Feira de Informática 2011 na Ilha dos desconectados

Pabexpo, o centro de exposições situado na zona mais vigorosa da cidade, exibe neste dias produtos de informática criados dentro e fora do nosso país. Convidados de todas as partes comparecem a ele, inclusive um grande grupo de estrangeiros que imagino mais interessados na viagem ao nosso paleolítico tecnológico do que em fazerem negócios com as firmas locais. O grupo Kaspersky, por exemplo, exibe uma versão do seu conhecido antivírus feito em conjunto com a empresa nacional Segurmática. Tudo pareceria com o que ocorre numa exibição deste tipo em qualquer parte do mundo, se não fosse por um detalhe: esta é a Ilha dos desconectados.
Já adentrados em 2011, os habitantes do “arquipélago Cuba” não podemos comprar uma passagem de ônibus, trem ou avião via web, não conhecemos a sensação de administrar uma conta bancária online e adquirir algum produto na tela de um computador é algo só visto nos filmes estrangeiros. Até o dia de hoje meus compatriotas não conseguiram fazer um trâmite burocrático por e-mail, mesmo que seja a simples solicitação da sua certidão de nascimento. Nem falar em reservar umas férias na espalhafatosa página da rede hoteleira Islazul. Dentre as centenas de amigos que tenho, nenhum conseguiu por iniciativa própria – e daqui – recarregar o celular nesses portais que nos oferecem recarga sem necessidade de longas filas num escritório da ETECSA. Somos um povo que não tem a oportunidade de pagar suas faturas através do ciberespaço e que vive dos softwares piratas ante a impossibilidade de adquiri-los com licença.
Justo neste cenário, mais característico da primeira metade do século vinte do que do vinte e um, nós habitamos. Daí que esta Feira de Informática se assemelhe a um lampejo futurístico, a uma vitrine para mostrar aos outros o que nem sequer temos saboreado. Depois, os visitantes regressarão para casa bazofiando o nível dos tecnólogos cubanos e lembrando o saboroso mojito que lhes serviram na festa da despedida. Enquanto que nós continuaremos na penumbra da desconexão, ligaremos computadores autistas que não podem se conectar com outros. Sonhamos – isso sim – com que um dia, ao preenchermos um formulário na Internet, apareça a frase que nos confirma: “Obrigado por sua compra, sua passagem para Guantánamo foi reservada. Boa viagem!”.
Traduzido por Humberto Sisley de Souza Neto















febrero 13th, 2011 a las 19:49
É isso aí, Luíza ! Nada como ser objetiva e didática. O problema é que sempre existem aqueles com os quais nenhuma didática consegue o milagre da aprendizagem. Burrice é um problema sério, especialmente quando associada ao mau-caratismo, que definitivamente não tem cura. O ‘educando’ precisaria fazer transplante de cérebro, o que a ciência ainda não conseguiu.
febrero 13th, 2011 a las 19:15
“OPA OPA OPA!!! TODAS AS DITADURAS ABAIXO, TODAS são ditaduras CAPITALISTAS. Os ignominios fascistas deste blog atribuem ao comunismo os seus erros!!! O nível moral e intelectual neste blog é baixissimo!!!”
eu nem vou discutir o nível de capitalismo das ditaduras que vc citou… É claro que há ditaduras capitalistas. Acontece que TODAS as democracias que existem são capitalistas. E todos os regimes de caráter socialista são ditaduras. Democracia e capitalismo são indissociáveis.
febrero 13th, 2011 a las 19:03
23Manoel Francisco Gomes
Febrero 13th, 2011 at 18:55
OS PETRALHAS E O GIBI DE BATMAN, em texto de Reinaldo Azevedo, só para irritar os canalhas. A definição de ‘petralha’ coincide com tudo que eu penso, incluindo as ratazanas comunistas que costumam invadir o blog. Realmente, não há grandes diferenças entre comunistas e fascistas. É por isso que surgiu a expressão ‘comuno-fascista’. As ratazanas não se conformam e chamam de fascistas as pessoas que defendem a democracia. E se acham inteligentes. Claro, todo burro se acha superior aos outros, até porque não consegue perceber as próprias limitações. As ratazanas ( nos sentidos real e metafórico ) são criaturas abjetas, sem nenhuma dúvida. (mfgomes:13/02/2011)
13/02/2011
às 4:45
Nojentos, horríveis, asquerosos, odiosos, sórdidos, malcriados, repelentes, vis, desagradáveis, indecentes, torpes, trapaceiros, vigaristas… Ou seja: PETRALHAS!
O que esta imagem faz aqui?
A história que vou contar poderia ser divertida não fosse expressão de um fascismo ainda suave que vai se insinuando na sociedade brasileira, especialmente no ambiente da cultura. Em nome do bem ou da liberdade, grupos de pressão tentam impor a sua agenda e calar seus adversários. É a turma que queria e ainda quer o “controle social da mídia”… Patrulham tudo: blogs, revistas, jornais, sites noticiosos, a ombudsman da Folha, programas de televisão, livros e, acreditem!, até gibis do Batman! Leitores me enviaram links de alguns blogs verdadeiramente espantosos. Não sei se é o autoritarismo que alimenta a burrice ou a burrice que alimenta o autoritarismo. É provável que seja uma coisa e outra, num ciclo realmente perverso.
No alto, vocês vêem (VER NO BLOG)a capa de uma revista (é assim que a gente chama? Não entendo nada desse assunto!) do Batman, publicada no Brasil pela Editora Panini. O bandidão dessa história, de Grant Morrison (roteiro) e Cameron Stewart (desenhos), é o “Rei Perolado”. Pois bem, num dado momento, uma das personagens se refere ao facinoroso como “petralha”. No original, em inglês, emprega-se “nasty”. A felicíssima tradução é de Caio Lopes. Quando uma pessoa é “nasty”, ela pode ser nojenta, horrível, asquerosa, odiosa, sórdida, malcriada, repelente, vil, desagradável, indecente, torpe e coisas desse paradigma… Em suma, é uma “petralha”. Caio marcou um golaço! Uma tradução busca na outra língua não o sinônimo frio, mas o termo que tem, além do significado semelhante, a mesma carga cultural. Não conheço a história, mas suponho que o “Rei Perolado” também deva ser trapaceiro, vigarista, essas coisas. Ou seja: UM PETRALHA!!!
Vocês acreditam que os petralhas resolveram reagir? “Como ousam usar uma palavra criada pelo Reinaldo Azevedo?” Há blogs protestando contra o que seria a “ideologização” da tradução! De fato, o neologismo é meu: trata-se, originalmente, da fusão de “petista” com “metralha”, dos Irmãos Metralha, os ladrões. Generoso, já disse até na TV que nem todo petista é petralha, mas todo petralha é petista. O que isso quer dizer: nem todo petista rouba, mas sempre que alguém roubar e tentar dizer que é para o bem do Brasil, não duvide: é um petista! Os ladrões dos outros partidos têm ao menos a honestidade dos bandidos: pegos em flagrante, jamais dizem que fazem safadeza em nome da causa. Adiante!
O vocábulo fugiu ao meu controle e foi virando sinônimo de gente que não presta. Não é a primeira vez que isso acontece na língua.
Esses caras são tão dedicados na sua patrulha que um Zé Mané aí se orgulha de ter, acreditem!, entrado em contato com a editora para reclamar. Márcio Borges, diretor de marketing e da área comercial da editora, deu uma resposta excelente, que merece nosso aplauso:
“A Panini considera o termo ‘petralha’ uma gíria que vem se popularizando no Brasil e, independente da origem do termo, não é mais utilizado no linguajar popular apenas com conotação política, mas como sinônimo para ‘asqueroso’, ‘nojento’ etc. A empresa ressalta que não tem qualquer intenção de utilizar seus produtos editoriais de entretenimento para fins políticos.”
Parabéns, Borges! Não se deixe patrulhar por desocupados. O inconformado missivista não gostou da resposta da editora e observou que o termo ainda não está dicionarizado. Pois é! Junta a ignorância ao autoritarismo. Está, sim!
“Petralha” e variantes – “petralhada” – já figura no “Grande Dicionário Sacconi” da língua portuguesa, conforme se pode ver abaixo. A definição é deliciosa. Leiam:
(LER NO BLOG – Reprodução da página do dicionário com o verbete)
Espantoso
O que há de espantoso na corrente contra o emprego da palavra na tradução de uma revista do Batman? Os que protestam alegam que o termo incentiva a “intolerância”. Outros dizem que se trata de um abuso da “liberdade de expressão”!!! Como eles são muito tolerantes, então defendem a censura, entenderam?
De resto, ainda que “petralha” não tivesse caído na boca do povo com esse sentido mais amplo, ainda que continuasse a ser apenas o que era na origem – “petista + metralha” -, pergunto: o que há de errado em combater petista ladrão?
Bem, queridos, não sei se a revista ainda está nas bancas, mas vou comprar a minha, hehe. E os convido a torrar alguns tostões fazendo o mesmo, até como ato de desagravo ao achado lingüístico do tradutor e à editora, que teve de agüentar a patrulha boçal.
Não adianta! Vão ter de conviver com este fato: “petralha”, agora, faz parte da língua. E só foi parar no dicionário porque, afinal, existem os petralhas. A patrulha a um gibi e a uma editora prova que existem e que têm de ser combatidos.
Freqüentemente, também eu alargo o sentido da minha criação e emprego “petralha” como sinônimo de “fascista”. Faz ou não faz sentido?
Por Reinaldo Azevedo
febrero 13th, 2011 a las 10:45
A maioria das “democracias populares socialistas” foram dissolvidas após a queda do muro de Berlim em 1989, na década de noventa. Daí conclui-se que quem financiava o comunismo internacional era a URSS, compromentendo a vida dos povos russos que passavam fome e miséria para a nomenklatura manter o sonho expansionista do comunismo incluindo as utopias espaciais e nucleares, tudo bancado pela miséria da maioria do povo russo, ucraniano, bielorusso…
febrero 13th, 2011 a las 10:21
Chama a atenção a expansão do comunismo internacional na África e na Ásia na década de setenta, auge da guerra fria global e da luta armada no Brasil!!!
O sonho comunista era conquistar o gigante BRASIL e a partir daí dominar as Américas e os EUA, seu principal oponente.
A liberdade que ainda desfrutamos no Brasil, se deve aos que tombaram no cumprimento do dever para impedir a implantação da ditadura comunista socialista proletária nos moldes do marxismo leninismo, e também a maioria do povo brasileiro que anseia pela verdadeira democracia com liberdade para os cidadãos e não a “democracia do estado totalitário comunista ” que vige em cuba e suprime o direito dos cidadãos ao livre pensar e agir.
febrero 13th, 2011 a las 10:20
A MEDICINA CUBANA
A medicina cubana, é super-ultra celebrada pelos líderes vermelhos Tupiniquins. Eles dizem que se trata da melhor medicina do mundo ! Melhor até que a da Suécia ! Isso é pura propaganda, pura lorota. E para ilustrar isso, nada como um depoimento de uma médica brasileira, Dra. Lígia Perez, que tem parentes cubanos.
Segue uma de suas (muitas) estórias verídicas:
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Meu priminho cubano foi diagnosticado com epilepsia ao completar 3 meses de vida e foi tratado até os 11 anos com drogas anti-convulsivantes por seus medicos em Cuba. Há pouco menos de dois anos conseguiu se reunir a seus pais na Espanha (sim, Castro não permitiu a saida do garoto para reunir-se aos pais por mais de 8 anos – só depois de muita interferência do governo espanhol ele foi “libertado” por Castro), e dentro de um mês após chegar a Madrid ele foi diagnosticado com fenilcetonúria [PKU], que vem a ser um distúrbio metabólico congênito. Se tivesse sido diagnosticado, ou melhor, se tivessem feito o “teste do pezinho” nele ao nascer (exame de rotina em todas as maternidades do mundo), ele não teria deteriorado tanto (está retardado mentalmente). Basta seguir uma dieta, e as sequelas são evitadas, daí a importancia da detecção da doenca ao nascer… [Nota do MHL: é que se chama de Medicina Preventiva - prevenir a doença de se instalar]
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A pior e mais assustadora parte da estoria é que a maternidade onde o menino nasceu obviamente não realizou o tal teste, mas documentou que o teste havia sido feito! Os pais da crianca são medicos, e em um certo ponto pediram que o teste fosse repetido, e mais uma vez o resultado foi falsificado [e obviamente, deu negativo para PKU] – ou de repente, o prazo de validade dos testes estava expirado em ambas as ocasioes, certo? BELEZA DE PREVENÇÃO, NÃO, “CAMARADAS”?
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Esta estoria eu não li ou ouvi falar: eu acompanhei por vários anos (meu marido enviava daqui as drogas anti-convulsivantes, já que nem isso eles tinham acesso lá em Cuba) e você não imagina como dói saber que hoje ele poderia ser um menino normal como tantos outros. Hoje, seguindo uma dieta apropriada, ele continua retardado, mas a agitação e agressividade dele diminuiram substancialmente.
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Cuba é uma farsa, e quem paga são seus cidadãos. E você ainda tem que tolerar ignorantes (que se auto-entitulam de “intelectuais”) vomitando elogios a “excelente medicina cubana”. Por favor
febrero 13th, 2011 a las 10:03
O mito da medicina cubana
Por Edson de Oliveira Andrade-Pneumologista e ex-presidente do Conselho Federal de Medicina.
Durante cerca de 10 dias estive em missão oficial em Cuba, fazendo parte de uma comissão do governo brasileiro que foi àquele país para observar o ensino médico ali realizado, visando futura revalidação conjunta de diplomas universitários médicos.
Uma medicina para os interesses do Estado em vez dos pacientes.
O mito faz parte da natureza humana. Com ele buscamos explicar o inexplicável e dar uma dimensão sobre-humana às nossas limitações. Mas os mitos não são, em sua totalidade, desprovidos de uma razão fática ou pelo menos racional. Os mitos são apenas uma ampliação dos nossos anseios individuais compartilhados num coletivo que se apropria do uno em prol do multi. Esta introdução , que expressa o meu entendimento deste fenômeno social, serve apenas para conduzir o leitor pelo raciocínio que segue neste texto.
Durante cerca de 10 dias estive em missão oficial em Cuba, fazendo parte de uma comissão do governo brasileiro que foi àquele país para observar o ensino médico ali realizado, visando futura revalidação conjunta de diplomas universitários médicos.
Naquele belo país, de povo gentil e hospitaleiro, podemos observar como os colegas cubanos formam os seus médicos e como exercem a profissão, bem como tivemos a oportunidade de ouvir o relato de suas conquistas na saúde pública e o decantado progresso científico ali alcançado.
Quando embarquei para Havana levava comigo uma pergunta remanescente a martelar minha cabeça: por que os médicos formados em Cuba são reprovados quando tentam revalidar os seus diplomas nas universidades brasileiras? Uma outra pergunta já me tinha feito: seria o processo brasileiro de revalidação exigente em excesso?
Ainda no Brasil, havia procurado ter conhecimento do teor das provas aqui realizadas. Na ocasião, pude observar que o conteúdo era semelhante ao adotado para o provão da residência médica. Nada absurdo ou exagerado.
Por tanto , ir à Cuba me proporcionaria a oportunidade de tentar obter a resposta ao questionamento que me parecia confrontar com a mítica competência cubana em formar médicos.
O que lá encontrei, a par dos quase seiscentos estudantes brasileiros ali se preparando para serem médicos , foi gente séria ensinando jovens inteligentes a serem médicos para um sistema que os cubanos acreditam ser o melhor.
Presença brasileira
Os estudantes brasileiros ali chegaram através de um sistema autofinanciado (aproximadamente U$ 8,000 anuais)- existente até o ano passado ? ou medi ante um processo seletivo confuso e não democrático onde predominam as indicações políticas. Ressalte-se que todos esses estudantes são admitidos sem prestar exame vestibular.
Lá, como no Brasil, se leva seis anos para formar um médico. As semelhanças quase que param por aí. Digo quase porque, nominalmente, as disciplinas dos dois cursos em muito se assemelham. Os seus conteúdos, entretanto, não apresentam a mesma similitude. Lá foi possível constatar que os estudantes estudam muito, mas, como em todos os lugares, basicamente o que lhes ensinam ou os orientam a aprender. É incontestável que há uma brutal estratificação e controle da prática médica. Lá o médico faz apenas o que o Estado cubano lhe permite fazer. Isto significa adequar o seu conhecimento às possibilidades provedoras do Estado, que por sua vez são, a olhos vistos, limitadas e insuficientes, conforme nos foi apresentado pelas autoridades cubanas da saúde e como nos foi possível constatar neste breve e superficial ?recurrido?. Tudo isto tem reflexos sobre o tipo de formação ali instituída. O médico cubano recém-formado é um médico contingenciado em seus conhecimentos. Vejam bem, estou usando a palavra contingenciado e não mal-formado, pois tenho a convicção de que este processo é intencional para adequar as demandas futuras dos recém-formados às possibilidades do Estado cubano de atendê-las. Se não sei, não peço. Se não sei, não exijo.
Existe um fato, também inquestionável, que se traduz na obrigatoriedade de o médico cubano (e só ele) cursar, após formado, três anos de medicina geral e integrada. Esta suplementação de conhecimento é o reforço que eles mesmos reconhecem ser necessário para a formação do médico cubano (e só para ele). Mas o reconhecimento da insuficiência da formação médica cubana também é manifestado quando Cuba trata os estudantes norte-americanos que ali estão de modo diferenciado, oferecendo-lhes um currículo particular a fim de que possam obter a aprovação nos exames de revalidação a que são submeti dos nos Estados Unidos da América do Norte.
Por tudo que vi, ouvi e pude apreender nesta viagem à bela ilha de Cuba, creio que passo agora a ter, se não no todo, mas pelo menos em parte, a resposta à pergunta que me acompanhou quando de minha partida. Os médicos recém-formados em Cuba não conseguem aprovação nas provas de revalidação de diplomas no Brasil porque a sua formação é deliberadamente limitada, com ênfase nos cuidados básicos – importantíssimos , por certo, porém insuficientes para o exercício de uma medicina plena, como precisamos e exercemos no Brasil. Um mítico Estado provedor que controla tudo de forma onipotente e insuficiente precisa, compreensivelmente, do ponto de vista do exercício do poder, criar mecanismos de controle das demandas que não pode atender. A formação médica em Cuba, como parte importante daquela sociedade, não poderia ficar fora deste processo de controle de um Estado forte e centralizador.
Ao voltar, vim absolutamente convicto de que o ensino médico em Cuba é sério, porém insuficiente; os seus professores são dedicados e os alunos com quem mantive contato, interessados e tidos por seus mestres como estudiosos. Assim, penso ser desnecessário qualquer tratamento diferenciado aos formandos daquele país, bastando que modifiquem os seus currículos, como fizeram para os americanos do Norte, que por certo obterão êxito quando das provas de revalidação dos diplomas no Brasil. Hoje, como está, não dá!
Para valorizar a medicina cubana não é preciso mitificá-la. O seu valor real reside no seu sucesso e nas suas deficiências. Submeter os médicos que ali se formam a uma avaliação justa e transparente será algo salutar e necessário para o Brasil e, principalmente, para o ensino médico em Cuba
febrero 13th, 2011 a las 08:55
A AFRICA NEGRA HOJE.
Nos PAÍSES SOCIALISTAS, havia a ditadura do partido único ou do líder, que silenciava os adversários.Que, embora falassem em democracia, governavam por intermédio da censura, do assassinato dos opositores, das polícias secretas e outros meios violentos.
As nações da África Negra, RECÉM-LIBERTADAS DO SOCIALISMO, investiram maciçamente em educação, saúde e agricultura. Em quase todas elas, os indicadores sociais melhoraram a partir das décadas de 1960 e 1970: o analfabetismo e a mortalidade infantil decaíram e a expectativa de vida aumentou devido às melhorias na alimentação, na saúde e no saneamento básico.
febrero 13th, 2011 a las 08:41
SOCIALISMO,
é sinonimo de :
roubar,
expropiar,
fraudar,
desfalcar,
extorquir,
escamotear,
piratear,
cooptar,
corromper,
prevaricar
saquear
assaltar,
despojar,
desviar,
surrupiar,
despojar,
exigir,
privar,
matar,
ETC…
ETC…
ETC
febrero 13th, 2011 a las 08:38
PAÍSES AFRICANOS QUE FORAM SOCIALISTAS NA AFRICA, QUE PRODUZIRAM FOME, MISÉRIA, CADÁVERES. DITADORES, TOTALITÁRISMOS E MORTE.
Países que estão na maioria abaixo da linha da miséria, produzida pelo socialismo,
Somália, República Democrática Somáli (1969-1991)
Congo, República Popular do Congo (1970-1992)
Etiópia, República Democrática Popular da Etiópia (1974-1991)
Guiné Bissau, República da Guiné Bissau (1974-1991)
Cabo Verde, República de Cabo Verde (1975-1990)
Angola, República Popular de Angola (1975-1992)
Moçambique, República Popular de Moçambique (1975-1990)
Guiné, República Popular Revolucionária da Guiné (1979-1984)
febrero 13th, 2011 a las 08:31
Lista dos países que adotaram o regime socialista, mas como pode ver que são poucos os que ainda resistem. Mas em conjunto produziram uma montanha com l50.000.000 cadaveres.
Rússia, República Socialista Soviética Federada Russa (1917-1922)
União Soviética, União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (1922-1991)
Estônia, República Soviética de Naissaar (1917-1918)
Finlândia, República Socialista dos Trabalhadores Finlandeses (1918)
Alemanha, República Soviética da Alsácia (1918)
Alemanha, República Soviética da Baviera (1918-1919)
Eslováquia, República Soviética da Eslováquia (1919)
Hungria, República Soviética Húngara (1919)
Polônia, República Socialista Soviética da Galícia (1920)
Irã, República Socialista Soviética Persa (1920-1921)
Mongólia, República Popular da Mongólia (1922-1990)
Rússia, República Popular Tuviniana (1929-1944)
China, República Soviética Chinesa (1931-1934)
Finlândia, República Democrática Finlandesa (1939-1940)
Bulgária, República Popular da Bulgária (1944-1989)
Polônia, República Popular da Polônia (1944-1989)
Iugoslávia, República Socialista Federada da Iugoslávia (1945-1992)
Albânia, República Socialista Popular da Albânia (1946-1991)
Romênia, República Socialista da Romênia (1947-1989)
Tchecoslováquia, República Socialista Tchecoslovaca (1948–1990)
Hungria, República Popular Húngara (1948-1989)
Alemanha Oriental, República Democrática Alemã (1949-1990)
China, República Popular da China (1949-…)
Coréia do Norte, República Democrática Popular da Coréia (1945-…)
Vietnã, República Democrática do Vietnã (1954-1976)
Cuba, República de Cuba (1959-…)
Iraque, República Iraquiana (1968-2003)
Líbia, Grande Jamahyria Popular Socialista da Líbia (1969-…)
Iêmen do Sul, República Democrática Popular do Iêmen (1969-1990)
Somália, República Democrática Somáli (1969-1991)
Congo, República Popular do Congo (1970-1992)
Etiópia, República Democrática Popular da Etiópia (1974-1991)
Guiné Bissau, República da Guiné Bissau (1974-1991)
Cabo Verde, República de Cabo Verde (1975-1990)
Angola, República Popular de Angola (1975-1992)
Moçambique, República Popular de Moçambique (1975-1990)
Timor-Leste, República Democrática de Timor-Leste (28 Nov. 1975-07 Dez. 1975)
Benim, República Popular de Benin (1975-1989)
Camboja, Camboja Democrático (1975-1979)
Laos, República Democrática Popular Laoana (ou de Laos) (1975-…)
Vietnã, República Socialista do Vietnã (1976-…)
Afeganistão, República Democrática do Afeganistão (1978-1992)
Guiné, República Popular Revolucionária da Guiné (1979-1984)
Camboja, República Popular do Camboja (1979-1989)
Nicarágua (1979-1989)
Granada (1979-1983)
Bielorrússia (1991-…)
febrero 12th, 2011 a las 19:35
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O governo cubano anunciou a liberação da venda do açúcar, aumentou o preço do arroz e liberou a sua distribuição.
Lembrando que Cuba importa açúcar e era na época de Batista, exportador de açúcar.
Talvez o açúcar também seja agora rebelde e contestador…
Cuba libera venta de azúcar y sube precio del arroz
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http://www.elnuevoherald.com/2.....car-y.html
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La libra de azúcar liberada se venderá, dependiendo de su tipo, a 8 y 6 pesos cubanos (aproximadamente unos 0,30 centavos dólar al cambio), mientras que su precio actual en la cartilla de racionamiento es inferior a un centavo dólar.
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Actualmente la cartilla distribuye a los 11,2 millones de habitantes de la isla productos básicos como fríjoles (feijão), azúcar, pollo(frango), pescado, huevos, café, aceite, pan y arroz.
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En cuanto al arroz, hoy Juventud Rebelde también informó que se ampliará su “venta liberada” a un mayor número de mercados con un alza en el precio en correspondencia con su incremento en el mercado internacional
febrero 12th, 2011 a las 17:50
Cuba: rachadura ou jogo da ditadura?
11 de Fevereiro de 2011 por Bruno Garschagen
A notícia não é nova, mas deve ser registrada:
Abertura do acesso à internet em Cuba surpreende e intriga
DA DEUTSCHE WELLE, NA ALEMANHA
Yoani Sánchez, renomada blogueira cubana, informou que pode acessar seu blog, antes proibido em Cuba. A que se deve esta abertura repentina? Será uma casualidade ou um passo em direção a uma maior liberdade de opinião?
A bloguqueira cubana Yoani Sánchez confirmou nesta semana que sua página teve acesso liberado em Cuba
A premiada blogueira cubana Yoani Sánchez é conhecida no mundo inteiro pelo seu blog Generación Y, criado em 2007.
Ela se converteu já há algum tempo em símbolo da luta pela liberdade de expressão e de imprensa em Cuba. Por seu notável trabalho, Sánchez recebeu em 2008 o Prêmio Ortega y Gasset de jornalismo, do diário espanhol “El País”.
No mesmo ano, obteve o prêmio The BOBs, concedido pela Deutsche Welle, nas categorias Melhor Weblog e Prêmio Repórteres sem Fronteiras, do público.
Como disse a blogueira cubana, na terça-feira (8) por meio do Twitter, “não paro de me surpreender” com a possibilidade de acessar a internet num hotel sem problemas e, inclusive, abrir a página Voces cubanas a plataforma blogueira feita em Cuba.
“A grande pergunta agora é: quanto tempo isso vai durar? Voltarão a me boicotar digitalmente?”, escreve a famosa blogueira, que já conta com 100 mil seguidores no Twitter.
Será que as rachaduras do regime não conseguem mais impedir alguma entrada de oxigênio na ilha? Ou a ditadura liberou o acesso para tentar obter alguma informação dos internautas cubanos, especialmente dos críticos da ditadura?
febrero 12th, 2011 a las 17:44
A CÂMARA DE HORRORES SOVIÉTICA.
14 de Fevereiro de 2008 – por Richard Ebeling
Em 1842, o poeta alemão Heinrich Heine advertiu que “o comunismo, embora seja pouco discutido nesse momento e vague pelos sótãos, escondido sob miseráveis camas de palha, é o herói sombrio, destinado, caso sobreviva, a desempenhar um grande papel na tragédia moderna… Tempos de barbárie e obscuridade rugem em nossa direção… O futuro cheira a couro russo, sangue, impiedade e flagelação. Devo aconselhar a nossos netos que nasçam com suas costas revestidas com uma camada de pele mais grossa.”
O ano passado marcou o nonagésimo aniversário da Revolução Russa, o começo daquele futuro sombrio que Heine sentiu que viria setenta e cinco anos antes de Lênin e seus Bolcheviques tomarem o poder. Desde o começo da história documentada, o Estado tem buscado controlar as atividades econômicas de seus cidadãos, assim como regular suas condutas pessoais. Porém, nada na história moderna pode ser comparado à determinação comunista de moldar o homem e a sociedade conforme um suposto paraíso na terra.
O que fez dessa experiência de se criar um novo homem e uma nova sociedade tão diabólica foi o fato de que muitos pertencentes à primeira geração de líderes bolchevistas realmente acreditavam no que estavam fazendo. Por exemplo, Felix Dzerzhinsky, o primeiro chefe da polícia secreta soviética, adorava crianças e dizia que gostaria de criar um mundo melhor para elas. Para libertar a sociedade soviética de seus inimigos e fazer do mundo um lugar melhor, ele criou um grande sistema de trabalho escravo, que ficou conhecido como Gulag. Como parte de seus estudos sobre os assassinatos em massa do século XX, o cientista político R. J. Rummel estimou que em torno de 64 milhões de inocentes, homens, mulheres e crianças, desarmados, foram mortos na União Soviética, entre 1917 e 1986, em nome da “construção do socialismo.”
Sessenta e quatro milhões é um número tão imenso que é fácil perder de vista a desumanidade e o terror ali envolvidos. O famoso sociólogo russo Pitirim A. Sorokin (que acabou fundando o departamento de sociologia da Universidade de Harvard) era um jovem professor em Petrogrado (depois, chamada de Leningrado e, atualmente, São Petersburgo) durante e após a Revolução Bolchevique. Após ser expulso da Rússia em 1922, acusado de ser um “inimigo do povo”, veio para os Estados Unidos e publicou Leaves from a Russian Diary [Folhas de um diário russo] (1924), que contém a seguinte passagem, escrita em 1920:
“A máquina do Terror Vermelho trabalha incessantemente. Todos os dias e todas as noites em Petrogrado, Moscou e em todo o país, a montanha de mortos fica mais alta… Em todo lugar, pessoas são executadas, mutiladas, têm sua existência destruída… Toda noite, ouvimos o ronco dos caminhões carregando novas vítimas. Toda noite, escutamos o atirar dos rifles das execuções e, freqüentemente, alguns de nós ouvem sons, vindos dos buracos onde atiram os corpos: são gemidos débeis, gritos, daqueles que não morreram sob as armas. As pessoas que vivem perto desses lugares começam a se mudar. Elas não conseguem dormir.”
Quando Sorokin escreveu essas palavras, o Estado soviético tinha acabado de nascer. Conforme as décadas passavam, inúmeras histórias e relatos pessoais foram escritos a respeito da “experiência socialista”, por aqueles que conseguiram escapar do paraíso soviético. Apenas quando alguns arquivos do Partido Comunista e da KGB deixaram de ser secretos e foram parcialmente abertos aos pesquisadores, um pouco antes e também logo em seguida ao colapso da União Soviética, em 1991, é que se pôde ter uma visão mais clara e completa a respeito da brutalidade do regime.
Demitri Volkogonov, um ex-general soviético que se tornou historiador, conseguiu acesso a alguns arquivos nos últimos anos do regime soviético e escreveu uma biografia de Stálin, chamada “Stálin, Triunfo e Tragédia”, de 1991. Volkonov disse a um correspondente americano:
Eu ia para casa, após trabalhar nos arquivos de Stálin, profundamente abalado. Lembro que vinha para casa após ler sobre o dia 12 de dezembro de 1938. Stálin assinara treze listas de sentenças de morte naquele dia, um total de cinco mil pessoas, inclusive várias que ele conhecia pessoalmente, seus amigos… Mas não foi isso o que me mais me chocou. Acontece que depois de assinar todos esses documentos, ele foi para seu cinema particular e assistiu a dois filmes, um deles era Happy Guys, uma comédia bem popular na época. Simplesmente, eu não conseguia entender como após decidir o destino de milhares de vidas, ele podia assistir a um filme desses. Só então eu comecei a compreender que a moralidade não tem grande relevância para ditadores. Foi quando eu entendi porque meu pai fora executado, porque minha mãe morrera no exílio, porque milhões de pessoas também morriam.
O Monastério Donskoi e o cemitério Kalitnikovsky, em Moscou, serviram como local para o despejo de milhares de corpos. Um historiador russo, tentando preservar a memória desses momentos perversos, disse a David Remnick, autor de Lenin’s Tomb [A Tumba de Lênin] (1993): “Nos expurgos, todos os cachorros da cidade vinham [para o cemitério]. Esse cheiro que você sente agora, era três vezes mais forte; havia sangue no ar.”
O terror não morreu com Stálin
O pesadelo soviético não desapareceu com a morte de Stálin, em 1953; ele permaneceu no coração do sistema praticamente até o fim. Nos anos 1960 e 1970, Yuri Andropov era o chefe da KGB (depois serviu como Secretário Geral do Partido Comunista após a morte de Leonid Brezhnev, em 1982, até sua própria morte, em 1984). Ele aceitou a tese desenvolvida pela psiquiatria soviética de que qualquer pessoa que se opusesse à idéia marxista do socialismo científico era, por definição, perturbada mentalmente e precisava ser “tratada” em um hospital psiquiátrico. Foi esse o destino de Alexei Nikitin, um trabalhador de uma mina de carvão, que reclamou sobre as condições de saúde e segurança nas minas da União Soviética. Ele foi condenado por subversão e enviado a uma instituição para doentes mentais na Ucrânia. Aplicaram-lhe vários medicamentos para trazê-lo de volta a sua razão socialista. Sua história foi contada por Kevin Klose em Russia and the Russians [A Rússia e os russos] (1984):
“De todas as drogas administradas… para impor disciplina, sulfazine era o auge da dor… ‘As pessoas que recebiam injeções de sulfazine gemiam, suspiravam com a dor, praguejando contra todos os psiquiatras, contra o poder soviético, praguejando contra tudo o que tinham em seus corações’, Alexei nos disse… ‘Se eles lhe torturam e lhe quebram os braços, há uma certa dor e você, de alguma maneira, pode suportá-la. Mas sulfazine é como uma furadeira perfurando o seu corpo, que fica cada vez mais fraco, até que você não agüenta mais… É pior do que tortura, porque, em alguns casos, a tortura termina. Mas esse tipo de tortura pode continuar por anos.”
Nikitin resistiu a essa droga e a várias outras igualmente terríveis por mais de dois anos, antes de ser finalmente solto, depois de prometer que jamais iria questionar ou duvidar da “correção” das idéias do Partido.
O socialismo do século XX é uma história sem fim de tiranias opressoras e oceanos de sangue. Como o matemático russo e dissidente soviético Igor Shafarevich escreveu em seu The Socialist Phenomenon [O Fenômeno Socialista] (1980), uma história do socialismo na teoria e na prática através dos tempos: “A maioria dos movimentos e doutrinas socialistas está literalmente saturada de um espírito de mortes, catástrofes e destruição… Poderia se considerar a extinção do homem um fim para o qual o desenvolvimento do socialismo nos levaria.”
Os gritos dos sessenta e quatro milhões de mortos, durante os quase 75 anos da União Soviética, nos mostram a verdade dessa conclusão.
febrero 12th, 2011 a las 17:38
POR QUE O SOCIALISMO FRACASSOU.
por Mark J. Perry
O socialismo é a Grande Mentira do século XX. Embora prometesse a prosperidade, a igualdade e a segurança, só proporcionou pobreza, penúria e tirania. A igualdade foi alcançada apenas no sentido de que todos eram iguais em sua penúria.
Do mesmo modo que um esquema de pirâmide ou as cartas de uma corrente inicialmente têm êxito mas acabam fracassando, o socialismo pode mostrar sinais iniciais de sucesso. Porém, qualquer realização rapidamente desaparece assim que as deficiências fundamentais do planejamento central aparecem. É a ilusão inicial de sucesso que confere à intervenção governamental seu apelo pernicioso, sedutor. A longo prazo, o socialismo sempre demonstrou ser uma fórmula para a tirania e para a penúria.
Um esquema de pirâmide é insustentável, em última análise, porque se baseia em princípios defeituosos. Da mesma maneira, o coletivismo é insustentável a longo prazo porque é uma teoria imperfeita. O socialismo não funciona porque não é coerente com os princípios fundamentais do comportamento humano. O fracasso do socialismo em países do mundo inteiro pode ser remontado a um defeito crítico: é um sistema que ignora incentivos.
Em uma economia capitalista, os incentivos têm a maior importância. Os preços de mercado, o sistema de contabilidade de lucros e perdas e os direitos de propriedade privada proporcionam um sistema de incentivos eficiente, interrelacionado, para orientar e dirigir o comportamento econômico. O capitalismo baseia-se na teoria de que os incentivos são importantes!
No socialismo, os incentivos ou desempenham um papel mínimo ou são ignorados totalmente. Uma economia planejada centralmente sem preços ou lucros de mercado, em que a propriedade é possuída pelo Estado, é um sistema sem um mecanismo eficiente de incentivos para guiar a atividade econômica. Ao deixar de enfatizar os incentivos, o socialismo é uma teoria incoerente com a natureza humana e, portanto, está condenado ao fracasso. O socialismo baseia-se na teoria de que os incentivos não são importantes!
Em um debate em uma rádio vários meses atrás com um professor marxista da University of Minnesota, destaquei os fracassos óbvios do socialismo em Cuba, no leste europeu e na China. Na época de nosso debate, os refugiados do Haiti estavam arriscando suas vidas na tentativa de chegar à Flórida em barcos caseiros. Por que, perguntei a ele, estavam fugindo do Haiti e viajando quase 500 milhas no oceano para chegar ao “império capitalista maligno” se estavam a apenas 50 milhas do “paraíso dos trabalhadores” de Cuba?
O marxista admitiu que muitos países “socialistas” ao redor do mundo estavam fracassando. No entanto, de acordo com ele, a razão do fracasso não é alguma deficiência do socialismo, mas a ausência da prática do socialismo “puro” nas economias socialistas. A versão perfeita do socialismo funcionaria; é apenas o socialismo imperfeito que não funciona. Os marxistas gostam de comparar uma versão teoricamente perfeita do socialismo com o capitalismo real, imperfeito, o que lhes permite afirmar que o socialismo é superior ao capitalismo.
Se a perfeição realmente fosse uma opção disponível, a escolha dos sistemas econômicos e políticos seria irrelevante. Em um mundo com seres perfeitos e com abundância infinita, qualquer sistema econômico ou político — o socialismo, o capitalismo, o fascismo ou comunismo — funcionaria perfeitamente.
No entanto, a escolha das instituições econômicas e políticas é crucial em um universo imperfeito com seres imperfeitos e com recursos limitados. Em mundo de escassez, é essencial que um sistema econômico baseie-se em uma estrutura nítida de incentivos para promover a eficiência econômica. A verdadeira escolha que enfrentamos é entre um capitalismo imperfeito e um socialismo imperfeito. Dada essa escolha, os dados da história favorecem esmagadoramente o capitalismo como o sistema econômico disponível que mais produz riqueza.
A força do capitalismo pode ser atribuída a uma estrutura de incentivos baseada em três Ps: (1) preços determinados pelas forças de mercado, (2) um sistema de contabilidade de perdas e lucros e (3) direitos de propriedade privada. O fracasso do socialismo pode ser remontado à sua negligência em relação a esses três componentes benéficos de incentivo.
Preços
O sistema de preços em uma economia de mercado guia a atividade econômica tão impecavelmente que a maioria das pessoas não valoriza sua importância. Os preços de mercado transmitem informações sobre a escassez relativa e então coordenam com eficiência a atividade econômica. O conteúdo econômico dos preços proporciona incentivos que promovem a eficiência econômica.
Por exemplo, quando o cartel da OPEP restringiu a oferta de petróleo nos anos de 1970, os preços do petróleo subiram dramaticamente. Os preços mais altos do petróleo e da gasolina transmitiram informações valiosas tanto aos compradores quanto aos vendedores. Os consumidores receberam uma mensagem forte, clara, acerca da escassez de petróleo pelos preços mais altos na bomba e foram obrigados a mudar seu comportamento dramaticamente. As pessoas reagiram à escassez dirigindo menos, andando de carona, utilizando o transporte público e comprando carros menores. Os produtores reagiram aos preços mais altos aumentando seus esforços na exploração de mais petróleo. Além disso, os preços mais altos do petróleo deram aos produtores um incentivo para explorar e para desenvolver combustíveis e fontes de energia alternativos.
A informação transmitida pelos preços mais altos do petróleo proporcionou a estrutura de incentivos apropriada tanto aos compradores quanto aos vendedores. Os compradores aumentaram seus esforços para preservar um recurso agora mais precioso e os vendedores aumentaram seus esforços para encontrar mais desse recurso agora mais escasso.
A única alternativa a um preço de mercado é um preço controlado ou fixo, que sempre transmite informações enganosas sobre a escassez relativa. Comportamentos inapropriados resultam de um preço controlado porque informações falsas foram transmitidas por um preço artificial, fora do mercado.
Veja o que aconteceu durante os anos de 1970 quando os preços da gasolina nos Estados Unidos eram controlados. Filas longas em postos surgiram por todo o país porque o preço da gasolina era mantido artificialmente baixo por decreto do governo. O impacto integral da escassez não foi comunicado com precisão. Como Milton Friedman salientou na época, poderíamos ter eliminado as filas nas bombas em um dia, permitindo que o preço subisse para desafogar o mercado.
Pela nossa experiência com controles de preços da gasolina e com as longas filas nas bombas e o transtorno geral, temos uma noção do que acontece sob o socialismo, em que todos os preços na economia são controlados. O colapso do socialismo deve-se em parte ao caos e à ineficiência que resultam de preços artificiais. O conteúdo informativo de um preço controlado está sempre distorcido. Isso, por sua vez, distorce o mecanismo de incentivo dos preços sob o socialismo. Preços administrados estão sempre ou altos ou baixos demais, o que então cria carências e excedentes constantes. Os preços de mercado são a única maneira de transmitir informações que cria os incentivos para garantir a eficiência econômica.
Perdas e Lucros
O socialismo também sucumbiu por não operar sob um sistema de contabilidade competitivo, de perdas e lucros. Um sistema de perdas e lucros é um mecanismo de monitoramento eficiente que avalia continuamente o desempenho econômico de cada empreendimento comercial. As empresas que são mais eficientes e mais bem-sucedidas no serviço ao interesse público são recompensadas com lucros. As empresas que operam ineficientemente e não servem ao interesse público são penalizadas com perdas.
Ao penalizar o fracasso e recompensar o sucesso, o sistema de perdas e lucros proporciona um sólido mecanismo disciplinar que reorienta continuamente recursos de empresas débeis, fracassadas e ineficientes para aquelas empresas que são mais eficientes e bem-sucedidas no serviço ao público. Um sistema de lucro competitivo garante uma reotimização constante dos recursos e leva a economia a níveis mais elevados de eficiência. As empresas mal-sucedidas não conseguem fugir da disciplina rígida do mercado no sistema de perdas e lucros. A competição obriga as companhias a servir ao interesse público ou a sofrer as consequências.
Sob o planejamento central, não há nenhum sistema de contabilidade de perdas e lucros que meça com precisão o sucesso ou o fracasso de vários programas. Sem lucros, não há como disciplinar empresas que não servem ao interesse público nem como recompensar as empresas que o fazem. Não há nenhuma maneira eficiente de determinar quais programas deveriam ser expandidos e quais deveriam ser restringidos ou encerrados.
Sem competição, as economias centralmente planejadas não têm uma estrutura de incentivos eficiente para coordenar a atividade econômica. Sem incentivos, os resultados são um ciclo vertiginoso de pobreza e de penúria. Ao invés de realocar continuamente recursos para uma maior eficiência, o socialismo cai em um vórtice de ineficiência e de fracasso.
Direitos de propriedade privada
Um terceiro defeito mortal do socialismo é seu menosprezo grosseiro em relação ao papel dos direitos de propriedade privada na criação de incentivos que fomentem o crescimento e o desenvolvimento econômico. O fracasso do socialismo ao redor do mundo é uma “tragédia dos comuns” em uma escala global.
A “tragédia dos comuns” refere-se à experiência inglesa no século XVI em que certas terras de pastagem eram de propriedade comum das aldeias e foram disponibilizadas para uso público. A terra foi rapidamente superutilizada e, por fim, tornou-se imprestável com a exploração dos recursos de propriedade comum pelos habitantes.
Quando os bens são de propriedade pública, não existem incentivos que estimulem uma administração prudente. Enquanto a propriedade privada cria incentivos para a preservação e para o uso responsável da propriedade, a propriedade pública estimula a irresponsabilidade e o desperdício. Se todos possuem um bem, as pessoas agem como se ninguém o possuísse. E quando ninguém o possui, ninguém realmente cuida dele. A propriedade pública estimula a negligência e a má administração.
Como o socialismo, por definição, é um sistema caracterizado pela “propriedade comum dos meios de produção”, o fracasso do socialismo é uma “tragédia dos comuns” em uma escala nacional. Boa parte da estagnação econômica do socialismo pode ser explicada por deixar de estabelecer e promover direitos de propriedade privada.
Como o economista peruano Hernando de Soto observou, pode-se viajar por comunidades rurais por todo o mundo e ouvir cães latindo, pois até os cães compreendem direitos de propriedade. São apenas os governos estatistas que não compreendem direitos de propriedade. Países socialistas estão começando apenas agora a reconhecer a importância da propriedade privada, privatizando ativos e bens no leste europeu.
A importância dos incentivos
Sem os incentivos dos preços de mercado, da contabilidade de lucros e perdas e dos direitos de propriedade bem definidos, as economias socialistas estagnam e murcham. A atrofia econômica que ocorre sob o socialismo é uma consequência direta de sua negligência dos incentivos econômicos.
Nenhuma dádiva de recursos naturais pode jamais compensar um país por sua carência de um sistema de incentivos eficiente. A Rússia, por exemplo, é um dos países mais ricos do mundo em termos de recursos naturais; tem algumas das maiores reservas de petróleo, de gás natural, de diamantes e de ouro do mundo. Suas valiosas terras agricultáveis, lagos, rios e correntes estendem-se por uma área que abrange onze fusos horários. Contudo, a Rússia permanece pobre. Recursos naturais são úteis, mas os recursos principais de qualquer país são os recursos ilimitados de seu povo — recursos humanos.
Por não fomentar, promover e nutrir o potencial de seu povo por meio de instituições benéficas de incentivos, as economias centralmente planejadas privam o espírito humano do desenvolvimento pleno. O socialismo fracassa porque mata e destrói o espírito humano — basta perguntar às pessoas que deixam Cuba em balsas e em barcos caseiros.
Conforme as economias antes centralmente planejadas dirigem-se ao livre mercado, ao capitalismo e à democracia, elas se voltam aos Estados Unidos em busca de orientações e de apoio durante a transição. Com uma tradição sem igual de 250 anos de mercado aberto e de governo limitado, os Estados Unidos têm qualificações incomparáveis para ser o farol em uma transição mundial em direção à liberdade.
Temos a obrigação de continuar a oferecer uma estrutura de livre mercado e de democracia para a transição global em direção à liberdade. Nossa responsabilidade perante o resto do mundo é continuar a combater a sedução do estatismo ao redor do mundo e internamente. A natureza sedutora do estatismo continua a tentar-nos e a atrair-nos a uma ilusão de Barmecida de que o governo pode gerar riqueza.
A sereia do socialismo está constantemente atraindo-nos com a oferta: “dê-nos um pouco de sua liberdade e lhe daremos um pouco mais de segurança”. Como a experiência do século XX demonstrou, a barganha é tentadora mas nunca compensa. Acabamos perdendo tanto nossa liberdade quanto nossa segurança.
Programas como saúde pública, Estado de bem-estar social, previdência social e leis de salário mínimo continuarão a nos seduzir porque, superficialmente, parecem ser expedientes e benéficos. Aqueles programas, como todos os programas socialistas, fracassarão a longo prazo independentemente das aparências iniciais. Esse programas são parte da Grande Mentira do socialismo porque ignoram o papel importante dos incentivos.
O socialismo permanecerá uma tentação constante. Temos de ficar atentos em nossa luta contra o socialismo não apenas por todo o mundo como também aqui nos Estados Unidos.
O fracasso do socialismo inspirou um renascimento mundial da liberdade. Pela primeira vez na história mundial, está muito próximo o dia em que a maioria das pessoas no mundo viverão em sociedades livres ou em sociedades dirigindo-se rapidamente em direção à liberdade.
O capitalismo desempenhará um papel importantíssimo no renascimento global da liberdade e da prosperidade porque ele nutre o espírito humano, inspira a criatividade humana e promove o espírito empresarial. Ao oferecer um sistema de incentivos poderoso que promove a parcimônia, o trabalho duro e a eficiência, o capitalismo gera riqueza.
A principal diferença entre o capitalismo e o socialismo é esta: o capitalismo funciona.
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Mussa boneca, como o seu neurónio solitário continua ligando o nada a coisa alguma, você tem o fim de semana para aprender alguma coisa.;
febrero 12th, 2011 a las 17:23
O SOCIALISMO MATA.
por Carlos Alberto Montaner
Swaminathan Aiyar é um notável economista indiano que fez um cálculo muito incômodo. Ocorreu-lhe medir o enorme preço que pagou a população da Índia por não ter feito antes a reforma econômica que hoje mantém seu país em um ritmo de crescimento que excede os 7% anuais, reduz vertiginosamente a porcentagem de pobres e melhora substancialmente a qualidade de vida dos mais necessitados. Os números são impressionantes: não ter feito a reforma com antecedência provocou a morte de 14,5 milhões de crianças, manteve 261 milhões no analfabetismo e outros 109 abaixo do limiar de pobreza. O estudo acaba de ser publicado pelo Cato Institute em Washington e se intitula “O socialismo mata”.
Os latino-americanos deviam aprender com essa experiência. Não fazê-lo, além de um crime, é uma estupidez quase perfeita. O exemplo é muito claro: na Índia houve dois grandes modelos de desenvolvimento. Entre 1947 e 1981, tentou-se a fórmula da economia estatizada, dirigida por uma enorme burocracia governamental, intensamente protecionista, hostil à empresa privada e aos investimentos estrangeiros, convencida das vantagens do desenvolvimento a partir de dentro. O resultado dessa etapa socialista foi um crescimento anual médio de 3,5, que, quando se descontava o aumento da população, ficava reduzido a 1,49.
Enquando os indianos seguiam por esse caminho socialista, tão parecido com as tentativas latino-americanas, do peronismo ao chavismo, outros povos asiáticos — primeiro Taiwan, Coreia do Sul, Hong-Kong, Cingapura, e logo Tailândia, Malásia e Indonésia — tomaram o caminho contrário: abriram suas economias, afastaram o governo do aparato produtivo e fomentaram a iniciativa privada. Em outras palavras, liberalizaram decididamente suas economias. Ao fim de apenas um geração, os resultados que exibiam eram impressionantes: diminuição drástica da miséria e da ignorância, melhora em todos os índices de desenvolvimento humano e surgimento de robustos setores sociais médios.
Pressionados por essa realidade inegável, os indianos fizeram sua reforma e abandonaram as superstições falidas do socialismo, primeiro timidamente, e logo com maior ímpeto, começada a década de 1990, até chegarem a se tornar hoje um ator internacional de primeiro escalão, que compete em preço e qualidade com a China, a ponto de começar a disputar a condição de grande fábrica do mundo. (Não esqueço a surpresa de amigos que precisavam contratar um serviço de vendas telefônicas na América Latina e acabaram fechando com a sucursal de uma companhia indiana radicada em Cochabamba, Bolívia.)
É importante que os economistas latino-americanos façam as contas de quanto nos custam os experimentos socialistas em sangue, suor e lágrimas. Quanto pagaram e pagam os argentinos pelos teimosos experimentos do peronismo? Qual não terá sido a imensa fatura paga pela sociedade peruana durante a loucura de Velasco Alvarado, pela nicaraguense pelo sandinismo, ou pela cubana por seu meio século de stalinismo?
A medição poderia ser feita a partir da experiência chilena: que teria acontecido em toda a América Latina se os povos de nossa cultura tivessem feito uma reforma econômica como a levada a cabo pelos chilenos, iniciada durante a ditadura Pinochet, mas sabiamente mantida pelos governos da democracia? Em 1959, por exemplo, Cuba tinha um terço mais renda per capita do que o Chile, e mais ou menos a mesma população. Hoje, o Chile tem três vezes mais renda per capita do que os cubanos, sua população é 30% maior, e o país sul-americano e converteu na meta e destino secretos de milhares de cubanos que conseguiram ali se instalar, inclusive alguns filhos da classe dirigente de Cuba convencidos de que o barco dos irmãos Castro vai naufragar em curto ou médio prazo.
Seremos nós latino-americanos capazes de aprender com a experiência alheia? Com algumas dificuldades, parece que sim. O Peru, por exemplo, é hoje o país que mais cresce no continente, e isso se deve a que, cada vez mais, os últimos três governos peruanos tiveram o bom senso comum de se inspirar no vizinho Chile e abandonar paulatinamente as velhas práticas do socialismo estatista. Isso significa menos pobreza e melhores padrões de vida para a imensa maioria da sociedade. Contudo, lamentavelmente, a racionalidade continua a ser um bem escasso em nosso mundo. Enquanto os peruanos, como os chilenos, se movem na direção que dita a experiência, Hugo Chávez e seus cúmplices do socialismo do século XXI reincidem no absurdo. Insistem em prejudicar seus concidadãos, convencidos de que os guiam na direção da glória. Não estão cientes de que o socialismo mata.
febrero 12th, 2011 a las 17:11
DA IMPOSSIBILIDADE DO SOCIALISMO.
Autor: Fabio Barbieri
Não mais é satisfatória a defesa do socialismo apenas na condenação do “capitalismo”: algo precisa ser dito sobre o que fazer depois assumir o poder.
Um dos mais importantes resultados teóricos já produzidos pelas ciências sociais consiste na tese formulada em 1920 a respeito da impossibilidade do cálculo econômico no socialismo. Tal tese afirma, em poucas palavras, que a complexidade do sistema produtivo moderno, necessária para a geração do nível de produtividade presente, não pode ser mantida na ausência de um sistema de preços de mercado. Como consequência, a abolição da propriedade privada e dos mercados condenaria à morte a grande maioria da população atual, a menos que as decisões alocativas sejam feitas no socialismo por indivíduos oniscientes.
Se correta, tal tese implica que não importa o apelo político que até hoje desperta o ideal socialista, o tamanho do rio de sangue derramado em seu nome ou mesmo a crença marxista na sua inevitabilidade, tal ideal seria irrealizável. As tentativas de refutar o argumento, por sua vez, já contabilizam quase um século de insucesso. Esse histórico de fracasso explica porque, apesar de sua importância, o leitor provavelmente jamais ouviu falar a respeito do debate provocado pela tese em questão. Afinal, vivemos numa época na qual um sanguinário líder de uma revolução totalitária posa de idealista nas camisetas e telas de cinema e, ao mesmo tempo, é praticamente nula a probabilidade de que um estudante seja exposto à existência das dezenas de milhões de vítimas dos regimes que buscaram estabelecer o socialismo. Como nesses casos, o silêncio que circunda a tese da impossibilidade do cálculo econômico socialista deve ser rompido com artigos que lembrem sua existência. É o que procuramos fazer em seguida.
Antes da formulação do argumento da impossibilidade, a crítica econômica ao socialismo era centrada no problema dos incentivos: removida a busca pelo lucro, as pessoas não se dedicariam às suas tarefas com o mesmo entusiasmo. Mesmo hoje os economistas, influenciados pela Economia da Informação, acreditam que o ponto crucial do socialismo se refere ao desenho de mecanismos de incentivos adequados que induzam as pessoas a se esforçar de maneira desejada. Já tratamos em artigos passados do ponto central por trás desse tipo de crítica, quando discutimos o conceito de Homo economicus e a existência ou não de uma natureza humana. Mas a objeção ao socialismo colocada pela tese sobre a impossibilidade do cálculo econômico que abordaremos agora é mais fundamental. Admita então, para desenvolvermos o argumento, que tenhamos uma sociedade habitada exclusivamente por entusiasmados stakhanovistas[1] e na qual não possa surgir um único indivíduo “egoísta”. Mesmo assim, afirma o argumento, o socialismo não seria viável, pois os trabalhadores não teriam nenhuma indicação a respeito de como seus esforços deveriam ser empregados. Em outros termos, as decisões produtivas seriam tomadas às cegas, isto é, sem consideração sobre a importância dos usos alternativos dos recursos. Vejamos o argumento mais de perto.
Quando Marx escreveu, a teoria econômica dominante se preocupava com o estudo das causas da riqueza das nações e a distribuição da mesma entre classes sociais. Nessa tradição, os economistas se interessavam pela capacidade produtiva de um país como um todo, desconsiderando o problema de determinar o que deveria ser produzido. Com a revolução marginalista na teoria econômica, em 1871, esta última questão passou para o primeiro plano, na medida em que o problema econômico fundamental passou a considerar não apenas um meio – a atividade produtiva – mas também a relação deste meio com os fins – a importância que os indivíduos atribuem àquilo que é produzido. Na presença da escassez de meios, a diferença entre riqueza e pobreza na verdade consiste na escolha adequada sobre os usos alternativos dos meios, ou seja, sobre que fins serão atendidos e quais serão deixados de lado, ou ainda sobre o que (e também quanto, quando e onde) deve ser produzido.
Com isso a atividade produtiva passa a ser problematizada: ao passo que para os clássicos as decisões produtivas são apenas dados técnicos, que dizem respeito a engenheiros apenas, para os economistas modernos passa a ter um aspecto econômico: qualquer decisão produtiva deve comparar o valor do bem produzido com o valor daquilo que se deixou de produzir com os mesmos recursos: deve-se comparar o valor com o custo de oportunidade dos recursos.
Essa comparação é feita em qualquer sociedade, seja qual for o seu grau de desenvolvimento. Em sociedades tribais, cuja economia é simples o bastante para que os usos alternativos dos recursos seja razoavelmente percebidos por todos, as decisões produtivas são tomadas centralmente, não importa se por um chefe ou conselho tribal, não importa se auxiliados por rituais mágicos ou tradição. Em sociedades mais ricas, cujo grau de especialização das tarefas é maior, não é possível que uma única mente ou grupo conceba conscientemente os usos alternativos dos recursos. O grau de complexidade dessas economias é apenas possível então devido ao cálculo econômico – a comparação de valores e custos de oportunidades com o auxílio de valores monetários derivados de um sistema de preços.
A tese de que toda sociedade se depara com o problema alocativo é conhecida como tese da similitude formal entre os diferentes sistemas econômicos, que expusemos em um artigo passado. Essa tese implica que também no socialismo o problema se coloca: se o objetivo é superar o nível de riqueza das economias de mercado e não retornar a uma economia primitiva de subsistência, também no socialismo deve-se decidir quanto do esforço deve ser voltado para a produção de bens de consumo e quanto para a produção de bens de capital a fim de aumentar a produtividade futura, o que implica que tal sociedade deve levar em conta as preferências temporais da população, de um comitê ou de um ditador. Assim, um análogo à taxa de juros deve ser considerado. Também ali o emprego de um recurso em uma indústria implica diminuição da produção nas outras indústrias que poderiam utilizar esse recurso, o que significa que a categoria “custo” também permanece no socialismo.
Se a tese da similitude formal for entendida, não tem sentido a crença historicista nutrida por Marx e outros de que as categorias como preços, valor, custos, lucros ou juros só teriam sentido naquilo que denominam “capitalismo”. Embora não seja necessário o pagamento de um valor monetário denominado juros, por exemplo, a teoria econômica do socialismo deve dizer como as decisões intertemporais de produção devem ser tomadas, o que implica considerar a preferência temporal e expectativas de produtividade de diferentes projetos produtivos por parte de seja lá qual for o agente que aloca recursos nessa sociedade, seja por uso de planejamento central ou não.
A tese da similitude formal nos leva diretamente ao argumento da impossibilidade do cálculo econômico no socialismo, formulado em 1920 pelo economista austríaco Ludwig von Mises [2]. Este autor nota ironicamente que os autores socialistas estão condenados a traçar para sempre planos de como chegar ao socialismo sem dizer uma única palavra sobre o socialismo em si. De fato, se procurarmos na vasta literatura marxista, dificilmente encontramos alguma observação sobre o assunto além de umas poucas observações de Engels utilizadas para negar a complexidade do problema de decidir o que deve ser produzido. Lênin, por sua vez, em seu livro sobre a economia da transição para o socialismo [3], acredita que as decisões produtivas são de fato apenas técnicas: basta convencer os engenheiros a trabalhar para o proletariado. As questões gerenciais se resumem a manter livros de controles.
Para Mises, por outro lado, a abolição da propriedade privada levaria não à substituição do “caos da produção capitalista” por um sistema racional, como quer Marx, mas, pelo contrário, levaria ao abandono da racionalidade nas decisões econômicas. Sem propriedade privada, não teríamos mercados desenvolvidos, Sem mercados, não existiriam preços de mercado. Sem estes, não é possível comparar a importância daquilo produzido com o seu custo de oportunidade, ou seja, não é possível realizar cálculo econômico. Sem este, as decisões alocativas seriam arbitrárias, o que resulta em desperdício de recursos e em última análise colapso do complexo sistema produtivo atual, cuja produtividade torna possível sustentar a população presente.
O nível de riqueza obtido em uma economia de mercado é obtido através da crescente produtividade. Essa produtividade é obtida por meio da progressiva especialização dos fatores produtivos. Essa crescente especialização gera uma complexidade cada vez maior do sistema: a produção de um bem qualquer envolve a cooperação de incontáveis componentes, de crescente número de bens de capital e de inúmeras firmas cujas atividades devem ser coordenadas entre si. Mises percebeu que esse aumento de complexidade é tal que seus detalhes não podem ser percebidos por uma única mente (ou grupo de mentes) de forma consciente. Se as decisões produtivas tivessem que ser conscientes, “não alienadas”, haveria um limite à expansão da complexidade do sistema econômico. O uso do sistema de preços em uma economia livre, para o autor, permite que ocorra uma espécie de “divisão intelectual do trabalho”: cada firma decide o que produzir levando em conta a lucratividade do empreendimento, conhecendo apenas os fatores que afetam o seu mercado específico, sem saber cada detalhe dos incontáveis fatores que afetam os usos alternativos dos recursos nos outros mercados. Isso permite que a complexidade do sistema seja expandida, contornando assim limitação do conhecimento dos agentes[4].
Se o socialismo é de fato impossível, o que dizer sobre a União Soviética e outros experimentos do gênero? Os defensores do socialismo, geralmente depois do fracasso desses experimentos, tendem a renegar o status socialista desses países, apelando para termos como “capitalismo de estado” e coisas do gênero. Se levarmos em conta a tese de Mises, de fato devemos concordar com a tese de que não eram socialistas, mas sim regimes mercantilistas ou economias altamente intervencionistas. A abolição do sistema de preço e dos mercados no início do experimento russo, com efeito, teria, segundo a nossa tese, resultado no colapso do sistema econômico e a perda de poder dos bolchevistas. A NEP, ao reintroduzir o sistema de preços local, embora de forma bastante imperfeita, permitiu, com o auxílio dos preços internacionais, que o cálculo econômico fosse realizado. De fato, um economista russo, Boris Brutzkus, observando a realidade de seu país, formulou ao mesmo tempo em que Mises o argumento do cálculo econômico [5]. Para ele, a crise econômica no início do regime não pode ser atribuída à guerra e à ausência de comércio exterior, como reza a interpretação hoje dominante, mas sim à impossibilidade do cálculo econômico. O autor utiliza como exemplo (p. 47) os pesqueiros de Astrakan, que perdem milhões de libras de peixes porque não conseguem obter redes, já que os trabalhadores de Nizhni-Novgorod, que as fabricam, não têm acesso às matérias-primas.
Os planos quinquenais, por sua vez, não refletiam planejamento central de fato e, portanto não respondem ao argumento. Tais planos consistiam em metas quantitativas, altamente agregadas, baseadas em produção passada mais um acréscimo pretendido. Não levavam em conta, por exemplo, os custos de oportunidade dos recursos, o que gera problemas como aquele descrito acima por Brutzkus. Como nota Michael Polanyi [6]., seria algo como, baseado na observação de jogos de xadrez passados, alguém dissesse que o plano de jogo consistiria em mover os bispos 30 vezes na diagonal, em média três casas, mover os peões 40 vezes para frente e assim por diante, sem referência às complexidades referentes às posições relativas no tabuleiro.
Reconhecida a importância da complexidade do sistema produtivo e da dificuldade em levar em conta todos os elementos necessários para uma decisão alocativa econômica, a tese de Mises, Weber e Brutzkus lança o desafio: como resolver o problema do cálculo no socialismo? Os autores marxistas, como vimos, não reconhecem o problema e se refugiam na dialética para fugir do problema. As propostas concretas de socialismo, que deixam sem resposta o problema do cálculo, são desprezadas como socialismo utópico. Autores neoclássicos, por seu turno, propuseram modelos, conhecidos como “socialismo de mercado”, que buscavam implementar no mundo real o modelo teórico de competição perfeita, em um ambiente no qual firmas estatais tomam decisões levando em conta preços artificiais, gerados seja por um sistema de equações, por um mecanismo centralizado de fixação de preços por tentativas e erros ou preços fixos por monopólios setoriais. Nesses modelos, encontramos até mesmo a existência de bolsas de valores no socialismo. Essas propostas, embora largamente irrelevantes para a solução do nosso problema e em geral rejeitadas politicamente pelos defensores do socialismo, são importantes para o desenvolvimento da teoria econômica e serão analisadas no próximo artigo.
Embora não exista resposta adequada ao desafio de Mises, o argumento do autor mudou para sempre os termos do debate em torno do socialismo: não mais é satisfatória a defesa do mesmo apenas na condenação do “capitalismo”: algo precisa ser dito sobre o que fazer depois assumir o poder. A falta de propostas viáveis, como é bem sabido, assombra os políticos de esquerda quando ganham eleições mesmo em economias “capitalistas”…
Notas:
[1]Stakhanovistas eram trabalhadores entusiastas que ultrapassavam as quotas de produção impostas como metas na União Soviética.
(2) publicado no site Ordem Livre
(3) e bom fim de semana para aqueles que lutam contra o socialismo.
febrero 12th, 2011 a las 14:26
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Ubican en Tampa a desertor cubano de alto rango
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http://www.elnuevoherald.com/2.....varez.html
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Por JUAN O. TAMAYO
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Uno de los funcionarios de más alto rango del gobierno cubano que ha desertado en años recientes –el ex jefe de una agencia que manejó miles de millones de dólares– está viviendo en Tampa, informó el viernes un abogado cubanoamericano.
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Oscar Suárez, un periodista de Miami, informó el 6 de enero, citando fuentes anónimas, que Alvarez había desertado entre el 27 y el 29 de diciembre. Desde entonces no se había dicho una palabra sobre su paradero.
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Alvarez es considerado el más alto desertor cubano en varios años debido a su larga trayectoria como jefe de Alimport, la agencia del gobierno cubano a cargo de todas las importaciones de comida y otros productos agrícolas de la isla.
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Alvarez fue despedido como presidente de Alimport en el 2009 y se le designó como presidente de la Cámara de Comercio en La Habana, entre cuyos miembros se encuentran casi todas las compañías extranjeras que hacen negocios en Cuba. Pero el año pasado fue destituido de ese puesto.
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Los medios de información de Cuba, controlados por el gobierno, no han informado nunca de su deserción.
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Mais um que fugiu, talvez para não ser preso.
E naturalmente nada foi divulgado pela mídia.
febrero 12th, 2011 a las 13:30
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Do twitter da Yoani.
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Otra vez con corte electrico. Cada dia los apagones son mas frecuentes
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Aqui no Brasil todos acompanharam, é a maior celeuma.
Um joga a culpa no outro e no final, um raio paga a culpa.
Aqui reclamamos muito.
Lá, os rebeldes e revolucionários cubanos novos, acendem velas e esperam pacientemente a luz voltar…
febrero 12th, 2011 a las 12:20
Atendendo a pedidos do novel acadêmico de algum cursinho qualquer: “… Muito rapidamente, Castro apoiou-se num eficaz serviço de informações. A “segurança” foi confiada a Ramiro Valdes, enquanto Raul Castro dominava o ministério da defesa. Reativou os tribunais militares, e em breve o PAREDÓN – o muro onde eram feitas as EXECUÇÕES – se tornou um utensílio judiciário de recurso legal!
Apelidado de “GESTAPO VERMELHA” pelos cubanos, o Departamento de Segurança do Estado (DSE), também conhecido sob o nome de Dirección General de Contra-Inteligencia, praticou suas primeiras ações entre 1959 e 1962, quando foi encarregado de infiltrar e destruir as diversas oposições a Castro. O DSE dirigiu a sangrenta liquidação dos resistentes de Escambray e tratou da implementação dos TRABALHOS FORÇADOS (modelo stalinista da União soviética). Obviamente, é esse o departamento que detém o domínio sobre o sistema carcerário.
… Há que se distinguirem as prisões “normais” das prisões de segurança subordinadas ao GII ( a polícia política). A prisão kilo 5,5 – localizada exatamente nesse quilômetro da auto-estrada de Pinar del Rio – é um estabelecimento de alta segurança que ainda existe atualmente…
…As celas disciplinares se chamavam tostadoras, em virtude do calor insuportável ali reinante tanto no inverno quanto no verão.
… Um dos maiores campos de concentração, o El Manbi, situado na região de Camaguey, comportava nos anos 80 mais de três mil prisioneiros. O de Siboney, onde as condições de vida, como a alimentação, também são execráveis, possui o terrível privilégio de ter um canil. Os pastores alemães são utilizados na busca de prisioneiros evadidos.
…Situado próximo de Santiago da Las Vegas, o campo Arco-Íris está concebido para receber 1500 adolescentes. Não é o único: existe também o de Nueva Vida, no sudeste da ilha. Na zona de Palos, situa-se o Capitiolo, campo de internamento especial reservado a crianças com cerca de 10 anos!!!
…Outros ocupantes dos campos e das prisões, os HOMOSSEXUAIS conhecem todo o gênero de regimes carcerários: aos trabalhos forçadose à UMAP sucedem-se os encarceramentos “clássicos” em prisão.
…Em 1978, havia entre 15.000 e 20.000 prisioneiros de opinião… Em 1986, estimava-se de 12.000 a 15.000 o número de prisioneiros políticos encarcerados em 50 prisões regionais distribuídas pela ilha…
…Segundo a Anistia Internacional haveria em 1997, entre 980 e 2.500 presos políticos (homens, mulheres e adolescentes).
Desde 1959, mais de cem mil cubanos conheceram os campos, as prisões ou as frentes abertas. Entre 15.000 e 17.000 pessoas foram fuziladas. ” Não há pão sem liberdade, não há liberdade sem pão”, proclamava, em 1959, o jovem advogado fidel castro. Mas como esclarecia um dissidenteantes do início do “regime especial” – o fim do auxílio soviético: ” Uma prisão, embora abastecida de alimentos, sempre será uma prisão”. Na mesma época, cerca de 35.000 jovens eram empregados em trabalhos obrigatórios – medida penal ou disciplinar – no quadro doServiço Militar Patriótico.
Tirano que parece fora do tempo, castro, perante os fracassos do seu regime e as dificuldades que cuba enfrenta, afirmava em 1994, que “preferia morrer à renunciar à revolução”. Que preço terão ainda de pagar os cubanos para satisfazer seu orgulho?
Trechos extraídos do “Livro Negro do Comunismo”, capítulo ” A América Latina e a experiência comunista”, pag.777 a 789.
Meu coment.
Muitos morreram, muitos resistem, muitos lutam, muitos vêem uma luz no fim do túnel, os sopros de liberdade chegam através das correntes africanas, a coragem do povo egípcio e tunisiano se irradiam rumo aos corações dos oprimidos e amedrontam os falsos poderosos senis que não conseguem suster o peso de seus próprios corpos necrosados.
febrero 12th, 2011 a las 11:04
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Mitos y realidades de una rebelión en Cuba
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http://diariodecuba.com/opinio.....on-en-cuba
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No link acima existe uma análise da blogueira Miriam Celaya sobre uma possível revolta em Cuba, semelhante ao que houve no Egito.
Ela destaca que a penetração da internet em Cuba é mínima e muita pouca gente sabe o que seja uma rede social.
Quase ninguém sabe que existem pequenos grupos de pessoas tentando criar partidos políticos.
Ninguém sabe de qualquer nome de um opositor ao governo.
Relata sobre a política de delação e de vigilância mútua, existente na ilha e da interpretação dúbia das leis.
Alerta sobre o perigo de envolverem blogueiros e dissidentes em campanhas contra o regime, pois esta ação seria facilmente reprimida pelo governo, que mantém o total controle da mídia.
febrero 12th, 2011 a las 10:59
Oi Manoel.
Fui eu que postei o texto do religioso.
Abs
febrero 12th, 2011 a las 09:23
O governo reduziu em 31% sobre as importações de alimentos dos EUA.
De acordo com o US-Cuba do Comércio e do Conselho Económico, La Habana perdeu o interesse em produtos dos EUA, devido à falta de liquidez e de financiamento de Pequim e Caracas.
O governo cortou 31 por cento das importações de alimentos dos Estados Unidos em 2010-366.000.000 dólares, devido a problemas de liquidez, afirmou hoje um grupo que monitora o comércio entre os dois países, informou a Reuters.
De acordo com o US-Cuba do Comércio e do Conselho Económico, um grupo independente com sede em Nova York, Havana, sem dinheiro, reduziu substancialmente as importações e perdeu o interesse em produtos dos EUA, devido ao financiamento de seus aliados Venezuela e China.
“Em 2010, as exportações de produtos agrícolas e alimentares dos Estados Unidos a Cuba foram de US $ 366 milhões, comparado com US $ 528 milhões em 2009″, o US-Cuba Comércio e do Conselho Económico em um comunicado.
Uma emenda ao embargo comercial dos Estados Unidos autorizou a exportação de alimentos para a ilha desde 2001.
Apesar da hostilidade política, os Estados Unidos rapidamente se tornou o principal fornecedor de alimentos em Cuba.
De acordo com dados do Comércio Estados Unidos-Cuba e do Conselho Económico, as exportações dos EUA para a ilha chegou a 710 milhões de dólares em 2008.
Em 2010, o governo importou de frango, milho, soja, trigo e carne de porco dos Estados Unidos, entre outros produtos.
Comento: Desde a implantação do governo socialista, totalitário, ditatorial e assassino dos cumunistas Castros, que Cuba passa o chapeu nos seus “amiguinhos”, nunca foi capaz de andar por conta propria.
Foi sustentada muito tempo pela também, falida URSS, agora vive como pedinte da Venezuela do bufão, e da caridade da China. Logo, logo, Raul e Fidel vão estar passando o chapeu na riquisima Bolivia e Nicaragua.
febrero 12th, 2011 a las 09:00
É proibido sair dos EUA com destino a Cuba, foi o que afirmei do post 9, mas nenhum americano foge da democracia para o paraiso socialista do carniceiro do caribe.
È proibido sair de Cuba com destino aos EUA, mas os cubanos se arriscam a serem mortos pela guarda costeira cubana, pelos tubarões, serem devolvidos pela marinha americana a Cuba antes de pisarem em solo americano, mas mesmo assim eles se arriscam em qualquer coisa que flutue para fugirem do paraiso. E aproximadamente 30 000 deles já conseguiram, na que é considerada a maior diáspora de um povo hoje em dia.
Mussa boneca você continua com o seu único neurónio ligando o nada a coisa alguma.
febrero 12th, 2011 a las 08:33
Se o conhecimento pode criar problemas, não é através da ignorância que a ditatura cubana vai resolver os problemas do povo cubano, deixa-los desconectado não resolve nada.
Em vez de abraçar a oportunidade de entrar numa nova era, os ditadores cubanos continuam a responder com um punho de ferro para as aspirações do povo cubano.
Pelo jeito Cuba continuará a ser um vasto campo de concentração.
A vontade doentia dos ditadores de suprimir a realidade e impor no lugar o império da mentira vai continuar.
O embargo interno da ditadura castrista é uma forma que o socialismo inventou de manter o povo cubano na escravidão.
E a esquerdalha brasileira ainda fica fascinada por um tempo que já passou.
febrero 12th, 2011 a las 07:50
07:24- maisvalia,
Esperemos que os novos libertados tenham melhor sorte dos que os anteriormemnte enviados à Espanha, onde pelo que se sabe, não estão recebendo nenhum apoio do governo do socialista Zapatero. Claro que não deve ser pior do que ficar numa prisão, especialmente cubana.
Aliás, há um texto nos comentários sobre esse cardeal cubano que merece ser lido.
febrero 12th, 2011 a las 07:24
SERÁ QUE O DEFECADOR CONSEGUIRÁ COMPREENDER QUE SÓ UMA DITADURA LIBERTA CRIMINOSOS POLÍTICOS. ARGH!
Cuba liberta dissidente condenado a 21 anos
O governo cubano libertou ontem o agricultor Eduardo Días, dissidente condenado a 21 anos de prisão que se recusava a aceitar o exílio na Espanha como condição para deixar a prisão. No mesmo dia, a Igreja Católica informou que Cuba deverá pôr em liberdade outros cinco opositores condenados por “crimes contra a segurança do Estado”. Eles deverão seguir para Madri assim que forem soltos.
“Estou contente e agradecido à Igreja por suas negociações”, afirmou Días, pelo telefone, de sua casa em Consolación del Sur, 130 quilômetros a oeste de Havana. “Na quinta-feira, o cardeal Jaime Ortega o chamou para dizer que ele ia ser libertado. Hoje (ontem), três oficiais de segurança o trouxeram”, disse sua mulher, Margarita Deulofeu, contando que Días recebia amigos e vizinhos.
O dissidente havia sido detido em 2003, quando o governo cubano prendeu 75 opositores – 52 continuavam detidos em maio de 2010, quando uma negociação entre Ortega e o governo de Raúl Castro iniciou o processo de libertação, dois meses depois. Com a soltura de Días, nove dos detidos naquele ano continuam sob custódia de Havana.
Outras libertações. O Arcebispado de Havana afirmou ontem que o governo da ilha pretende pôr em liberdade Héctor Maseda (mais informações nesta página). Em outro comunicado, a Igreja disse que Osmel Aguilera Carpio, Juan Junior Padrón Sánchez, Rafael Jorrín García e Felipe Ramón Pino García também serão libertados – e “aceitaram a proposta (do governo cubano) de sair da prisão e ir à Espanha”.
Aguilera foi condenado em 1994 a 30 anos de cadeia, por sabotagem. Padrón foi preso em 1999 e cumpre pena de 15 anos, por pirataria. Em 1997, Jorrín foi sentenciado a 20 anos, acusado de tentar sair de Cuba ilegalmente, porte de armas e pirataria. A ficha criminal de Pino não foi divulgada e ele é desconhecido dos ativistas de direitos humanos que atuam na ilha.
febrero 11th, 2011 a las 20:31
Ao menos 13 pessoas morreram em combates na Colômbia entre guerrilheiros, narcotraficantes das FARCs como parte da disputa pelo controle de uma zona estratégica para a produção e venda de cocaína no sul do país, disse a polícia na sexta-feira.
Os combates entre os rebeldes das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia), principal guerrilha do país, e a quadrilha conhecida como Rastrojos ocorreram na zona rural do município de Argélia, no departamento do Cauca.
Essa área é estratégica para o tráfico de drogas e armas, por ficar perto de zonas de selva e do oceano Pacífico.
A notícia coincide com o processo de libertação de cinco reféns das Farc no departamento de Caquetá, que deve durar até domingo. Fontes do governo disseram que a operação não será afetada.
A guerrilha comunistas das Farcs faturam milhões de dólares com a produção e venda de cocaína, segundo fontes de segurança.
febrero 11th, 2011 a las 20:26
É PROIBIDO, repito, P R O I B I D O sair dos EUA com destino a Cuba!
Mais de 60 mil norte-americanos visitaram Cuba em 2010,afirmou o dirigente cubano Miguel Figueiras, conselheiro do Ministério do Turismo, que adiantou que a ilha pode receber até 1,3 milhões de turistas oriundos dos EUA por ano.
Segundo o mesmo conselheiro o governo de Cuba tem receio que os turistas americanos poderiam “ser testemunhas dos sofrimentos do povo cubano”, além de “sensibilizar-se mais com a necessidade das mudanças” e “ser pontes solidárias e próximas para favorecer” a “transição.
Beócia do neurónio solitário que não liga o nada com lugar nenhum, Fidel está babando de vontade de vêr as verdinhas dos americanos, porque são as unicas que podem salvar o regime genocida dos Castros da completa insolvência. ASNO.
febrero 11th, 2011 a las 19:33
Já que é proibido sair dos EUA com destino a Cuba.
Numeros de Americanos mortos tentando fugir para Cuba = ZERO, ZERO,jamais nenhum balseiro morreu tentando fugir para Cuba.
Boneca do neurório solitário que liga o nada com lugar nenhum, desminta esses numeros.
febrero 11th, 2011 a las 18:51
Tomo emprestado porque correto:
DADOS DA TRAGÉDIA CUBANA:
“ações democráticas” do kamarada Fidel Castro desenvolvidas no período de 1959 a 2004 – com uma eficiência nunca vista antes, sob os aplausos orgiásticos da militância:
- 56.212 fuzilados no “paredón”;
- 1.163 assassinados extrajudicialmente;
- 1.081 presos políticos mortos no cárcere por maus tratos, falta de assistência médica ou causas naturais;
- 77.824 mortos ou desaparecidos em tentativas de fuga pelo mar.
Total: 136.288 cubanos mortos pela ditadura de Fidel Castro.
DETALHE HISTÓRICO: na cruel, desumana e genocida ditadura militar brasileira – foram mortos/desaparecidos – 301 pessoas, REPITO 301 pessoas que de modo geral pegaram em armas, seqüestraram, roubaram assassinaram e cometeram atentados contra civis inocentes e, com esses atos geraram milhares de aposentadorias, pensões e aposentadorias milionárias.
febrero 11th, 2011 a las 17:26
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Do twitter da Yoani.
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Que gran leccion nos estan dando los egipcios!
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Estoy recibiendo muchos sms con noticias de #Egipto Gracias! Se las reenvio a otros cubanos que tampoco tienen acceso a Internet
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Increible! llamo una seguidora de Twitter y me puso via telefonica y en vivo sonido de la tele y escuche de la salida de #Mubarak
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Un ciclo de 30 anos termina en #Egipto mientras nosotros seguimos bajo un autoritarismo de 5 decadas
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Aunque El Cairo queda muy lejos hay demasiadas analogias entre nosotros y esos rostros congregados en la plaza de Tahrir
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Autoritarios no tienen color politico, no importa si dicen de izquierdas o derechas, son autoritarios y ya, obsesionados con poder
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Tienen razon los censores en temerle a redes sociales, ahora mismo yo estoy aqui sin acceso a Internet y sin embargo enterandome
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Ahora mismo me siento en El Cairo, grito y festejo junto a ellos. Llamo a todos los amigos para contarles: hay un dictador menos!
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Ya las revoluciones no las hacen gente armada vestida de militar Ahora las logran los ciudadanos, con telefonos moviles y twitter
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Quien dijo que se necesitan lideres iluminados para cambiar las cosas?
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Pusieron algunas imagenes de #Egipto en la tele oficial. Impresionante! La libertad es sumamente contagiosa!
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No pudimos ver imagenes de la plaza de Tahrir en vivo, pero al menos fragmentos retrasmitidos salieron en noticiero del mediodia
febrero 11th, 2011 a las 17:05
Cuba é o único país das Américas a figurar na lista dos países inimigos da Internet, produzida pela organização Repórteres sem Fronteiras, devido às restrições de acesso e à vigilância exercida pela Agência Cubana de Supervisão e Controle.
Alguem já tentou conversar com um cubano?
Pode ser via internet.
Trocar email com alguém em alguma universidade cubana?
Se conseguir, o que vai ser difícil, a pessoa vai te contar o que acontece por lá.
Experimente. Eu saí do meio acadêmico. Conversei com alguns cubanos via email já.
A realidade é bem mais dura do que essa dialética revolucionária que esquerdalha brasileira, falam sobre Cuba
Qualidade de escolas? Nem o MEC reconhece os diplomas cubanos no Brasil. E olha que o MEC é aqui no Brasil. O Brasil sempre apoiou Cuba por ai ao longo do atual governo e nem assim reconhecemos a qualidade do ensino cubano.
Por que será?
febrero 11th, 2011 a las 16:53
CUBA VAI TER INTERNET DE ALTA VELOCIDADE MAS O ACESSO À REDE INTERNACIONAL CONTINUARÁ “RESTRITO”
Um cabo submarino de fibra óptica chegou esta terça-feira a Cuba e aumentará cerca de 3000 vezes a capacidade de acesso à Internet. Irá aumentar a velocidade de transmissão de dados, imagem e voz e permitirá reduzir os custo de ligação à rede.
Mas isso não significará a massificação do acesso em Cuba, onde há apenas 14 cibernautas por cada 100 habitantes.
Embora Cuba esteja ligada à Internet desde 1996 via satélite, a velocidade é muito lenta e o acesso à rede é caro e tem sido sempre condicionado de acordo com aquilo a que as autoridades cubanas chamam “uso social”. A utlização está reservada a funcionários do Governo, académicos e empresários estrangeiros, sublinhou o diário espanhol “El Mundo”. A rede é usada sobretudo em algumas instituições e universidades.
O vice-ministro cubano das Comunicações, Jorge Luis Perdomo, disse que “não há nenhum obstáculo político” à abertura do acesso à Internet mas adiantou que a nova ligação não será “uma varinha mágica” que levará a rede a casa dos cubanos por serem necessárias várias mudanças na infra-estrutura da rede. Por isso, adiantou, o acesso manter-se-á reservado ao “uso social” e a prioridade será “continuar a criar centros de acesso colectivo e reforçar o acesso nos centros de investigação científica e médica e universidades”.
Atualmente, grande parte dos cubanos com acesso à Internet só pode consultar o correio eletrónico e algumas páginas seleccionadas pelo Governo. Para acessar o e-mail num cibercafé paga-se entre um e dois euros à hora e alguns hotéis disponibilizam acesso aos clientes por um custo médio de cinco euros à hora. Num país em que o salário médio é de vinte euros mensais, a maioria dos cubanos vê o livre acesso à Internet como uma fantasia.
A censura levada a cabo pelo Governo cubano tem sido contornada por alguns bloguers e dissidentes do regime que, a partir do estrangeiro, vão atualizando os seus sites.
O Governo cubano vê estas atitudes como tentativas de “subversão” do regime e teme que os Estados Unidos estejam a encorajar a revolta do povo cubano através de redes sociais como o Facebook e o Twitter.
As acusações de Cuba aos EUA intensificaram-se recentemente através de um vídeo, difundido em vários
blogues, em que um alegado especialista em Internet faz uma apresentação de cinquenta minutos a responsáveis do Ministério do Interior cubano, afirmando que os Estados Unidos, através do Facebook e do Twitter, estarão a promover dissidências, de um modo semelhante ao que foi utilizado nas revoltas na Ucrânia em 2004, no Irã no ano passado.
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Em Cuba que se diz altamente desenvolvida em tudo, computador ainda funciona a manivela, e não será com o Cabo submarino do bufão da Venezuela que as coisas iram melhorar para o povo Cubano.
febrero 11th, 2011 a las 15:49
CUBANO POR 30 DIASCom a finalidade de mostrar uma realidade, ainda muito atual, do que poderia ter acontecido com o Brasil se não fosse a Contra-Revolução de 1964, o TERNUMA transcreve uma longa reportagem de autoria do jornalista Patrick Symmes, na qual ele relata, na primeira pessoa, sua experiência de ter (sobre)vivido por um mês em Cuba, no ano de 2010.
O texto foi publicado no jornal “Público 20″ de Portugal, mostrando “com o que os cubanos têm para viver”. Symmes conseguiu sobreviver com o salário médio de um jornalista cubano, que é de 15 dólares por me, e um cartão mensal de racionamento que só dava para comer durante 12 dias. “Em Cuba, o salário médio é de 20 dólares por mês. Os médicos podem chegar a ganhar 30; a maioria das pessoas só consegue dez”, diz ele. O site Folha.Com, no mês de janeiro de 2011, também publicou a reportagem de Patrick Symmes.
Preocupado com a possibilidade de que o leitor fique passando fome ou tenha venha, compulsivamente, assaltar sua geladeira, dividiremos o relato de Patrick Symmes em quatro capítulos.
Não se esqueça! Entre um capítulo e outro, medite sobre o que poderia ter sido de nós se os “democratas” da ALN, POLOP, COLINA, MR-8, PCBR, VAR-P e outras facções de esquerda não tivessem sido derrotados, militarmente, àquela época.
Leia o Capítulo I
Leia o Capítulo II
Leia o Capítulo III
Leia o Capítulo IV
febrero 11th, 2011 a las 15:46
Involução de Fidel Castro pode ter fuzilado 20 mil pessoasPor que será que no Brasil (para não ir mais longe) há tantas pessoas inteligentes que fazem questão de ignorar a trágica realidade cubana, que é aplaudida apesar dos pesares, ao mesmo tempo em que são capazes de, hipocritamente, deturpar a verdade histórica brasileira? Se o motivo é ideológico, como parece, não deveriam ser inteligentes!
Na América Latina – os novíssimos governantes e intelectualóides “orgânicos” da cepa comunistóide – ou vítima de sua contaminação tóxica se auto nomeiam democratas e ‘elegem’ CUBA e seu ditador como exemplo e guia para os governos da região; com essa conduta ideológica demonstram não só uma afinidade ideológica, mas também algo inconfessável pelo excesso de amor patológico em que alguns chegam até os estertores na presença do carcereiro-ditador-democida do Caribe.
DADOS DA TRAGÉDIA CUBANA:
“ações democráticas” do kamarada Fidel Castro desenvolvidas no período de 1959 a 2004 – com uma eficiência nunca vista antes, sob os aplausos orgiásticos da militância:
- 56.212 fuzilados no “paredón”;
- 1.163 assassinados extrajudicialmente;
- 1.081 presos políticos mortos no cárcere por maus tratos, falta de assistência médica ou causas naturais;
- 77.824 mortos ou desaparecidos em tentativas de fuga pelo mar.
Total: 136.288 cubanos mortos pela ditadura de Fidel Castro.
DETALHE HISTÓRICO: na cruel, desumana e genocida ditadura militar brasileira – foram mortos/desaparecidos – 301 pessoas, REPITO 301 pessoas que de modo geral pegaram em armas, seqüestraram, roubaram assassinaram e cometeram atentados contra civis inocentes e, com esses atos geraram milhares de aposentadorias, pensões e aposentadorias milionárias.
febrero 11th, 2011 a las 14:54
Provavelmente em alguma reunião com amigos, certos professores, especialmente de história ( mal conhecem o que está no livro didático fornecido por editoras, geralmente com viés ideológico comunista ) e geografia (idem, idem ), que se dizem muito conscientes politicamente e bem informados sobre o que ocorre em Cuba, elogiarão em altos brados o maravilhoso nível tecnológico dos cubanos. Desde os anos 80 (1980 – eu sou idoso ) que aturo professores do fundamental ao superior elogiando a educação e saúde cubanas, mesmo aqueles que ainda não visitaram o “paraíso” caribenho. Quem visitou foi apresentado a um cenário “engana-trouxa”. Eu visitei uma “escola-cenário”, mas não fui ao banheiro — como fez alguém citado em um dos posts de Yoani — o que seria suficiente para desmontar qualquer enganação. Pessoas da área médica e assistência social são apresentados a “hospital-cenário”, e não lhes é dito que se alguém quiser tomar um simples AAS (Melhoral, Aspirina ) terá que adquirir no mercado negro, contrabandeado pelos próprios funcionários dos hospítais. Na era da informática, esses profissionais que acreditam em história da carochinha estão certos de que lá impera o mais alto nível tecnológico nas escolas e hospitais. Os petralhas que lá vão estudar com bolsa — geralmente medicina porque não conseguem passar nos vestibulares daqui nem mesmo nas piores faculdades particulares — jamais admitirão que não aprenderam muita coisa. Está provado que não aprendem mesmo. Como foi noticiado, de 680 ex-estudantes dessas faculdades de Cuba e também da Bolívia ( outro destino para quem quer diploma sem estudar ) que foram examinados aqui no Brasil no processo de validação de diplomas, apenas dois foram aprovados.
Então temos: fracasso na educação, na saúde, na economia, estradas e viadutos inúteis por falta de tráfego, desemprego de mais de 20% de funcionários antes empregados pelo estado ( deve chegar a mais de um terço dos 4,4 milhões empregados pelo governo, 80% da força de trabalho), feira de informática num país em que a população está desconectada e a maioria mal ouviu falar em internet. É como o caviar do samba do Zeca Pagodinho: “Nunca vi, nem comi, eu só ouço falar !”
E ainda temos que aturar neste espaço a invasão de canalhas tecendo loas ao socialismo e à ditadura assassina que atormenta a pobre ilha. Já não bastam os “intelequituais”, professores, artistas, políticos desonestos, todo tipo de canalhas, e até pseudos-religiosos ( na verdade comunistas travestidos de frades, padres e teólogos )aqui mesmo no Brasil, enganando a população, especialmente os jovens ansiosos pela “sociedade perfeita” que afirmam estar sendo implantada em Cuba.