Entrevista com Pedro Argüelles
Clique aqui para ouvir a entrevista com Pedro Argüelles

Tradução da transcrição para o inglês
Yoani Sánchez: Qual é a sua situação atual? Onde vocês está e o que eles falaram para você?
Pedro Argüelles: Estou na prisão provincial de Canaletas em Ciego de Ávila. O que me falaram no sábado, 10 de julho, foi através do telefone, eu fui para o escritório do diretor da prisão e eles me colocaram em contato telefônico com o Arcebispo de Havana, Cardeal Jaime Ortega. Ele me informou que eu estava na lista dos que deveriam ir para a Espanha se eu concordasse. Eu disse que não, não tinha interêsse em deixar meu país. Ele também perguntou sobre a minha esposa, se ela teria algum interêsse. Eu disse não. Bem, ele me disse que voltaria a falar e se despediu. Isso foi tudo o que me falaram, eles não me falaram mais nada, estou aqui esperando pelos fatos e seu desenvolvimento.
Yoani Sánchez: Pedro, você acha que essas libertações vão fortalecer ou enfraquecer o movimento dissidente e o jornalismo independente dentro de Cuba?
Pedro Argüelles: Bem, olhe, se vai ou não afetar a distensão honestamente eu não posso dizer no momento, porque estou aqui dentro da prisão por sete anos e meio. Eu sei que existem novos grupos, eu sei que há novas pessoas fazendo jornalismo independente, continuando a luta civil. Eu penso que não haverá enfraquecimento porque, em todo caso, há novas vontades, como nosso apóstolo Jose Marti disse, e bem, desde 1976 quando a primeira célula do Comitê Cubano dos Direitos Humanos foi criada na prisão Combinado del Este, esta foi a primeira célula e nós pudemos chegar à este ponto porque tem havido revezamentos, ajuda, tem havido pessoas que têm continuado, pessoas que morreram, novas pessoas vindo à cena na arena pública. Então penso que basicamente nós estabelecemos a lei que todos têm o direito e liberdade para decidir em relação à sua própria pessoa, não tenho nada contra os meus irmãos que desejam ir, isso é uma decisão soberana, é a sua liberdade. Eu sigo o pensamento de Marti que diz que o dever de um homem é ficar onde seja útil. Eu acredito que aqui é onde sou mais útil, este é o meu lugar para lutar pelos direitos e a liberdade inerentes a dignidade da pessoa humana e é onde quero estar. Eu não quero estar em nenhum outro lugar, aqui é a fronteira de combate contra o regime totalitarista dos Castros.
Yoani Sánchez: E o que Pedro Argülles fará uma vez fora da prisão de Canaletas?
Pedro Argüelles: Continuar o que comecei em meados de 1992, quando me juntei ao Comitê Cubano pelos Direitos Humanos aqui em Ciego de Ávila, tendo fundado então a Cooperativa dos Jornalistas Independentes. Continuar a denunciar as violações de direitos humanos e continuar com a imprensa independente e a luta civil. Para fazer triunfar o que nós desejamos e pelo qual sofremos, a transição de Cuba para a democracia.
Yoani Sánchez: Bem, Pedro, muito obrigado e nós desejamos realmente que o seu nome esteja entre os próximos a serem libertados. Nós desejamos muito dar-lhe o abraço há tanto tempo adiado.
Pedro Argüelles: Algum dia isto irá acontecer, eu também desejo encontrar todas essas novas vontades que despertaram.
Yoani Sánchez: bem, muito obrigado.
Pedro Argüelles: um abraço.
Traduzido da transcrição para o inglês por Humberto Sisley de Souza Neto.















julio 26th, 2010 a las 23:49
O mais curioso disso tudo são as contradições;
Os petralhas são defensores da democracia mas veneram Fidel Castro(mentor principal),adoram Hugo Chaves , Armadinejad, Mugabe e companhia.
Detestam as ditaduras de direita mas querem implantar uma de esquerda
São a favor da liberdade mas querem censurar a imprensa (estão tentando)
São defensores incondicionais da ética, mas nunca e roubou tanto “na história nesse pais”
Detestam o capitalismo e a riqueza(teoricamente), mas os bancos nunca ganharam tanto.
Distribuição de renda:Realmente foi bem distribuida- petralhas, sindicalistas, MST, “perseguidos” da ditadura,militantes, mensalão , cueca e por aí vai. -E VIVA DITADURA DO PROLETARIADO!, VIVA A INCOMPETENCIA
VIVA O NIVELAMENTO POR BAIXO, VIVA AS COTAS UNIVERSITÁRIAS E POR FIM, VIVA A BURRICE E A IGNORÃNCIA.
julio 20th, 2010 a las 13:54
Yoani, me emociona saber, que existem homens com tamanha integridade e sabedoria.
bjos do Brasil
eidia
http://www.oquevivipelomundo.blogspot.com
julio 16th, 2010 a las 11:10
Nelson Motta – O Estado de S.Paulo
Enquanto a ditadura cubana solta presos políticos, o Congresso dos Estados Unidos debate a lei que libera os americanos para viajar à Disneylândia socialista. O momento histórico não é só dramático, também é muito irônico.
Há 51 anos, um dos orgulhos míticos da revolução é ter livrado Cuba de ser “um bordel dos americanos”. Com a liberação das viagens aos vizinhos, hordas de turistas mal-educados e cheios de dólares invadirão a ilha, e serão muito bem-vindos, como uma salvadora fonte de divisas para a indigente economia da ilha. Será o encontro feliz do consumismo com o comunismo.
Mesmo com a proibição, mais de 100 mil americanos viajaram para Cuba no ano passado, via México, se arriscando a multas e chateações judiciais. Imaginem liberando geral. Não haverá rum para tanta gente.
Viagens baratas, de pouco mais de meia hora de voo, levarão o melhor e o pior dos turistas americanos a Cuba, em busca de sol e mar, mas também de diversão, negócios, aventura e, naturalmente, sexo.
Com o agravamento da crise econômica e sem perspectiva de trabalho, jovens cubanos de todos os sexos e formações estão se prostituindo para sobreviver. Fidel fez piada, dizendo que em Cuba até as putas são universitárias, mas a ironia da história é que, em volta dos hotéis, dos bares e boates, Havana se tornou um bordel a céu aberto. Mas não só de americanos.
Como não há nada mais conservador do que a revolução cubana, só Fidel e a velha guarda do partido ainda continuam odiando e esperando a agressão dos “yankis”. As novas gerações os chamam, com simpatia, de “yumas”, admiram suas qualidades e sonham consumir as maravilhas que eles produzem com liberdade e tecnologia. Estão loucos para trocar ideias com eles. E, se possível, ganhar algum dinheiro, porque, apesar do salário de 20 dólares mensais, há cada vez mais desempregados.
Pior: ultimamente só foram criados empregos de fiscais, para tentar conter o roubo sistêmico nas fábricas e empresas estatais. Diz um amigo cubano que endureceu sem perder o humor: “O que vai mudar é que agora os que roubam para sobreviver vão ter que rachar com os fiscais.”
julio 16th, 2010 a las 11:07
15/07/2010
A ditadura cubana começou a morrer
Augusto Nunes
As revelações transmitidas por um canal de TV digital* da Espanha ampliaram os estragos causados nesta mesma quinta-feira pela entrevista coletiva dos presos políticos cubanos que recuperaram a liberdade em Madri. Encontre tempo para contemplar um documento histórico: daqui a muitos anos, o mundo lembrará que a ditadura nascida em janeiro de 1959 começou a morrer em 15 de julho de 2010, vencida pela força da verdade.
*Vídeo no blog Augusto Nunes
julio 16th, 2010 a las 10:40
Dissidente cubano diz que “Lula se aliou ao crime e não à justiça”.
Gestos, e não palavras fora de hora, pediram os presos cubanos recém-chegados à Espanha ao presidente Lula. Lula foi acusado por eles de omissão durante sua quarta viagem a Cuba em dois mandatos, na qual não se reuniu com dissidentes nem fez uma intervenção a favor de Orlando Zapata Tamayo, que estava em greve de fome havia 85 dias e morreu justamente quando o presidente visitava a ilha, no dia 23 de fevereiro.
. Na quarta-feira, Lula afirmou ter se alegrado com a liberação dos opositores do Grupo dos 75, encarcerados desde a chamada Primavera Negra, em 2003. “Lula se aliou ao crime e não à justiça. Orlando Zapata podia ter tido possibilidades, mesmo que remotas, de sobreviver se Lula da Silva tivesse intercedido pessoal e publicamente por ele. Ele diz que está feliz com a nossa liberação, mas nós estaríamos felizes se ele tivesse advogado por Zapata”, afirmou Omar Rodríguez Saludes, ontem, numa entrevista coletiva promovida pela organização Repórteres Sem Fronteiras, junto com outros seis presos políticos liberados após as negociações entre a Igreja Católica e os governos espanhol e cubano.
Postado por PB ( Polibio Braga – 16/07/2010)
julio 15th, 2010 a las 14:01
SEM ANISTIA, PRESOS POLÍTICOS CUBANOS NÃO SE SENTEM SEGUROS NA ESPANHA. AMEAÇA CONTINUA
Os dissidente cubanos libertados por Cuba e exilados nesta semana para a Espanha afirmaram nesta quinta-feira, 15, que ainda não se sentem livres ao não ter nenhuma garantia de que não voltarão para a prisão, e acrescentaram sua liberdade não é suficiente para a União Europeia suavize sua política com Cuba.
Em uma disputada conferência de imprensa na sede da Associação da Imprensa de Madri (APM), seis desse dissidentes libertados asseguraram que nunca pedirão permissão para voltar a seu país, e exigiram a libertação dos presos que não querem sair de Cuba para provar a vontade de mudança do governo de Havana.
“Se temos que pedir permissão para regressar à pátria, significa que não somos livres, não somos imigrantes, senão refugiados. Sigo sendo um perseguido político”, assegurou Julio César Gálvez.
Acompanhados de suas “damas de branco” – suas esposas -, Gálvez compareceu perante a imprensa junto com Omar Rodríguez, Normando Hernández, Ricardo González, José Luis García Paneque e Lester González, todos jornalistas, em um ato organizado pelo Repórteres Sem Fronteiras (RSF).
Durante mais ed uma hora, relataram suas experiências e a situação em que estavam na Espanha, onde está previsto que chegue pelo menos 20 dos 52 presos que irão ser libertados.
No momento, são 11 os presos políticos postos em liberdade em virtude das negociações entre o regime de Castro e a Igreja Católica cubana, com a mediação também do governo espanhol.
Além de expressar sua incerteza pelo status de exilados – imigrantes ou refugiados políticos – todos disseram que não haverá tido nenhuma mudança enquanto os reclusos que se negaram a vir para a Espanha seguirem presos.
“Nossa principal luta é essa, que eles possam ficar livres em Cuba”, enfatizou Gálvez, que da mesma maneira que seus companheiros, foi condenado a 20 anos de prisão após ter sido detido dentro do chamado “grupo dos 75″ em 2003.
Para Ricardo Golzáles, se a vontade do regime de Castro é libertar a todos, “o que esperar?”. “Ou será querem ter os que optaram por ficar em Cuba como reféns ou moeda de troca?”, perguntou.
O médico García Paneque recordou que a condenação “não foi anistiada, nem anulada, e segue vigente” em todos os casos, pelo o que inferiu que a ameaça de voltar à prisão continua viva.Aluizio Amorim
julio 15th, 2010 a las 11:13
Sobre a candidata socialista que nunca recebeu um voto sequer do povo brasileiro e que nunca conseguiu ser aprovada num concurso público: ” Você pode enganar alguns por todo o tempo e todos por algum tempo mas nunca enganará todos por todo o tempo”.
O candidato socialista no RS é o que possui a maior quantidade de bens, totalizando quase três milhões de reais, e diz defender o povo, bem que ele poderia doar a sua fortuna para os pobres e viver como Sao Francisco só da caridade.
O povo brasileiro rejeita o comunismo socialismo, mas e ludibriado pelo canto das sereias que douram a pílula que trara os efeitos do boa noite cinderela aos incautos.
julio 15th, 2010 a las 11:09
cubadebate.cu
Um colunista do saite cubano cubadebate.cu, que publica “reflexões” do ditador Fidel Castro, protesta na internet por ter sido expulso do Partido Comunista cubano depois que escreveu um texto denunciando a corrupção nas altas esferas do governo bolchevista da pobre ilha.
O nome dele é Esteban Morales, que é também diretor honorário do Centro de Estudos dos EUA na Universidade de Havana. Sua tese é ser a corrupção e não a dissidência política o grande problema do país. O que não é novidade nenhuma, pois o fato é percebido há tempos pela população da ilha.
A novidade, entretanto, é Esteban contar que os membros corruptos da cúpula da ditadura já estão se preparando para a queda do regime comunista. Ele interpreta que estão repetindo em Cuba o que fizeram os “oligarcas” do comunismo na finada União Soviética nos anos 90. Chama de “oligarcas” em Cuba o que na realidade é a alta burguesia do regime comunista da pobre ilha. E afirma em outro artigo, divulgado este mês pela internet, que na cabeceira da intelectualidade cubana corre a ideia que é melhor ser “oportunista” do que crítico ao regime que se degrada. TREM AZUL
julio 14th, 2010 a las 19:40
Concordo com pedro, em respeitar quem quer ir, nas se todos não fosse, penso que o movimento continuaria nas forte, no meu entender e como se os presos realmente tivesse se libertado, nas o povo não, imagina que apenas cerca de menos de 100 damas ja consegiu mexer com o governo , imagina esse numero sendo maior, seria a redenção de cuba, pois fazer oposição fora de cuba é muito facil, dificil e fazer o movimento dentro de cuba, pois todos os dias tinhamos noticias e os comentarios bombava, em qualquer site que aboradasse esse assunto…. resta saber será que os presos poderão voltar a cuba , ou simplesmente raul se livrou do que nas o incomodava? se foi assim foi melhor pra eles do que pra nós que gastamos horas de dedicação visitando sites e nas sites, e respondendo e divulgando cada mensagem , eu pelo menos tenho um perfil no tagged, como se morasse em cuba, e passava horas e horas visiando outros perfis e convidando pra adereir a grupos como por exemplo da Yoani, onde hoje há nas de 270 membros, sendo a sua maioria de cuba, dentro da ilha, pois eles visitavam o meu perfil e via o que não se podia abrir dentro de cuba, eu dessa forma consigo romper a barreira imposta pela ditadura.
julio 14th, 2010 a las 19:39
Entrevista breve e completa. Boa sorte e que Deus o ilumine.
julio 13th, 2010 a las 17:52
Somos sobrinho e tia com um desejo comum: viver para ver “CUBA LIBRE”. Vivemos no Brasil e admiramos sua luta, comum a de tantos brasileiros. Deus te abençoe.
julio 13th, 2010 a las 14:24
Um texto de Rodrigo Constantino, publicado no jornal O Globo (13/07) alerta a todos os que ingenuamente acreditam que o demônio pode mudar sua essência e virar anjo. Refere-se a Dilma Roussef, que deu para fazer afirmativas que não estão de acordo com seus feitos e com sua história. Muitos cubanos também acreditaram que a revolução liderada por Fidel Castro e sua turma, para derrubar a ditadura de Fulgêncio Batista, lhes traria a tão sonhada democracia. Deu no que deu, como não poderia deixar de ser. Chávez, um dos ídolos de Dilma, também prometia, em 1998, não atentar contra os valores de democracia e do capitalismo, embora tivesse liderado uma tentativa de golpe alguns anos antes.
Não há razão para que alguém de bom senso acredite que uma mulher que fez da mentira uma norma de conduta mude da água para o vinho. Sua vitória nas eleições de outubro, caso ocorra, colocará o Brasil em rota de colisão contra a democracia, aprofundando, ou mesmo completando, o trabalho iniciado com a ascensão do PT e seus aliados esquerdistas ao poder. (mfgomes: 13/07/2010)
A outra face de Dilma
Rodrigo Constantino, O Globo
“Ninguém pode usar uma máscara por muito tempo: o fingimento retorna rápido à sua própria natureza.” (Sêneca)
De olho nos eleitores mais moderados, a candidata Dilma Rousseff tem alterado seu discurso, vestindo uma embalagem mais atraente. Não foi apenas o cabelo que passou por uma transformação radical. Agora, Dilma já fala em reduzir a dívida pública para 30% do PIB, em imposto zero para investimentos, em combater as invasões ilegais do MST e na defesa da liberdade de imprensa. Entretanto, este discurso soa estranho na boca da petista. A nova personagem não combina nada com a figura histórica.
Para começo de conversa, o governo Lula teve oito anos para fazer as reformas estruturais, reduzir os impostos, atacar as invasões do MST etc. Não só deixou de fazer isso tudo, como muitas vezes agiu à contramão do desejado. A carga tributária aumentou, ocorreu uma escalada de invasões do MST, que recebe cada vez mais verbas públicas, e a liberdade de imprensa se viu inúmeras vezes ameaçada: Ancinav, Conselho Nacional de Jornalismo, tentativa de expulsão do jornalista estrangeiro que falou dos hábitos etílicos do presidente, PNDH-3 e Confecom. Foram diversas tentativas de controle dos meios de comunicação.
A participação de Dilma em alguns destes projetos foi direta. O Programa Nacional de Direitos Humanos, com viés bastante autoritário, saiu de seu gabinete. Além disso, Dilma sempre deixou claro que acredita num Estado centralizador como locomotiva da economia. Foi durante a gestão de Luciano Coutinho que o BNDES se transformou numa espécie de “bolsa empresa”, torrando bilhões dos pagadores de impostos em subsídios para grandes empresas. O Tesouro teve que emitir dezenas de bilhões em dívida para bancar os empréstimos do BNDES. Coutinho é cotado como possível ministro no governo Dilma. Como acreditar no discurso de redução da dívida pública? As palavras recentes dizem uma coisa, os atos concretos dizem outra, bem diferente.
O passado de Dilma também levanta suspeita sobre esta nova imagem “paz e amor”. Dilma foi guerrilheira e lutou para implantar no país um regime comunista. Com este “nobre” fim em mente, ela se alinhou aos piores grupos revolucionários, aderindo à máxima de que os fins justificam quaisquer meios. Colina e VAR-Palmares foram organizações que praticaram os piores tipos de atrocidades, incluindo assaltos, ataques terroristas e seqüestro. Claro, devemos levar o contexto da época em conta: Guerra Fria, muitos jovens idealistas iludidos com a utopia socialista, e dispostos a tudo pela causa.
Mas o tempo passou, e vários colegas colocaram as mãos na consciência e fizeram um doloroso mea-culpa, reconhecendo os erros do passado. Dilma, entretanto, declarou com todas as letras numa entrevista à revista “Veja”: “Jamais mudei de lado”. Sabendo-se que este lado nunca foi o da democracia, e sim o lado que aponta para Cuba, resta perguntar: qual Dilma pretende governar o país? Em um típico ato falho freudiano, a campanha de Dilma apresentou ao TSE o programa de governo do PT, ignorando a aliança com o PMDB. Neste programa, que contava com a rubrica de Dilma, estavam presentes os ideais golpistas da ala radical do partido, como o controle da imprensa, os impostos sobre “fortunas” e a relativização do direito de propriedade no campo, beneficiando os criminosos do MST.
Chávez, em 1998, declarou que não tinha nenhuma intenção de nacionalizar empresas, de controlar a imprensa ou de destruir a democracia e permanecer no poder. Ao contrário, ele se mostrou bastante receptivo ao capital estrangeiro. Na época, ele estava prospectando clientes. Depois, era tarde demais. Ele já tinha o domínio da situação, e estava pronto para sacrificar suas vitimas ingênuas. “Quem espera que o diabo ande pelo mundo com chifres será sempre sua presa”, alertou o filósofo Schopenhauer.
Em uma de suas fábulas, Esopo faz um alerta aos que acreditam nas mudanças da essência dos seres humanos. Um lavrador, durante um inverno rigoroso, encontrou uma serpente congelada. Apiedou-se dela e a pôs em seu colo. Aquecida, ela voltou à vida normal, picou seu benfeitor ferindo-o de morte. E ele, morrendo, disse: “É justo que eu sofra, pois me apiedei de uma malvada”.
A História está repleta de casos em que a crença nas lindas promessas de políticos autoritários se mostrou fatal. Dilma apresenta ao público sua nova face, com um discurso bem mais moderado. Mas é a outra face que não sai de minha cabeça, aquela que acompanhou a candidata por toda sua vida.
posted by Rodrigo Constantino at 9:18 AM
julio 13th, 2010 a las 11:40
cuba solta alguns presos políticos
Sete presos políticos do regime comunista de Cuba chegaram hoje cedo a Madri. Ao lado da família, falaram de uma nova etapa para o futuro da ditadura cubana e da importância da libertação dos outros presos políticos do país. Sua chegada concretiza o acordo feito entre a Igreja Católica e a ditadura, prevendo soltar 52 cativos por crimes de consciência, enquanto mais de cem permanecem nas masmorras daquela ditadura.
Eles poderão viver exilados na Espanha ou sair do país, já que outros aceitaram recebê-los, entre eles os EUA e o Chile. Estes 52 presos, que Lula comparou aos bandidos das penitenciárias brasileiras fazendo greve de fome, fazem parte de um grupo de 75 que foram detidos na “operação negra”, de 2003, quando foram condenados a penas de 13 a 28 anos, por atividades ditas “subversivas” pela ditadura comunista da pobre ilha. São esperados na Espanha outros cativos do regime cubano, sem previsões. No acordo se falou em 52 libertos num prazo de até 4 meses.
CADÊ OS CHICOS, BETTOS, CANDIDOS, TARSOS, E OUTROS PETRALHAS SALAFRÁRIOS PARA FAZEREM ABAIXO ASSINADO PARA SOLTAR TODOS OS PRESOS POLÍTICOS DA DITADURA TIRÂNICA FAMILIAR DOS ASSASSINOS SIAMESES IRMÃOS CASTROS RUZ!!!
julio 13th, 2010 a las 11:00
[...] Geração Y / Generación Y » Entrevista com Pedro Argüelles desdecuba.com/generaciony_pt/?p=1165 – view page – cached Tradução portuguesa do blog de Yoani Sánchez, de Havana, Cuba Leer el blog en otras lenguas: * Início * Meu perfil Tweets about this link [...]