o guarda confere os itens comprados.

    Existe também um outro tipo de mercado em que você tem que pedir e pagar os itens que deseja para uma balconista desatenciosa, pois tudo fica do lado de dentro das vitrines, como se fosse uma farmácia. Sinceramente, prefiro ser revistada.

    Quanto aos produtos, cada dia falta algo diferente e comprar um item uma vez simplesmente não é garantia de que irá encontrá-lo outras vezes.

    Isso sem contar aqueles que você não encontra de jeito nenhum.

    Só para deixar claro, estou falando dos estabelecimentos onde se paga em CUC (dinheiro que inicialmente deveria ser para os turistas mas que acabou virando a segunda moeda nacional) e que na verdade são os únicos que oferecem uma mínima variedade de produtos.

    Já os legumes, verduras e frutas só são encontrados nos mercados agros e o pagamento é em pesos cubanos, que vale 25 vezes menos que o CUC.

    Ali, as coisas são sazonais e sem qualquer constância aparecem nas bancas dos vendedores.

    Não estou falando de alguns produtos, mas da maioria absoluta. Com exceção de tomate, pimentão, cebola e alho, todos os demais, se forem encontrados, dependem da época do ano, clima e sorte.

    Muitas vezes, os feirantes guardam o melhor que chega para os clientes habituais e o que sobra é esgotado em poucos minutos de fila.

    Finalizando as compras do dia, a padaria. Fila quilométrica. Quando chega a minha vez, compro pão das mãos sempre sem luvas do funcionário da padaria.

    Não sei há quantos dias a baguete estava lá, mas posso garantir que não é fresca.

    Caminho de volta para casa carregando as sacolas, produto da minha atual condição de dona-de-casa.

    E esperando, sinceramente, encontrar queijo da próxima vez.

    Ana Carolina é jornalista, couchsurfer e autora do blog “Eu moro onde você tira férias”

  17. maisvalia
    mayo 8th, 2011 a las 19:09

    Ditadura de Cuba assassina mais um dissidente.
    No último dia 5 de maio, a polícia cubana, durante uma manifestação pacífica, espancou violentamente a Juan Wilfredo Soto Garcia, um conhecido dissidente cubano, levando-o preso. Ele faleceu hoje, dia das Mães, em hospital onde foi jogado pela ditadura de Castro. Espera-se uma declaração de repúdio de Dilma Rousseff, já que, segundo ela, o Brasil não vai tergiversar em relação aos direitos humanos. E que comece congelando os empréstimos do BNDES para aquele regime tirano e assassino. Leia mais aqui http://www.elpais.com/articulo.....uint_6/Tes. E aqui http://www.elnuevoherald.com/2.....lpiza.html. Ambas as matéria estão em espanhol.COTURNO NOTURNO

  18. maisvalia
    mayo 8th, 2011 a las 18:52

    Este post a tal patricia que não liga para a liberdade, porque a tem, deveria ler.

  19. Jambalaia
    mayo 8th, 2011 a las 17:09

    .
    Do twitter da Yaoni, onde ela indicou sites de notícias que divulgaram a morte de Juan Wilfredo Soto.
    .
    Juan Wilfredo Soto fue golpeado fuertemente el dia 5 de mayo en el Parque Vidal de Santa Clara. A consecuencia de eso murio
    .
    .
    El País sobre muerte de JWS http://ping.fm/8MsCC
    .
    Tambien la agencia EFE lo reporta http://ping.fm/yQPnb
    .
    Europa Press http://ping.fm/Ow64A
    .
    La AFP http://ping.fm/WSouc
    .
    Reuters en ingles da la noticia http://ping.fm/1JOqn

  20. Jambalaia
    mayo 8th, 2011 a las 17:08

    .
    Do twitter da Yoani, com links de imagens do funeral de Juan Wilfredo Soto
    .
    Juan Wilfredo Soto fue golpeado fuertemente el dia 5 de mayo en el Parque Vidal de Santa Clara. A consecuencia de eso murio
    .
    .
    El funeral de Juan Wilfredo Soto http://twitpic.com/4v70ro
    .
    Salida de la funeraria http://twitpic.com/4v721v
    .
    Pastor Bautista de Taguayabon http://twitpic.com/4v72yg
    .
    Rumbo al cementerio http://twitpic.com/4v73sn
    .
    En el cementerio http://twitpic.com/4v7dy6
    .
    Juan Wilfredo Soto http://twitpic.com/4v7ko5
    .
    Gracias a nuevas tecnologias podemos hacer ahora este puente entre movil en Santa Clara mi celular en La Habana y de ahi a Twitter
    .
    El hijo de JWS http://twitpic.com/4v813j
    .
    Los dos hijos de JWS http://twitpic.com/4v83fr

  21. Jambalaia
    mayo 8th, 2011 a las 17:02

    Do twitter da Yoani sobre a morte de Juan Wilfredo Soto.
    .
    Postagens em blogs de cubanos.
    .
    Háblalo Sin Miedo
    http://hablalosinmiedo.blogspo.....arc%C3%ADa
    .
    Orlando Luis Pardo Lazo
    http://orlandoluispardolazo.bl.....l?spref=fb

  22. Jambalaia
    mayo 8th, 2011 a las 17:01

    .
    Do twitter da Yoani sobre a morte de Juan Wilfredo Soto
    .
    Juan Wilfredo Soto fue golpeado fuertemente el dia 5 de mayo en el Parque Vidal de Santa Clara. A consecuencia de eso murio
    .
    JWS pertenecia a la Coalicion Central Opositora y era apodado ” El Estudiante”. Su muerte vuelve muy triste este Dia de las Madres
    .
    Este hecho de violencia policial no es un caso aislado. Cada dia en #Cuba los uniformados respetan menos a los ciudadanos
    .
    Si ademas el ciudadano es un disidente u opositor, entonces es considerado menos que nada. No hay clemencia
    .
    El pastor Mario de Taguayabon fue una de las ultimas personas que pudo hablar con Juan Wilfredo Soto el mismo dia que fue golpeado
    .
    JWS fue preso politico, cumplio 12 anos por ese motivo y su madre esta ahora convaleciente por problemas de la cadera
    .
    JWS fue golpeado por varios policias con tonfas sobre su espalda. Era un hombre enfermo del corazon
    .
    En estos momentos el cuerpo de Juan Wilfredo Soto en la funeraria de la calle Juan Brunos Zayas y Candelaria y entierro a las 2pm
    .
    La situacion en el cementerio de Santa Clara muy tensa. Opositores quieren cargar el ataud, la policia no los quiere dejar
    .
    Mas de 80 opositores presentes en funeraria de Sta Clara quieren llevar el ataud en andas al cementerio, pero no los dejan
    .
    Mario el Pastor Bautista de Taguayabon ha hecho una lectura biblica frente al feretro. Ya van saliendo hacia el cementerio