Geração Y é um Blog inspirado em pessoas como eu, com nomes que começam ou contem um ípsilon. Nascidos na Cuba dos anos 70 e 80, marcados pelas escolas rurais, bonequinhos russos, saidas ilegais e frustração. Assim é que convido especialmente Yanisleidi, Yusimí, Yuniesky e outros que carregam seus ípsilons para que me leiam e me escrevam.

Os filhos

zromeu-camerata

Passo em frente à televisão e sou presa por uma frase de Zenaida Romeu, diretora da camerata que leva seu nome. É terça-feira e a energia dessa mulher, convidada ao programa “Con dos que se quieran”, deixa-me sentada em frente à tela enquanto as batatas queimam na frigideira. Responde as perguntas com destreza, com uma linguagem diferente da tagarelice aborrecida que tanto abunda em outros espaços. Em poucos minutos conta as dificuldades para criar uma orquestra feminina, de quanto a perturba a falta de seriedade de alguns artistas e daquele dia em que arrancou os cabelos para se apresentar com o Maestro Michael Legrand. Tudo isso e mais, narra com uma energia que me fez percebê-la sempre com a batuta na mão e a partitura em frente.

Contudo, não é sua própria história que me deixa pensando quando volto à escumadeira e ao fogão, senão a dos seus filhos. Já é o terceiro ou quarto convidado ao programa de Amaury Pérez que confessa que sua prole vive em outro país. Se não me lembro mal Eusébio Leal também falou do seu jovem emigrado e poucos dias antes Miguel Barnet descrevia uma experiência parecida. Todos mencionaram o fato com naturalidade. Explicaram sem reparar que precisamente esse êxodo massivo de gente jovem é a evidência principal do fracasso nacional. Que os filhos de uma geração de escritores, músicos e políticos – inclusive os do Ministro de Comunicações e do diretor do jornal Granma – tenham preferido partir, isto deve colocar em dúvida a sua contribuição para edificar um sistema onde seus próprios descendentes não querem viver.

A emigração é um fenômeno que deixou uma cadeira vazia em quase todas as casas cubanas, porém a alta incidência desta em famílias integradas ao processo é muito sintomática. O número de filhos de ministros, líderes partidários e representantes culturais que se radicaram no estrangeiro parece superar o dos que saíram de estirpes mais críticas ou contestadoras. Será que no final os dissidentes ou inconformados transmitiram um maior sentido de honestidade aos seus pequenos? Será que estes rostos famosos perceberam que as criaturas nascidas deles os estão negando ao se distanciarem?

Olho o Teo e por um momento me pergunto se algum dia terei que falar dele a distância, se num momento confessarei – frente a uma câmera – que não consegui ajudar a criar um país onde ele desejou ficar.

Traduzido por Humberto Sisley de Souza Neto

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25 comentarios a Os filhos

  1. Manoel Francisco Gomes
    noviembre 20th, 2010 a las 10:35

    maisvalia,

    Com certeza me precipitei. Peço desculpas. É que não aguento mais ver textos de esquerdopatas, do tipo colado pelo ‘direto no chile’ e ‘no te callas’. Conheço o blog “Vanguarda Popular’ e sei que é muito bom.
    De qualquer forma, o texto que escrevi serve para algum esquerdopata que venha aqui defender absurdos.

  2. Anónimo
    noviembre 20th, 2010 a las 09:41

    [left.htm]
    RECORDANDO A HISTÓRIA

    ATENTADO AO QG DO II EXÉRCITO

    Em 1969, o jovem Mário Kosel Filho, conhecido em sua casa como “Kuka”, é convocado para servir à Pátria e defendê-la contra possíveis agressões internas ou externas e é designado para o Quartel General do II Exército, em São Paulo/SP.

    Na mesma época, o Capitão Carlos Lamarca, formado pela Academia Militar das Agulhas Negras, serve no 4º RI, em Quitaúna/SP.

    O destino dos dois vai se cruzar tragicamente.

    A época é difícil, pois brasileiros pertencentes à organizações terroristas tentam, através da luta armada, implantar uma ditadura comunista no Brasil.

    O Capitão Lamarca, no dia 24/01/69, trai a Pátria que jurou defender. Rouba do 4º RI muitos fuzis, metralhadoras e munição, deserta e entra na clandestinidade. O material bélico roubado é entregue à Vanguarda Popular Revolucionária (VPR), uma organização terrorista que Lamarca já integrava, antes de desertar.

    O soldado Kosel continua servindo, com dedicação, a Pátria que jurou defender. No dia 26/06/68, como sentinela, zela pela segurança do Quartel General, no Ibirapuera. Às 0430h, ele está, vigilante em sua guarita. A madrugada é fria e a visibilidade muito pouca. Nesse momento, um tiro é disparado por uma sentinela contra uma camioneta chevrolet que desgovernada tenta penetrar no quartel. Seu motorista saltara dela em movimento, após acelerá-la e direcioná-la para o portão do QG. O soldado Rufino, também sentinela, dispara 6 tiros contra o mesmo veículo que finalmente bate na parede externa do quartel. Kozel sai do seu posto e corre em direção ao carro para ver se há alguém no seu interior. Há uma carga com 50 quilos de dinamite que, em segundos depois, explode e espalha destruição e morte num raio de 300 metros. Seu corpo é dilacerado. Seis militares ficaram feridos: o Cel Eldes de Souza Guedes e os soldados João Fernandes de Souza, Luiz Roberto Juliano, Edson Roberto Rufino, Henrique Chaicowski e Ricardo Charbeau. É mais um ato terrorista da organização chefiada por Lamarca, a VPR.

    Participaram deste crime hediondo os seguintes onze terroristas: Waldir Carlos Sarapu (“Braga, “Rui”), Wilson Egídio Fava (“Amarelo”, “Laercio”), Onofre Pinto (“Ari”, “Augusto”, “Bira”, “Biro”, “Ribeiro”), Eduardo Collen Leite (“Bacuri”, “Basilio”), Diógenes José Carvalho de Oliveira (“Leandro”, “Leonardo”, “Luiz”, “Pedro”), José Araújo de Nóbrega (“Alberto”, “Zé”, “Pepino”, “Monteiro”), Oswaldo Antônio dos Santos (“Portuga”), Dulce de Souza Maia (“Judith”), Renata Ferraz Guerra de Andrade (“Cecília”, “Iara”), José Ronaldo Tavares de Lira e Silva (“Dias”, “Joaquim”, “Laurindo”, “Nunes”, “Roberto Gordo”, “Gordo”) e Pedro Lobo de Oliveira (“Getúlio”, “Gegê”).

    Após a sua morte o soldado Kosel foi promovido a 3º sargento e sua família passou a receber a pensão correspondente a este posto. O Exército Brasileiro numa justa homenagem colocou o seu nome na praça de desfiles do QG do II Exército.

    Lamarca continuou na VPR seqüestrando, assaltando, assassinando e praticando vários outros atos terroristas, até o dia em que morreu, de arma na mão, enfrentando uma patrulha do Exército que o encontrou no interior da Bahia em 1971. Sua família passou também a receber a pensão militar correspondente.

    Apesar de todos os crimes hediondos que cometeu, sendo o mais torpe deles o assassinato a coronhadas de seu prisioneiro tenente PM Alberto Mendes Júnior, Lamarca é apontado como herói pelos esquerdistas brasileiros. Ruas passam a ter seu nome. Tentam colocar seus restos mortais num Mausoléu na Praça dos Três Poderes, em Brasília. Um filme é feito para homenageá-lo.

    Mário Kosel Filho, soldado cumpridor dos seus deveres, cidadão brasileiro que morreu defendendo a Pátria, está totalmente esquecido. Além do esquecimento a Comissão dos Mortos e Desaparecidos que já concedera vultosas indenizações às famílias de muitos terroristas que nunca foram considerados desaparecidos, resolveu indenizar, também, a família Lamarca, numa evidente provocação às Forças Armadas e desrespeito ás famílias de Mário Kosel Filho e de muitos outros que como ele morreram em conseqüência de atos terroristas.

    Essa Comissão generosamente distribui o dinheiro do contribuinte apenas àqueles que morreram tentando, através da força das armas, tornar o Brasil um satélite comunista.

    Bomba QG II Ex

    Bomba QG II Ex – Rua da Consolação

    Corpo destroçado do Soldado Kozel
    – QG II Ex

    TERRORISMO NUNCA MAIS!

    RETORNAR

  3. maisvalia
    noviembre 20th, 2010 a las 07:13

    Caro Manoel.

    O cara que escreveu da ciência marxista copiou e colou um texto de humor, não um dos chamados esquerdopatas.

    Eu mesmo já transcrevi alguns aqui.

    http://www.vanguardapopular.com.br/portal/

    Abs.

  4. Manoel Francisco Gomes
    noviembre 20th, 2010 a las 06:28

    Em um dos comentários abaixo, um didiota escreveu que teve a felicidade de visitar Cuba e de suas impressões positivas a respeito do regime da ilha. Deveria ter ficado por lá. Outro, fala de uma suposta ciência marxista, o que por sí só já é um absurdo. Não existe “ciência marxista”, o que existe é “ciência”, ponto final. O pior é que o autor do texto afirma que com base nessa “ciência” o Estado poderia até mesmo eliminar aquelas pessoas que supostamente “não contribuem para o bem comum”, entre elas velhos e bebês. Só mesmo um criminoso poderia escrever semelhante absurdo. É imoral ! É criminoso! E criminosos são todos os que concordam com isso e que transcrevem esse lixo aqui no blog ( será que a ameba leu o texto antes de transcrevê-lo ?). É o tipo de gente que nada sabe sobre “bem comum”, nada sabe sobre o respeito ao direito fundamental de viver e de ser livre. Típico de leninista e stalinista que perpetraram seus crimes na antiga União Soviética em nome justamente desse tipo de pensamento, levando à morte milhões de pessoas que não aceitavam ou não se enquadravam ao que preconizava o regime imposto.

    Vão transcrever esse lixo nos blogs comunistas, seus tarados ! Este blog é contra tudo que os tarados comunistas admiram ! Vão morar em Cuba ou na Coreia do Norte !

  5. CHE
    noviembre 19th, 2010 a las 20:07

    O Brasil de Lula se alinha à barbárie, de novo

    Do blog de Marcos Guterman

    A diplomacia brasileira se absteve de apoiar uma resolução da ONU que pede o fim do apedrejamento de condenados no Irã e condena o país por graves violações de direitos humanos.

    Não foi a primeira vez que o Itamaraty se posicionou dessa maneira, o que reforça a sensação de que se trata de uma política deliberada de ignorar a barbárie iraniana em respeito a interesses geopolíticos.

    O Itamaraty informou que o Brasil se absteve porque é favorável ao diálogo com o Irã e, em sua visão, as resoluções da ONU não ajudam esse entendimento. Com isso, a atual diplomacia brasileira ignora suas obrigações previstas na Carta da ONU.

    Diz o Artigo 1, parágrafo 3, sobre os propósitos das Nações Unidas:

    “Conseguir uma cooperação internacional para resolver os problemas internacionais de caráter econômico, social, cultural ou humanitário, e para promover e estimular o respeito aos direitos humanos e às liberdades fundamentais para todos, sem distinção de raça, sexo, língua ou religião”.

    Isso significa que as manifestações da ONU sobre direitos humanos não são um capricho dos países que os defendem, mas sim um instrumento legítimo de pressão.

    Para Teerã, a resolução é tão somente resultado da “hostilidade americana” contra o Irã – como se outras dezenas de países, muitos dos quais críticos aos EUA, não tivessem igualmente votado a favor da censura. Essa reação grosseira mostra a indisposição iraniana para mudar seu comportamento.

    Nada disso, porém, parece alterar a visão do atual governo brasileiro, cuja estratégia, como já está claro para todos, visa a arregimentar apoio de países marginais para construir um arco ideológico antiamericano – mesmo que, para isso, relativize a questão básica dos direitos humanos, tão duramente conquistados pelas nações civilizadas.

  6. CHE
    noviembre 19th, 2010 a las 19:51

    FUGIR, FUGIR, FUGIR.

    Três medicos cubanos que foram prestar auxilio durante o terremoto no Chile, pediram asilo político.
    São eles:
    Argelio Santana Cano – ortopedista
    Joel Hernándes de León – ortopedista, e
    Orlando Campuzano – anestesista.

    O embaixador Cubano no Chile Ileana Diaz-Arquelles, não sabe os motivos que levaram os médicos a pedirem asilo político.
    ____________________________________________________________________________________________________________
    Comento: Se o babaca do embaixador cubano não sabe, eu sei, LIBERDADE, LIBERDADE, LIBERDADE.

  7. CHE
    noviembre 19th, 2010 a las 19:37

    Os amebas “refugiado e direto do chile” praticantes do “rimming”, defensores da sórdida ideologia dos velhacos Castros, pela constância dos textes apócrifos aqui defecados está fedendo a Embacuba.

  8. REFUGIADA
    noviembre 19th, 2010 a las 19:24

    LIBERDADE, LIBERDADE

    As vantagens da Sociedade Aberta

    “Não há nada como a liberdade” (Nelson Mandela)

    A liberdade é a única condição de organização social capaz de cumprir quatro objetivos: o respeito ao ser humano, o desenvolvimento das potencialidades individuais, a prosperidade material e a justiça social.

    A liberdade é um valor e pode ser definida como a ausência de coerção de indivíduos sobre indivíduos. A coerção é a pressão que obriga os indivíduos a agir em função de interesses alheios e, portanto, em detrimento dos seus próprios interesses. Friederich Hayek dizia que “a coerção é má porque anula o indivíduo como ser que pensa, avalia e decide, já que o transforma em mero instrumento dos interesses e fins de outrem”.

    Para organizar uma sociedade aberta, pautada pelo ideal de liberdade, a humanidade dispõe de três instrumentos: a democracia política, o estado de direito e a economia de mercado. A vantagem deste tripé reside na sua compatibilidade com as duas principais características humanas: a imperfeição e a diferença individual. As formas de organização social que, para funcionar, precisam pôr fim às imperfeições dos homens e às diferenças individuais estão condenadas a fracassar sempre. Sendo o homem um ser imperfeito, imperfeitas são, e sempre serão, todas as instituições humanas. A democracia não é perfeita, como também o mercado não o é. Um dos dilemas não resolvidos da humanidade é que a intervenção para corrigir as “falhas de mercado” é feita pelo Estado, cujas imperfeições são por demais exageradas. Esta é a razão pela qual os poderes do governo devem ser limitados, sob pena da intervenção gerar uma falha maior do que aquela que pretende corrigir.

    No tocante à democracia, ela não é um método para conduzir os melhores ao poder, mas para impedir que os piores lá permaneçam. A superioridade do regime democrático vem de cinco atributos: a separação dos poderes, a liberdade de opinião, o rodízio de lideranças, o voto e a oposição. Afora isso, é o totalitarismo. Assim sendo, não há similaridade entre um governo de esquerda em uma ditadura e um governo de esquerda em uma sociedade livre. Como governante, não se pode confundir Lula com Fidel Castro. Conquanto haja afinidade pessoal entre eles, são governos totalmente diferentes. Lula passou duas décadas se submetendo ao julgamento do povo e perdendo eleições. Elegeu-se legitimamente, depende das decisões de um parlamento, submete-se a um poder judiciário independente e, após oito anos, será julgado pela nação. Se o povo não aprovar seu governo, ele vai para casa normalmente, sem tanques nem baionetas. Fidel Castro é um ditador. Nenhum dos cinco atributos democráticos está presente naquele país.

    O mercado também não é perfeito, mas é a melhor forma de que a humanidade dispõe para organizar a produção e cumprir os quatro objetivos citados no início deste texto. O mercado é um sistema de voto, que funciona para dizer quais projetos são corretos e quais não são; quais atividades devem continuar e quais devem cessar. O consumidor, ao decidir como gastar a sua renda, exerce um voto diário, livre e soberano, e a ele o produtor deve obediência. O consumidor é o juiz das decisões empresariais. Na Europa, mais de 100 mil produtos são lançados anualmente no mercado. Em cinco anos, apenas 20% desses produtos sobrevivem.

    Erroneamente, muitos vêem o empresário como um homem que manda, desmanda e faz o que quer. Não é assim. O papel do empresário é identificar necessidades, descobrir oportunidades, organizar a produção e submeter-se ao julgamento do mercado, que é uma arena implacável. O prêmio vai para aquele que produzir o que o consumidor quer, com a melhor qualidade e ao menor custo. Há uma espada de Dâmocles que pende sobre o pescoço do empreendedor. Se ele acerta, o mercado confia-lhe uma massa de dinheiro em troca de quantidades de um produto. O empresário reparte o dinheiro entre os fatores participantes da produção (matérias-primas, trabalho e capital), reservando uma parte para si, o lucro, que remunera a descoberta e o risco. Se ele erra, a falência bate à sua porta inapelavelmente.

    A sociedade aberta, fundada sob os auspícios da liberdade e do respeito aos direitos individuais, é uma instituição tão flexível que mesmo os que a combatem foram por ela “incluídos” e beneficiados: os socialistas. A maior “inclusão social” da história, expressão tão na moda, é a leniência com que a economia nas sociedades livres entrega mais de um terço de toda a sua produção para o Estado, a fim de que este faça o que quiser, inclusive perturbar a liberdade. O Estado é necessário e há intervenções positivas, como aquelas destinadas a preservar a concorrência e proteger o meio ambiente. Mas, os governos vêm se esmerando em fazer intervenções perturbadoras, que reduzem a eficiência do sistema, embora nunca se culpem por isso. Como exemplo o segundo govêrno Lulla.

    José Pio Martins, economista, professor

  9. Manoel Francisco Gomes
    noviembre 19th, 2010 a las 19:21

    O DETRATOR DE VARGAS LLOSA

    14/11/2010

    Nivaldo Cordeiro

    O escritor argentino Alberto Manguel, um ilustre e afamado que se diz também canadense, teve a ousadia de afirmar, na Feira Literária Internacional de Pernambuco (ver no Estadão), que o escritor peruano recém laureado com o Prêmio Nobel, Mario Vargas Llosa, é “imundo”. Tive um choque. Vargas Llosa imundo? Só podia ser um engano ou má fé. Tenho do escritor peruano, de quem li quase toda obra e por quem nutro admiração, a melhor das imagens: um homem íntegro, elegante, criativo, de corte político-ideológico o melhor possível no mundo de hoje, liberal clássico. Imundo? Não, certamente tal adjetivo depreciativo não se aplica a ele.

    Vargas Llosa, além de tudo, foi contemplado com honra ainda mais superior do que o Prêmio Nobel: foi escalado para fazer o prefácio principal da edição comemorativa ao quarto centenário do Dom Quixote, de Miguel de Cervantes, patrocinada pela Casa Real espanhola. Tomou o lugar de algum espanhol que, de sangue e de direito, poderia ter tal honra. E o fez por seu talento e sua erudição cervantina, mestre que é da língua espanhola. Seu texto no prefácio é um primor de crítica literária. Imundo? Impossível, alguém imundo não teria tido acesso a tal honra e nem poderia ter a intimidade e afinidade com a obra de Miguel de Cervantes.

    Nunca li nada do famoso Alberto Manguel, que publicou vasta obra, muitas delas traduzidas para o português. Claro que é uma lacuna clamorosa minha não ter lido nada de tão notável escritor. Mas tenho uma boa desculpa para tal: gasto meu tempo com a obra de Vargas Llosa e de Cervantes, meus autores preferidos na ficção espanhola. Não tive tempo de procurar aquele que chamou Vargas Llosa de imundo. Imundo? Só pode ser birra, já que engano não foi.

    Pesquisei na internet e descobri uma antiga entrevista, disponível no blog de Tania Menai, a entrevistadora, dada por Manguel. É de 1999. Foi-me útil para me informar sobre o que pensa o prestigioso escritor argentino, agora canadense. E o que li? Lugares comuns enfileirados um após outro, todos de acordo com o politicamente correto. A tirar a obra pela entrevista penso que não perdi grande coisa deixando-a de lado. A começar pelo título: “Ler é poder”. Ah, não posso concordar com tão douta proposição. Para mim, ler é saber. E saber é algo bastante perigoso e subversivo. O que tenho visto é que os homens de poder mais das vezes são inimigos das letras. Nosso Brasil deu ao mundo um maravilhoso exemplo disso ao eleger o apedeuta Lula presidente. E repetiu o feito a eleger a semi-apedeuta Dilma sua sucessora. E elegeu o palhaço Tiririca o mais bem votado dos deputados. Esses três, se conseguissem ler algo, certamente prefeririam um Manguel a um Vargas Llosa.

    Os grandes homens das letras de todos os tempos quase sempre entraram em conflito com o poder, a exemplo de Miguel de Cervantes, que deu com os costados na prisão. E do próprio Vargas Llosa, que se colocou contra o que há de pior na política internacional: o genocida Fidel Castro, seu séquito em todos os países latino-americanos e também o próprio ditador peruano Alberto Fujimori, que governou o Peru por longo período.

    Alberto Manguel até tentou ser espirituoso: “Que esse prêmio seja destinado a um ser humano imundo, não quer dizer que não seja um grande escritor”. A propósito, a frase está muito mal construída, para um escritor de tanto prestígio. Só Lula para acompanhá-lo nessa. Ou Tiririca. Ao menos pareceu reconhecer os méritos literários evidentes do peruano. Imundo? Ora, com a vida organizada que tem, com o temperamento de nobre britânico que tem, com a finess reconhecida que é sua marca registrada a tal imundícia a ele atribuída certamente não é derivada de sua vida privada. Nem de sua obra, aclamada até pelo Manguel. Então só me resta crer que o escritor argentino, agora canadense como se apresenta, atribui a tal imundícia às posições políticas de Mario Vargas Llosa.

    É assim que a esquerda se comporta. Se alguém não reza pelo seu credo é inimigo e, ainda que talentoso e laureado, lançará sobre o dissidente o opróbrio mais depreciativo, sempre que possa. Desconfio que o famoso escritor argentino e canadense Alberto Manguel foi apenas um portador de recado da malta fiel a Fidel. Vargas Llosa jamais terá perdoada a sua ousadia de combater o castrismo, o comunismo e todas as formas de totalitarismo. Mas não será um afamado argentino-canadense, cuja obra ninguém leu, que conseguirá atingir o grandioso naquele que é realmente grandioso. Vargas Llosa não foi engrandecido pelo Prêmio Nobel. Deu-se exatamente o contrário: seu nome elevou o laurel sueco. Aos homens menores, mas honestos, caberia aplaudir. Aos menores desonestos e despeitados, bem, a estes cabe enxergar imundície onde reluz o ouro mais puro. São aqueles que atentam não apenas contra a inteligência, mas também contra os bons costumes. São os imundos por antonomásia.

  10. Jambalaia
    noviembre 19th, 2010 a las 18:59

    .

    No passado estes textos odiosos, postados abaixo, assustavam qualquer um.
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    Anunciavam que haviam problemas gravíssimos e só com medidas revolucionárias (mortes em massa, deportações, perseguições) os problemas do Brasil seriam resolvido.
    Lógico que o povo brasileiro em geral, desprezava este tipo de gente.
    .

    O problema era que muita gente aqui de São Paulo vinha da Europa e não desejavam mais guerras e nem sofrimento, por isso apoiaram a Revolução de 1964 e se deram muito bem.

    .
    Cuba, teve a sorte de seguir este clima odioso, de fuzilamentos, de perseguições, de censura e conseguiram o que desejavam.

    Um povo que apenas deseja emigrar para outros países, principalmente para Miami, a fim de poderem prosperar, tal com a postagem da Yoani diz.
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    Não precisamos mais ler estudos detalhados sobre o fantástico sistema de saúde cubano e de suas crianças políticamente educadas.
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    Quando crescidas, estas crianças revolucionárias vão trabalhar na limpeza pública da cidade de Miami.

  11. Anónimo
    noviembre 19th, 2010 a las 18:48

    Assim como tem padre pedófilo, também tem frei com patologia que apresenta como característica principal distorcer a realidade. Realidade esta que em nada confirma a visão surrealista do frei. A visão paradisíaca que o frei tem de cuba só pode ser uma alucinação doentia.
    O frei afirma erroneamente que cuba é o único pais comunista que resistiu, … e a coréia do norte onde grassa a miseria e não existe nenhuma liberdade ao povo; e a china que aumenta o seu pib com o sangue de seus mineiros e de seus povos, escravidão onde um operário recebe 20 reais por mês, sem dereito a férias, nesses países existem presos políticos contrariando os direitos humanos, entre eles o prêmio Nobel da Paz o chinês LIU XIAOBO que foi impedido de receber o prêmio e continua preso por discordar do regime ditatorial comunista da china.
    A Prof é filha do prestes que desertou do exército, comandou massacres brasil afora e ainda foi “recompensado com a bolsa ditadura para seus familiares no posto de general, enquanto o nosso povo luta para receber um salário de 510 reais.

  12. Jambalaia
    noviembre 19th, 2010 a las 18:45

    .

    Escreveram:

    A ciência marxista demonstrou – e ninguém em sã consciência poderia negar – que, embora todos os seres humanos sejam iguais, o grau de igualdade de uma pessoa depende de sua contribuição para o Bem Comum. Não contribuir para o Bem Comum é um crime abominável. As pessoas mais velhas e os bebês em gestação não contribuem para o Bem Comum, eles só diminuem a riqueza Coletiva. Por esta razão, o Estado tem o direito e até mesmo a obrigação de promover o desaparecimento da face da Terra (Gaia) destes agentes parasitários. Da mesma forma, os ideocriminosos não contribuem para o Bem Comum. Assim, não há motivo para mandá-los à prisão. Crimes desta segunda categoria aumentam a demanda de coveiros nas sociedades progressistas.

    .

    Interessante esta passagem.
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    Agentes parasitários é uma bonita expressão abstrata que permite processar e punir qualquer pessoa que venha a discordar do socialismo.

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    Ideocriminosos, um neologismo bonito.

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    Pena que nada disso possui base nas atuais leis do Brasil.
    O texto demostra um profundo ódio de algumas pessoas contra a sociedade.
    É deste tipo de mensagens que o Brasil vivia antes da Revolução de 1964, quando tudo isso desapareceu da cultura brasileira e assim o país pode progredir.

  13. Jambalaia
    noviembre 19th, 2010 a las 18:32

    .

    Escreveram:

    A ANL desempenhou um papel relevante na mobilização de amplos segmentos da sociedade e da opinião pública brasileira em defesa das liberdades públicas

    .

    Nunca ouvi nada sobre alguém da ALN ter dito alguma coisa.
    A ALN nunca foi nada.
    É apenas algumas pessoas dando a entender que a ALN fez algo pelo Brasil.
    Não existe nenhum registro histórico sobre este grupinho terroristas tenha feito nada além de assassinatos.

    Não foi o antigo partido político MDB que reunia toda a oposição ?

    .
    Que história absurda, um grupo terrorista que “ajudou” ao Brasil.
    Eles idolatravam Stalin e desprezavam os personagens de nossa história por defenderem, segundo eles, os interesses da elite.

  14. Anónimo
    noviembre 19th, 2010 a las 18:31

    ]
    Recordando a História

    Portal

    A Intentona Comunista de 1935

    No dia 27 de Novembro de 1935, ocorreu o maior ato de traição e covardia já perpetrados na História do Brasil.

    Um grupo de traidores, a soldo de Moscou, tentou implantar, no Brasil, uma sangrenta ditadura comunista. O levante armado irrompeu em Natal, Recife e Rio de Janeiro, financiado e determinado pelo Comintern.

    Nos primeiros dias de março de 1934 desembarcava no Rio de Janeiro, com passaporte americano, Harry Berger. Harry Berger era na realidade, o agente alemão do Comintern chamado Arthur Ernst Ewert. Ex-deputado, em seu país, era fichado como espião e havia sido processado por alta traição. Foi enviado ao Brasil, com outros agitadores, como Rodolfo Ghioldi e Jules Vales, para assessorar o planejamento da rebelião comunista.

    Pouco depois, desembarcava Luíz Carlos Prestes com passaporte falso. O traidor vinha com a missão que lhe impusera o Comintern: chefiar o movimento armado que se preparava no Brasil.

    Começaria então o planejamento para a insurreição armada.

    Enquanto, nas sombras das conspirações e das combinações clandestinas, os subversivos concertavam os planos para a ação violenta, tarefa a cargo dos elementos militares, a ANL(Ação Nacional Libertadora) e seus propagandistas procuravam ampliar o seu número de adeptos. Prestes fez apelos a antigos companheiros. Seus apelos foram, entretanto, recusados em sua maior parte.

    Mas o Comintern exigia pressa e ação. Harry Berger orientava e dinamizava os planos. Em um de seus relatos ao Comintern ele escrevia:

    “A etapa atual da revolução, no Brasil .

    Está em franco desenvolvimento uma revolução nacional antiimperialista. A finalidade da primeira etapa é a criação de uma vasta frente popular – operários, camponeses, pequenos burgueses e burgueses que são contra o imperialismo – depois, a ação propriamente dita, para a instituição de um governo popular nacional revolucionário, com Prestes à frente e representantes daquelas classes. Mas, como condição básica, esse governo se apoiará nas partes infiltradas no Exército e depois, sobre os operários e camponeses articulados em formações armadas.”

    “ Nesta primeira fase, não serão organizados sovietes, porque isso reduziria, prematuramente, as hostes populares. Não obstante, o poder verdadeiro estará em maior escala nas aldeias, nas mãos das Ligas e Comitês de camponeses que se formarão e que também articularão formação do povo em armas para a proteção do Governo Popular e para a defesa de seus interesses. Nessa primeira etapa, a ação será, antes de tudo, desencadeada contra o imperialismo, os grandes latifundiários e contra os capitalistas que, traindo a Nação, agem de comum acordo com o imperialismo.”

    “ Nós só passaremos a modificar os objetivos da primeira etapa, só erigiremos a ditadura democrática dos operários e camponeses sob a forma de sovietes, quando a revolução no Brasil tiver atingido uma grande concentração. Os pontos de apoio do Governo Popular Nacional Revolucionário serão os sovietes, mais as organizações de massa e o Exército Revolucionário do Povo. A transformação do Governo Popular Nacional Revolucionário, com Prestes à frente, tornar-se-á oportuna e real com o desenvolvimento favorável da Revolução do Governo Popular.”

    Pelos planos de Harry Berger, o movimento teria duas fases: na primeira seria organizado um governo popular de coalizão. Na Segunda, viriam os sovietes, o Exército do Povo e a total hegemonia dos comunistas.

    A idéia de um levante armado preocupava os elementos mais ponderados do PCB.

    O Comintern considerava, entretanto, a ação violenta como uma promissora experiência para a implantação do regime comunista em toda a América Latina. Por essa razão, enviou a um escritório comercial soviético em Montevidéu recursos financeiros destinados a apoiar a insurreição no Brasil.

    Nas Forças Armadas a infiltração era grande. Células comunistas, envolvendo oficiais e sargentos, funcionavam no Exército e na Marinha.

    Elementos do Partido Comunista preparavam greves e agitações nos meios operários e camponeses. Manifestos e instruções subversivos circulavam nos quartéis e em organizações sindicais.

    Enquanto Harry Berger depurava, cuidadosamente, os planos, Prestes atuava com invulgar monstruosidade. Em nome da causa vermelha, pessoas consideradas suspeitas foram expulsas do Partido e, até mesmo eliminadas, como ocorreu com a menina Elza Fernandes, assassinada por ordem de Prestes (Vide Recordando a História: O assassinato de Elza Fernandes).

    Tudo estava previsto para o irrompimento simultâneo do levante armado em todo o país. Mas, o movimento foi precipitado no Nordeste.

    A insurreição comunista teve início em Natal, Rio Grande do Norte.

    Ao anoitecer do dia 23 de novembro, dois sargentos, dois cabos e dois soldados sublevaram o 21º Batalhão de Caçadores. Aproveitaram-se do licenciamento do sábado e invadiram a sala do oficial de dia, prenderam o oficial e dominaram o aquartelamento. A seguir, entraram na Unidade, bandos de civis. Apoderaram-se do armamento e das munições do Exército e distribuíram-se em grupos para diversos pontos da cidade. Esses bandos de agitadores, engrossavam-se no caminho com inúmeros adesistas aventureiros, a maioria dos quais nem sabia exatamente do que se tratava.

    Investiram, em seguida, contra a Unidade da Polícia Militar onde o Coronel José Otaviano Pinto Soares, Comandante do 21º Batalhão de Caçadores, com o apoio do Comandante do Batalhão de Polícia, Major Luiz Júlio, conseguiu montar uma defesa que resistiu durante 19 horas, até render-se por falta de munição.

    Cenas jamais vistas de vandalismo e crueldade tiveram lugar. Casas comerciais e

    residências particulares foram saqueadas e depredadas. Navios no porto foram ocupados. Grande número de instalações foram danificadas com selvageria.

    Enquanto essa arruaça dominava o ambiente da cidade, instalava-se em palácio, o “Comitê Popular Revolucionário”constituido pelas seguintes personalidades: funcionário estadual Lauro Cortez Lago, Ministro do Interior; Sargento músico Quintino Clemente de Barros, Ministro da Defesa; sapateiro José Praxedes de Andrade, Ministro do Abastecimento; funcionário postal José Macedo, Ministro das Finanças; estudante João Batista Galvão, Ministro da Viação; cabo Estevão, Comandante do 21º Batalhão de Caçadores e Sargento Eliziel Diniz Henriques, Comandante Geral da Guarnição Federal.

    Os primeiros atos do Comitê foram: arrombamento de bancos e repartições públicas..

    Um clima de terror foi estabelecido em toda a cidade. Violações, estupros, pilhagens e roubos generalizaram-se. Dois cidadãos foram covardemente assassinados sob a acusação de que estavam ridicularizando o movimento. A população começou a fugir de Natal.

    Colunas rebeldes ocuparam as localidades de Ceará- Mirim, Baixa Verde, São José do Mipibú, Santa Cruz e Canguaratema.

    A primeira reação partiu de Dinarte Mariz, um chefe político do interior, que conseguiu surpreender e derrotar um grupo comunista, com uma pequena força de sertanejos.

    Quando as tropas legalistas, vindas de Recife, marcharam sobre Natal, o Comitê Popular Revolucionário dissolveu-se rapidamente, sem a menor resistência. Todos os “Ministros”e “Comandantes Militares” fugiram levando o que podiam.

    Foi esta, em síntese, a história vergonhosa do mais duradouro governo comunista no Brasil, até os dias atuais. Foi a mais lamentável demonstração do que pode representar a ascensão ao poder de um grupo de comunistas inescrupulosos e dispostos às ações mais bárbaras, seguidos por uma coorte de oportunistas e ignorantes.

    Os acontecimentos de Natal precipitaram a eclosão do movimento subversivo em Recife. Aí se travou o mais cruento conflito de todo o levante.

    Na manhã do dia 25 de novembro, um sargento, chefiando um grupo de civis, atacou a cadeia pública de Olinda. Logo depois, o Sargento Gregorio Bezerra tentava apoderar-se do Quartel- General da 7ª Região Militar, assassinando covardemente o Tenente José Sampaio, e ferindo o Tenente Agnaldo Oliveira de Almeida, antes de ser subjugado e preso.

    Na Vila Militar de Socorro, o Capitão Otacílio Alves de Lima, o Tenente Lamartine Coutinho Correia de Oliveira e o Tenente Roberto Alberto Bomilcar Besouchet, notórios comunistas, sublevaram o 29º Batalhão de Caçadores e marcharam sobre a capital pernambucana.

    O Tenente- Coronel Afonso de Albuquerque Lima, subcomandante da Brigada Policial, conseguiu, entretanto, reunir um contigente que procurou deter os revoltosos.

    O Capitão Malvino Reis Neto, Secretário de Segurança Pública, armou a Guarda Civil e várias organizações policiais, deslocando-as em reforço das tropas legalistas. Essa reação permitiu que as Unidades de Maceió e João Pessoa pudessem ser deslocadas para o teatro da luta e estabelecer um cerco aos revoltosos.

    Na manhã do dia 25, as forças legalistas já dispunham do apoio de artilharia e atacam fortemente os comunistas. Havia mais de uma centena de mortos nas fileiras rebeldes.

    No dia seguinte, Recife já estava completamente dominada pelas forças e os rebeldes derrotados.

    O 20º Batalhão de Caçadores já podia se deslocar para Natal, ainda em poder dos comunistas.

    Notícias confusas e alarmantes chegavam ao Rio de Janeiro dos acontecimentos de Natal e Recife.

    Esperava-se uma ação comunista a qualquer momento, sem que se pudesse precisar onde surgiria.

    Prestes declarou, em nota enviada a Trifino Correia em Minas Gerais , que não poderia aguardar mais tempo e que a rebelião precisava irromper dentro de dois ou três dias. Efetivamente, sua ordem para o desencadeamento das ações marcava a hora H para as duas da madrugada de 27 de novembro.

    As autoridades não ignoravam que elementos comunistas infiltrados em vários quartéis estavam na iminência de uma insurreição. Mesmo assim houve muitas surpresas. Muitos dos comprometidos não figuravam nas relações de suspeitos.

    Na Escola de Aviação, em Marechal Hermes , os Capitães Agliberto Vieira de Azevedo e Sócrates Gonçalves da Silva, juntamente com os Tenentes Ivan Ramos Ribeiro e Benedito de Carvalho assaltaram o quartel de madrugada, e dominaram a Unidade. Vários oficiais foram assassinados ainda dormindo. O Capitão Agliberto matou friamente o seu amigo Capitão Benedito Lopes Bragança que se achava desarmado e indefeso.

    Em seguida, os rebeldes passaram a atacar o 1º Regimento de Aviação, sob o comando do Coronel Eduardo Gomes, que, apesar de ferido ligeiramente, iniciou a reação.

    Forças da Vila Militar acorreram em apoio ao Regimento e, após algumas horas de violenta fuzilaria e bombardeio de artilharia, conseguiram derrotar os rebeldes.

    No 3º Regimento de Infantaria, na Praia Vermelha, acontecimentos mais graves ocorreram. Os rebeldes, chefiados pelos Capitães Agildo Barata, Álvaro Francisco de Souza e José Leite Brasil conseguiram, na mesma madrugada, após violenta e mortífera refrega, no interior do quartel dominar quase totalmente a Unidade. Ao amanhecer, restava apenas um núcleo de resistência legalista, sitiado no Pavilhão do Comando, onde se encontrava o Coronel Afonso Ferreira, comandante do Regimento.

    A reação dos legalistas do próprio 3º RI teve grande valia no decorrer da ação, porque impediu que a Unidade rebelada deixasse o quartel para cumprir as missões determinadas por Prestes no plano da insurreição e que incluíam o assalto ao palácio presidencial no Catete.

    Nas últimas horas da madrugada, acionados diretamente pelo Comandante da 1ª Região Militar, General Eurico Gaspar Dutra, o Batalhão de Guardas e o 1­º Grupo de Obuses tomaram posição nas proximidades do aquartelamento rebelado e iniciaram o bombardeio.

    Durante toda a manhã do dia 27 desenvolveu-se um duro combate. O edifício do quartel foi transformado em uma verdadeira fortaleza, defendida pelas metralhadoras dos amotinados que também ocuparam as elevações vizinhas. As explosões das granadas da artilharia reduziram a escombros as velhas paredes que o incêndio do madeiramento carbonizava. A infantaria legalista avançou muito lentamente, em razão da falta de proteção na praça fronteira ao quartel.

    Os amotinados tentaram parlamentar com o comando legal, mas foram repelidos em suas propostas.

    Finalmente, às 13 horas e 30 minutos, bandeiras brancas improvisadas foram agitadas nas janelas do edifício, parcialmente destruído era a rendição.

    A intentona comunista de 1935 no Brasil é apenas um episódio no imenso repertório de crimes que o comunismo vem cometendo no mundo inteiro para submeter os povos ao regime opressor denominado “ditadura do proletariado”. Desde o massacre da família real russa, das execuções na época de Stalin, das invasões da Hungria, da Tchecoslováquia e do Afeganistão.

    No seu desmedido plano de domínio universal, foi sempre apoiado na escravização, na tortura e no assassinato de milhões de entes humanos, cuja dor e cujo sangue parecem ser a marca indispensável das conquistas comunistas.

    Ostentando dísticos enganadores, agitando falsas promessas, os comunistas de 1935, como de hoje, são os mesmos arautos da sujeição e da opressão.

    Queremos deixar aqui registrados, os autores intelectuais, bem como os que participaram diretamente deste ato covarde e antipatriótico a soldo de uma Nação estrangeira.

    Como réus, incursos nas penas do art.1º, combinado com o art.49 da Lei nº 38,de 04 de abril de 1935.

    “ Ex-capitão Luiz Carlos Prestes— Arthur Ernest Ewert ou Harry Berger( agente estrangeiro ) Rodolfo Ghioldi ( agente estrangeiro )— Leon Jules Vallée (agente estrangeiro )— Antonio Maciel Bonfim ou Adalberto de Andrade Fernandes— Honorio de Freitas Guimarães— Lauro Reginaldo da Rocha ou Lauro Reginaldo Teixeira— Adelino Deycola dos Santos— ex-major Carlos da Costa Leite—Dr Ilvo Furtado Soares de Meireles— Dr Pedro Ernesto Baptista— ex-capitão Agildo da Gama Barata Ribeiro— ex-capitão Alvaro Francisco de Souza— ex-capitão José Leite Brasil— ex-capitão Sócrates Gonçalves da Silva— ex- capitão AglibertoVieira de Azevedo— ex-primeiro tenente David de Medeiros Filho— ex-primeiro tenente Durval Miguel de Barros— ex-primeiro tenente Celso Tovar Bicudo de Castro— ex-primeiro tenente Benedicto de Carvalho—ex-segundo tenente Francisco Antonio Leivas Otero— ex-segundo tenente Mario de Souza— ex-segundo tenente Antonio Bento Monteiro Tourinho— ex-segundo tenente José Gutman—ex-segundo tenente Raul Pedroso— ex- segundo tenente Ivan Ramos Ribeiro— ex segundo tenente Humberto Baena de Moraes Rego— ex-terceiro sargentoVictor Ayres da Cruz.”

    “…Resolve ainda, o Tribunal, por unanimidade de votos absolver, como absolve os accusados Hercolino Cascardo, Roberto Faller Sisson, Carlos
    Amorety Osório, Francisco Mangabeira , Benjamin Soares Cabello e Manoel
    Venâncio Campos da Paz, da accusação de haverem commetido o crime do art.1º
    da lei nº 38, de 4 de abril de 1935, por não estar provado que os mesmos
    tivessem tentado mudar, por meios violentos, a forma de governo, ou a
    Constituição da Republica.
    Sala das Sessões, em 7 de maio de 1937- Barros Barreto, presidente -
    Raul Machado, relator – Costa Netto – Lemos Bastos – Pereira Braga -
    Himalaya Vergolino, presente.

    Para vergonha e repúdio da Nação, o nome de Luiz Carlos Prestes, covarde assassino e vendilhão de sua pátria, é dado a logradouros públicos, por indicação de autoridades executivas ou de políticos levianos e oportunistas, sem o menor sentimento de patriotismo.

    Certamente, desconhecem a verdadeira história ou esposam ainda filosofias sanguinárias e ditatoriais.

  15. Anónimo
    noviembre 19th, 2010 a las 18:28

    O verdadeiro Che Guevara – e os idiotas úteis que o idolatram
    por Paulo Zamboni em 5 de junho de 2009 Análise – Resenhas

    Ernesto Guevara: ícone dos pobres, mas de relógio Rolex no pulso, claro
    Transformado ao longo dos anos numa espécie de “Jesus Cristo revolucionário” graças aos esforços incansáveis da esquerda mundial, o argentino Ernesto Guevara é objeto de autêntico culto a personalidade em todo o mundo.
    Entretanto, a leitura do livro do cubano-americano Humberto Fontova, O verdadeiro Che Guevara, e os idiotas úteis que o idolatram (Editora É Realizações, São Paulo, 287 páginas), deixa claro que, embora Guevara seja um inegável sucesso de marketing político e comercial – com sua imagem estampando desde camisetas para bebes até biquíni vestido pela supermodelo Gisele Bündchen – na vida real pode ser considerado um fracasso.

    Lançando mão de muitas fontes bibliográficas e orais, especialmente de ex-companheiros de Guevara, Fontova relata, de maneira impiedosa e irônica, como o argentino, muito longe do homem perfeito idealizado pela mitologia esquerdista, era uma pessoa ressentida, vingativa, incompetente e responsável direto pelo assassinato de centenas de pessoas absolutamente inocentes de qualquer tipo de crime.

    Vindo de uma desestruturada família burguesa argentina simpatizante do comunismo, Guevara seria considerado, sob qualquer aspecto, um vagabundo, um andarilho perdido no mundo. Seu envolvimento com exilados cubanos no México após uma passagem pela Guatemala acabou levando-o para aventuras em Cuba, no seio do movimento armado contra o ditador Fulgêncio Batista.

    A luta contra Batista é um capítulo a parte, que revela muito do modus operandi de Guevara e Fidel Castro. Diferente do senso comum, segundo o qual Batista foi derrotado por uma série de intensas batalhas movidas por guerrilheiros audaciosos, o que menos houve na derrocada de Batista foi luta armada. Castro operava, sobretudo, no terreno da propaganda, angariando dinheiro em grande quantidade, especialmente das elites cubanas, cansadas do regime de Batista, e as simpatias internacionais, em particular nos Estados Unidos, através da mídia que se encarregou de forjar a imagem de valorosos revolucionários para Fidel Castro e Che Guevara – que, aliás, nessa época era apenas mais um dentre vários colaboradores da revolução.

    O regime de Batista caiu principalmente pela corrupção de suas forças, que aceitavam dinheiro de Fidel Castro para retirar-se sem luta, cansaço das elites cubanas e dos americanos em tolerar os métodos de Batista, e, em especial, a crença em que Castro e seus homens eram realmente democratas e honestos em seus objetivos.

    Após a vitória na luta contra Batista, em pouco tempo a verdadeira face do regime revelou-se: violência, assassinatos, tortura e prisões. E Guevara teve papel fundamental nisso.

    Castro e Guevara: senhor e vassalo no reinado de terror imposto aos cubanos
    Neste ponto, Fontova faz uma clara distinção entre Castro e Guevara. Enquanto Fidel Castro era muito mais hábil, utilizando a violência como meio para atingir um fim, Guevara parecia ver na brutalidade e assassinatos um fim em si mesmo. Guevara acreditava que a “violência revolucionária” – leia-se, a morte sem piedade de todos os inimigos, reais ou imaginários – era a melhor forma de controlar o poder. Assim, desde o começo, Guevara ligou-se ao aparato repressivo do bloco soviético, transportando seus métodos para o cenário cubano.

    Talvez o mais chocante para os fás de Guevara que por ventura lerem o relato de Fontova, seja a imensa distância sobre o significado que lhe é atribuído – um ícone da liberdade e igualdade – e sua real figura. Assim, um homem que é cultuado por líderes de minorias raciais, hippies, alternativos e jovens, tinha, na verdade, uma mentalidade racista, patriarcal, despótica e arrogante, desprezando negros, jovens, “cabeludos”, música – enfim, tudo aquilo que, dizem as esquerdas e desinformados em geral, Guevara simbolizaria.

    Humberto Fontova mostra como essas e muitas outras incoerências foram e ainda são resultado do verdadeiro caso de amor que existe entre os meios intelectual e midiáticos, especialmente o norte-americano, e a ditadura de Fidel Castro, citando por exemplo o jornal New York Times, que repetiu com Castro exatamente o que já tinha feito, na década de 1930, encobrindo os crimes do regime de Stalin. [*]

    A imensa incompetência de Guevara a frente do ministério da economia destruiu a infraestrutura cubana, desorganizando até hoje um dos países mais prósperos das Américas, levando o caos e a miséria a uma população cristã e orgulhosa, favorecendo sua submissão ao projeto de poder totalitário ambicionado por Fidel Castro. A este respeito, o autor mostra com números e informações detalhadas como Cuba era econômica e socialmente antes da chegada ao poder de Castro e Guevara e como ficou depois.

    O livro revela episódios pouco conhecidos, como o envolvimento de Guevara em uma série de atentados terroristas frustrados nos EUA, logo após a chegada ao poder em Cuba, época em que os americanos ainda tinham ilusões quanto aos objetivos de Fidel Castro; o real significado da Crise dos Mísseis – que funcionou como um “sinal verde” para Castro impor seu regime totalitário a Cuba, já que teve a garantia dos EUA de que sua ditadura não seria incomodada –; a chamada “invasão da Baía dos Porcos” e a dura repressão contra a revolta popular mantida durante metade da década de 1960 pela população rural cubana contra o regime de Fidel Castro, como reação à coletivização forçada.

    As aventuras externas de Guevara, primeiro no Congo e depois na Bolívia, em missões militares permeadas de muita retórica revolucionária vazia e nenhuma competência até mesmo para assuntos práticos elementares (como, por exemplo, ler uma bússola para não se perder na selva), resultaram primeiro no descrédito de Guevara como um líder revolucionário viável, após o fracasso no Congo, e, depois, em sua morte na Bolívia, encerrando assim sua vida e carreira de revolucionário que se pretendia genial. Curioso notar que tanto no Congo quanto na Bolívia Guevara foi confrontado por forças das quais faziam parte cubanos que haviam deixado seu país após o início dos desmandos do “Che” e Castro, e que demonstraram muito mais competência militar do que Guevara, cuja tão falada habilidade tática e estratégica encontra-se guardada junto com seus demais méritos, ou seja, na propaganda.

    Livro de Humberto Fontova: Guevara exposto
    O livro de Humberto Fontova é valioso não apenas pelas suas informações, que inclusive podem ser um ótimo antidoto para os inocentes úteis simpatizantes de Guevara, mas por ser o único trabalho publicado no Brasil, em muito tempo, a ir contra o senso comum que transformou um homem medíocre em um deus no templo da ideologia comunista.

    Destaque também para o documentário que acompanha o livro, “Guevara, Anatomia de um mito”, com imagens e depoimentos sobre Ernesto Guevara desde seus tempos de desocupado na Guatemala até sua morte na Bolívia, complementando de forma muito eficiente e sóbria o trabalho de Fontova.

    [*] Nota: Um dos maiores biógrafos “chapa-branca” de Guevara citado várias vezes ao longo do livro de Fontova, o mexicano Jorge Castãneda, antigo esquerdista radical há alguns anos convertido ao socialismo light de cunho social-democrata atualmente predominante na política latino-americana e nos EUA, esteve há poucos dias envolvido num episódio no minimo curioso. Convidado para um evento na Venezuela, promovido pela oposição ao ditador Hugo Chávez, Castãneda criticou o fato de que “Chavez estava tentando criar outra Cuba” na América Latina. Para quem dedicou grande parte de sua vida a incensar o tirano Castro e vassalos do ditador como Guevara, essa é uma virada e tanto.

  16. maisvalia
    noviembre 19th, 2010 a las 16:28

    O ameba “refugiado=diretodochile”= Porque no te callas? vem defecar aqui texto que nem ele mesmo lê ou acredita…
    Eu particularmente não perco meu tempo lendo o lixo que esse ameba defeca.

    e vale a pena relembrá-los

    VÃO PROCURAR SUA TURMA. AQUI NÃO É LUGAR PARA COMUNISTAS ESQUERDOPATAS.

    direto do chile – CUJA MAMACITA JOGOU FORA A CRIANÇA E CRIOU A PLACENTA

    XO XO XO REFUGOS

    Além de esquerdopatas idiotas, parece que os amantes de tiranos assassinos e de analfabetos funcionais não sabem ler. Por isso colarei isto no cú deles feito supositório sempre que aqui assombrarem, para quem sabe um dia se curem da doença e possam entender o que está escrito:

    “Cabeças sem cérebro, ou robotizadas pela rendição incondicional a um demagogo besuntado de soberba, ou ao ditador fardado de esquerda não têm o que fazer no blog. O Programa Bolsa Imprensa espalhou pela internet dezenas de blogs estatizados. Todos hospedam com pompas e fitas o coro dos contentes. Os patrulheiros fanáticos e os servos vocacionais que navegam pela internet devem escolher um deles para a celebração da ilha paraíso prisão ou do Brasil Maravilha que Lula inventou. E mais, ensina que os democratas não podem permitir que os pastores da escuridão invoquem cinicamente a liberdade de imprensa para a destruição do Estado de Direito.”
    VÃO TOMAR NO CÚ ADORADORES DO ANALFABETISMO E DO COMUNISMO SOCIALISTA ASSASSINO!

    PS quero que a DILMALIGNA VÁ SE ROÇAR NAS OSTRAS CUBANAS, HEHEHE

  17. REFUGIADA
    noviembre 19th, 2010 a las 15:27

    UMA CONCEPÇÃO REVOLUCIONÁRIA SOBRE A PUNIÇÃO DOS CRIMES NUMA SOCIEDADE IGUALITÁRIA E SOCIALISTA.
    Escrita pela cumpanheira Dilmugabe

    Camaradas,

    Sabemos que todos os crimes são iguais, mas que alguns crimes são mais iguais que outros.

    Por exemplo:

    Alguns “crimes” são cometidos devido aos genes comunistas que Gaia (ou “Mãe Terra”) e a Evolução têm distribuído igualmente entre todos os seres humanos. Se uma pessoa “rouba” de alguém, isso pode ser facilmente explicado pelo simples fato de que a “vítima” estava recebendo muito mais do que precisava da Coletividade (ou Gaia). O “ladrão” fez a coisa certa, ele redistribuiu a riqueza ao seu legítimo proprietário, o Coletivo. Uma ação muito justa, de fato. Sabemos agora que os “criminosos” são na realidade verdadeiros revolucionários progressistas. Companheiros assim são ideais para atuarem como Presidentes da República, Comissários do Povo, Oficiais e Funcionários do Alto Secretariado do Partido.

    Outros crimes são verdadeiramente destrutivos para a Coletividade. Por exemplo, a idéia de que uma pessoa pode ser proprietária de bens ou possuir dinheiro e, portanto, receber mais do Coletivo (ou Gaia) do que ela precisa. Outro exemplo seria a idéia imbecil de que os seres humanos de alguma forma têm o “direito” à vida privada, ou de que eles são capazes de tomar decisões sobre suas próprias vidas. Esses são os menos iguais de todos os crimes. Para esses tipos de crimes a prisão perpétua não é uma boa saída. Crimes desta categoria garantem o emprego dos coveiros nas sociedades socialistas.

    A ciência marxista demonstrou – e ninguém em sã consciência poderia negar – que, embora todos os seres humanos sejam iguais, o grau de igualdade de uma pessoa depende de sua contribuição para o Bem Comum. Não contribuir para o Bem Comum é um crime abominável. As pessoas mais velhas e os bebês em gestação não contribuem para o Bem Comum, eles só diminuem a riqueza Coletiva. Por esta razão, o Estado tem o direito e até mesmo a obrigação de promover o desaparecimento da face da Terra (Gaia) destes agentes parasitários. Da mesma forma, os ideocriminosos não contribuem para o Bem Comum. Assim, não há motivo para mandá-los à prisão. Crimes desta segunda categoria aumentam a demanda de coveiros nas sociedades progressistas.

    Companheiros, estou convencida de que somente quando tivermos recompensas iguais e punições iguais para todos os cidadãos teremos uma sociedade justa. Após vários anos estudando a evolução da maravilhosa sociedade progressista Cubana, conclui que a única punição justa e eqüitativa seria a prisão perpétua para todos, cidadãos não culpados por crime algum inclusos. Isso seria a encarnação definitiva da eqüidade econômica e social.

    fonte: vanguarda popular

  18. F.Castro
    noviembre 19th, 2010 a las 15:10

    A VERDADE NUA E CRUA.
    Fidel Castro, despota, pouco esclarecido, assassino, produziu uma montanha de 50 mil mortos em Cuba. Escravisa seu povo a mais de 50 anos, sem direito a nada, produziu em Cuba uns dos países mais pobres da América Central. Um terço da população da ilha fugiu, um dos homens mais rico do mundo.

    Che Guevara – porco assassino, abandonado nas florestas da Bolivia por Fidel, fracassou em todo empreendimento que tentou, foi sacrificado como um suíno pelo bem da humanidade. Não passa hoje de uma jogada de marquete, vendendo camisetas horrorosas de fabricas de fundo de quintal de inocentes uteis, que acreditam que são revolucionarios, usando essa imundice.

    Camilo Cienfuegos – por não concordar com o fascinora do Fidel, foi abatido pelo mesmo em pleno vôo. E nunca mais se soube do mesmo.

  19. REFUGIADO
    noviembre 19th, 2010 a las 13:36

    COLAPSANDO.

    ‘A ordem econômica do pós-guerra está colapsando’

    Letra
    A- A+

    Boaventura de Sousa Santos *

    Adital –
    [A recente reunião do G-20 em Seul foi um fracasso e mostrou que a ordem econômico-financeira criada no final da Segunda Guerra Mundial está colapsando, indicando no horizonte a eclosão de graves conflitos comerciais e monetários].
    A recente reunião do G-20 em Seul foi um fracasso total. Chegou a ser constrangedora a perda de credibilidade dos EUA, como suposta economia mais poderosa do mundo, e o modo como tentaram acusar a China de comportamentos monetários afinal tão protecionistas quanto os dos EUA. A reunião mostrou que a “ordem” econômico-financeira, criada no final da Segunda Guerra Mundial e já fortemente abalada depois da década de 1970, está a colapsar, sendo de prever a emergência de conflitos comerciais e monetários graves. Mas curiosamente estas divergências não têm eco na opinião pública mundial e, pelo contrário, um pouco por toda a parte os cidadãos vão sendo bombardeados pelas mesmas ideias de crise, de tempo de austeridade, de sacrifícios repartidos. Há que analisar o que se esconde por detrás deste unanimismo.

    Quem tomar por realidade o que lhe é servido como tal pelos discursos das agências financeiras internacionais e da grande maioria dos Governos nacionais nas diferentes regiões do mundo tenderá a ter sobre a crise econômica e financeira e sobre o modo como ela se repercute na sua vida as seguintes ideias: todos somos culpados da crise porque todos, cidadãos, empresas e Estado, vivemos acima das nossas posses e endividamo-nos em excesso; as dívidas têm de ser pagas e o Estado deve dar o exemplo; como subir os impostos agravaria a crise, a única solução será cortar as despesas do Estado reduzindo os serviços públicos, despedindo funcionários, reduzindo os seus salários e eliminando prestações sociais; estamos num período de austeridade que chega a todos e para a enfrentar temos que aguentar o sabor amargo de uma festa em que nos arruinamos e agora acabou; as diferenças ideológicas já não contam, o que conta é o imperativo de salvação nacional, e os políticos e as políticas têm de se juntar num largo consenso, bem no centro do espectro político.

    Esta “realidade” é tão evidente que constitui um novo senso comum. E, no entanto, ela só é real na medida em que encobre bem outra realidade de que o cidadão comum tem, quando muito, uma ideia difusa e que reprime para não ser chamado ignorante, pouco patriótico ou mesmo louco. Essa outra realidade diz-nos o seguinte. A crise foi provocada por um sistema financeiro empolado, desregulado, chocantemente lucrativo e tão poderoso que, no momento em que explodiu e provocou um imenso buraco financeiro na economia mundial, conseguiu convencer os Estados (e, portanto, os cidadãos) a salvá-lo da bancarrota e a encher-lhe os cofres sem lhes pedir contas.

    Com isto, os Estados, já endividados, endividaram-se mais, tiveram de recorrer ao sistema financeiro que tinham acabado de resgatar e este, porque as regras de jogo não foram entretanto alteradas, decidiu que só emprestaria dinheiro nas condições que lhe garantissem lucros fabulosos até à próxima explosão. A preocupação com as dívidas é importante mas, se todos devem (famílias, empresas e Estado) e ninguém pode gastar, quem vai produzir, criar emprego e devolver a esperança às famílias?

    Neste cenário, o futuro inevitável é a recessão, o aumento do desemprego e a miséria de quase todos. A história dos anos de 1930 diz-nos que a única solução é o Estado investir, criar emprego, tributar os super-ricos, regular o sistema financeiro. E quem fala de Estado, fala de conjuntos de Estados, como a União Europeia e o Mercosul. Só assim a austeridade será para todos e não apenas para as classes trabalhadoras e médias que mais dependem dos serviços do Estado.

    Porque é que esta solução não parece hoje possível? Por uma decisão política dos que controlam o sistema financeiro e, indiretamente, os Estados. Consiste em enfraquecer ainda mais o Estado, liquidar o Estado de bem-estar onde ele ainda existe, debilitar o movimento operário ao ponto de os trabalhadores terem de aceitar trabalho nas condições e com a remuneração unilateralmente impostas pelos patrões.

    Como o Estado tende a ser um empregador menos autônomo e como as prestações sociais (saúde, educação, pensões, previdência social) são feitas através de serviços públicos, o ataque deve ser centrado na função pública e nos que mais dependem dos serviços públicos. Para os que neste momento controlam o sistema financeiro é prioritário que os trabalhadores deixem de exigir uma parcela decente do rendimento nacional, e para isso é necessário eliminar todos os direitos que conquistaram depois da Segunda Guerra Mundial. O objetivo é voltar à política de classe pura e dura, ou seja, ao século XIX.

    A política de classe conduz inevitavelmente à confrontação social e à violência. Como mostram bem a recentes eleições nos EUA, a crise econômica, em vez de impelir as divergências ideológicas a dissolverem-se no centro político, agrava-as e empurra-as para os extremos. Os políticos centristas (em que se incluem os políticos que se inspiraram na social democracia europeia) seriam prudentes se pensassem que na vigência do modelo que agora domina não há lugar para eles. Ao abraçarem o modelo estão a cometer suicídio. Temos de nos preparar para uma profunda reconstituição das forças políticas, para a reinvenção da mobilização social da resistência e da proposição de alternativas e, em última instância, para a reforma política e para a refundação democrática do Estado.

  20. REFUGIADO
    noviembre 19th, 2010 a las 13:35

    CUBA UMA VISÃO REALISTA.

    CUBA, estrela cintilante

    Letra
    A- A+

    Frei Gilvander Moreira *

    Adital –
    Tive a alegria e a responsabilidade de visitar Cuba, durante 9 dias, em dezembro de 2006. Ao voltar de Cuba, escrevi o texto “CUBA: os desafios de um grande povo “ilhado” (cf. http://www.gilvander.org.br/C001.htm). Hoje, dia 15 de novembro de 2010, estou divulgando um novo artigo sobre Cuba, com informações que são fruto de estudo, do que vi e ouvi em Cuba e também do que ouvi de estudantes brasileiros, membros da Via Campesina, que estão estudando em território cubano.
    Ouço com interesse pessoas que vão a Cuba e procuro me informar o que se passa com o povo cubano, ciente de que não podemos aceitar ingenuamente a criminalização do governo cubano e do socialismo em Cuba feita pela mídia: TV Globo e Cia. Mas a história absolverá os criminalizados injustamente. Fidel Castro será um deles. A mídia, geralmente, desfila um rosário de preconceitos acerca do regime político cubano e da história da Revolução cubana.

    Falar de Cuba, do povo cubano, do socialismo e dos grandes líderes revolucionários, tais como, Fidel Castro, Che Guevara e Camilo Cienfuegos, exige muita responsabilidade de quem se arrisca, porque quem conhece Cuba e convive um pouco com o povo cubano e estuda a história da revolução cubana é impossível não aprender e não reconhecer o histórico de indignação, a força e a luta por parte dos revolucionários e o grande sentimento de amor por Cuba e por seu povo por parte desses. E se torna impossível não respeitar e admirar o povo cubano e sua história.

    Cuba é uma ilha de 110.000 Km2, 20% do estado de Minas Gerais, estreita e comprida, assemelhando-se a um jacaré. Com 11 milhões de habitantes é uma ilha encantada por sua beleza natural e encantadora pelo seu povo. Cristóvão Colombo, ao chegar a Cuba, em 1492, já afirmara: “Esta é a terra mais bela que olhos humanos viram”.

    Desde o início Cuba teve um histórico de luta do povo contra a opressão do imperialismo desde muitos tempos com lutadores como o grande revolucionário José Marti na luta pela Independência. Cuba foi inicialmente uma colônia espanhola. Em 1898 foi invadida militarmente pelos Estados Unidos. A partir de então, cresceram os negócios dos norte-americanos na ilha. Em dezembro de 1898 Cuba converte-se em uma nova colônia dos Estados Unidos através de um “tratado de paz” absurdo realizado pela Espanha e pelos Estados Unidos onde excluem os cubanos. Em 1902 surge a “República” e junto dela um documento “Ementa plate” que dava total direito aos Estados Unidos de intervir em Cuba politicamente e militarmente de todas as formas.

    O destino de Cuba foi profundamente marcado pela influência norte-americana tanto no plano político, mediante o apoio a partidos ou grupos, quanto no econômico. A beleza caribenha e a localização estratégica atraíram também para o local o lazer e a orgia dos ianques. Também uma chaga que gera um grande incômodo: uma base militar dos Estados Unidos em território cubano, a de Guantánamo. Essa base militar resultou das negociações para a retirada das tropas americanas na independência.

    Anos e anos se passam e Cuba fica a mercê do poder dos EUA, mas o povo sempre se organizou e lutou contra o poder econômico dos EUA. Em 1933 acontece o Golpe de Estado de Fulgêncio Batista com seu governo ditador repressor do povo Cubano.

    O revolucionário Fidel castro, diferente do que a mídia burguesa alardeia, surge em um momento histórico carregado de luta e de sonhos por uma pátria livre e principalmente não sozinho e sim junto com o povo que lutava com mínimas condições objetivas e subjetivas, o que era possível na época, e de forma popular. O processo revolucionário foi uma construção coletiva. Só existiu o triunfo da revolução, porque o povo estava junto participando. Fidel, com indignação, coerência e amor por seu país, junto com o povo cubano, nunca desistiu de Cuba e continuou o projeto de libertação iniciado por José Marti. Um grupo de revolucionários realizou no dia 26 de julho de 1953 um assalto ao Quartel Moncada, situado na Província de Santiago de Cuba – na época era a segunda maior força militar de Cuba – como estratégia para conseguir armas para iniciar a Revolução. Houve um erro tático e foram derrotados pelos soldados do ditador Fulgêncio Batista.

    Neste contexto muitos revolucionários foram assassinados, presos e torturados. Fidel Castro foi torturado e, quando estava preso, pronunciou a seguinte frase: “Condenar-me não importa. A história me absolverá”. Fidel, ao ver companheiros e companheiras sendo assassinados e torturados injustamente, se humanizou ainda mais; a indignação palpitou mais em seu peito e o desejo pela revolução cubana se fortaleceu muito mais como seu projeto de vida. No momento em que estava preso, Fidel estudou muito, inclusive o capital de Marx. Produziu o documento “A História me absolverá”, documento esse que o mesmo usou para se defender em seu julgamento e que mais tarde com o triunfo da Revolução virou plano de governo da Revolução Cubana. Fidel, ao ser solto, foi exilado para o México, mas não desiste do seu povo. No México começa organizar pessoas que tinham a revolução como projeto de vida, e começam a se preparar para regressarem a Cuba, para começarem o processo da revolução.

    Segundo a História, quando se reuniram para subir a Serra Maestra tinham somente quatro armas e disseram: “estamos prontos para iniciarmos a revolução.” Estavam encharcados de coragem, mas com pouca comida. Em um dos combates que durou vinte dias, o exército rebelde comeu somente nove vezes. Esta informação está escrita no livro de Che Guevara “Passagem da Guerra revolucionária”. Com pouca estrutura, mas com muita vontade e muita convicção do que buscavam, o grupo de guerrilheiras e guerrilheiros do exército rebelde na Serra Maestra iniciou um marco da história que culminou no triunfo da Revolução Cubana e na libertação do povo cubano. Fidel Castro é um dos comandantes que lutou junto com seus companheiros e venceu.

    Em toda a história da revolução cubana está presente o compromisso, a coerência, o amor e a força dos revolucionários. Não se pode negar essa história e o povo cubano sabe da sua história, respeita e a vive todos os dias. Não podemos aceitar ingenuamente a criminalização do governo cubano e do socialismo por parte da mídia de turistas da sociedade capitalista que não aceitam a liberdade do povo cubano de viverem o socialismo. O povo cubano ama a revolução, reconhece os limites materiais hoje existentes em Cuba, mas quer continuar viver no socialismo. “Capitalismo, jamais!”, dizem todos.

    A revolução pensa cada detalhe para as pessoas, que vai desde as questões mais complexas de como manter a produção de alimentos no país, como sobreviver com o bloqueio econômico imposto pelos Estados Unidos, até ao sagrado direito de tomar um sorvete gostoso por um preço acessível a todos na Sorveteria Popular Copélia no centro de Havana. Essa Sorveteria Copélia foi um projeto da guerrilheira Haidee Santa Maria que adorava sorvete. Na Serra Maestra tinham pouca comida, mas Haidee almejava que com a revolução todos os cubanos teriam o direito de ter o prazer de tomar sorvete. Hoje, em todos os municípios de Cuba existe uma sorveteria popular para a população.

    A Revolução mudou a vida das pessoas, fez reforma agrária, erradicou o analfabetismo, distribuiu as riquezas etc. Após viver 15 anos no capitalismo antes da revolução, o camponês Sr. Vicente Guillen Granado disse: “Na época do capitalismo em Cuba, eu não era gente; eu era um miserável. Hoje, no socialismo, sou gente; tenho dignidade e um governo que zela por mim e por meu povo. Nunca mais quero ter a experiência de viver no capitalismo.” Os cubanos sabem a diferença entre viver em uma sociedade socialista e viver numa sociedade capitalista. Como o próprio Sr, Vicente disse: “O socialismo em Cuba nunca vai acabar, porque o povo cubano não quer, porque aqui quem tem o poder é o povo e o que prevalece é a vontade do proletariado.” Então, diferente do que a mídia trombeteia, os cubanos são felizes com o socialismo e sabem da importância da revolução. Sabem que o poder está nas mãos do povo. E o socialismo em Cuba ainda existe e está firme não porque uma pessoa governa, e sim porque o povo governa.

    Antes de emitir qualquer opinião sobre Cuba é importante entender a história do povo cubano e da revolução e acredito ser relevante ter em mente alguns aspectos fundamentais: o primeiro, a localização estratégica da ilha que fica a apenas 150 milhas do maior império da atualidade. Esta é a distância que separa Cuba do estado da Flórida nos Estados Unidos. O segundo aspecto é o fato de o país ter sofrido, e continuar sofrendo, ao longo de sua história, permanentes tentativas de invasão, exatamente em vista de sua posição estratégica na entrada do golfo do México. E terceiro, o bloqueio dos Estados Unidos a Cuba que é injusto e covarde, pois dificulta a vida de todos os cubanos. Mas o povo cubano sabe que não é o bloqueio que vai destruir o socialismo, e já mostraram isso para o mundo e para o imperialismo pelo contrário viver com o bloqueio cada dia mais unifica as pessoas, fortalece a solidariedade entre o povo. Os cubanos sabem que mesmo com as dificuldades que o bloqueio proporciona, não existe nenhum cubano analfabeto, as pessoas têm acesso à comida, à educação, à medicina, à cultura, ao esporte etc.

    Na chegada a Havana, capital de Cuba, já é possível sentir a diferença de se estar em um Estado socialista. Do aeroporto José Marti ao centro da capital há um percurso de aproximadamente 30 quilômetros. Neste trajeto somos presenteados com uma delicada e bem cuidada paisagem, onde não há sequer uma propaganda comercial. Nas ruas de Havana, ocorre o mesmo, nenhum outdoor que estimule o consumo. Só podem ser vistas, e poucas, as propagandas do regime socialista. Lembro-me de algumas: “Neste momento mais de 2 milhões de crianças estão passando fome nas ruas do mundo, nenhuma delas é cubana.” “Pela vida. Não ao bloqueio econômico dos Estados Unidos.” “Che Guevara, teu exemplo é uma luz na nossa marcha socialista.” “Em Cuba, 100% das crianças estão na escola.” É obrigatório estudar. Se uma criança é pega na rua em horário de aula a policia leva a criança em casa e os pais têm que ir à delegacia dar satisfação. A Educação não é responsabilidade somente dos pais, mas também do Estado. Por lei todos tem que estudar. Não se vê crianças nas ruas sozinhas, sem os pais, pedindo esmola, vendendo balas, se prostituindo.

    Em Cuba, na Escola Latino-Americana de Ciências Médicas – ELAM -, criada em 1999, milhares de jovens latino-americanos já se formaram em Medicina. O estado cubano custeia tudo: além dos professores e da manutenção da universidade, oferece hospedagem, alimentação, livros, cadernos e ainda dá uma ajuda de custo mensal. Os livros usados são devolvidos ao final de cada ano para que outros estudantes possam estudar neles. É interessante registrar: enquanto nos Estados Unidos gastam-se 350 mil dólares para formar um médico, em Cuba 120 mil dólares são suficientes.

    Há milhares de estudantes estrangeiros em Cuba, na graduação e na pós-graduação. Só do Brasil são mais de mil jovens, mais de 200 dos quais enviados pelo MST para medicina e outros cursos. Dezenas, já formados.

    Após a Revolução em 1959, muitos cubanos -latifundiários, bancários e empresários- migraram para os EUA por discordar do regime, e são, ainda nos dias atuais, manipulados e financiados pelo governo estadunidense com o intuito de derrubar o regime socialista de Cuba. Hoje, incluindo os descendentes, há mais de um milhão de cubanos que vivem naquele país. A grande maioria colabora efetivamente para a economia cubana enviando mensalmente dólares para os parentes que moram na ilha. Uma minoria, conhecida como a máfia cubana de Miami, que perdeu dinheiro e poder após a Revolução de 1959, conspira o tempo inteiro contra a política socialista. Essa pressão de uma minoria cubana interessa à política imperialista dos Estados Unidos que usa de artifícios para isolar o último país de resistência socialista existente no planeta.

    Basta ver que quando um estrangeiro chega clandestinamente aos Estados Unidos é imediatamente mandado de volta ao seu país. Os cubanos são a exceção. Para incentivar a saída de Cuba, o governo dos Estados Unidos acolhe como cidadãos os cubanos que chegam ao seu território. Ou seja, os únicos estrangeiros que têm visto de permanência incondicionada nos Estados Unidos são os originários de Cuba.

    O bloqueio dos Estados Unidos a Cuba consiste na proibição do comércio dos produtos cubanos nos Estados Unidos e a venda de qualquer produto norte-americano a Cuba. Além, é claro, da proibição do uso de tecnologia desenvolvida nos Estados Unidos. Não existe relação diplomática e comercial entre os dois países. Isso gera enormes dificuldades à economia cubana devido ao custo do transporte que é acrescido a todos os produtos que vêm de países bem mais distantes, como os países europeus, o Canadá ou China. Cuba tem de pagar sobretaxas para importar produtos norte-americanos de outros países.

    Deste modo, a única forma de o governo cubano sobreviver ao bloqueio, é usar de muita criatividade. Mas ocorre um verdadeiro milagre: Cuba contar irrestritamente com o apoio de um povo educado (mais de 34% dos cubanos tem, no mínimo, um curso universitário.) e que conhece muito bem a sua história. O Governo cubano é tão fiel ao seu povo e facilita em tudo a vida de todos. Eis um exemplo: muitos produtos vendidos em Cuba e no Brasil têm o mesmo preço em Cuba e no Brasil, porém Cuba compra os mesmos produtos muito mais caros do que o Brasil por causa do Bloqueio. Se empresas que atuam no Brasil compram por um preço muito mais barato, poderiam vender para os consumidores por um preço menor. Logo, o povo brasileiro é mais explorado. Em Cuba, o povo não é explorado. Outro exemplo muito importante é na alimentação. Um camponês vende um ovo de galinha a 2,00 pesos para o Estado e o Estado vende o mesmo ovo nas tendas estatais para as pessoas por 0,20 centavos. O camponês vende 1 litro de leite para o Estado a 2,5 pesos e o Estado vende nas tendas a 0,20 centavos. Isso é incrível. Um país que sofre com o bloqueio consegue garantir qualidade de vida para os camponeses que vivem no campo, valorizando o seu produto, com venda garantida dos alimentos para o Estado, incentiva a agricultura na produção de alimentos e repassa os alimentos a baixo custo para a população. Essa é uma estratégia para superar os malefícios do bloqueio.

    Dessa forma os camponeses se motivam a continuar no campo e produzirem alimentos e o mais importante: alimentos saudáveis sem uso de agrotóxicos. Cuba vem trabalhando e mostrando na prática que é possível produzir alimentos agroecológicos de forma sustentável. Diferente do Brasil que a cada dia fortalece o agronegócio, a concentração da terra, a intensificação dos monocultivos e transforma o Brasil num grande lixão das transnacionais com uso abusivo de agrotóxicos e poluindo os alimentos da população, o solo e as águas. Não é por acaso que o Brasil é o maior consumidor de agrotóxicos do mundo: 713 milhões de litros por ano, 3,5 quilos para cada pessoa, em média.

    Na conjuntura atual Cuba tem como estratégia principal garantir a soberania alimentar, depender o mínimo de alimentos importados. Cuba hoje exporta café, açúcar, tabaco, cacau e outros produtos. E importa em grande quantidade ainda, por exemplo, arroz e leite em pó. Em cima da frase dita pelo comandante Fidel “O dever patriótico número um do campesinato cubano é produzir para o povo” está sendo feito uma campanha nacional sendo traçadas linhas políticas de incentivo à agricultura para a produção de alimentos. Com a elaboração da lei 259 – “Entrega de terras em usufruto”, de 11 de julho de 2008, segundo a qual o Estado repassa terras que estão ociosas para as pessoas que querem trabalhar na agricultura com o compromisso de produzirem alimentos. Desde o surgimento desta lei mais de 100 mil famílias já voltaram para o campo para a produção de alimentos. O que mostra que a produção só vem aumentando. E o governo supervaloriza o preço dos alimentos. O que garante a permanência dos agricultores no campo. O estado, através da ANAP (Associação Nacional de Agricultores Pequenos) que está presente em todas as Províncias de Cuba, garante a compra de 80% da produção dos camponeses; ficando 20% para consumo da família produtora. E o camponês que quiser vende seus 20% nas feiras, na beira das estradas ou em casa. Para se ter idéia as pessoas que mais têm poder de ingresso de dinheiro em Cuba são os camponeses. Onde já se viu isso em um país capitalista! É lindo ver a alegria e a satisfação dos camponeses na lida com a terra. Eles têm convicção da sua importância para o país. Orgulham-se de ser camponeses. A meta do governo cubano é não precisar importar nenhum alimento. Há planejamento da produção de alimentos. A demanda é distribuída por região. É informado aos camponeses os alimentos que o Estado precisa. Os agricultores plantam levando em consideração a demanda da região e do país. Por exemplo, se em uma determinada região tem potencial para a produção de milho, arroz e feijão, com certeza essa região potencializa suas forças na produção desses alimentos, e assim vai se fazendo o planejamento e garantindo uma agricultura diversificada e cumprindo as metas. Os camponeses têm a tarefa de produzir. O transporte e a comercialização são por conta do Estado. Os caminhões do Estado buscam a produção nas propriedades. Os camponeses têm assistência técnica garantida pelo Estado. Cuba, somente em 2009, formou mais de cinco mil agrônomos. Todos os meios de produção são garantidos, como ferramentas, sementes etc.

    O Presidente Raul Castro convocou toda a juventude para vir para o campo contribuir na produção de alimentos. É uma realidade bonita de se ver. Jovens que até trancam suas matrículas na Universidade para prestar ajuda ao Estado, ao seu país. Professores Universitários que prestam trabalho solidário no campo na produção de alimentos. Em Cuba existe uma solidariedade que contagia as pessoas e é um processo de humanização muito grande. Todos os cubanos, desde as crianças até os idosos, sabem do problema que é o bloqueio dos EUA, existe uma consciência fantástica por parte das pessoas. E todos contribuem como podem.

    Em Havana, se vê um grande número de pessoas pegando carona e muitos motoristas oferecendo carona, especialmente nos horários de pico. Cerca de 80% dos automóveis são estatais e são orientados a dar carona. Os carros particulares, que são poucos, também cultivam essa prática de dar carona. É muito difícil ver uma pessoa sozinha em um automóvel. Normalmente andam duas, três ou quatro pessoas no mesmo automóvel, inclusive nos táxis. Dar e receber carona é um valor socialista e faz parte da cultura, é o normal. Muita gente vai trabalhar e volta sem ter que pagar pelo transporte. Não existe o menor receio de violência como seria de se esperar no Brasil. Também uma forma bastante inteligente de economizar energia. O petróleo é muito oneroso para o governo cubano. Assim, o povo cubano vai driblando o bloqueio norte-americano.

    Faz bem considerar o que nos diz Haroldo Brasil, no artigo “Flashes de Cuba” (Jornal Estado de Minas, 31/05/2010):

    “Quem buscar conhecer por dentro como vive o povo cubano, sua geografia e sua cultura, ao ir a Cuba, deve se hospedar em casas de família. Lá existem, com a autorização do governo, uma rede de casas de família, divididas em pequenos apartamentos, que podem ser alugados a visitantes, preservando uma área para uso próprio. Há sempre a opção de café da manhã e jantar, que são cobrados à parte. É possível assim um melhor conhecimento da intimidade das famílias, através do papo agradável e aberto que foi possível manter com os moradores locais. A exceção acontece em Varadero, praia no norte da ilha, que só recebe turistas, em hotéis, com uso de mão de obra cubana.

    Quem vai a Cuba vê com os próprios olhos um sistema educacional de ótima qualidade em todos os níveis, saúde pública para todos os cidadãos, nível de renda equalizado, segurança pública total, sem policiamento ostensivo, com criminalidade próxima de zero e sem o clássico problema das drogas de nossas sociedades capitalistas. Além disso, o cuidado com o meio ambiente transparece em todos os locais que visitamos. No que diz respeito à educação das crianças e adolescentes, há escolas em quase todos os quarteirões das cidades em tempo integral, com espaço para brincadeiras e esportes. A constituição de Cuba é enfática: “o único privilégio que admitimos nesse país é com relação ao tratamento que daremos às nossas crianças”.

    O bloqueio norte americano causa muitos danos ao povo cubano. Carência de matérias primas essenciais como papel, tintas, peças sobressalentes para veículos etc.

    Quem volta de Cuba para o Brasil, no avião, que faz conexão no Panamá, sente um grande contraste, quando se observa os brasileiros vindos de Aruba, Cancun, Miami, Nova Yorque, carregando imensas malas com quinquilharias inúteis e despejando um papo furado sobre suas inúteis aventuras consumistas”.

    Conhecer Cuba e poder conviver com o povo cubano é um verdadeiro processo de humanização, é entender que precisamos de muito pouco para ser felizes. E que é possível viver em uma sociedade onde a competitividade e a cumulação de bens não são o mais importante; a vida das pessoas está acima de qualquer coisa. Em Cuba o ser das pessoas é mais importante do que o ter.

    Os cubanos sabem o que é o socialismo, o quanto foi difícil para conquistá-lo, e que é este regime que querem que permaneça em Cuba e sabem o quanto o Governo faz por eles e com eles. Cuba incomoda os capitalistas, pois, mesmo pequena como Davi, nos dá exemplo de que, mesmo sofrendo todo tipo de pressão, segue firme vencendo todos os obstáculos. Os imperialistas já sabem que não conseguirão destruir o socialismo de Cuba, porque Cuba junto com Fidel, com seu povo, não é governada por uma ditadura, mas sim pelo poder popular. Se existe alguma ditadura em Cuba é a ditadura do proletariado, dos trabalhadores, da classe trabalhadora, do povo. Assim, Cuba, como uma estrela cintilante resiste sendo exemplo de uma sociedade livre é possível. Ser livre é difícil, mas possível, nos ensina o povo cubano.

  21. direto do chile
    noviembre 19th, 2010 a las 13:26

    Ante el ataque mediático al Pueblo Cubano.

    El 17 de Marzo reciente pasado, Cuba recordaba los 50 años de la orden ejecutiva del Presidente Eisenhower, que en 1960 aprobó las acciones encubiertas y terroristas contra Cuba, violando todas las normas internacionales y, dando inicio a una ofensiva propagandística internacional que aun se mantiene.

    Denunciamos que Cuba esta hoy siendo vilmente atacada, no sólo por el bloqueo económico, sino por una creciente manipulación de la información desde las grandes cadenas de noticias, Utilizando como pretexto el fallecimiento de un ser humano, (lo cual lamentamos profundamente), que transforma a un delincuente común, en preso de “conciencia” para golpear el ejemplo que para los pueblos del mundo sigue emanando desde el pueblo cubano.

    El MIR, conocedor de la medicina cubana, sabe que ella hizo todo lo posible por evitar tal desenlace. La revolución cubana, desde sus inicios, está marcada por un inobjetable comportamiento ético y de respeto por la vida humana, con una conducta intachable en defensa del ser humano. En Cuba jamás se ha maltratado un prisionero, ni siquiera de guerra, no hay un solo desaparecido, no existen los instrumentos de tortura y, los jóvenes cubanos, no conocen el olor al gas lacrimógeno y jamás vieron la policía en actitud represiva. Miles de médicos y otros profesionales, han entregado hasta sus vidas por el bienestar de pueblos necesitados, consecuentes con lo dicho por Marti de que “Patria es Humanidad”, sirviendo al prójimo a pesar de carencias propias, esa entrega humana sin límites es fruto de la obra humanista y pura de la revolución cubana.

    Ante el terremoto en nuestro país, podemos ver a los médicos cubanos trabajando solidariamente sin pedir nada a cambio, prueba de la humanidad de la revolución, del apoyo de su pueblo a ella, respaldada por procesos electorales propios, donde el pueblo se siente verdaderamente protagonista. La revolución no podría sobrevivir un minuto si traicionara su historia, si olvidaran sus principios más puros de humanismo y solidaridad.

    Por todo lo anterior rechazamos profundamente los acuerdos de los parlamentarios chilenos que en vez de preocuparse de las condiciones de injusticia social que se mantienen y profundizan en nuestro país a raíz del terremoto gastan los dineros de los trabajadores chilenos atacando al pueblo cubano que se erige como ejemplo de dignidad para el conjunto de la humanidad.

    CON EL EJEMPLO DEL PUEBLO CUBANO EN NUESTRA CONCIENCIA Y CORAZÓN
    Por una Vida Digna para Todos

  22. direto do chile
    noviembre 19th, 2010 a las 13:08

    75 ANOS SEM FACISMO.

    75 anos dos levantes antifacistas

    Análise
    A ANL desempenhou um papel relevante na mobilização de amplos segmentos da sociedade e da opinião pública brasileira em defesa das liberdades públicas

    19/11/2010

    Anita Leocadia Prestes

    Num período de intensa polarização política no cenário mundial, diante do avanço do fascismo em nível internacional e do integralismo no âmbito nacional, a Aliança Nacional Libertadora (ANL), criada em março de 1935, desempenhou um papel relevante na mobilização de amplos segmentos da sociedade e da opinião pública brasileira em defesa das liberdades públicas, gravemente ameaçadas pelos adeptos da Ação Integralista Brasileira (AIB), liderados por Plínio Salgado.
    Nesse processo, a influência dos comunistas mostrou-se decisiva não só na formação da ANL e em sua atividade legal, durante os meses de março a julho de 1935, como, principalmente, na preparação dos levantes armados de novembro daquele ano, realizados sob as bandeiras da ANL. O grande prestígio de Luiz Carlos Prestes – o Cavaleiro de uma Esperança que renascera com o desgaste de Vargas após a “Revolução de 30” – foi um fator fundamental para a difusão e a penetração, junto a amplos setores da sociedade brasileira, do programa anti-imperialista, antilatifundista e democrático levantado pelo Partido Comunista do Brasil (PCB) e adotado pela ANL.
    A justeza desse programa se evidencia pela aceitação e a repercussão que obteve junto à opinião pública democrática nacional. Como consequência, a ANL veio a transformar-se, em pouco tempo, na maior frente única popular jamais constituída no Brasil. Seu lema: “Pão, Terra e Liberdade”, inicialmente lançado pelo PCB, empolgou centenas de milhares de brasileiros.
    Os comunistas, entretanto, cometeram um grave erro de avaliação ao caracterizarem a situação do país, em 1935, como “revolucionária”, considerando que o desgaste do Governo Vargas seria tal que as suas condições de governabilidade estariam esgotadas. Confundindo os desejos com a realidade, os comunistas e muitos dos seus aliados superestimaram as possibilidades reais de organização e mobilização das massas populares. Consideraram que havia chegado a hora de levantar a questão do poder, lançando a consigna de um Governo Popular Nacional Revolucionário, formado pela ANL, através de uma insurreição popular. A proposta dos comunistas, assumida pela ANL, mostrou-se fantasiosa e, portanto, inexequível, resultando na derrota do movimento.
    A inviabilidade de promover uma insurreição das massas trabalhadoras no Brasil, em 1935, aliada à conjuntura de intensa agitação e efervescência política então presente nas Forças Armadas, induziu os comunistas e seus aliados da ANL a sucumbirem à influência das concepções golpistas dos militares, fortemente arraigadas no imaginário nacional. Tal fenômeno sobreveio, apesar dos esforços desenvolvidos para organizar e mobilizar as massas, assim como das repetidas e insistentes declarações do PCB, de Prestes e da ANL condenando o golpismo.
    As Forças Armadas e, principalmente, o Exército passaram a ser vistos pelos comunistas e aliancistas como o instrumento privilegiado para desencadear a almejada insurreição popular, na medida em que a mobilização dos setores civis mostrava-se mais demorada e difícil. O renascimento das concepções golpistas explica o caminho trilhado pela ANL: da amplitude inicial, quando a entidade se manteve dentro da legalidade, ao radicalismo revelado com a eclosão dos levantes armados de novembro de 35.
    A persistência de tais concepções pode parecer fruto das influências tenentistas, supostamente trazidas, tanto para o PCB quanto para a ANL, por L. C. Prestes e muitos dos elementos provenientes do tenentismo. Sem negar tais influências, é necessário considerar que o próprio tenentismo foi um movimento marcado pelo vigor das tendências golpistas, resultantes das características do processo de formação da sociedade brasileira. Uma sociedade, na qual as classes dominantes sempre tiveram força para impor aos setores populares um estado de desorganização e desestruturação social, que viria a tornar-se um dos seus traços marcantes; uma sociedade excludente, na qual não haveria canais para que as massas populares pudessem fazer valer seus direitos e reivindicações. A expectativa de um golpe “salvador” seria a consequência natural de tal estado de coisas.
    Se, em 1935, o golpismo dos comunistas e de muitos dos seus aliados se revelou no fato de haverem delegado aos militares o papel de detonadores da “insurreição das massas trabalhadoras”, deve-se considerar que o conteúdo do programa então defendido – antiimperialista, antilatifundista e democrático – era distinto das propostas tenentistas. Sejam as propostas liberais dos “tenentes” dos anos 20, sejam as propostas autoritárias do tenentismo do início dos anos 30. Em 1935, os militares, que iriam desencadear a insurreição projetada, não eram mais tenentistas, mas seguidores de Prestes, que, desde seu Manifesto de Maio de 30, deixara de ser “tenente” para aderir às teses levantadas pelos comunistas – as mesmas que seriam encampadas pela ANL.
    Mas o revés do movimento antifascista no Brasil, em 1935, não se explica apenas pela influência das concepções golpistas. O Governo Vargas pôde tirar partido de uma conjuntura internacional favorável ao fascismo e aos regimes autoritários para, com o apoio da direita e brandindo as bandeiras do anticomunismo, impor uma grave derrota às forças democráticas e progressistas do país.

    Anita Leocádia Prestes é professora do Programa de Pós-graduação em História Comparada de UFRJ e presidente do Instituto Luiz Carlos Prestes

  23. F.Castro
    noviembre 19th, 2010 a las 09:16

    Yasiel Balaguer, de 17 anos, grande promessa do beisebol cubano,que fugiu recentemente de Cuba, esperando ser contratado por uma equipe Norte Americana, perguntado o porque da fuga do paraiso socialista.
    Respondeu em uma entrevista na Nicaragua:
    Eu não quero viver uma vida de ficção, comprar uma refeição de ficção, com um dinheiro de ficção em uma loja de ficção.
    Logo, portando, todavia o paraiso socialista é uma ficção.

  24. Twitter Trackbacks for Geração Y / Generación Y » Os filhos [desdecuba.com] on Topsy.com
    noviembre 19th, 2010 a las 09:15

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  25. F.Castro
    noviembre 19th, 2010 a las 08:59

    Estudo alerta para o envelhecimento da população em Cuba

    Associated Press

    HAVANA – A sociedade cubana devem estar preparados para enfrentar os desafios colocados pelo envelhecimento das populações, adverte um estudo realizado pelo Escritório Nacional de Estatísticas (NSO).

    O estudo indicou que “a população cubana está passando o que poderia ser definida como ausência de crescimento ou estável, com tendência a diminuir sua população em curto prazo”, informou o jornal Granma, na terça-feira, oficiais do Partido Comunista.

    Ele disse que o declínio “é uma situação sem precedentes em sociedades em desenvolvimento, na ausência de catástrofes naturais, epidemias mortais, a crise econômica ou política de grandes proporções ou de conflagração militar”.

    Também confirmou a tendência de envelhecimento da população, menos crianças nascidas e da sociedade deve estar preparada para cuidar de idosos, o que implica um certo cuidado médico e forçado a reorientação dos serviços de segurança social.

    O ONS disse que a investigação “revelou que em 2009 obteve o valor mais alto dos últimos 10 anos” na medida em que taxa de fecundidade total refere-se chegar a 1,70 filhos por mulher.

    “No entanto, parece provável que nas presentes circunstâncias, continuar a subir este indicador é ainda considerada pouco provável que se mantenha a esse nível”,

    A pesquisa de fertilidade nacional de 2009 foi a segunda realizada no país ao longo de sua história e teve lugar entre Dezembro desse ano e janeiro de 2010. As primeiras datas de 1987.

    Esta amostragem foi aplicado em 14 províncias para os cidadãos com idade entre 15 e 54 anos, segundo o Granma.

    As estatísticas mostraram que, no final de 2009, a população da ilha chegou a 11.242.628 habitantes (6529 ao invés de 2008), o primeiro aumento após três anos consecutivos de declínio.

    Cuba tem mais homens que mulheres: 1.003 pessoas são do sexo masculino para cada 1.000 mulheres.
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    COMENTO: Um país sem perspectiva nenhuma, a não ser a fome, os pais pensam 10 vezes antes de ter uma familia numerosa e não ter como alimentar, o controle de natalidade é uma coisa natural.
    Mas o porcaria do Granma não diz nada do exodo dos jovens para outro países, Cuba e de onde mais de foge no mundo.